Zé Inácio reúne lideranças políticas da Grande São Luís e mostra força

Zé Inácio apresentou as ações do seu trabalho durante quase quatro anos de seu mandato, como a luta pela classe trabalhadora

O deputado estadual Zé Inácio (PT) reuniu lideranças políticas e simpatizantes em uma reunião realizada na quinta-feira (9), no hotel Green Smart. A plenária de pré-campanha, reuniu representantes de mais de trinta e cinco bairros da região da grande Ilha de São Luís,

Zé Inácio apresentou as ações do seu trabalho durante quase quatro anos de seu mandato, como a luta pela classe trabalhadora, pelo movimento negro, o homem do campo, a juventude, a defesa pela Baixada Maranhense, como algumas das principais propostas.

Além do trabalho que já foi realizado no mandato, cada liderança falou um pouco do seu bairro. “Foi um momento oportuno para realizar um diálogo com as lideranças, e esse grande público demonstra o trabalho que já estamos realizando pela cidade no âmbito da educação, saúde, infraestrutura, cultura, o que se confirma com esse grande encontro”, disse Zé Inácio.

Zé Inácio também reforçou a candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva que será registrada próximo dia 15 de agosto, e do lançamento do seu comitê localizado na Avenida Beira Mar, com previsão de lançamento para o dia 20.

Participaram da mesa o professor Dimas Salustiano; o candidato a deputado federal pelo PT Raimundo Monteiro; a ex-deputada estadual Helena Heluy; a ex-prefeita de Itinga Vete Botelho; o secretário adjunto da secretária estadual de cidades Kleber Gomes; o secretário estadual de juventude do PT Carlos Augusto e Nonato Chocolate, secretário municipal de agricultura, pesca e abastecimento.

Veja o resumo do primeiro debate presidencial das Eleições 2018

Participam oito candidatos, todos de coligações com no mínimo cinco congressistas, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa

No primeiro debate televisivo com os candidatos à Presidência, realizado na noite desta quinta (9) pela Bandeirantes, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi o alvo preferencial dos adversários. Mas quem chamou a atenção foi Cabo Daciolo (Patriota), que, com seu perfil pitoresco, se tornou mais conhecido e formou dobradinha com Jair Bolsonaro (PSL), que, porém, adotou tom mais ameno. Participam oito candidatos, todos de coligações com no mínimo cinco congressistas, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa.

Bolsonaro joga pelo empate e dá mais um passo para cristalizar eleitorado
Jair Bolsonaro (PSL) jogou pelo empate: em tom mais ameno do que de costume, reforçou as fronteiras de seu nicho eleitoral com discursos contra a esquerda, oferta de armas para a população e propostas de militarizar instituições. Nesta primeira etapa da campanha, o capitão reformado busca cristalizar o apoio dos 17% dos brasileiros que declaram voto em sua candidatura. Assim, ele posterga (ou descarta?) a expansão de seu eleitorado para uma “direita light”, como pregavam alguns aliados. A estratégia é se manter no patamar atual para beliscar uma vaga no segundo turno.

Alvo preferencial, Alckmin veste figurino de político tradicional
Sob ataque de boa parte dos rivais por sua aliança com o Centrão, Geraldo Alckmin (PSDB) vestiu o figurino da política tradicional. O tucano experimentou usar essa imagem a seu favor, apresentando-se como um gestor experimentado, mas escorregou no excesso de vocabulário técnico e nas siglas indecifráveis pela maior parte do público (“corrigir o FGTS pela TLP”). A equipe de Alckmin queria polarizar com Bolsonaro, mas o tucano deixou de lado seu principal adversário na disputa por votos no campo da direita. Depois que Guilherme Boulos (PSOL) partiu para cima do capitão reformado, Alckmin seguiu a tradição dos debates de estreia: apenas sorriu e deu seu cartão de visitas ao público.

Ausente, PT desaparece do debate e dá impressão de estar fora do jogo
A decisão do PT de boicotar os primeiros atos de campanha, insistindo na participação do ex-presidente Lula, pode ter dado seu primeiro prejuízo concreto. No debate da Band, o partido parecia estar fora do jogo: à exceção de algumas referências, a sigla que governou o país por 13 anos foi citada de forma passageira, parecendo não ser uma alternativa real nesta eleição.

Ciro perde oportunidade de se firmar como ímã de insatisfeitos com Temer
Em um aparente exercício de moderação, Ciro Gomes (PDT) adotou uma postura tímida na oposição ao presidente Michel Temer, a quem já chamou de “chefe de quadrilha”. Com críticas específicas a plataformas do governo, como a reforma trabalhista, o presidenciável perdeu a oportunidade de se colocar como a principal opção na disputa para os milhões de eleitores que classificam a gestão atual como ruim ou péssima.

Marina cerca eleitorado de Alckmin para limitar fôlego do tucano
Marina Silva (Rede) fez ataques cirúrgicos a Alckmin, em especial nos sucessivos esforços para associá-lo aos partidos do Centrão que o apoiam. A candidata, que se vendeu como uma terceira via nas eleições de 2010 e 2014, conquistou um eleitorado de centro que tem perfil semelhante ao do tucano. Sem estrutura política e tempo na propaganda eleitoral, ela teme ser desidratada caso Alckmin comece a crescer nas pesquisas.

Para acordar eleitor em debate monótono, Álvaro Dias solta nome de moro a esmo
Desconhecido, Álvaro Dias (Podemos) tentava falar o nome do juiz Sergio Moro sempre que podia. Em um debate monótono e pulverizado, o senador paranaense buscou se escorar em uma figura popular para chamar a atenção. Repetia que já convidou Moro para ser ministro da Justiça e pedia o comentário dos rivais que, naturalmente, se esquivavam de críticas ao juiz.

Único beneficiário incontestável do debate, Cabo Daciolo ensaia dobradinha com Bolsonaro
É inevitável que o debate se torne superficial e disperso com oito candidatos no estúdio. Nesse cenário, o perfil pitoresco de Cabo Daciolo (Patriota) fez com que ele fosse o único beneficiário incontestável do evento. O ex-bombeiro se tornou mais conhecido, espelhando-se no modelo bizarro de Enéas Carneiro para atrair um voto de protesto, e, de quebra, ainda serviu para formar dobradinha com Jair Bolsonaro e atacar a política tradicional.

Boulos surge como ‘Lula de 1989’, mas enfrenta trilha mais estreita
Guilherme Boulos (PSOL) foi comparado ao Lula da campanha de 1989 com sua defesa enfática de trabalhadores e ataques ao sistema financeiro. A diferença é que Lula se acotovelava apenas com Leonel Brizola naquela eleição para chegar ao segundo turno. Boulos precisará enfrentar o fantasma do próprio ex-presidente, uma disputa multilateral por seu espólio político e, ainda, um discurso na mesma esteira (porém muito mais moderado) na voz de Ciro Gomes.

Apagado, Meirelles não serve nem de escada para ataques a temer
Com um discurso ainda escorregadio, Henrique Meirelles (MDB) saiu apagado do debate. O ex-ministro da Fazenda teria ganhado alguma exposição se fosse usado como escada pelos adversários para ataques ao presidente Michel Temer, mas nem isso ocorreu. Meirelles foi pouco convincente tanto ao buscar distância da política tradicional “nunca exerci mandato” quanto ao apagar seus laços com Temer “trabalhei pelo Brasil”.

Juíza de Coroatá pede desfiliação da Associação dos Magistrado do Maranhão

A juíza de Coroatá afirmou que a Associação teria sido omissa no caso em que ela decidiu, sem o conhecimento do colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, que o governador Flávio Dino estaria inelegível

Após a polêmica decisão em que cassou, de forma monocrática, o mandato do prefeito de Coroatá, Luís da Amovelar Filho, do vice-prefeito Domingos Alberto Alves de Sousa, e decidido pela inelegibilidade do governador Flávio Dino e do ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, a juíza Anelise Nogueira Reginato pediu desfiliação da Associação do Magistrados do Maranhão (AMMA).

A juíza de Coroatá afirmou que a Associação teria sido omissa no caso em que ela decidiu, sem o conhecimento do colegiado do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, que o governador Flávio Dino estaria inelegível.

A ação controversa foi contestada pelo Ministério Público no mês passado, antes da decisão da juíza de Coroatá. A promotora Aline Silva Albuquerque, em seu parecer, verificou a existência de interesse de cunho pessoal por parte dos autores da possível denúncia.

O Ministério Público finalizou afirmando que “não existem elementos que levem o órgão fiscal da lei a vislumbrar abuso de poder ou desvio de campanha. Assim, não houve impedimento legal ou irregularidade vislumbrada nos fatos narrados, manifestando-se pelo arquivamento da ação”.

O caso ganhou, ainda mais, visibilidade e talvez tenha sido o motivo da demora da AMMA, em emitir uma nota de apoio a Anelise Nogueira Reginato, o fato da magistrada ter várias ligações com o grupo Sarney, tendo, em suas redes sociais, até visitas aos estúdios da TV Mirante em que ela afirmava que “sentia-se em casa”.

Candidatura de Flávio Dino é registrada no Tribunal Regional Eleitoral

A coligação “Todos Pelos Maranhão” será composta pelo PCdoB, PRB, PDT, PPS, PT, PSB, DEM PP, PR, PTB, PROS, PTC, PPL, Avante, Patriotas e Solidariedade

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), deu entrada, na quinta-feira (09), no registro de sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. A coligação “Todos Pelos Maranhão” será composta pelo PCdoB, PRB, PDT, PPS, PT, PSB, DEM PP, PR, PTB, PROS, PTC, PPL, Avante, Patriotas e Solidariedade.

Natural de São Luís, Flávio Dino tem 50 anos, é advogado e professor universitário. Formou-se em Direito pela UFMA, exerceu por 12 anos o cargo de juiz federal, quando deixou a magistratura para se candidatar a deputado federal pelo Maranhão, sendo eleito em 2006.

Foi diretor da Escola de Direito de Brasília do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e também presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), cargo que ocupou de junho de 2011 até março de 2014.

Em 2014, foi eleito em 1º turno pela população maranhense para o cargo de governador do estado, com 63,52% dos votos válidos.

Flávio Dino foi responsável por programas que ganharam destaque a nível nacional como o Mais IDH, que leva diversas ações para os 30 municípios com menor IDH do Maranhão. Outros programas de governo levam políticas públicas para os maranhenses como a Força Estadual de Saúde, Escola Digna, Mais Asfalto e Mais Renda.

Parecer do Ministério Público pediu arquivamento do processo contra Flávio Dino

O Ministério Público afirmou que não há impedimento legal ou irregularidade na ação e manifestou-se pelo arquivamento do processo

O parecer do Ministério Público, emitido no dia 17 de julho de 2018, pela promotora de Justiça Aline Silva Albuquerque, classificou como improcedente e pediu pelo arquivamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral proferida pela juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá, que cassou os mandatos do prefeito de Coroatá Luís Mendes Ferreira Filho, do vice-prefeito Domingos Alberto Alves de Sousa e decidiu pela inelegibilidade, por oito anos, do governador Flávio Dino e do ex-secretário estadual de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry.

A promotora eleitoral entendeu que não existiu “ilegalidade nos fatos apresentados, de modo que as provas juntadas não coadunam neste sentido, cabendo, nos casos de representação, o ônus a quem alega, o que não foi o caso.

Aline Silva Albuquerque, em seu parecer, verificou “a existência de interesse de cunho pessoal na presente denúncia de irregularidade, considerando frisar (…) existência de animosidade entre os candidatos ao cargo de prefeito”. Na representação está presente uma insatisfação pessoal que, em nada, se direciona aos interesses da população de Coroatá, mas aos ‘ELEITORES’ de Coroatá”, destacou a promotora do Ministério Público em outro momento.

“Salienta-se que, muito embora haja indicação de provas, estas não possuem sequência lógica com o fato indicado (…) nos áudios não existem provas contundentes neste sentido, mas trechos gravados com críticas a então candidata da época, Teresa Murad e sua administração”.

O parecer ressaltou, ainda, “que o representante dispõe uma série de suposições que, para o campo jurídico, não podem ser levadas em consideração, posto que o Direito baseia-se na lei e não pode permear, data máxima vênia, no “mar vago da imaginação”, sendo necessário um liame entre a conduta, provas e o fato definido como ilegal”

A promotora Aline Silva Albuquerque finalizou afirmando que “não existem elementos que levem este órgão ministerial e fiscal da lei a vislumbrar abuso de poder ou desvio de campanha. Assim, não há impedimento legal ou irregularidade vislumbrada nos fatos narrados, ressaltando esta Promotora de Justiça que, em cumprimento aos dispositivos da Lei nº 9.504197, manifesta-se pelo arquivamento dos autos.