PDT tentará emplacar Rosângela Curado como candidata a vice de Flávio Dino

Foto do Blog de John Cutrim: Rosângela agora é
 forte nome da oposição para compor chapa com Flávio Dino

A filiação da odontóloga Rosângela Curado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), no último sábado (28), representou mesmo uma grande perda para o grupo Sarney. Forte liderança que despontou na região tocantina, principalmente após  as eleições municipais passadas, ela deixou o DEM, partido da base governista, para compor a oposição e agora está entre os nomes que o PDT oferecerá para a vice-governadoria do pré-candidato ao governo pelo PCdoB, Flávio Dino.

A chegada de Rosângela ao PDT soa como um “troco” ao grupo Sarney, exatamente pelo que aconteceu no pleito do ano passado. Na última eleição municipal, onde ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Imperatriz com mais de 37 mil votos, ela, apesar de estar na base de apoio ao governo, foi preterida pela governadora Roseana Sarney que decidiu apoiar a reeleição do atual prefeito Sebastião Madeira (PSDB), tido como “um grande troféu” de oposição naquele momento.

O ato de filiação de Rosângela levou a Imperatriz representantes das diversas esferas da oposição que fazem coro ao projeto de alternância de poder, tamanha é a importância da liderança hoje na região tocantina. Marcaram presença o pré-candidato ao governo, Flávio Dino, os deputados federais Domingos Dutra (ainda no PT, mas de saída já anunciada), Weverton Rocha (PDT), Waldir Maranhão (PP); os deputados estaduais Carlinhos Amorim (PDT), Raimundo Cutrim (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB); o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), entre outras figuras da política maranhense.

Rosângela Curado, que é cotada na região tocantina para ser a próxima prefeita de Imperatriz, deixou o DEM, partido da base do governo Roseana Sarney, ao romper, no primeiro semestre deste ano, com o governo após ter seu nome arrolado no famoso “Bolsa Eleição”, um conselho estratégico que tinha como finalidade “manter” fortes aliados, com altos cachês, visando às eleições do próximo ano.

Foi Rosângela a primeira a “gritar” em relação ao “Bolsa Eleição”. Na época, desautorizou o governo Roseana a nomeá-la no tal conselho, um dos motivos pelos quais o governo decidiu extinguir o “conselhão”. Conhecida em toda a região tocantina, ela já foi secretária de Saúde em João Lisboa, Imperatriz e Coelho Neto, por onde veio “subindo  degraus”. 
Pelo PDT, Rosângela pretenderia disputar vaga à Câmara Federal, mas seu nome já está arrolado como muito forte para compor chapa com Flávio Dino pela liderança que conquistou na região tocantina e por ser mulher. Além disso, é nome certo para disputar a eleição de 2016, quando concorrerá, mais uma vez, à Prefeitura de Imperatriz com grandes chances. 

DOMINGOS DUTRA: "Nós não somos sapos para morrer debaixo dos pés do boi…"

Dutra não quer ser pego pelo “boi”
Em mais uma de suas tiradas de gerar gargalhadas, desta vez durante discurso na filiação de Othelino Neto ao PCdoB, o deputado federal Domingos Dutra (ainda no PT, mas já de saída anunciada) mandou essa: “E nós não somos sapos para morrer debaixo dos pés do boi…”

Dutra estava se referindo à disputa eleitoral que se aproxima em que a oposição irá com tudo para cima do alto poder, do gigante,  leia-se do grupo Sarney, que dentro da frase do deputado seria o “boi”. 

Tiradas à parte, Dutra tem razão. Para a oposição, não vale “morrer aos pés do boi” nas eleições de 2014, pois esta parece ser a maior chance da esquerda nas últimas décadas, onde o Maranhão está diante de um grupo poderoso, a única oligarquia ainda remanescente no Brasil, mas que parece estar “afundando”.

Durante discurso no evento do PCdoB, Dutra disse que, para vencer as eleições, a oposição deverá estar totalmente unida, para ser forte, com apenas um candidato a governador e outro ao Senado de consenso. 

Isso quer dizer que o deputado tem a consciência de que se ele não for escolhido, pela maioria, como candidato a senador, aceitaria recuar em nome do projeto de alternância de poder. 

De saída já anunciada do PT, Dutra decidirá, até a próxima quarta-feira (02), qual rumo partidário irá seguir. Tem convite para o Solidariedade (SDD) e para o PCdoB e é simpatizante da Rede  de Sustentabilidade de Marina Silva, que ainda não se viabilizou. Só falta definir!

Partido Solidariedade tenta atrair Clay Lago e Dutra

Simplício Araújo, durante evento do PCdoB
De transferência para o Partido Solidariedade (batizado de SDD), o deputado federal Simplício Araújo, que será um dos comandantes da sigla no Maranhão, disse, durante evento de filiação do PCdoB na sexta-feira (27), que está tentando filiar a ex-primeira dama Clay Lago. Estão a caminho do PS também os ex-deputados Wagner Lago e Aderson Lago, além de outras lideranças.

Clay Lago é “paquerada” também pelo PPS e quem tem feito as investidas é a própria deputada estadual e, por enquanto, pré-candidata ao governo do Estado, Eliziane Gama. Porém, a interlocutores mais próximos a ex-primeira dama, que foi esposa do ex-governador Jackson Lago, mostra-se resistente à ideia de se filiar ou de concorrer a algum mandato político.

O novo partido já começa com um deputado federal e com a possibilidade de atrair também o polêmico Domingos Dutra (ainda no PT, mas já de saída anunciada) e mais três deputados estaduais. O SDD, segundo Simplício, também se alinha ao processo de alternância do poder, hoje materializado no pré-candidato ao governo pelo PCdoB, Flávio Dino. 

No último dia 24, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a criação do SDD, fundado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. A legenda será identificada com o número 77. 

Com o registro, o Brasil passa a ter 32 partidos registrados no TSE. O partido conseguiu apoiamento de 503 mil eleitores no País, número superior ao mínimo de 0,5% de apoiamentos em relação ao eleitorado.

O partido espera filiar, pelo menos, cinco prefeitos e até 120 vereadores de municípios maranhenses.  Em Brasília, o clima é de euforia com o SDD, pois existe uma expectativa de que pelo menos 30 federais migrem para a legenda, o que tornaria a sigla muito competitiva para 2014 com tempo superior a partidos tradicionais, como PDT e PSB.

PCdoB filia Othelino Neto e aumenta bancada do partido na Assembleia Legislativa

Flávio Dino deu as boas-vindas ao novo comunista Othelino

Flávio abonou ficha de filiação. Evento reuniu lideranças de
várias esferas da oposição













Em um evento político concorrido, o deputado estadual Othelino Neto assinou ficha de filiação no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), nesta sexta-feira (27), no hotel Abbeville, ao lado do presidente da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo) e pré-candidato ao governo do Estado pelo PCdoB, Flávio Dino, de  representantes de diversas esferas da oposição, deputados federais e estaduais, ex-prefeitos, vereadores e várias lideranças da sigla.

Durante a filiação, o presidente municipal do partido (licenciado), jornalista Márcio Jerry, destacou 

que, com a chegada de Othelino ao PCdoB, que já tem Rubens Jr. e Raimundo Cutrim, o partido aumenta a bancada na Assembleia Legislativa para três deputados e fica mais forte, reforçando a oposição ao governo Roseana Sarney.

Othelino Neto já havia deixado claro, por várias vezes em pronunciamento na tribuna, que se filiaria a uma das siglas alinhadas ao projeto Flávio Dino 2014. Ele analisou as possibilidades de filiações a todos os partidos engajados na alternância de poder no Estado e terminou optando pelo PCdoB.

O auditório do Abbeville ficou pequeno para tantas lideranças políticas. Além do presidente da Embratur, de Márcio Jerry e de diversas lideranças do partido e do interior do Estado, prestigiaram a filiação os deputados Waldir Maranhão (PP), Simplício Araújo (PPS/PS), Domingos Dutra (PT), Marcelo Tavares (PSB), Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PT) e Raimundo Cutrim (PCdoB); o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB); e os vereadores Rose Sales (PCdoB) e Roberto Rocha Jr (PSB).

Ao justificar a escolha pelo PCdoB, Othelino disse que, há muito tempo, vem defendendo um projeto de alternância de poder para o Maranhão e, segundo ele, quem melhor materializa essa mudança é Flávio Dino. “É com muito orgulho que hoje começo a fazer parte do Partido Comunista do Brasil, que comanda o processo de mudança e alternância de poder no Maranhão”, disse o novo filiado do PCdoB.

Bancada de oposição – Durante a cerimônia, Flávio Dino, que abonou a ficha de filiação de Othelino ao PCdoB, disse que o partido se sente honrado em receber um deputado que tem forte atuação no Parlamento com projetos polêmicos, pronunciamentos fortes e centrados no projeto de alternância de poder que tem como objetivos o desenvolvimento, a igualdade e a democracia.

Durante discurso, Flávio Dino fez questão de frisar a qualidade da atual bancada de oposição na Assembleia Legislativa e ressaltou a importância desses deputados para o processo de alternância de poder e mudanças concretas no Maranhão. Ele chegou a dizer que, se eleito um dia governador do Estado, gostaria de ter uma oposição tão determinada e competente que ajude a fiscalizar e, com isso, direcionar o governo.

Os diversos cenários da disputa pelo Senado…

Roberto Rocha empatado, tecnicamente,
com Roseana

Apesar de velha conhecida do eleitorado,
Roseana se mantém na casa dos 29%










Num outro cenário, Gastão Vieira poderia substituir
Roseana, porém com desempenho fraco

Última pesquisa DataM revelou índice grande de eleitores que não votariam em nenhum dos candidatos sugeridos



Dutra ainda tenta se viabilizar, mas
 já aparece nas pesquisas

A discussão sobre a disputa pelo Senado no Maranhão ainda renderá muitos embates políticos por conta dos diversos cenários que surgem  e das possibilidades de candidaturas, coligações e alianças, visando às eleições do próximo ano. 


Avaliando os atuais cenários, a última pesquisa DataM (mês de setembro), divulgada recentemente, mostra um índice grande de eleitores que não estão interessados em votar em nenhum dos nomes sugeridos na amostragem, sejam eles a governadora Roseana Sarney, o ministro do Turismo e deputado Gastão Vieira, o vice-prefeito Roberto Rocha (PSB) ou o deputado Domingos Dutra.

Em uma simulação entre Domingos Dutra e Gastão Vieira (PMDB), 72,5% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum deles. Neste cenário, o fraco candidato governista (9,8%) perderia para Dutra (10,8%) e seria esmagado por Roberto Rocha pelo “placar” de 28,9% a 5,9% . 

O resultado da pesquisa surpreende também quando da simulação entre Roseana Sarney, que ficaria com 29,3%, e Roberto Rocha, que aparece com 26,4%. Nesse cenário, 36,2% não votariam em nenhum deles, apesar de ambos já serem velhos conhecidos do eleitorado.

Outro ponto a destacar no embate entre Roseana e Roberto Rocha é que há, neste cenário, na realidade, um empate técnico (menos de três pontos) entre os os dois e não “uma larga vantagem” como alardeada por emissários do grupo Sarney. 

Os minguados 29, 3% de Roseana revelam uma situação desconfortável para quem quer se manter com folga na disputa pelo Senado, ao considerar que a governadora mantém a máquina do governo nas mãos, está na vitrine todos os dias e é conhecida por todos os maranhenses.





Castelo e Zé Reinaldo não foram avaliados pelo DataM

Ex-governador tem dito que ainda não desistiu da disputa
Castelo: “Em política, eu ainda não vi foi boi voar”
É importante também salientar que a DataM não colocou, na simulação, outros nomes que se apresentam como pretendentes à única vaga de senador para o Maranhão, como o do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) e o do ex-prefeito João Castelo (PSDB).

Apesar dos números, é necessário considerar ainda que os cenários apresentados ainda dependem de muitas negociações políticas, por exemplo, ainda não se sabe se Roseana entrará mesmo na disputa pelo Senado por conta do risco de deixar o governo em outras mãos durante o processo eleitoral, já que o candidato “escolhido” ao governo, o secretário Luís Fernando, não decola se a máquina não estiver, devidamente, controlada.

Outra indefinição é quanto a candidatura ou não da deputada Eliziane Gama (PPS) que, se garantir aliança com o PSDB, pode fazer surgir como candidato ao Senado  o tucano João Castelo, que também pode ir para uma eventual aliança com o pré-candidato do PCdoB, Flávio Dino, ou até mesmo com Luís Fernando, já que o PSDB se tornou a “noiva mais cobiçada” da eleição do ano que vem. E é por isso que o ex-prefeito costuma dizer que, “em política, ele ainda não viu foi boi voar”, mas o resto…tudo é possível.

CRISE – Bira do Pindaré diz que sofre constrangimento no PT

Deputado dissidente do PT se sente discriminado
O deputado estadual Bira do Pindaré (PT) disse, na manhã desta quinta-feira (26), durante o Grande Expediente, que sofre constrangimento no Partido dos Trabalhadores (PT) que lhe negou participação nos programas partidários de TV da sigla. Segundo o parlamentar, que é considerado dissidente por não se alinhar ao governo Roseana Sarney, a discriminação vem desde 2011.

Bira do Pindaré disse que a direção do partido alegou que só poderiam aparecer no programa os filiados que fizessem parte da Executiva, mas o deputado observou que, nesse período, membros da sigla que não se incluíam nessa regra tiveram oportunidade, como foi o caso da deputada Francisca Primo, que é da ala petista alinhada ao governo Roseana Sarney, e do próprio vice-governador Washington Oliveira.

O deputado disse que não é contra a participação de Francisca Primo nas veiculações partidárias e que até acha justo que ela apareça, mas o que não pode aceitar é a discriminação que lhe é feita dentro do PT.

Dissidentes do PT – Há poucos dias, Bira do Pindaré denunciou, na tribuna, que o vice-governador Washington Oliveira estaria “convidando” os dissidentes do PT, ou seja, aqueles petistas que não se alinham ao grupo Sarney, para se desfiliarem do partido. 

O deputado, inclusive, encaminhou ofício  ao presidente da sigla, Raimundo Monteiro, questionando sobre as declarações do vice-governador. Bira aguarda, até hoje, uma manifestação da direção do PT sobre o assu

nto. Segundo ele, se tudo se confirmar, quer ter tempo suficiente para deixar o partido e se filiar em outra sigla até o dia cinco de outubro, prazo final da Justiça Eleitoral para quem quer disputar as eleições do ano que vem.

Edson Vidigal lança livro sobre Direito Eleitoral

Ministro Walter Costa Porto com Edson Vidigal
O advogado e professor universitário Edson José Travassos Vidigal lançou, nesta sexta-feira (27), no plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), às 18hs, o livro “Fundamentos do Direito Eleitoral Brasileiro”.

Servidor público de carreira do Tribunal Superior Eleitoral há 17 anos, onde ocupou cargos e funções de chefia e assessoramento, Vidigal, 39, além do mesmo nome do pai, o ex-ministro e presidente do STJ, segue os seus passos e está abandonando a carreira jurídica para se lançar na política.

O lançamento do livro contou com a palestra “Pluralismo Político”, a ser proferida pelo ex-ministro do TSE Walter Costa Porto, autor do prefácio da obra.

Segundo o ministro, que também é professor de Direito da Universidade de Brasília, Edson Vidigal vê no jargão político adotado por nossa Constituição “qualidade de nossa sociedade essencial ao estado democrático”. “O que significa? O trunfo da diversidade, o acatamento de todas as parcelas de opinião, o resguardo das minorias”, emenda Porto.

A obra traz informações históricas, argumentação lógica, fundamentação filosófica, explicações e embasamento teórico sobre conceitos jurídicos, políticos e filosóficos, contribuindo assim para a fundamentação de petições, sentenças, pareceres e outras peças jurídicas do dia a dia do operador de direito. 

O autor do livro foi Assessor-Chefe da Assessoria de Articulação Parlamentar da presidência  do TSE por vários anos. Observador eleitoral da ONU na ONUMOZ em Moçambique e Presidente do comitê de intranet do TSE. É fundador do Instituto de Estudo e Desenvolvimento do Estado Democrático de Direito (IEDED).

Edson Vidigal é ainda autor das obras “Uma breve genealogia do conhecimento”, “Propaganda eleitoral – entre o poder de polícia e a censura prévia”, “Poder de Polícia” e co-autor de “Introdução ao direito processual eleitoral”. 

LATA D´ÁGUA NA CABEÇA – Ricardo Murad trata problema da falta de água com descaso

 “Estamos em pleno século XXI e, aqui no Maranhão, o povo continua carregando                lata d´água na cabeça todos os dias”

Deputados criticaram a falta de água e
os péssimos serviços da Caema 

A questão da falta de água em São Luís e na maior parte das cidades maranhenses é mais grave do que se imagina, enquanto isso, o secretário de Saúde, Ricardo Murad, a quem a Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) está subordinada, que deveria estar preocupado em resolver o problema, age como se nada  estivesse acontecendo e ainda trata o assunto com ironia ao alardear que, se não conseguir resolver o impasse até abril de 2014, pede demissão. Ora, neste período é evidente que ele deixará mesmo o cargo para se desincompatibilizar e, mais uma vez, disputar mandato político.

A falta de água, praticamente em todos bairros de São Luís e em diversas cidades do interior, e a precariedade dos serviços prestados pela Caema à população maranhense levaram um “bombardeio” de críticas, na sessão da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (25). Os deputados Zé Carlos (PT), Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Eliziane Gama (PPS), Bira do Pindaré (PT) e Marcelo Tavares (PSB) foram à tribuna cobrar soluções para o problema que se arrasta há bastante tempo.

Bira do Pindaré protestou na tribuna, frisando que, nesta semana, aconteceu o caos em São Luís, em razão da falta de água e a população foi às ruas. “Estamos em pleno século XXI e, aqui no Maranhão, o povo continua carregando lata da água na cabeça. Essa é a realidade nua e crua”, disparou o petista.
Na mesma linha, Zé Carlos lembrou que, desde a década de 80, participa de discussões sobre a situação financeira da Caema. Segundo ele, se o governo do Estado não der um choque de gestão na companhia, o problema do abastecimento de água nunca será resolvido.
  
Já o líder da Oposição, Rubens Júnior sugeriu que a Mesa Diretora convoque ou convide o diretor-presidente da Caema, João Reis Moreira Lima, para que ele preste à Assembleia Legislativa esclarecimentos sobre os problemas que estão afetando a Caema.
Eliziane Gama reforçou a proposta defendida pelo colega Rubens Júnior. Segundo ela, esse é um assunto, reiteradamente, discutido na Assembleia e é um problema que parece “insolucionável” porque não há uma decisão real para o investimento e a solução desse problema. 
O deputado Marcelo Tavares observou que, há pouco tempo, foi veiculada nos meios de comunicação uma propaganda, onde o governo anunciava que iria acabar com o racionamento de água, mas que, verdade, agora falta água é todo dia.

OPERAÇÃO USURA II – Polícia Federal caça agiotas no Maranhão

Pacovan e esposa foram presos e conduzidos à Superintendência da PF, na Cohama
Pacovan foi conduzido pela Polícia Federal

A Polícia Federal do Maranhão resolveu intensificar, nesta quarta-feira (25), a ‘Operação Usura II’, que investiga o desvio de recursos públicos de prefeituras do Estado e o envolvimento dessas pessoas com agiotagem. De acordo com a PF, pelo menos R$7 milhões teriam sido desviados.

O agiota Josival Cavalcanti da Silva, mais conhecido como “Pacovan”, e esposa foram presos, na manhã desta quarta-feira (25) . Eles foram conduzidos à sede do órgão, na Cohama, em São Luís.

A Polícia Federal tem 19 mandados de busca e apreensão, além de mandados de condução coercitiva, onde os investigados serão levados à delegacia para prestarem depoimento. 

Em São Luís, já foram cumpridos três mandados de condução coercitiva. Estas pessoas estão sendo interrogadas na Superintendência da Polícia Federal, na Cohama. Serão sete pessoas investigadas na capital. No interior do Estado, são nove mandados de condução coercitiva em Bacabal, dois no município de Zé Doca e um em Caxias.

A operação conta com um efetivo de mais de 70 policiais e 15 auditores da Controladoria Geral da União (CGU), que estão distribuídos nas investigações, execuções e cumprimento de mandados.