Rede e PPS se reúnem para viabilizar fusão dos dois partidos

Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo

A Rede e o PPS iniciaram nesta semana reuniões conjuntas entre as siglas para organizar a fusão dos dois partidos. Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo.

Os cenários estaduais são relativamente favoráveis para viabilizar a união. Os comandos locais serão distribuídos entre as principais lideranças de acordo com a força de cada uma nas regiões e o objetivo é contemplar os dois partidos igualitariamente para não gerar conflitos logo de início.

A ideia é que as siglas se unam até o fim do ano, ainda que informalmente, já que uma regra impede a fusão ou incorporação de partidos com menos de cinco anos, caso da Rede Sustentabilidade, criada em 2015. Por isso o partido ingressará ainda nesta semana com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da regra.

Integrantes do partido, no entanto, avaliam que a possibilidade do Supremo dar uma decisão favorável à Rede é improvável. A mudança foi estabelecida pela minirreforma eleitoral de 2015 e já foi questionada na Justiça pelo Pros, que não obteve sucesso. Se o Supremo mantiver a regra, os dois partidos devem formalizar uma coligação política até 2020, quando finalmente a fusão poderá ser autorizada.

A fusão entre os dois partidos é vista como a única saída para a recém-criada Rede Sustentabilidade, idealizada por Marina Silva. Ela concorreu à Presidência da República neste ano mas foi derrotada, em sua pior performance nas três vezes em que concorreu ao cargo. Ela obteve apenas 1% dos votos válidos e acabou ficando em 8º lugar.

Rede obteve péssimo desempenho na Câmara

A sigla também obteve um péssimo desempenho eleitoral para a Câmara dos Deputados e acabou elegendo apenas uma deputada, a indígena Joenia Wapichana, de Roraima, mas se saiu bem no Senado, onde conseguiu eleger cinco nomes. Sem conseguir superar a cláusula de barreira, porém, o partido ficará proibido de ter acesso ao Fundo Partidário e não terá direito de exibir propaganda no rádio e na televisão. Sem os recursos, integrantes da Rede avaliam que é inviável a sobrevivência da sigla.

Já o PPS elegeu 8 deputados, mas conseguiu superar a barreira porque obteve mais de 1% dos votos válidos em 15 estados. A regra estabelece que, para superar a cláusula de barreira, um partido deve eleger deputados em pelo menos 9 estados ou obter 1,5% dos votos para a Câmara, com um mínimo de 1% dos votos em nove estados.

O presidente do PPS, Roberto Freire, já conversou com Marina por telefone para dar início ao plano. De acordo com ele, a aproximação do seu partido com a Rede foi natural porque, como o PPS já havia decidido mudar de nome, abriu-se a brecha para tentar uma ampliação do seu escopo político. Os dois devem se reunir pessoalmente na semana que vem.

Logo após o resultado das eleições em 1º turno, a Rede e o PV também iniciaram um diálogo com o intuito de união entre os dois partidos, já que os verdes conseguiram eleger 4 deputados federais e se encaixaram nas novas regras eleitorais.

Na época, o candidato à vice-presidência na chapa de Marina, Eduardo Jorge, do PV, chegou a dizer que a coligação Rede-PV reaproximou a área ambientalista no Brasil e considerou a estratégia uma “vitória muito grande”.

Nota de desaparecimento

O senhor Arnold Ferreira encontra-se desaparecido desde o dia 7 de outubro, data do primeiro turno das Eleições 2018.

De acordo com informações de familiares, o senhor teria saído de casa a noite com uma roupa branca e boné vermelho.

Os familiares pedem para quem tiver qualquer informação entre em contato pelos números (98) 9 87412937 ou (98) 9 81189177.

PF investiga três pessoas por mensagens com teor de ameaça à ministra Rosa Weber

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber — Foto: Nelson Jr

G1

A Polícia Federal investiga três pessoas por mensagens com conteúdo de ameaças direcionadas à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber. Os três investigados podem responder criminalmente pelo teor das mensagens.

As investigações estão sendo conduzidas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. Até o momento, um dos investigados, que não teve o nome revelado, já foi identificado e ouvido pela PF. Outros detalhes da investigação estão sob sigilo.

A TV Globo apurou que tratam-se de casos independentes, sem relação entre as três pessoas, e que uma delas está fora do país.

Na última terça-feira (16), o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou que a Polícia Federal havia aberto inquérito para apurar uma ameaça enviada por e-mail à presidente do TSE.

Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a primeira operação feita a partir do rastreamento de redes sociais na eleição.

Duas pessoas foram alvos de buscas e intimações porque postaram vídeos que apontam quebra de sigilo eleitoral e ameaças aos candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Presidente Othelino Neto é homenageado pelo Governo do Piauí

O governador do Piauí enfatizou a forte atuação de Othelino Neto pela união entre os dois estados

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Othelino Neto (PC do B), recebeu do governador Wellington Dias a Medalha Grã-Cruz, mais alta comenda da Ordem Estadual do Mérito Renascença do Piauí. A homenagem ocorreu durante cerimônia realizada na noite de sexta-feira (19), no Teatro 4 de Setembro, em Teresina (PI), como parte das comemorações alusivas ao 196º Aniversário da Adesão do Piauí à Independência do Brasil.

O parlamentar foi homenageado, entre outras importantes personalidades que foram condecoradas, por serviços dignos e admiráveis prestados ao povo piauiense. “Estar no Piauí é sempre uma grande satisfação e, com muita alegria, levo esta medalha para o Maranhão, reconhecendo que a homenagem foi, também, para o nosso povo. Nós e o Piauí temos diversas situações em comum e essa parceria entre os estados, por meio de seus Governos e Casas Legislativas, com políticas públicas corretas, tem mudado para melhor nossas realidades, beneficiando cada vez mais maranhenses e piauienses”, enfatizou.

O governador do Piauí enfatizou a forte atuação de Othelino Neto pela união entre os dois estados

Sobre as ações conjuntas de governo, em prol de ambos os estados, Othelino Neto ressaltou as melhorias já alcançadas em diversas áreas, destacando a do Turismo, ao citar como exemplo a Rota das Emoções, que envolve os litorais do Maranhão, Piauí e Ceará . “Já estamos concluindo o último trecho de pavimentação entre Barreirinhas e Paulino Neves, o que vai melhorar ainda mais essa rota tão bela que também envolve Barra Grande. Será um ganho para ambos os estados, graças à boa articulação entre os governos”, disse.

O governador do Piauí enfatizou a forte atuação de Othelino Neto pela união entre os dois estados. “Nós temos uma relação muito boa com o Maranhão em diversas áreas, mas destaco a área da Infraestrutura. Quando precisei interligar a região de Luzilândia com ponte e asfalto, pude contar com o Governo do Maranhão e o apoio da Assembleia Legislativa. Othelino Neto é um deputado maranhense muito querido pelos piauienses, já que ele sempre lida com temas comuns aos dois estados”, destacou.

Rafael Leitoa (PDT), deputado estadual reeleito que tem forte atuação em Timon, região integrada metropolitana do estado do Piauí, participou da cerimônia e classificou como importante a homenagem ao presidente Othelino Neto. “Um reconhecimento de suma importância ao nosso presidente pela irmandade que há entre os dois estados. A ocasião também nos faz retribuir o que a Assembleia do Maranhão fez ao governador Wellington Dias por todos os serviços prestados aos maranhenses. Isso faz com que os dois estados se estreitem ainda mais, inclusive nas políticas sociais de desenvolvimento”, avaliou.

Arábia Saudita admite que jornalista Jamal Khashoggi está morto

Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul — Foto: Mohammed al-Shaikh

O canal de notícias estatal saudita Al Ekhbariya transmitiu um comunicado na madrugada deste sábado (20, pela hora local) segundo o qual resultados preliminares da investigação sobre o jornalista Jamal Khashoggi indicam que ele está morto.

Segundo o governo saudita, uma briga teria ocorrido entre Khashoggi e pessoas que estavam no consulado saudita em Istambul e, por isso, ele acabou morrendo.

O comunicado informou ainda que 18 cidadãos sauditas foram presos em decorrência do caso. Ahmed Al Asiri, chefe de inteligência saudita, e o conselheiro real Saud Al Qahtani foram retirados de seus cargos.

O rei Salman ordenou ainda a reestruturação do comando da agência geral de inteligência sob a supervisão do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, de acordo com a agência oficial da imprensa saudita.

Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico ao governo de Riad, era considerado desaparecido desde o dia 2 de outubro, depois que entrou no consulado de seu país em Istambul.

Segundo a BBC, o jornalista esteve no consulado saudita em Istambul pela primeira vez em 28 de setembro, para obter um documento certificando que havia se divorciado da ex-mulher, mas foi informado na ocasião de que teria que voltar outro dia. Ele precisava do documento para se casar com a sua noiva turca, Hatice Cengiz.

Khashoggi marcou o retorno para 2 de outubro e chegou às 13h14 no horário local – o compromisso estava marcado para as 13h30. Sua noiva ficou aguardando do lado de fora e, a pedido dele, ficou com seu telefone celular e a instrução de que deveria telefonar para um assessor do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se ele não voltasse.

Hatice esperou por mais de 10 horas fora do consulado e retornou na manhã do dia seguinte, uma quarta-feira, e Khashoggi ainda não havia reaparecido.

Desde o início do caso a imprensa turca acusava autoridades sauditas de terem assassinado Khasoggi dentro do consulado, mas a Arábia Saudita sempre negou e, até esta sexta, nunca tinha admitido que o jornalista estava morto.

O jornal turco “Yeni Safak” inclusive publicou o que dizia ser o conteúdo de gravações feitas no interior do consulado. De acordo com a reportagem, Jamal teria sido torturado e decapitado por agentes sauditas. O veículo também afirmou que o assassinato durou sete minutos e que o corpo teria sido desmembrado ainda vivo.

Investigadores turcos estiveram mais de uma vez no consulado e também na residência oficial do cônsul saudita, e nesta sexta fizeram uma busca na floresta Belgrado, na margem europeia de Istambul.