Delação de Palocci vira arma contra Haddad

O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi preso no dia 26 de setembro de 2016, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de ‘Omertà’ Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

Às vésperas do primeiro turno das eleições 2018, o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci à Polícia Federal, relatando o elo dos governos Lula e Dilma com corrupção na Petrobrás, virou arma de adversários do candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

O tucano Geraldo Alckmin afirmou que a delação terá impacto sobre o pleito. “Vamos aguardar a Justiça. O que o brasileiro quer é uma Justiça e uma polícia independentes”, disse ele.

O ex-ministro Antonio Palocci (PT) foi preso no dia 26 de setembro de 2016, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, batizada de ‘Omertà’ Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters

O programa de TV de Alckmin destacou nesta terça-feira, 2, logo na abertura, trechos da delação de Palocci, na tentativa de atrair o eleitor antipetista e também os indecisos, nessa reta final.

Depoimentos do ex-ministro de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso da Lava Jato, foram divulgados depois que o juiz Sérgio Moro levantou parte do sigilo do processo.

A propaganda do candidato do PSDB mostrou reportagens, enquanto um locutor dizia: “Escândalo. Comprovado o que o Brasil tinha certeza. Lula sabia de tudo sobre a corrupção na Petrobrás. Se o PT voltar, a corrupção vai continuar”.

O comercial também atacou Jair Bolsonaro(PSL), líder das pesquisas de intenção de voto, e o comparou ao candidato do PT, sob o argumento de que ambos querem criar uma nova Constituição. De acordo com o Ibope, Alckmin permanece em quarto lugar na disputa, com 8%, atrás de Bolsonaro – que cresceu quatro pontos e chegou a 31% –, de Haddad, com 21%, e de Ciro Gomes(PDT), que passou de 12% para 11%.

Questionado se considera que a delação de Palocci pode ajudá-lo a chegar ao segundo turno, Ciro disse não conseguir ficar “alegre” com isso. “Vamos passar os últimos cinco dias de eleição de novo na mesma lenga-lenga, no mesmo escândalo, na mesma nojeira, que é o que tem marcado a vida brasileira desde a crise de 2014”, afirmou.

Vice na chapa de Alckmin, a senadora Ana Amélia (PP) acusou o PT de não respeitar a Lava Jato, em debate promovido ontem pelo jornal Folha de S.Paulo, UOL e SBT. A estocada ocorreu após Manuela d’Ávila (PCdoB), que faz dobradinha com Haddad, criticar o fato de Moro levantar o sigilo da delação de Palocci a poucos dias da eleição.

Othelino Neto intensifica campanha em Urbano Santos

O evento foi organizado por Washington do Posto, liderança da região, que abrange mais de quinze povoados

Na noite de terça-feira (2), cerca de três mil pessoas se reuniram na cidade de Urbano Santos para receber o candidato à reeleição, deputado Othelino Neto, que assumiu o compromisso de ajudar a população.

“Fiz questão de ter esse contato com a população de Urbano Santos para reforçar o meu compromisso com todos. Estamos começando uma aliança muito importante e podem contar comigo para ajudar a mudar a realidade deste município. Saio daqui com as energias renovadas pelo carinho que recebi de todos”, enfatizou Othelino.

Lideranças políticas se unem a Othelino Neto

O evento foi organizado por Washington do Posto, liderança da região, que abrange mais de quinze povoados

O candidato a deputado federal, Josimar Maranhãozinho, também esteve no encontro e falou sobre a parceria com Othelino para melhorar o dia a dia da população. “Estou ao lado de um grande deputado, um dos maiores do estado. Ele é um homem que honra seus compromissos na Assembleia e com os municípios que apoia. Othelino tem caráter e por isso me uno à ele em benefício do povo de Urbano Santos”, destacou Josimar.

O evento foi organizado por Washington do Posto, liderança da região, que abrange mais de quinze povoados. ” Eu pesquisei a vida do deputado Othelino Neto e sei que ele é responsável e ficha limpa. Quando assume um compromisso, cumpre. Tenho certeza que não vamos nos decepcionar”, disse.

Vantagem de Bolsonaro racha campanha de Haddad, e PT rejeita se descolar de cartilha de Lula

Haddad durante campanha em Manaus na última semana — Foto: Adneison Severiano

G1

A vantagem do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenção de voto para presidente abriu uma crise no comando da campanha de Fernando Haddad (PT), que não se entende sobre a melhor estratégia a ser adotada a poucos dias da eleição para reagir ao adversário.

Nesta terça-feira (2), em São Paulo, o comitê nacional de campanha de Haddad – com a presença de todos os cardeais petistas e de partidos aliados – expôs o racha na campanha. Uma ala reagiu veementemente à proposta de que o candidato deveria colocar mais a sua própria personalidade e ser, nas palavras de um aliado, “menos advogado de Lula e mais Fernando”.

O temor desta ala do PT que rechaça mudanças: que Haddad faça acenos ao mercado financeiro, ou promova alianças com candidatos do centro antes do segundo turno, o que poderia afastar eleitor de esquerda.

Problema é exatamente chegar ao segundo turno. Quem defende o contrário no PT diz que Haddad “precisa romper este casulo se quiser se assegurar no segundo turno e ter alguma chance”.

Ocorre que o comando do PT, como ficou claro na reunião de terça, rejeita qualquer possibilidade de descolamento da cartilha original. Mesmo diante da análise de que a transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o teto e de que o candidato precisa ampliar os apoios.

Uma das propostas discutidas, segundo relato de um integrante da campanha ao blog, era a de pregar que, se eleito, Jair Bolsonaro faria “com uma ditadura” o que Temer “não conseguiu com a democracia”: as chamadas reformas estruturais. Mas, o PT se recusou, porque quer manter a narrativa de que já vivem um “golpe” após a prisão de Lula – condenado em segunda instância por corrupção.

Entre os petistas que têm participado das discussões sobre os novos rumos da campanha de Haddad, estão Gleisi Hoffmann, Paulo Okamotto, lideranças do PCdoB, Sérgio Gabrielli, entre outros.

Por ora, consenso no comando do PT existe apenas para apontar os responsáveis pela estagnação de Haddad e rejeição do partido nas pesquisas: os outros, os adversários. Sem autocrítica.

Roseana “investe” em Roberto Rocha para tentar segundo turno, avalia cientista político

Nas redes sociais, o especialista se posicionou sobre a estratégia do staff de Roseana após o debate da TV Mirante

Com alta rejeição, sem apelo nas ruas e com uma identidade política ligada ao passado, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem como última estratégia, para arrancar um improvável segundo turno, distribuir votos entre Roberto Rocha e Maura Jorge. Essa é a avaliação do cientista político e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Hesaú Rômulo.

Nas redes sociais, o especialista se posicionou sobre a estratégia do staff de Roseana após o debate da TV Mirante. O professor acredita que, depois de apostarem em Maura Jorge (PSL), a mídia sarneysista tenta “vender” que Roberto Rocha foi o vencedor do debate.

“Já investiram em Maura Jorge e não funcionou. Agora colocam energia no tecnicismo que Rocha oferece”, pontuou.

“Pulverizar os votos entre Rocha e Maura Jorge parece a última estratégia pra evitar que Flávio Dino encerre as coisas no Maranhão ainda no primeiro turno”, acrescentou Hesaú.

“Alô Bebê” e “Samu Aéreo” de Roberto Rocha viram piada nas redes sociais

O “Alô Bebê” e o “Samu Aéreo”, propostas do candidato Roberto Rocha, viraram piada nas redes sociais

O debate da TV Mirante, na noite de terça-feira (2), proporcionaram alguns momentos caricatos para a política maranhense. Duas propostas em específico chamaram bastante a atenção dos internautas.

O “Alô Bebê” e o “Samu Aéreo”, propostas do candidato Roberto Rocha, viraram piada nas redes sociais. Muitos questionaram sobre a viabilidade de um Samu Aéreo, sendo que até o Samu convencional não está instalado na grande maioria das cidades maranhenses.

Já o Alô Bebê foi ligado de imediato a música do cantor brega Pablo, o que garantiu muitos memes engraçados no debate da TV Mirante.

Outro momento que não passou despercebido foi o momento que o governador Flávio Dino (PCdoB) questionou a construção de uma Torre Eiffel no centro da Lagoa da Jansen, outra porposta de Roberto Rocha.

Médico veta participação de Bolsonaro em debate da Globo nesta quinta-feira

Mesmo com o bom estado clínico, a equipe avaliou que ele ainda não pode se submeter ao cansaço de duas horas de debate

O candidato à Presidência do PSL , Jair Bolsonaro, não participará do último debate entre os presidenciáveis nesta quinta-feira, na TV Globo . O deputado passou três semanas internado depois de sofrer um ataque a faca durante ato de campanha em Minas Gerais. Após passar por uma nova avaliação nesta quarta-feira, os médicos do deputado federal afirmaram que contra-indicaram a participação dele. Apesar do bom estado clínico, a equipe avaliou que ele ainda não pode se submeter ao cansaço de duas horas de debate.

“Depois da nossa avaliação clínica, nós contra-indicamos participação em debates ou em qualquer atividade que pudesse cansá-lo ou obrigá-lo a falar por mais de dez minutos”, disse o cirurgião Antonio Luiz Macedo. Chefe da equipe que cuidou de Bolsonaro no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, ele viajou ao Rio somente para consultar Bolsonaro.

O cirurgião justificou que a recomendação para não ir ao debate deve-se ao fato do candidato do PSL ter passado por duas cirurgias de grande porte. A primeira foi realizada logo após o ataque, no dia 6 de setembro. A outra, de emergência, ocorreu sete dias depois, no Einstein, em São Paulo, para corrigir uma obstrução intestinal grave.

“Ele ainda não tem condições de ficar por mais de dez, quinze minutos em discussão ou em alguma atividade que exija esforço físico. Isso pode prejudicar a evolução dele”, justificou o médico, que falou à imprensa na porta do condomínio onde Bolsonaro vive na Barra da Tijuca.

Bolsonaro vinha afirmado que gostaria de participar do debate, mas o médico descartou a hipótese do candidato de não cumprir a determinação.

A previsão é que Bolsonaro seja liberado para suas primeiras atividade entre sete e dez dias. Esse é o prazo final para a recuperação.

“Mais sete a dez dias ele estará completamente recuperado, mas hoje ainda ele fica muito cansado quando se esforça muito. Ele não está pronto pra ficar uma ou duas horas sentado discutindo”, observou.

Macedo saiu de São Paulo, acompanhado do cardiologista Leandro Echenique, para consultar o candidato em casa. Os médicos chegaram ao condomínio onde vive o presidenciável pouco antes das 10h. Na consulta de cerca de uma hora, os médicos fizeram um exame clínico e avaliaram os exames laboratoriais.

Bolsonaro teve alta no último sábado, dia 29 de setembro. O candidato se recupera em casa e tem o acompanhamento de uma enfermeira da equipe do Einstein, além de seguir com a rotina de fisioterapia e dieta leve.

Fernando Haddad enfrenta “fogo amigo”

Nesta semana, a campanha petista sofreu novo revés, dessa vez do Poder Judiciário. Após o juiz Sérgio Moro autorizar a divulgação da delação do ex-ministro Antônio Palocci, o esquema do petrolão voltou à tona

Estado de Minas

Alvo de fogo amigo nos últimos dias com declarações controversas de integrantes do seu partido, o candidato do PT, Fernando Haddad (PT), chega na reta final da campanha no primeiro turno vendo o crescimento de sua rejeição, a segunda maior entre os concorrentes ao Palácio do Planalto. A campanha petista sofre agora com a polêmica levantada pelo ex-ministro José Dirceu, de que seria “questão de tempo para o PT tomar o poder”. Antes, a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann, também havia feito declaração controversa ao defender o indulto ao ex-presidente Lula, que seria concedido por Haddad caso vencesse a eleição. Outro tema que pode ter influenciado negativamente a campanha seria a convocação de uma Constituinte, incluída na campanha petista e que foi criticada pelo candidato do PDT, Ciro Gomes. Ele criticou Haddad durante o último debate na TV afirmando que não é prerrogativa do presidente da República convocar Constituinte.

No mês passado, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, também foi alvo de fogo amigo com falas polêmicas de aliados. O capital da reserva viu seu indicado para o Ministério da Fazenda, o economista Paulo Guedes, defender a volta da CPMF, e seu candidato a vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, criticar o 13º salário e o adicional de férias, que são direitos constitucionais dos trabalhadores. Apesar do aumento da rejeição, Bolsonaro e Haddad mantiveram boa margem sobre seus adversários nas pesquisas de intenção de voto, o que segundo especialistas demonstra que seus eleitores já estão consolidados.

Pouco conhecido no início da campanha em muitas regiões do Brasil, Haddad viu sua rejeição aumentar de 27% para 38% na nova pesquisa do Ibope e de 32% para 41% na do Datafolha. Declarações polêmicas de aliados podem explicar o aumento do número de eleitores que afirmaram não votar em Haddad de jeito nenhum. A de Bolsonaro subiu de 41% para 45% no Ibope e oscilou de 46% para 45% no Datafolha. Na semana passada, José Dirceu disse em entrevista ao jornal El País que era questão de tempo para o PT tomar o poder. Dois dias depois, em outra entrevista polêmica, o ex-ministro petista defendeu a retirada de poderes do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outra declaração polêmica envolveu a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que afirmou em entrevista ser favorável a um indulto para que o ex-presidente Lula deixe a prisão caso Haddad vença as eleições. A hipótese, no entanto, vem sendo descartada pelo próprio Haddad, que afirma que Lula não quer indulto para ganhar sua liberdade, uma vez que se considera inocente e quer ver seu processo julgado pelas cortes superiores. O petista, que vinha crescendo nas últimas pesquisas de intenção de voto, passando de 4% para 21% em um mês de campanha, se manteve no último levantamento com o mesmo percentual.

Nesta semana, a campanha petista sofreu novo revés, dessa vez do Poder Judiciário. Após o juiz Sérgio Moro autorizar a divulgação da delação do ex-ministro Antônio Palocci, o esquema do petrolão voltou à tona. Entre os citados por Palocci estão caciques do PT e um dos coordenadores da campanha de Haddad à Presidência, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. O partido negou as denúncias do ex-ministro petista e afirmou que a abertura da delação foi mais um ato político de Moro.

O fogo amigo de Bolsonaro e Haddad vem sendo aproveitado pelos adversários, que endureceram o tom das críticas feitas nas propagandas eleitorais desde a semana passada. O candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, e da Rede, Marina Silva, criticaram as declarações do general Mourão, citando que a eleição de Bolsonaro representará “retrocesso” para os trabalhadores brasileiros. Já o candidato do PDT, Ciro Gomes, afirmou em debate que Haddad faz proposta parecida com a de Mourão ao sugerir a convocação de uma Assembleia Constituinte.

Votos consolidados

Para o cientista político e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fábio Wanderley Reis, a manutenção de Haddad e Bolsonaro à frente das pesquisas, mesmo com grande ataque dos adversários, demonstra que ambos são candidatos com eleitorado já consolidado. “Esse cenário de crescimento e manutenção dos votos para os dois ficou claro nas últimas semanas. As posições de Bolsonaro, com o discurso de que bandido bom é bandido morto, por exemplo, conquistou parte da população que estava procurando uma figura como ele. O crescimento do PT acompanha tendência parecida, ao contrário da direita. Desde a prisão do Lula houve forte mobilização e o candidato do partido recebeu esse eleitorado. Sobra pouco espaço para os demais candidatos, mesmo com tantas polêmicas repercutindo fortemente”, diz Fábio Wanderley.

Num cenário de segundo turno entre os dois candidatos com maior rejeição, as pesquisas do Ibope e do Datafolha mostram empate técnico entre Bolsonaro e Haddad. Na primeira, o capitão da reserva o petista têm 42%. Na segunda, Bolsonaro têm 44% e Haddad, 42%.

Maura Jorge perde oportunidade de mostrar propostas no debate da Mirante

Maura Jorge, certamente, perdeu uma grande oportunidade de apresentar propostas e ficou apenas nos ataques pessoais

Com apenas 11 segundos de tempo de propaganda no Rádio e na TV, a candidata Maura Jorge (PSL) perdeu uma grande oportunidade de apresentar suas propostas no debate da TV Mirante, realizado na noite desta terça-feira (2).

Logo na primeira pergunta, Maura deixou de responder o questionamento do candidato Odívio Neto (PSOL) para atacar o governador Flávio Dino (PCdoB), acusando de ter a retirado de um palanque político na cidade de Lago da Pedra.

Nos tempos reservados tanto para as perguntas, quanto para as respostas, a candidata abordou a temática nacional, ao invés de explorad assuntos do Estado.

Na pergunta em que Roseana Sarney fez sobre o tema saúde, Maura Jorge perdeu, mais uma vez, a oportunidade de mostrar propostas viáveis ao povo do Maranhão e atacou novamente o governador Flávio Dino.

Mostrando nervosismo ao olhar várias vezes os papéis sobre o púlpito, a candidata se exaltou por várias vezes, passando longe do jeito mais tranquilo, que muitas pessoas a classificam.

Maura Jorge, certamente, perdeu uma grande oportunidade de apresentar propostas e ficou apenas nos ataques pessoais.

Flávio Dino domina debate da Mirante

O governador Flávio Dino (PCdoB) se sobressaiu em todas as perguntas e mostrou com tranquilidade as obras e ações de seu governo. Foto: TV Mirante

A TV Mirante promoveu, na noite de terça-feira (2), o primeiro debate televisivo das eleições do Maranhão. Estiveram presentes os candidatos Flávio Dino (PCdoB), que dominou o embate com os adversários, Maura Jorge (PSL), Odívio Neto (PSOL), Roberto Rocha (PSDB) e Roseana Sarney (MDB). Apenas Ramon Zapata não participou, pois o PSTU não tem representação na Câmara Federal.

Dividido em quatro blocos, o debate teve tema livre no 1º e 3º bloco, enquanto o 2º e 4º bloco foram com temas determinados, além das considerações finais dos candidatos, no 4º e último bloco.

O governador Flávio Dino (PCdoB) se sobressaiu em todas as perguntas e mostrou com tranquilidade as obras e ações de seu governo. Líder em todas as pesquisas, ele pediu aos espectadores, mais uma oportunidade para continuar com as políticas sociais implantadas por sua gestão. Pelo seu status de governador, Flávio Dino não deixou de receber críticas da maioria dos candidatos.

A candidata Roseana preferiu dirigir suas perguntas na maioria das vezes à ex-prefeita Maura Jorge. Ela teve que responder perguntas polêmicas sobre a Casa de Veraneio, por exemplo. Roberto Rocha se mostrou aparentemente nervoso e exaltado, o candidato citou alguns dos suas propostas como os investimentos na área do meio ambiente. Odívio Neto do PSOL mostrou nervosismo ao gaguejar por diversas vezes e esquecer os temas selecionados das perguntas, mas reforçou que se eleito, investirá na valorização dos servidores públicos.

Maura Jorge por sua vez partiu várias vezes com críticas ácidas ao governador Flávio Dino. A candidata não deixou de exaltar por várias vezes a aliança com o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Os maranhenses irão às ruas no próximo domingo (7), e escolherão o gestor para os próximos quatro anos.