Ausência de Eliziane Gama em ato de Fernando Haddad chama atenção

Assessoria de imprensa justificou que Eliziane está em tratamento de saúde em outro estado

O candidato a presidente Fernando Haddad (PT) esteve em São Luís, no domingo (21), e reuniu milhares de apoiadores em um ato liderado pelo governador Flávio Dino (PCdB). Mas um dos fatos que chamou atenção foi a ausência da senadora eleita Eliziane Gama (PPS), no evento, que já havia anunciado apoio ao petista.

Mesmo com o anúncio de sua presença pela assessoria e nas artes feitas para o evento, Eliziane não compareceu e fez com que muitas especulações fossem levantadas.

Internautas comentam ausência de Eliziane em ato de Fernando Haddad

O evento foi prestigiado apenas por Weverton Rocha (PDT), que fez questão de enaltecer a união das frentes progressistas na defesa da candidatura de Fernando Haddad.

Internautas comentam ausência de Eliziane em ato de Fernando Haddad

Na tarde desta segunda-feira (22), a assessoria da deputada informou que Eliziane não está participando das atividades políticas no Maranhão devido tratamento de saúde realizado fora do Estado. “Ela reafirma compromisso com o Maranhão e o apoio incondicional e integral ao seu grupo político comandado pelo Governador Flávio Dino”, concluiu a mensagem postada em sua conta no Twitter.

Internautas comentam ausência de Eliziane em ato de Fernando Haddad

Grupo governista em peso na campanha de César Brito para prefeitura de Bacabal

César Brito faz parte do grupo de Flávio Dino, é aliado do ex-prefeito Zé Vieira (PP) e tem Florêncio Neto (PHS) como candidato a vice-prefeito

A eleição para a prefeitura de Bacabal, maior cidade do Médio Mearim, chama a atenção do grupo liderado pelo governador Flávio Dino. Na cidade, o candidato César Brito (PPS) representa a união dos grupos que fazem oposição ao atual prefeito, Edvan Brandão (PSC), candidato do senador João Alberto (MDB).

A eleição suplementar de Bacabal acontece no próximo domingo (28), data da realização do 2º turno da eleição presidencial.

César Brito faz parte do grupo de Flávio Dino, é aliado do ex-prefeito Zé Vieira (PP) e tem Florêncio Neto (PHS) como candidato a vice-prefeito.

O próprio governador Flávio Dino (PCdoB) esteve em Bacabal para participar de um comício ao lado de César Brito e acompanhado do senador eleito Weverton Rocha (PDT), dos deputados federais reeleitos Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e André Fufuca (PP), do deputado estadual reeleito Carlinhos Florêncio (PCdoB) e do suplente de deputado federal Simplício Araújo (SD).

Começa a contagem regressiva para o Enem 2018

A expectativa do Ministério da Educação é que 5,5 milhões de pessoas façam o Enem neste ano

Começou a contagem regressiva para a edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 4 de novembro, estudantes de todo o país que têm como principal objetivo ingressar no ensino superior participarão do primeiro dia de provas. Na ocasião, serão aplicadas 45 questões de ciências humanas e 45 de linguagens e códigos, além da tão temida redação. A segunda parte do exame ocorre em 11 de novembro, quando os participantes deverão responder 45 questionamentos de matemática e outros 45 sobre ciências da natureza.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os locais de prova serão divulgados nesta segunda-feira (22/10). Para conferir as informações, os interessados devem acessar a Página do Participante ou fazer a consulta pelo aplicativo Enem 2018. Os dados constarão no cartão de confirmação de inscrição, que também informará o número do inscrito, data e horário da aplicação do exame, se há solicitação de atendimento especializado e a opção da língua estrangeira escolhida pelo candidato.

A expectativa do Ministério da Educação (MEC) é que 5,5 milhões de pessoas façam o Enem neste ano. A 20ª edição do exame recebeu 6.774.891 inscrições e tem 5.513.662 (81,3%) participantes confirmados para os dois dias de prova. Em 14 de novembro serão divulgados os gabaritos e os cadernos de questões. Os resultados finais devem ser anunciados em janeiro de 2019, porém ainda não houve confirmação da data.

Maratona

Nas datas de aplicação da avaliação, os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário de Brasília). No primeiro dia de testes (4/11), os participantes terão cinco horas e meia para resolver as questões – o exame começa às 13h30 e o horário previsto para o término é 19h.

No domingo seguinte (11), as provas devem ser respondidas entre 13h30 e 18h30. Anteriormente, o segundo dia do exame, dedicado à parte de disciplinas exatas, acabava às 18h. Mas, após participantes criticarem o curto período para solucionar as questões, foram acrescentados 30 minutos ao tempo total na edição deste ano.

Horário de Verão

Quem for fazer o Enem 2018 deverá ficar atento ao horário brasileiro de verão, que entra em vigor coincidentemente no primeiro dia de provas. Ou seja, em 4 de novembro, os ponteiros do relógio serão adiantados em uma hora. A novidade confirmada pelo Palácio do Planalto nessa segunda-feira (15/10) ocorrerá nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

No Maranhão, Haddad cobra do TSE apuração sobre fake news anti-PT

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, em São Luís, capital do Maranhão. – Ricardo Stuckert

Agência Brasil

Ao encerrar hoje (21) sua passagem pelo Nordeste, onde fez campanha no Ceará, Piauí e Maranhão, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, cobrou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a realização de busca e apreensão nas empresas suspeitas de financiar os disparos de fake news anti-PT. Ele demonstrou sua decepção com a demora nas providências. “Ficamos muito frustrados com essa certa leniência [da Justiça Eleitoral].”

Segundo Haddad, na ação protocolada no TSE, o PT pediu que fosse feita uma busca e apreensão em empresas que venderam pacotes de mensagens via aplicativo de celular. “Há fatos concretos que evidenciam o uso de dinheiro sujo na campanha eleitoral para caluniar. Eu penso que caberia uma busca e apreensão para elucidar de uma vez por todas [a denúncia]. Quando faz uma busca e apreensão não está condenando, está dando robustez às provas e evidências que já existem. Às vezes, a prova é frágil, você vai lá e confirma.”

Para o candidato, comprovado que empresários se uniram para patrocinar a divulgação de notícias falsas contra o PT, beneficiando a candidatura adversária de Jair Bolsonaro (PSL), haveria três crimes nessa iniciativa: uso de cadastro sem autorização, caixa 2 e calúnia e difamação. “É muito grave isso”, afirmou.

O candidato também criticou informações publicadas pelo portal UOL de que os ministros do TSE “não queriam criar marola” nas eleições dando destaque à denúncia. “Isso é muito grave. Não consigo compreender como gente da Justiça tenha pronunciado uma frase dessas”, disse Haddad, acrescentando que não ouviu a frase, mas estava reproduzindo uma notícia publicada pelo portal. “Depois de todo o esforço que o Brasil fez para garantir que as eleições transcorressem normalmente, [a postura] me parece contraditória até aqui.”

Na entrevista coletiva, após a caminhada no bairro do Anil em São Luís, Haddad reiterou críticas a seu adversário, procurando vinculá-lo a medidas adotadas pelo governo do presidente Michel Temer, como a reforma trabalhista, e chamando-o de “chefe de milícia”.

O candidato do PT disse que as propostas econômicas do economista Paulo Guedes, caso Bolsonaro seja eleito, farão a população sentir saudade do governo atual. Segundo ele, o adversário do PSL cria clima de medo entre as pessoas e apenas os que estão anestesiados não percebem essa insegurança.

“Meu adversário não é um democrata. Ele não sabe conviver com a divergência”, afirmou. “Não é um candidato a presidente. É um chefe de milícia. Os filhos dele são milicianos, são capangas. As pessoas têm de ficar atentas, porque acham que vão tutelando, mas você não tutela milícia”, ressaltou.

Ministro da Cultura diz que Roger Waters recebeu R$ 90 mi por campanha em show

Ministro diz estar ‘de saco cheio’ de não conseguir ir a shows sem que haja manifestações políticas

Band.com

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, publicou, na manhã deste domingo (21), em sua conta oficial no Twitter uma manifestação contrária aos atos feito pelo cantor Roger Waters durante seus shows no Brasil. O artista se posicionou contra o candidato Jair Bolsonaro fazendo uso da hashtag Elenão.

No post, Leitão disse que a campanha foi disfarçada de show e que por muito menos, Bolsonaro foi acusado de caixa dois. “Roger Waters recebeu cerca de R$ 90 milhões para fazer campanha eleitoral disfarçada de show ao longo do 2º turno. Na Folha, chamou Bolsonaro de “insano” e “corrupto”. Sem provas, claro. Disse aos fãs que não voltará ao Brasil caso ele ganhe. Isso sim é caixa 2 e campanha ilegal!”.

O post repercutiu na rede social e houve diversos questionamentos nos comentários sobre a posição do ministro. Em resposta à pergunta sobre como ele sabia o valor recebido pelo artista, Leitão disse apenas que a informação vinha de fonte segura. “US$ 3 milhões por show. Apenas de cachê. Sem contar a participação nas receitas.”, escreveu.

O ministro defendeu ainda que o candidato Jair Bolsonaro foi acusado por muito menos e sem provas. “Roger Waters recebeu milhões de uma empresa brasileira e está fazendo campanha eleitoral a favor de um candidato, em oito shows e em entrevistas, procurando interferir no processo das eleições. Por muito menos (e sem provas), Bolsonaro foi acusado de caixa 2 e campanha ilegal”.

Em entrevista ao Estadão publicada no dia 18 de outubro, Sérgio Sá Leitão demonstrou incômodo por manifestações políticas em shows. “Confesso que, pensando como público, como fã, eu estou de saco cheio. A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política”, disse.

O ministro afirmou ainda acreditar que mesmo sem falar do assunto durante campanha, Bolsonaro, se eleito, dará importância à pastai. “Outro que se interessa pelo assunto é o filho Flávio Bolsonaro, com o qual falei algumas vezes”.

Leitão aproveitou a entrevista para criticar a gestão petista sobre o Ministério da Cultura. Ele afirma que, apesar do partido ter tido méritos, parte de seu trabalho hoje é reparar danos causados ao setor durante tempo em que a legenda esteve no governo. “Eu gasto metade do meu tempo e da minha equipe resolvendo problemas herdados das gestões do PT. Não é possível aceitarmos que tenham sido acumuladas 25 mil prestações de contas sem análise no caso da Lei Rouanet, por exemplo”, disse.