Câmara de São Luís silencia sobre suposta compra de votos de Genival Alves

A conduta de Genival Alves pode caracterizar quebra de decoro parlamentar e levar à perda de mandato parlamentar

Um dia após a prisão em flagrante do vereador Genival Alves (PRTB) por suspeita de compras de votos, a Câmara de Vereadores de São Luís optou pelo silêncio.

Nesta segunda-feira, nenhum dos parlamentares municipais quis falar sobre o tema.

Aliado de Sarney Filho, candidato derrotado ao Senado Federal, Genival acabou conduzido pela Polícia Federal na manhã do domingo (7) com santinhos, listas com números de títulos de eleitores e R$ 8 mil em notas de 50.

A conduta pode caracterizar quebra de decoro parlamentar e levar à perda de mandato parlamentar.

O clima entre os vereadores de São Luís é de constrangimento.

Para analistas, Jair Bolsonaro terá governabilidade

Tudo indica que os partidos que compõem o Centrão vão aceitar e colaborar com um eventual governo Bolsonaro

Estadão

No início do ano, o deputado Jair Bolsonaro parecia caminhar para ser o candidato à Presidência da República do eu sozinho. Depois de deixar o PSC, tentou se viabilizar como nome do PEN (que passou a se chamar Patriota para recebê-lo). Sem acordo com a legenda, procurou outra sigla considerada nanica, o PSL. E com o PSL, já no segundo turno e com o apoio de bancadas de peso, especialistas afirmam que Bolsonaro terá maioria no Congresso e condições de governabilidade caso venha a ser eleito Presidente da República.

A chegada no PSL foi cheia de turbulência. O partido, que iria se chamar Livres, recebeu Bolsonaro e perdeu parte dos seus simpatizantes (que formaram o movimento Livres). Em março, Bolsonaro trabalhava para garantir que o PSL tivesse ao menos cinco deputados. Naquela ocasião, ainda existia muita desconfiança do mundo político sobre a viabilidade de sua candidatura.

As pesquisas de opinião foram, aos poucos, mostrando que o candidato seria competitivo. Nesse período, com a coordenação do deputado Oxy Lorenzoni (cotado para assumir a Casa Civil em um eventual governo Bolsonaro), as poderosas bancadas evangélica, do agronegócio e da Segurança Pública foram se aproximando do candidato.

O movimento se acentuou graças ao fraco desempenho do candidato tucano, Geraldo Alckmin. Figuras do chamado Centrão, bloco que apoiou formalmente Alckmin, foram declarando preferência a Jair Bolsonaro. Candidatos ao governo de diversos Estados também fizeram esse movimento – de olho na onda de votos que um apoio de Bolsonaro poderia significar. O líder da maior igreja evangélica do País e dono da TV Record, Edir Macedo, chegou a gravar um vídeo de apoio ao nome do PSL.

Apoio

Os candidatos ao governo de São Paulo, por exemplo, João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) já deixaram clara suas inclinações bolsonaristas no segundo turno. Em Curitiba, Ratinho Jr. – eleito governador do Paraná já no primeiro turno – também indicou que vai de Bolsonaro no segundo turno. Muitos outros exemplos se somaram pelo Brasil.

O tamanho dessa onda faz com que cientistas políticos acreditem que, no caso de vitória, Bolsonaro terá sim maioria no Congresso e condições de governabilidade. “Vai ter uma bancada grande – tendo o Centrão como base. Tudo indica que uma bancada de direita mais dura será eleita. Com ela, Bolsonaro vai poder conversar e governar”, comenta o cientista político Claudio Couto (PUC-SP).

O também cientista político Humberto Dantas (USP) segue a mesma linha. “O PSL deve eleger uns 30 parlamentares. Além deles, vai contar com o velho centrão, parte do MDB, do PR, do PP, do DEM…As bancadas do Boi, da Bíblia e da Bala são muito fortes no Congresso e devem dar sustentação ao presidente Bolsonaro, caso ele seja eleito.”

O cientista político Rodrigo Prando (Mackenzie) lembra que o Centrão e a direita moderada parecem ter abandonado o PSDB. “Tudo indica que os partidos que compõem o Centrão vão aceitar e colaborar com um eventual governo Bolsonaro. Portanto, ele terá, pelo menos de início, uma maioria que vai garantir a governabilidade”.

Roberto Rocha fracassa e leva PSDB a uma derrota histórica no Maranhão

Com os resultados das urnas, o PSDB nacional agora pode ter a certeza que a escolha por Roberto Rocha só prejudicou a legenda e pode arruinar ainda mais o partido nas próximas eleições

Após as eleições deste dia 7 de outubro, o senador Roberto Rocha volta para o Senado Federal, onde tem mandato até 2022, com o peso enorme de uma derrota nas costas.

O fracasso ainda não foi medido, mas o PSDB caminha a passos largos para ser um dos partidos mais inexpressíveis do Maranhão. A derrota se deu, justamente, após a intervenção onde o vice-governador Carlos Brandão foi retirado da presidência para dar lugar a Roberto Rocha, com promessas que levaria o partido a uma nova etapa de vitórias.

Roberto Rocha acabou essa eleição em quarto lugar, com apenas 64.446 mil votos, atrás de Maura Jorge (PSL), que tinha apenas 11 segundos de propaganda na TV.

A derrota foi ainda maior, pois Sebastião Madeira, secretário da legenda e um dos maiores incentivadores de Roberto Rocha, não conseguiu se eleger deputado federal. Até mesmo Waldir Maranhão, outro deputado tucano, fracassou com sua reeleição.

O candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ficou apenas no quinto lugar, com 50.653 mil votos, atrás até de Henrique Meirelles (MDB), quarto colocado.

Com os resultados das urnas, o PSDB nacional agora pode ter a certeza que a escolha por Roberto Rocha só prejudicou a legenda e pode arruinar ainda mais o partido nas próximas eleições.

Eleições 2018: Veja a relação dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão

A renovação da bancada maranhense na Câmara foi de 55,6%. Oito dos 18 deputados eleitos em 2014 garantiram mais um mandato para os próximos quatro anos

Os eleitores maranhenses elegeram, na noite de domingo (7), os 18 deputados federais que irão compor a bancada maranhense na Câmara dos Deputados, a partir de 2019

Dez candidatos ultrapassaram a casa dos 100 mil votos, com destaque para Josimar de Maranhãozinho (PR) que quase alcançou a marca de 195.768 mil votos. O recorde em uma votação para deputado federal pertencia a Roberto Rocha, eleito com 139.294 votos em 2006.

A renovação da bancada maranhense na Câmara foi de 55,6%. Oito dos 18 deputados eleitos em 2014 garantiram mais um mandato para os próximos quatro anos: Aluísio Mendes, André Fufuca, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, Juscelino Filho, Rubens Junior e Zé Carlos.

Veja a relação dos deputados federais eleitos:

Josimar de Maranhãozinho (PR)
Eduardo Braide (PMN)
Márcio Jerry (PCdoB)
Junior Lourenço (PR)
Rubens Junior (PCdoB)
Pedro Lucas Fernandes (PTB)
Edilázio Júnior (PSD)
Aluísio Mendes (Podemos)
André Fufuca (PP)
Cleber Verde (PRB)
Bira do Pindaré (PSB)
Juscelino Filho (DEM)
Junior Marreca Filho (Patriota)
Hildo Rocha (MDB
Zé Carlos (PT)
Gil Cutrim (PDT)
João Marcelo (MDB)
Pastor Gildenemyr (PMN)

Fernando Haddad agradece a Lula e faz aceno a Marina e Ciro

Haddad adotou um discurso de união nacional e disse que pretende ampliar a aliança em torno de seu nome para ‘além dos partidos’ Foto: Alex Silva/Estadão

O Estado de S.Paulo

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, adotou neste domingo, 7, um discurso de união nacional e disse que pretende ampliar a aliança em torno de seu nome para “além dos partidos” na segunda etapa da disputa contra Jair Bolsonaro (PSL). Haddad fará mudanças em seu programa de governo, para atrair apoios, e também em sua equipe. A nova linha da campanha traz o slogan “Juntos pelo Brasil do diálogo e do respeito” e diz que a esperança vencerá o ódio.

“Queremos unir os democratas do Brasil, os que têm atenção aos mais pobres. Queremos um projeto amplo para o Brasil, mas que busque justiça social”, declarou. Em seu discurso, agradeceu a família, o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após ser confirmada sua passagem para o segundo turno, o petista recebeu telefonemas de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL). O petista agradeceu a família, ao PT e ao ex-presidente Lula logo no início do discurso. O Estado apurou que Ciro deu sinais de que se unirá a Haddad.

Antes do resultado, o petista já havia pregado a conciliação. “O momento agora exige que nós estendamos a mão para os brasileiros e brasileiras que, independentemente de partidos, queiram contribuir com a reconstrução democrática do País”, afirmou Haddad, após votar em uma escola de Moema, bairro de classe média na zona sul. “Vamos procurar personalidades, pessoas que tenham uma biografia de serviços prestados para ampliar e para governar com unidade, pela reconstrução democrática do País.”

Haddad disse esperar um segundo turno “mais civilizado” e fez acenos a Ciro, Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB), seus ex-companheiros de Esplanada no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso da Lava Jato. “Eu tenho o maior respeito pelos que concorreram no primeiro turno, sobretudo aqueles com quem eu trabalhei. Trabalhei com Marina, com Ciro, com o Meirelles no governo Lula. Tenho o maior respeito e admiração pelo trabalho que eles realizaram”, afirmou.

Moradores dos prédios vizinhos à escola fizeram um panelaço e gritaram o nome de Bolsonaro na chegada do candidato petista. Militantes do PT que foram ao local de votação com bandeiras e camisetas responderam com o grito de guerra: “Bate panela, pode bater; quem tira o povo da miséria é o PT”.

Acompanhado da mulher, Ana Estela, Haddad procurou minimizar o protesto. “Em dia de eleição é normal esse tipo de manifestação. Desde que seja pacífica, não tem problema nenhum”, disse ele.

Haddad bateu na tecla de que, no segundo turno, Bolsonaro terá de se expor. “Ele tem muita dificuldade de debater. Não tem equipe, não tem projeto. É um político profissional, tem 28 anos de estrada e pouco serviço ao País e vai poder se apresentar agora com um pouco mais de clareza”.

As mudanças no programa de governo têm o objetivo de conter polêmicas que estão sendo exploradas pela campanha de Bolsonaro. Em conversas reservadas, Haddad já disse, por exemplo, que não concorda com a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, antiga bandeira do PT incluída em sua plataforma.

O assunto só foi incluído no programa por insistência do partido e de Lula. Aos interlocutores mais próximos, no entanto, o candidato do PT afirmou que, na sua avaliação, convocar uma Constituinte, neste momento, seria o mesmo que entregar a preparação da nova Carta às bancadas da bala, dos ruralistas e dos evangélicos.

PT precisa de virada inédita para vencer Bolsonaro no 2º turno

Desde 1989, nenhum candidato que saiu atrás na disputa do segundo turno conseguiu reverter a desvantagem e vencer as eleições presidenciais

UOL

O PT precisa de uma virada inédita na história da política brasileira desde a redemocratização para derrotar o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Desde 1989, nenhum candidato que saiu atrás na disputa do segundo turno conseguiu reverter a desvantagem e vencer as eleições presidenciais.

Com 99% das urnas apuradas, Fernando Haddad (PT) foi o segundo candidato mais votado e vai disputar o segundo turno com Bolsonaro. Haddad obteve 30,7 milhões de votos, o equivalente a 28,9% dos votos válidos. Bolsonaro, por sua vez, recebeu 49 milhões de votos, o equivalente a 46,2 % dos votos válidos.

Para quebrar essa tradição, Haddad precisa tirar uma vantagem que no primeiro turno foi de pelo menos 17,31% dos votos válidos. Uma “montanha” de mais de 18 milhões de votos.

O cientista político e professor André Borges, da UnB (Universidade de Brasília), explica que, em geral, as viradas em segundo turno são mais difíceis porque elas normalmente se dão entre um candidato governista e um de oposição.

“Na maior parte das vezes, os candidatos que chegam ao primeiro turno na frente são aqueles de candidaturas governistas. Por terem o apoio do governo, a tendência é que seja mais difícil reverter um resultado no segundo turno”, afirmou.

Borges diz, no entanto, que as eleições presidenciais deste ano são extremamente atípicas e que uma virada, ainda que muito difícil, não é impossível.

“Apesar de Bolsonaro estar em primeiro lugar, ele continua sendo um azarão nessa disputa. Ele está em um partido pequeno com uma equipe que tem pouca experiência em eleições. Além disso, ele vai enfrentar um partido que venceu todas as disputas desde 2002. A virada é difícil, mas não é impossível que aconteça”, afirmou.

Borges acredita que, no segundo turno, o PT deverá explorar as altas taxas de rejeição de Bolsonaro se quiser reverter a vantagem do primeiro.

“Bolsonaro foi poupado de ataques durante parte da disputa por conta do atentado que ele sofreu. Agora, ele não será mais poupado. Esse segundo turno deverá ter muita campanha negativa e as contradições dele, assim como as do Haddad, deverão ser exploradas”, explicou.

Ações brasileiras sobem 8% no exterior com aposta em Bolsonaro

O mercado avalia como grandes as chances de vitória do candidato pró-reformas, Jair Bolsonaro, do PSL, no segundo turno, já que ele teve 46,03% dos votos válidos

Revista Exame

As ações brasileiras estão em alta no exterior, repercutindo o resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira e a renovação do Congresso. O fundo com cotas negociadas em bolsa (Exchance Traded Fund, ou ETF) EWZ, que reproduz o índice MSCI Brasil, sobe 8% hoje de manhã, indicando uma forte alta do mercado de ações brasileiro, que abre às 10 horas. O dólar comercial abriu em baixa de 3%, vendido a R$ 3,74. Na pré-abertura em Nova York, o recibo de ações (ADR) da Petrobras está em alta de 15%. Apesar do feriado do Dia do Descobrimento da América, homenagem a Cristóvão Colombo, a Bolsa de Nova York funciona hoje.

O mercado avalia como grandes as chances de vitória do candidato pró-reformas, Jair Bolsonaro, do PSL, no segundo turno, já que ele teve 46,03% dos votos válidos. Fernando Haddad, do PT, que tem se oposto às reformas e ao ajuste fiscal, teve 29,28% dos votos válidos.

Bolsonaro é favorito na disputa de segundo turno, porque lhe bastam apenas 4 pontos para chegar à maioria absoluta dos votos – e é bom destacar que a soma dos votos de Amoedo (2,5%), Meirelles (1,2%) e Álvaro Dias (0,8%), candidatos de centro e portanto mais propensos a apoiar o capitão reformado, seria suficiente para isso, avalia a LCA Consultores. E há ainda os 4,76% do PSDB de Geraldo Alckmin, eterno opositor do PT.

A LCA lembra que Bolsonaro ganhou em todas as regiões, exceto o Nordeste. Ele também venceu nos três maiores colégios eleitorais, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com mais de 50% dos votos válidos nos dois primeiros. Ademais, a maioria dos candidatos a governador que restaram no segundo turno, em especial Romeu Zema, do Novo, em Minas Gerais, e Wilson Witzel, serão aliados importantes para Bolsonaro na fase final da eleição. Em São Paulo, João Doria, do PSDB, também declarou apoio ao capitão.

Renovação do Congresso também ajuda

Os investidores estão animados também com a renovação do Senado e da Câmara, afirma Pablo Stipanicic Spyer, diretor da corretora Mirae Asset. A expectativa é que essa renovação garanta maior apoio ao futuro presidente no Congresso e facilite a aprovação da reforma da Previdência e a continuidade do ajuste fiscal e das privatizações. “A renovação, independentemente da sigla partidária, dá esperança ao povo”, afirma Spyer.

XP vê a bolsa como mais beneficiada pelo cenário Bolsonaro

Também a XP Investimentos destaca que seu time político avalia que o desempenho de Bolsonaro no primeiro turno o mantém como favorito na disputa, seja pela votação recebida – muito próxima dos 50% – seja pelo quadro das disputas nos Estados ou ainda pela equiparação de armas na campanha de segundo turno. A corretora também destaca destaca a surpresa na distribuição das cadeiras da Câmara, na qual a centro-direita chegou em perto de 380 (50 do PSL de Bolsonaro) e a esquerda a pouco mais de 130 deputados, o que joga a favor da governabilidade de Bolsonaro caso seja eleito, assim como na potencial aprovação das reformas.

Para a XP, no cenário Bolsonaro, a bolsa é um dos ativos mais atrativos no Brasil, seguido pelos juros de longo prazo, que tendem a cair e, por último, o dólar, que também deve baixar. As razões para o favoritismo da bolsa são explicados pelo desconto que a bolsa negocia em relação ao seu histórico, pela potencial revisão positiva de lucro para os próximos anos ou pela alocação baixa a bolsa no Brasil vis a vis o histórico.

As ações para Bolsonaro

Os papéis que se beneficiariam da vitória do candidato do PSL, segundo a XP, seriam: (1) Cemig, (2) Bancos – Banco do Brasil em foco, e também Bradesco; (3) Petrobras; (4) Aéreas – Gol mais alavancada; (5) Consumo – Localiza, B2W e Lojas Americanas; (6) Aço – com foco em Usiminas.

“Estamos gratos sobretudo ao povo simples e humilde”, diz Flávio Dino após ser reeleito

“Me comprometo a fazer um segundo mandato ainda melhor e mais realizador do que o primeiro”, afirmou Flávio

O governador reeleito Flávio Dino ressaltou neste domingo (7) a participação do povo na campanha vitoriosa que o levou a mais de 59% dos votos no primeiro turno.

“Nossas palavras são de gratidão, sobretudo ao nosso povo, ao povo simples, humilde, invisíveis, que foram destinatários das políticas públicas deste período. Sobretudo àqueles que menos têm, dos mais pobres, que conduziram nossa campanha e apoiaram em todo o momento a nossa caminhada”, disse Flávio em entrevista coletiva.

“Me comprometo a fazer um segundo mandato ainda melhor e mais realizador do que o primeiro”, acrescentou Flávio.

“Estamos muito felizes com essa grandiosa vitória, que não nos envaidece, e sim nos encoraja a continuar no caminho das transformações.”

O vice-governador reeleito Carlos Brandão lembrou que “pudemos constatar em todo os municípios pelos quais andamos o sentimento de que devemos continuar cumprindo essa missão”.

Senado

O governador Flávio Dino afirmou que se trata de uma vitória histórica. “Sublinho a importância de termos conquistado duas vagas para o Senado. Cumprimos o grande objetivo que se refere à transição política no Maranhão.”

Os dois candidatos ao Senado da chapa de Flávio – Weverton Rocha e Eliziane Gama – também foram eleitos com votações expressivas. Weverton tem 35%; e Eliziane, 27%, mais que o dobro do terceiro colocado.

O governador afirmou que se trata de uma vitória histórica: “Sublinho a importância de termos conquistado duas vagas para o Senado. Cumprimos o grande objetivo que se refere à transição política no Maranhão. Os adversários principais deles [Weverton e Eliziane] são políticos que expressavam um modelo político ultrapassado. Por isso é uma vitória que qualificamos como completa”.

Weverton disse que, durante a campanha, “tentaram nos dividir muito, mas a gente andou de mãos dadas. Nos mantivemos unidos e vamos trazer muito resultado para o povo do Maranhão”.

Para Eliziane, o resultado da votação “foi uma demonstração clara de que o Maranhão deu um basta ao grupo que dominou esse Estado por 50 anos. O governador Flávio Dino consegue eleger seus dois senadores e confirma um novo ciclo de fato, sem rescaldo do passado”.

Segundo turno presidencial

Flávio Dino afirmou que vai “participar muito ativamente do segundo turno presidencial. Considero que Lula é o maior presidente da história do nosso país, como disse o tempo inteiro na campanha. Haddad é quem melhor expressa o que buscamos para retomar o desenvolvimento brasileiro com justiça”. O segundo turno será entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

“Considero de alta importância para o nosso Estado, para os pobres, para a classe trabalhadora, que Haddad vença o segundo turno. Vou dedicar enorme energia a esse objetivo”, afirmou Flávio.

O governador destacou a importância de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, no segundo turno. “Ciro Gomes tem um papel gigantesco a desempenhar com os demais governadores eleitos em primeiro turno. Tenho a convicção de que com nossas bancadas, movimentos populares, sindicalismo e liderança de patriotas como Ciro Gomes, podemos vencer a eleição presidencial.”

Veja como ficará a composição da Assembleia Legislativa do Maranhão a partir de 2019

Ao todo, 19 deputados foram reeleitos. Os partidos da base de apoio do governador Flávio Dino conseguiram eleger 32 deputados

Com 100% das urnas apurados, foi definido os nomes dos 42 deputados estaduais eleitos e reeleitos para a próxima legislatura.

Das 42 vagas na Assembleia Legislatura do Maranhão, sete vão ser ocupadas pelo PDT e seis pelo PCdoB, partido do atual governador Flávio Dino, que foi reeleito governador no estado no primeiro turno. O terceiro maior partido com representatividade no próximo pleito será o DEM, que elegeu cinco deputados, seguido pelo PR, PV e Solidariedade, com três eleitos.

Ao todo, 19 deputados foram reeleitos. Os partidos da base de apoio do governador Flávio Dino conseguiram eleger 32 deputados.

Confira a relação dos deputados estaduais eleitos (Em negrito, os deputados reeleitos):

Detinha (PR) – 88.402 votos
Cleide Coutinho (PDT) – 65.438 votos
Duarte Jr. (PCdoB) – 65.144 votos
Zé Gentil (PRB) – 62.364 votos
Othelino Neto (PCdoB) – 60.386 votos
Márcio Honaiser (PDT) – 56.322 votos
Drª Thaiza (PP) – 51.895 votos
Adriano Sarney (PV) – 50.679 votos
Carlinhos Florêncio (PCdoB) – 50.359 votos
Neto Evangelista (DEM) – 49.480 votos
Marcelo Tavares (PSB) – 48.269 votos
Professor Marco Aurélio (PCdoB) – 47.683 votos
Fernando Pessoa (Solidariedade) – 47.343 votos
Andreia Rezende (DEM) – 47.252 votos
Edson Araújo (PSB) – 45.819 votos
Rafael Leitoa (PDT) – 45.462 votos
Ana do Gás (PCdoB) – 44.321 votos
Adelmo Soares (PCdoB) – 43.974 votos
Rigo Teles (PV) – 43.633 votos
Glabert Cutrim (PDT) – 42.773 votos
Paulo Neto (DEM) – 41.765 votos
Daniella Tema (DEM) – 40.541 votos
Vinícius Louro (PR) – 39.873 votos
Yglésio Moisés (PDT) – 39.804 votos
Hélio Soares (PR) – 38.555 votos
Antônio Pereira (DEM) – 37.935 votos
Ciro Neto (PP) – 36.688 votos
Arnaldo Melo (MDB) – 35.958 votos
Roberto Costa (MDB) – 35.214 votos
Fábio Macedo (PDT) – 34.873 votos
Rildo Amaral (Solidariedade) – 33.239 votos
Ricardo Rios (PDT) – 33.202 votos
Leonardo Sá (PRTB) – 31.682 votos
Zé Inácio (PT) – 31.603 votos
Pará Figueiredo (PSL) – 31.555 votos
Helena Duailibe (Solidariedade) – 31.147 votos
Mical Damasceno (PTB) – 30.693 votos
César Pires (PV) – 30.091 votos
Pastor Cavalcante (PROS) – 29.366 votos
Wellington do Curso (PSDB) – 24.950 votos
Wendell Lajes (PMN) – 22.989 votos
Felipe dos Pneus (PRTB) – 21.714 votos