Moro, ministérios, Israel e reforma; veja como foi a primeira coletiva de Bolsonaro

Vários dos temas polêmicos envolvendo o governo dele foram tratados no encontro com emissoras de TV, rádio e alguns sites

Estado de Minhas

Três superministérios, Sérgio Moro, o “soldado que vai à guerra sem medo de morrer”, carta branca a Paulo Guedes, resolução do conflito entre Israel e Palestina e relação com a mídia. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), participou nesta quinta-feira (11) da primeira coletiva de imprensa desde que saiu vencedor nas urnas no último domingo (28).

Vários dos temas polêmicos envolvendo o governo dele foram tratados no encontro com emissoras de TV, rádio e alguns sites. Questionado sobre a indicação de Sérgio Moro para o “superministério” de Justiça e Segurança, o ex-militar afirmou que o juiz é “um soldado que vai à guerra sem medo de morrer” e que queria “liberdade total para combater a corrupção e o crime organizado”.

Ele também reafirmou que outros dois superministérios vão ser implementados durante o governo, o da Economia, liderado por seu guru Paulo Guedes, e o da Defesa, com o general Augusto Heleno como ministro. Sobre isso, Bolsonaro ressaltou que “os militares vão sim fazer parte da política nacional” e que não vão ficar no “segundo plano, como foi com o PT e FHC”.

A razão disso, afirma o presidente eleito, é a importância que sua gestão dará ao combate à corrupção e ao crime organizado.

Perguntado por um repórter se a nomeação de Moro ao ministério enfraquece a operação Lava-Jato, Bolsonaro rebateu que há outros juízes “de muita qualidade” no país e que a substituta de Moro, Gabriela Hardt, continuará com o trabalho dele. “Moro terá muito mais poder para combater o crime”, completou.

Em outro momento, Bolsonaro foi perguntado sobre o que ocorreria caso alguém ligado ao governo dele se envolva com corrupção. “Vai pro pau”, respondeu.

Sobre as relações internacionais do Brasil, o militar reformado afirmou que fará negócios “com o mundo todo sem o viés ideológico”. Sobre o conflito entre Israel e Palestina (ele afirmou que transferirá a embaixad do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém), afirmou que “vamos resolver isso daí também”.

“Não queremos criar problemas com ninguém. Queremos fazer comércio com o mundo todo, buscar vias pacíficas pra resolver problemas. Não queremos criar poeira para resolver problemas”, disse.

Ele também afirmou que o convite feito a Sério Moro partiu de Paulo Guedes, que terá “carta branca” em seu governo, e que tem “pouco contato com Mourão”, vice dele. Bolsonaro frisou que não sabe dizer se fizeram contato com Moro durante a campanha. “Não foi durante a campanha?”, questionou um jornalista. “Pelo que sei, foi depois. Tenho pouco contato com Mourão. Isso aí não tem nada a ver, se foi um dia antes ou não”, rebateu Bolsonaro.

Em relação à polêmica em torno de uma possível fusão do Ministério do Meio Ambiente e o da Agricultura, o presidente eleito respondeu que “nada está certo” e que ainda faltam dois meses para resolver a questão.

Bolsonaro voltou a criar rusgas com a mídia e afirmou: “A imprensa que não entrega verdade vai ficar para trás”. Ele também disse que “hoje em dia a imprensa tá muito diversificada”, em relação ao jornalismo independente, e que ganhou as eleições por causa das redes sociais.

Ele ainda reafirmou que a Reforma da Previdência é uma das prioridades de seu governo e que é possível que membros da equipe econômica de Michel Temer (MDB) sejam mantidos em sua gestão. “Dei carta branca pro Paulo Guedes. Tem gente boa que está com Temer”, concluiu.

Ibovespa atinge pico histórico com o anúncio de Sérgio Moro para Ministério da Justiça

destaque do dia foi a nomeação do juiz federal Sérgio Moro para o futuro superministério da Justiça

O bom humor no mercado internacional e as perspectivas otimistas em relação ao governo eleito do Brasil levaram o Índice Bovespa nesta quinta-feira, 1, à sua terceira alta consecutiva, com a qual atingiu novo recorde histórico. O índice fechou com ganho de 1,14%, aos 88.419,05 pontos, superando o recorde anterior, de 87.652,65 pontos, registrado em 26 de fevereiro. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 3,15%.

As bolsas de Nova York exerceram influência sobre o mercado brasileiro durante praticamente todo o pregão, inclusive nos momentos de fraqueza, pela manhã, quando o Ibovespa chegou a cair 0,38%. O impulso mais forte veio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontando para uma possível aproximação da China. Pelo Twitter, Trump disse que teve uma conversa “muito boa” com o presidente chinês, Xi Jinping.

Internamente, o destaque do dia foi a nomeação do juiz federal Sérgio Moro para o futuro superministério da Justiça. Inicialmente, a notícia teve impacto neutro sobre os negócios, com avaliações positivas e negativas sobre o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro. À tarde, ganhou força a avaliação mais otimista, que levou em conta a possibilidade do nome de Moro elevar a popularidade do novo governo, o que poderia favorecer o avanço da reforma da Previdência no Congresso.

“O cenário internacional ajudou bastante, embora as ações da Petrobras tenham sofrido forte desvalorização”, disse Pedro Guilherme Lima, analista da Ativa Investimentos. “No cenário político, a notícia sobre Sérgio Moro foi bem recebida, embora não tenha impacto algum na economia. O mercado possivelmente veja na nomeação dele um indicativo de maior popularidade do novo governo, o que elevaria as chances de aprovação da reforma da Previdência”, disse.

Para o analista, a alta não foi maior devido à proximidade do feriado de Finados, que manterá a bolsa brasileira fechada nesta sexta-feira (2), enquanto os mercados americanos operam normalmente. Além de operações pontuais de realização de lucros, a alta acabou por ser limitada pelas perdas das ações da Petrobras (-1,81% na ON e -1,09% na PN), influenciadas pelas fortes perdas dos preços do petróleo.

Entre os bancos, o dia foi de ganhos expressivos, com alguns papéis repercutindo seus resultados trimestrais. Bradesco ON e PN subiram 5,26% e 5,71%. Já as units do Santander caíram 0,95%.

Lula está ‘indignado’ com Moro em ministério, diz Gleisi

Segundo Gleisi, Lula está “bem, mas indignado com a nomeação do seu algoz como ministro da Justiça”

Terra

Após visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o petista ficou “indignado” com a escolha do juiz Sérgio Moro – que o condenou no processo do tríplex do Guarujá – para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo Gleisi, Lula está “bem, mas indignado com a nomeação do seu algoz como ministro da Justiça”. “Ao invés de apresentar prova contra mim, aceita ser ministro”, teria dito Lula, nas palavras da dirigente petista.

“Nós precisamos saber desde quando está feito este acerto entre Moro e Bolsonaro”, questionou. “Nos reiteramos que o CNJ paute a denúncia que fizemos como bancada, do vazamento do grampo com a presidenta Dilma, que impediu Lula de ser ministro”. Gleisi afirma que desde aquela situação esta articulação está sendo feita.

A presidente do PT disse que os advogados do partido e do ex-presidente avaliam medidas jurídicas após a escolha de Moro. Uma das decisões, afirmou, é acrescentar as informações sobre a indicação na representação protocolada contra o juiz no Conselho Nacional da Justiça (CNJ).

Objetivo era interditar Lula politicamente, diz nota da defesa

A defesa do ex-presidente emitiu nota condenando a decisão de Moro de aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“A decisão de Moro prova ‘definitivamente o que sempre afirmamos: Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente'”, diz o texto, citando ainda uma reportagem da Folha de S.Paulo em que o vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, declarou que o convite a Moro foi feito ainda durante a campanha eleitoral.

O advogado Cristiano Zanin Martins afirmou que a defesa “tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente”.

Flávio Dino critica nomeação de Moro para ministro da Justiça

Flávio Dino afirma que Moro e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), “militam no mesmo projeto político, o da extrema-direita”, e que é um “grave problema esconder interesses eleitorais por baixo da toga”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou suas redes sociais para se manifestar sobre a indicação do juiz Sérgio Moro ao Ministério da Justiça no governo Bolsonaro. Ele afirma que Moro e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), “militam no mesmo projeto político, o da extrema-direita”, e que é um “grave problema esconder interesses eleitorais por baixo da toga”.

“Sérgio Moro aceitar o ministério de Bolsonaro é um ato de coerência. Eles estavam militando no mesmo projeto político: o da extrema-direita. O grave problema é esconder interesses eleitorais por baixo da toga. Não há caso similar no Direito no mundo inteiro”, escreveu Flávio Dino em sua conta no Twitter.

O juiz Sérgio Moro aceitou, nesta quinta-feira (01), assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). O magistrado toma posse, assim como o presidente eleito, em janeiro de 2019. Após uma reunião de 2 horas na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o juiz soltou uma nota confirmando que aceitou o convite.

Flávio Dino também se pronunciou sobre a indicação do juiz Sérgio Moro e os “interesses eleitorais na Lava-jato”.

“A comprovação de interesses eleitorais na Lava-Jato, além de comprometê-la quanto ao já feito, infelizmente vai gerar suspeitas com relação a casos similares no futuro. Não é apenas Sérgio Moro que perde credibilidade”, concluiu Flávio Dino.

Urgente: Sérgio Moro aceita ser ministro da Justiça de Bolsonaro

Após uma reunião de 2 horas na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o juiz soltou uma nota confirmando que aceitou “honrado” o convite

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (01) assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). O magistrado toma posse, assim como o presidente eleito, em janeiro de 2019.

Após uma reunião de 2 horas na casa de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o juiz soltou uma nota confirmando que aceitou “honrado” o convite.

Além disso, Moro também afirmou que “para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências”.

No dia 14 de novembro, o magistrado teria uma audiência para interrogar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do sítio de Atibaia. O ex-presidente é acusado de ter recebido propina da Odebrecht, da OAS e do pecuarista José Carlos Bumlai em forma de obras no imóvel.

Especialistas interpretam que a atitude de Moro pode ter sido tomada visando uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, quando haverá um cargo disponível após aposentadoria do decano Celso de Mello.

Superministério

Apesar das especulações, o magistrado responsável pelos casos da Operação Lava Jato em Curitiba não confirmou se a pasta será ampliada. Mesmo assim, suas atribuições serão maiores em comparação com suas atuais.

O novo desenho do Ministério da Justiça deve contar com a reintegração da área de Segurança Pública, além da Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, da CGU (Controladoria-Geral da União) e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Leia a nota na íntegra

“Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Publica na próxima gestão. Apos reunião pessoal na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na pratica, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”.

Eliziane Gama cita nome de Flávio Dino para a eleição presidencial de 2022

Já de olho em uma possível candidatura de Flávio Dino ao Palácio do Planalto, a senadora eleita Eliziane Gama (PPS) antecipou o debate e citou o nome de Flávio como um dos nomes certos na disputa de 2022

Não é novidade que o governador Flávio Dino (PCdoB) já foi alçado como um dos nomes mais influentes da esquerda brasileira. A postura firme de Flávio Dino e suas opiniões contundentes nas redes sociais fizeram com o governador ganhasse bastante notoriedade na mídia nacional.

Já de olho em uma possível candidatura de Flávio Dino ao Palácio do Planalto, a senadora eleita Eliziane Gama (PPS) antecipou o debate e citou o nome de Flávio como um dos nomes certos na disputa de 2022.

“Varias frentes democráticas, progressistas e liberais sendo discutidas, superando projetos hegemônicos que sempre pedem adesão e nunca aderem a nada. Horizonte de esperanças e nele já se vê a possibilidade de o Maranhão emprestar Flávio Dino para o Brasil”, escreveu Eliziane em sua conta no Twiter.

O debate sobre o novo papel de uma oposição sensata no futuro governo Bolsonaro também foi lembrado por Eliziane. “Urge que novas lideranças como Flávio Dino assumam o protagonismo nacional das pautas que são tão caras e foram conquistadas com tanta luta, urge repensarmos de forma proativa uma forma diferente de se fazer política”, completou Eliziane.

Edivaldo Holanda Jr. descarta aumento da passagem de ônibus

O prefeito ainda garantiu na Justiça a circulação da frota do transporte urbano durante as negociações entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de São Luís e os trabalhadores rodoviários

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), tratou de desmentir os boatos sobre o aumento da passagem de ônibus do sistema de transportes da capital. Ele afirmou que não haverá aumento em 2018.

“Em relação à discussão sobre reajuste tarifário não haverá aumento da passagem dos ônibus em São Luís em 2018. O reajuste de salário dos trabalhadores do transporte é uma discussão entre os dois sindicatos”, afirmou Edivaldo.

O prefeito ainda garantiu na Justiça a circulação da frota do transporte urbano durante as negociações entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de São Luís e os trabalhadores rodoviários que estão ocorrendo na cidade. O objetivo do prefeito é garantir que a população não seja prejudicada sem o serviço.

“A Prefeitura, no seu dever de resguardar o direito de ir e vir do cidadão, garantiu na Justiça a circulação da frota do transporte urbano durante as negociações entre o SET e os Rodoviários, para que a população não seja prejudicada sem o serviço”, completou Edivaldo.

Na última sexta-feira (26) os rodoviários realizaram uma paralisação de advertência e amanheceram nas garagens de algumas empresas para garantir que os veículos não circulassem. Os rodoviários pedem reajuste salarial de 12%, aumento do ticket alimentação para 650 reais, manutenção dos demais benefícios, como planos de saúde e odontológico e ainda, a permanência da função de cobrador, evitando assim, a demissão em massa dos trabalhadores.

Já os empresários do sistema de transporte de São Luís anunciaram que precisam aumentar as passagens de ônibus de R$ 3,10 para R$ 4,00 para atender as mais recentes reivindicações dos motoristas e cobradores da capital.

A disputa entre as duas classes promete mais episódios nas próximas semanas.

Após críticas de Ciro, Manuela diz: ”Se a gente não se unir não vai sobrar nada”

Sem citar o nome do pedetista, Manuela criticou a postura de divisão após a derrota no segundo turno e relembrou que abriu mão da própria candidatura para, de acordo com ela, “buscar ao menos parte dessa unidade”

Estado de Minas

Depois de Ciro Gomes (PDT), derrotado no primeiro turno, ter afirmado em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que a candidatura do ex-presidente Lula foi uma “fraude”, que foi “miseravelmente traído pelo presidente Lula e seus asseclas” e que não quer mais fazer campanha para o PT, Manuela D’Ávila (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT), afirmou pelo twitter que “Se a gente não se unir não vai sobrar nada”.

Sem citar o nome do pedetista, Manuela criticou a postura de divisão após a derrota no segundo turno e relembrou que abriu mão da própria candidatura para, de acordo com ela, “buscar ao menos parte dessa unidade”.

Ciro Gomes afirmou, também, que a candidatura do PT visava um “projeto de poder miúdo e de ladroeira” e acusou a legenda adversária de eleger Jair Bolsonaro (PSL). “Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo”, declarou.

Em aparente resposta às críticas de seu adversário, a vice de Haddad disse que desde a época que lançou a candidatura, então isolada, pelo PCdoB, defendeu que a unidade no campo da esquerda era o caminho para construir “a vitória das forças políticas progressistas, populares e comprometidas com a democracia”.

Ela argumenta, também, que se construiu um programa comum, mas que não se avançou para uma candidatura única durante as negociações pré-eleitorais. Ela classifica isso como o “erro original e mais importante frente ao qual todos os outros são menores”.

“Buscar responsabilizar agora qualquer ator ou força política, isoladamente, por nossa derrota é não compreender quem são nossos adversários e os gigantescos interesses contra os quais disputamos a eleição”, argumentou.

Manuela disse que a esquerda está dolorida com a derrota, mas que o “campo progressista” encontrou, na reta final do pleito, um rumo que ela acredita ser positivo. “Deu o recado e o caminho para todos nós: unidade generosa, sem hegemonismo, sem estrelismo, todo mundo junto e igual. Porque, gente, prestem atenção: se a gente não se unir não vai sobrar nada no céu pra estrela e astro nenhuma brilhar”, defendeu.

Por fim, a comunista defendeu que as esquerdas formem uma “unidade real” com base nos valores da democracia, liberdade e justiça social. Ela afirma que esse projeto de união fez parte da campanha nas ruas nas eleições de 18 e que toda a movimentação aconteceu “longe dos gabinetes e espaços burocráticos”.

“Não foi feito apenas por um partido e também não foi contra um Partido. Então, agora não pode ser de um partido, de um líder ou contra o outro líder. Precisamos estar todos juntos, como estivemos nesses últimos dias. Juntos nas ruas, nas praças, nos bairros. Conversando, ouvindo, refletindo. Construindo nossa ação, garantindo o zelo à Constituição Cidadã de 88. Esse é nosso dever, foi para isso que saímos juntos nas ruas”, declarou.

Ela ainda criticou a postura de Ciro Gomes, mesmo sem citar nomes, ao afirmar que “dispensar a unidade” ou “fazer o jogo dos adversários” é não entender os anseios dos eleitores que não votaram em Jair Bolsonaro. “Temos diferenças, lutemos pelo direito de preservá-las. Para isso, precisamos estar juntos, lutando pela (r)existência”, concluiu.