Após crítica a Lula, Gleisi diz que Ciro está irritado com derrota na urna

UOL

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, diz lamentar as críticas feitas pelo candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT). A parlamentar diz que o PT compreende as “dores” do pedetista.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” , Ciro fez fortes críticas ao PT e a seu líder maior, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-candidato disse que não aceitou ser vice de Lula, como Fernando Haddad (PT), por considerar isso uma “fraude”.

“Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado”, disse. Ele também disse que os petistas são responsáveis pela eleição do novo presidente, Jair Bolsonaro (PSL).

Em resposta, Gleisi usou suas redes sociais para lamentar que “Ciro Gomes esteja tão irritado com seu seu resultado eleitoral insatisfatório”. “Mas entendemos suas dores e somos solidários. O que importa é a unidade contra o fascismo e o ataque aos direitos do povo. Nisso estaremos juntos!”, escreveu.

Ciro também fez duras colocações a respeito do teólogo Leonardo Boff, ligado ao PT, e que criticou o pedetista por não ter declarado voto em Haddad. “Pega um bosta como esse Leonardo Boff. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras?”

O ex-candidato passou praticamente todo o período do segundo turno fora do país e não apresentou apoio formal ao candidato do PT no segundo turno –se limitou a dizer que não votaria em Bolsonaro. “Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: ‘Ele não’. O que ele quer mais agora?”.

O pedetista ainda criticou as ações do PT para isolar o PSB de uma possível aliança com Ciro na disputa presidencial, colocando em xeque candidaturas aos governos de Pernambuco e Minas Gerais. “Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro.”

Gleisi defendeu sua sigla e disse que “o PT é um partido que faz articulação pública aberta e transparente, tem estratégia política e não age por mágoa ou traição”. “Temos orgulho de Lula, o maior líder político popular da história do Brasil, assim como de Leonardo Boff e Frei Beto, que emprestam suas vidas à causa do povo.”

Pacotes aparecem misteriosamente no litoral maranhense

Pacotes misteriosos e sem identificação nenhuma apareceram em praias do litoral do Maranhão. Os objetos foram encontrados nos municípios de Santo Amaro do Maranhão, Cândido Mendes, Paulino Neves e em São Luís.

Na capital, o objeto foi encontrado na faixa de areia há pouco mais de um mês por um grupo de jovens enquanto jogavam futebol na Praia da Guia. Eles trouxeram o objeto que pesa cerca de 180 kg para o bairro da Vila Nova e ele foi retirado da praia com a ajuda de uma retroescavadeira. O pacote é formado por camadas de borracha. É possível ver a composição após os jovens terem feito um corte na ponta do objeto e a impressão é que o material tenha sido queimado e compactado.

Outros pacotes surgiram em estados do litoral nordestino. Em Alagoas, foram achados mais de 80, em Pernambuco foram 11, no Ceará 18, em Rio Grande do Norte foram 6 e outros 33 no estado do Piauí.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Maranhão (Ibama) acompanha o caso e acredita que o material seja lixo que tenha caído de algum navio que passou pela costa brasileira ou que tenha sido descartado de forma proposital. Outra linha de investigação é que o material sintético seja derivado de Petróleo, altamente inflamável.

Os fragmentos dos materiais devem passar por análise da Polícia Federal, que investiga o caso em Alagoas, onde os primeiros pacotes foram encontrados. A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) está fazendo análises técnicas no material. Apesar de não ser oficial, os investigadores acreditam que os pacotes podem ter saído da Holanda.

Fomos miseravelmente traídos por Lula, não farei mais campanha para o PT, diz Ciro

Estadão

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou, em entrevista à Folha, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”.

Em seu apartamento, onde concedeu nesta terça-feira (30) sua primeira entrevista desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse.

O pedetista critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e diz que considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar Fernando Haddad (PT).

No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública? Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.

E não tomou uma decisão se será candidato em 2022? Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.

O senhor disse que deixaria a vida pública porque a razão de estar na política é confiar no povo brasileiro. Deixou de confiar? Não, procurei entender o que aconteceu. Esse distanciamento me permitiu isso. O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.

Naquele momento do país, uma viagem à Europa não passou uma impressão de descaso? [Ciro viajou para Portugal, Itália e França após o 1º turno] Descaso não, rapaz, é de impotência. De absoluta impotência. Se tem um brasileiro que lutou, fui eu. Passei três anos lutando.

Com a sua postura de neutralidade, não lavou as mãos em um momento importante para o país? Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição.

Por não ter declarado voto, não teme ser visto como um traidor pelos eleitores de esquerda? A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Quem tiver prestado a atenção no que falei, está muito clara a minha posição de que com o PT eu não iria.

Não se aliará mais ao PT? Não, se eu puder, não quero mais fazer campanha para o PT. Evidente, você acha que eu votei em quem?

No Haddad? Vou continuar calado, mas você acha que votei em quem com a minha história? Eles podem inventar o que quiserem. Pega um bosta como esse Leonardo Boff [que criticou Ciro por não declarar voto a Haddad]. Estou com texto dele aqui. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras? O Lula sabia porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências.

Quem são os bajuladores? É tudo. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, Frei Betto. Só a turma dele. Cadê os críticos? Quem disse a ele que não pode fazer o que ele fez? Que não pode fraudar a opinião pública do país, mentindo que era candidato?

Por que o senhor não aceitou ser candidato a vice-presidente de Lula? Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado.

Por que não declarou voto em Haddad? Aquilo era trivial. O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?

Não declarou voto no Haddad por causa do Lula? Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora?

Cid Gomes cobrou uma autocrítica dos petistas. E quais foram os erros cometidos pelos pedetistas? Devemos ter cometido algum erro e merecemos a crítica. Mas, nesse contexto, simplesmente multiplicamos por um milhão as energias que nos restaram para trabalhar. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana.

Isso por Lula? Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro.

Todas as pesquisas, não sou eu quem estou dizendo, dizem isso. O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger pessoa assim? Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo.

A postura do senhor não inviabiliza uma reaglutinação das siglas de esquerda? Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano.

A liberdade de imprensa está ameaçada? É muito epidérmica a nossa sensibilidade. Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui. Por isso que digo que uma das centralidades do mundo político brasileiro deveria ser um entendimento amplo o suficiente para cumprir a guarda da institucionalidade democrática. E um dos elementos centrais disso é a liberdade de imprensa. A imprensa brasileira nepotista e plutocrata como é parte responsável também por essa tragédia.

A imprensa ajudou a eleger Bolsonaro? A arrogância do [William] Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira. A Folha que repercute uma calúnia contra uma cidade inteira que é reconhecida mundialmente como um elemento de referência de educação para me alcançar [Ele se refere a reportagem sobre relatos de estudantes de fraudes em avaliações nas escolas de Sobral, no Ceará].

E os ataques feitos pelo Bolsonaro à Folha? É uma ameaça? Não considero, não. A Folha tem capacidade de reagir a isso e precisa ter também um pouco de humildade, de respeitar a crítica dos outros.

Nem na melhor das hipóteses, Roberto Rocha seria ministro no governo Bolsonaro

As especulações falam que Roberto Rocha estaria de olho no Ministério das Cidades

Não se sabe por quem o assunto foi levantado, mas a hipótese do senador Roberto Rocha assumir um cargo no futuro governo Bolsonaro é quase nula.

As especulações falam que Roberto Rocha estaria de olho no Ministério das Cidades, mas o mesmo já foi anunciado como um dos que vão ser extintos no próximo governo. A redução do número de ministérios faz parte da estratégia do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para enxugar a máquina pública.

Outra questão é que os cargos do primeiro escalão serão ocupados por pessoas com nível técnico. Ministros que precisarão ter grande conhecimento para cada área.

O terceiro ponto é que, mesmo tendo declarado voto no segundo turno para Bolsonaro, o senador Roberto Rocha está ainda muito distante dos homens de confiança do presidente eleito e, certamente, Bolsonaro vai contemplar pessoas mais próximas a ele com cargos de confiança.

Se o objetivo é ter espaço no próximo governo é melhor Roberto Rocha ir se contentando em apenas ter suas pautas ouvidas, pois, após o fracasso nas urnas em 2018, ele precisará suar bastante para ganhar um espaço ao Sol.

José Sarney rasga as vestes

O ex-presidente deixou de lado a liturgia e a polidez ao analisar o resultado das urnas

Veja

Jose Sarney deixou de lado a liturgia e a polidez ao analisar o recado dados pelas urnas à sua sua família.

A um personagem de sua confiança, o ex-presidente e membro da Academia Brasileira de Letras foi curto e grosso: “Eu me [email protected]#! nesta eleição”.

De fato.

Roseana perdeu a disputa pelo governo do Maranhão para Flavio Dino, e Sarney Filho ficou de fora na briga pelo Senado.

Bolsonaro confirma o astronauta Marcos Pontes na Ciência e Tecnologia

O nome de Pontes já vinha sendo ventilado desde a campanha eleitoral

O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou a indicação do astronauta Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Pontes, militar da reserva e engenheiro formado no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), é o quarto ministro confirmado por Bolsonaro. O presidente eleito usou sua conta no Twitter para fazer o anúncio na manhã desta quarta-feira.

Além de Pontes estão confirmados: o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil, o general Augusto Heleno para a Defesa e o economista Paulo Guedes para o futuro Ministério da Economia (resultado da fusão das pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

O nome de Pontes já vinha sendo ventilado desde a campanha eleitoral. Logo após eleito, Bolsonaro disse que faltavam apenas alguns detalhes para anunciar a escolha de Pontes. Em suas mídias sociais, o astronauta postou ontem um vídeo sinalizando que aceitaria o convite do presidente eleito.

Governo forma 1.105 novos policiais militares para reforçar segurança no Maranhão

Para combater os índices de violência em todo o estado, o governador Flávio Dino investiu na reestruturação do sistema de segurança

Mais 1.105 novos policiais militares passam a integrar as forças de Segurança Pública do Maranhão. Em solenidade realizada na manhã desta terça-feira (30), no Multicenter Sebrae, com a presença do governador Flávio Dino, os soldados oficializaram o ingresso na Polícia Militar com a formatura no Curso de Nivelamento Técnico Profissional.

A aprovação no curso é o último requisito para os que adentram a corporação via concurso público. O certame foi realizado pela atual gestão em 2017 e os policiais já foram nomeados, reforçando o efetivo da segurança pública em todas as regiões do estado.

Com o novo ingresso, o sistema de Segurança atinge a marca de 15 mil agentes, a maior tropa da história do Maranhão. “Nós acreditamos que a melhoria do Sistema de Segurança necessariamente deriva da ampliação de recursos humanos e de meios materiais. Esse caminho tem produzido resultados e nós vamos perseverar nele, apesar das dificuldades fiscais profundas que o Brasil atravessa”, declarou o governador Flávio Dino.

Em seu discurso, o governador Flávio Dino parabenizou os formandos e reafirmou o compromisso da segurança pública com a proteção dos cidadãos maranhenses. “A paz verdadeira é fruta da justiça. Vocês que hoje adentram a polícia do Maranhão são soldados da paz e, por isso, soldados da justiça. São servidores públicos que garantem que a lei proteja a todos”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, explica que, desde 2015, o Sistema de Segurança do Estado já recebeu o reforço de mais de quatro mil agentes. Os formandos devem agora seguir para os seus novos postos, na capital e interior. “Quase todos os municípios irão receber reforço policial, para qualificar a nossa intervenção. Precisamos equilibrar o sistema em todo o estado, e isso será feito garantindo o posicionamento estratégico da tropa, para somar com quem já está em exercício nas forças de segurança e, cotidianamente, reduzindo os índices de violência”, garantiu.

Para combater os índices de violência em todo o estado, o governador Flávio Dino investiu na reestruturação do sistema de segurança. Além da ampliação do efetivo, que também foi reequipado com novos armamentos, foram adquiridas mais de 1000 novas viaturas policiais, reforçando o patrulhamento em todo o estado.

Com a mudança, São Luís saiu da lista das 50 cidades mais violentas do mundo, segundo estudo da organização de sociedade civil mexicana Segurança, Justiça e Paz (referente a 2017). Os novos investimentos também permitiram a redução de 40% na taxa de homicídios na capital.

Prefeito Edivaldo autoriza construção de mais cinco ecopontos e dois galpões de triagem

São Luís vai ganhar cinco novos Ecopontos e dois galpões de triagem para benefício das cooperativas de catadores de resíduos da capital. Para a construção dos novos equipamentos urbanos de coleta seletiva, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior assinou, nesta terça-feira (30), no Palácio La Ravardière, a ordem de serviço que autoriza a execução dos projetos. A criação dos ecopontos como parte da política de gestão de resíduos sólidos implementada no município, acaba de colocar novamente o prefeito Edivaldo na final do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, devido à importância da iniciativa para a sustentabilidade ambiental local. Com os novos ecopontos, que serão instalados nos bairros do Sacavém, Itapiracó, Vila Isabel, Mata Roma e Centro, a Prefeitura atinge, até o final deste ano, a marca de 16 pontos de coleta sustentável de resíduos em de São Luís.

No ato de assinatura da ordem de serviço, o prefeito Edivaldo anunciou que até o final da sua gestão a capital contará com 30 ecopontos implantados em diversos bairros da cidade. Destacou, ainda, a ação como uma das mais importantes iniciativas executadas para consolidar a profissionalização da gestão de resíduos sólidos em São Luís.

“Digo com total propriedade que nossa gestão foi a que mais avançou na condução da política de gestão dos resíduos, outro grande legado que deixaremos para a população da nossa cidade, que por décadas conviveu com o problema dos lixões e com a ineficiência da coleta de lixo, o que não se observa mais atualmente. E os ecopontos vieram para fechar o círculo da destinação adequada de resíduos, estimulando o descarte adequado, envolvendo a sociedade no processo, contribuindo para a geração de renda às associações de catadores e atribuindo responsabilidades a todos os setores diretamente envolvidos com a gestão dos resíduos em nossa cidade”, afirmou o prefeito Edivaldo.

Atualmente, São Luís tem 11 Ecopontos em pleno funcionamento. A implantação do projeto iniciou em 2016, integrando diversas ações realizadas com o objetivo de garantir à população um espaço para a destinação ambientalmente adequada de todos os resíduos que podem ser reciclados ou reutilizados. Com a disponibilização dos ecopontos, a Prefeitura elimina os pontos de descarte irregular no entorno dos Ecopontos. A eliminação dos pontos de deposição irregular propicia ainda que as áreas, antes degradadas, possam se recuperar, reduzindo os efeitos da poluição para o solo, a água e o ar no entorno.

A presidente do Comitê Gestor de Limpeza Urbana, Carolina Estrela, destacou a criação dos novos ecopontos e dos galpões de triagem como um reforço a mais nas ações desenvolvidas pela Prefeitura para o gerenciamento dos resíduos produzidos na capital e para o fortalecimento do trabalho das cooperativas de catadores.

“Com o fechamento do Aterro da Ribeira, era necessário profissionalizar a gestão dos resíduos em São Luís, e os ecopontos vieram com essa finalidade, a partir do momento em que incluímos na rotina da nossa cidade esse importante equipamento urbano, para promovermos o descarte ambientalmente adequado de materiais passiveis de reciclagem, de reutilização, inserindo as cooperativas de reciclagem no processo, fomentando o desenvolvimento sustentável, a geração de emprego e renda e a economia circular. A iniciativa, sem dúvida, vai muito além da coleta domiciliar, pois enxerga a necessidade de pensar o beneficiamento de resíduos como um fator de sustentabilidade e de estímulo à autorresponsabilidade de todos os atores envolvidos”, observou Carolina Estrela.

Com os cinco novos ecopontos que serão construídos e os dois galpões de triagem, a Prefeitura visa fortalecer ainda mais as ações de limpeza urbana na cidade. Os galpões de triagem serão anexos aos ecopontos do Centro e da Vila Isabel. A entrega dos galpões faz parte do eixo de fortalecimento das cooperativas de catadores de São Luís, prevista na política dos Ecopontos. Os galpões vão garantir mais dignidade ao trabalho dos catadores e evitar o desperdício de materiais recicláveis. Nesses equipamentos, as cooperativas de catadores que recebem os resíduos recicláveis dos ecopontos poderão fazer a separação adequada do material.

A presidente da Cooperativa de Reciclagem de São Luís (Coopresl), Maria José Castro, e a presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável, Maria José Nascimento, presentes à cerimônia de assinatura da ordem de serviço, destacaram o benefício que os equipamentos proporcionaram aos catadores e enalteceram a inciativa de construção dos galpões de triagem.

“Vivemos um momento ímpar na área. O prefeito Edivaldo tem feito muito por nossa categoria. Se hoje temos estrutura e logística de trabalho, devemos ao apoio dado pela Prefeitura, o que contribuiu demasiadamente com o nosso crescimento”, disse Maria José Castro. “Enfim, ouviram nosso grito. Por anos reivindicamos por melhorias para a nossa produção. Agora, sim, podemos dizer que temos o apoio que sempre clamamos para a nossa categoria”, completou Maria José Nascimento.

Prefeito Empreendedor

Participando na categoria ‘Sustentabilidade e Inovação’, o projeto Ecopontos é um dos finalistas ao Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor-2018, em reconhecimento ao desenvolvimento de um trabalho com diversas ações transversais de estímulo à sustentabilidade ambientalmente e à economia circular. Esta é 10ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, iniciativa que se dá em reconhecimento aos prefeitos que implantaram projetos com resultados comprovados com foco no desenvolvimento dos pequenos negócios dos municípios.

Bolsonaro quer doar R$ 1,7 milhão a hospital, mas lei eleitoral proíbe

R7

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta terça-feira (30) que pretende fazer uma doação milionária à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde ele foi atendido após ser esfaqueado. Segundo ele, trata-se de arrecadação de campanha que não foi gasta.

De acordo com a prestação de contas atualizada, a campanha presidencial do PSL arrecadou R$ 4,15 milhões (R$ 3,72 milhões por meio de financiamento coletivo) e gastou R$ 2,45 milhões, gerando uma sobra de R$ 1,70 milhão.

Ocorre que a legislação proíbe esse tipo de repasse desejado por Bolsonaro.

O TSE informou que “a legislação eleitoral não permite a doação, uma vez que as sobras de campanha devem retornar ao partido e o comprovante de transferência deve ser enviado junto com a prestação de contas à Justiça Eleitoral”.

A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora diz que tomou conhecimento da intenção de Bolsonaro pelas redes sociais, mas não foi comunicada oficialmente.

Um boato já havia circulado pelo Facebook, informando que o dinheiro fora recebido pela instituição de saúde, no entanto, o hospital desmentiu a informação.