Guilherme Boulos incita invasão à casa de Jair Bolsonaro

R7

O candidato à presidência pelo PSOL nestas eleições, Guilherme Boulos, disse durante um ato que participou na quarta-feira (10) que o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), movimento que lidera, “ocupa terrenos improdutivos e a casa do Bolsonaro não parece muito produtiva”.

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou o Twitter para registrar o que considerou uma ameaça de Boulos e disse que se defenderia de tal ato.

“Esta ameaça vai ser transmitida pela mídia ou só quando eu responder como defenderei minha família e propriedade, tentando me imputar novamente como o maior vilão do universo?”, disse o presidenciável ao compartilhar o vídeo do protesto.

Entre a fala do psolista, os manifestantes que participavam do protesto que aconteceu na avenida Paulista gritou o que seria uma ameaça à casa do presidenciável: “Bolsonaro, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”.

Em resposta, Boulos usou as redes sociais para dizer que “quem viu o vídeo e junta lé com cré percebe que foi uma ironia”.

O candidato que recebeu menos 1% dos votos válidos no primeiro turno das eleições disse ainda que “falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto”.

FHC descarta voto em Bolsonaro e também apoio automático a Haddad

O PSDB decidiu pela neutralidade no segundo turno da eleição, depois que o seu candidato à Presidência Geraldo Alckmin não conseguiu chegar ao segundo turno

UOL

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso rejeitou votar no candidato Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial, mas também descartou declarar apoio automático à candidatura de Fernando Haddad, do PT, de acordo com entrevista publicada no jornal O Estado de São Paulo neste domingo.

O ex-presidente disse que quer ouvir primeiro o que candidato petista tem a dizer antes de definir seu voto, e rejeitou pressão moral para adesão à candidatura petista.

“Com que autoridade moral o PT diz: ou me apoia ou é de direita? Cresçam e apareçam… Não vou no embalo. Não me venha pedir posição abstrata moral”, disse o ex-presidente segundo o jornal. “Quero ouvir primeiro. Não sei o que vão fazer com o Brasil. O Bolsonaro pelas razões políticas está excluído. O outro eu quero ver o que ele vai dizer”, disse o presidente de honra do PSDB. Ele acrescentou que em relação a Bolsonaro há um “muro” e em relação a Haddad uma porta, “não diria aberta”.

O PSDB decidiu pela neutralidade no segundo turno da eleição, depois que o seu candidato à Presidência Geraldo Alckmin não conseguiu chegar ao segundo turno. Fernando Henrique também disse que o partido precisa se repensar, se quiser ter um futuro, em meio a uma onda conservadora mundial.

O ex-presidente também disse que o sistema partidário e eleitoral montado pela Constituição de 1988 se exauriu e será preciso repensar essa estrutura.

Bolsonaro diz que, se depender dele e o Congresso aprovar, não haverá mais progressão de pena, nem saídas temporárias de presos

O candidato também comentou o que espera da oposição se for eleito

G1

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (13) que, no que depender dele, e se o Congresso aprovar, não haverá mais progressão de pena nem saídas temporárias para presos.

Bolsonaro passou o dia no Rio de Janeiro, onde participou de gravações para a propaganda eleitoral. Ele saiu de casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, por volta das 9h da manhã.

O candidato foi até o Jardim Botânico, na Zona Sul, para gravar o programa eleitoral. Depois, ele respondeu a perguntas de jornalistas e falou sobre a sua participação em debates.

“Não é questão que mudou, é questão de estratégia. Eu estou impossibilitado de ir, por recomendação médica, até quinta-feira. Não sei qual vai ser o parecer. Se ele der o parecer favorável, eu vou ver estrategicamente se é o caso de ir ou não. O [candidato do PT, Fernando] Haddad quer tanto debater comigo, não é isso? É sinal que interessa para ele”, afirmou.

Mais cedo, Bolsonaro explicou o que pretende fazer para combater a violência.

“A primeira é escalar o time, é dessa forma. A outra, um pacote de medidas para que nós possamos, num primeiro momento, diminuir a violência em nosso Brasil. Eu tenho uma máxima: eu não quero ninguém sofrendo, sendo torturado, passando necessidade numa cadeia. Mas, no que depender de mim, a polícia no encarceramento se fará presente. E o conselho que eu dou agora para quem quer fazer a maldade, se não quiser ir para lá, não faça maldade. Passa por aí. O ser humano só respeita o que ele teme. E nós temos que mostrar para o ser humano que, se ele cometer um crime, ele vai pagar e, no que depender de mim também e do parlamento, obviamente, não teremos progressão de pena, muito menos ‘saidões’”, afirmou.

O candidato também comentou o que espera da oposição se for eleito.

“Eu acho que eu vou ter a menor oposição. A gente está bem com a bancada ruralista, que é muito grande, evangélica, da segurança, do turismo. O PSDB também… vai vir por gravidade. São coisas que interessam para o Brasil. Se o Parlamento fizer uma oposição às propostas que nós temos, que algumas já vêm sendo colocadas na mesa há algum tempo, o Brasil vai para o buraco. Eu não quero impor nada nem tenho como impor. Mas as nossas propostas, em momento nenhum, exigirão mais sacrifícios à população”, disse.

Às 14h, Jair Bolsonaro voltou para casa. Assessores disseram que ele não recebeu visitas e aproveitou a maior parte do tempo para descansar.

Devastado, PSDB tenta reunir os cacos e articula um bloco na Câmara

Devastado pelas urnas e pela radicalização entre Bolsonaro e PT, o PSDB não enxerga um futuro

O PSDB, ou o que sobrou dele, tenta juntar os cacos e articular um bloco na Câmara com PPS, DEM e PSD para atuar no Congresso no próximo governo e servir de embrião para um novo partido moderado, de centro, com tendência à direita. Seria o que eles chamam de “Bloco da Sensatez”, pegando carona no alerta de Fernando Henrique Cardoso contra a “marcha da insensatez”.

Dê Jair Bolsonaro (PSL), como tudo indica, ou Fernando Haddad (PT), em franca desvantagem, a avaliação do bloco é que tempos muitos difíceis estão por vir no País e no Parlamento, com o novo governo batendo cabeça, cometendo erros crassos, e a oposição armada até os dentes. Por isso, seus articuladores jogam na mesa duas premissas de atuação: bom senso e responsabilidade.

Devastado pelas urnas e pela radicalização entre Bolsonaro e PT, o PSDB não enxerga um futuro, com FHC errático, Serra, Aécio e Alckmin fora de combate e João Doria, neófito, mais à direita e pouco confiável, tentando assumir o vácuo. No partido, há uma torcida contra Doria (que passou vexame com Bolsonaro) e a favor de Márcio França (PSB). Além de São Paulo, tucanos estão no segundo turno no RS, MT, RO, RR e a joia da coroa, Minas.

Além de Alckmin levar o troféu de pior desempenho da história do PSDB nas eleições, com menos de 5% dos votos, a bancada da Câmara foi quase dizimada. Dos seis últimos líderes, só um, Carlos Sampaio (SP), sobreviveu. Não voltam Antônio Imbassahy (BA), que perdeu a reeleição, e todos os que tentaram o Senado: Bruno Araújo (PE), Jutahy Jr. (BA), Nilson Leitão (MT) e Ricardo Tripoli (SP).

Também caíram tucanos de grande força na bancada do partido e de relevância na própria Câmara, como Luiz Carlos Hauly (PR), relator da reforma tributária, Rogério Marinho (RN), da trabalhista, Marcus Pestana (MG), vice-presidente da comissão da reforma da Previdência, e Floriano Pesaro (SP), um dos principais especialistas em programas sociais do Congresso.

Se a bancada tucana de São Paulo caiu à metade, de 13 para seis, a do próprio partido despencou do terceiro para o nono lugar da Câmara. O PSDB deixa de ser um dos principais partidos para se embolar entre os médios – e sem suas mais conhecidas estrelas. No Senado, Aluizio Nunes Ferreira nem disputou, Cássio Cunha Lima (PB), vice-presidente da Casa, e Paulo Bauer (SC) ficaram de fora.

Na avaliação interna, essa devastação é resultado de uma sequência de fatores e erros: Aécio Neves enrolado até a alma na Lava Jato, a prisão do ex-presidente da sigla Eduardo Azeredo, o “apetite” de governadores tucanos, a incapacidade de perceber os recados das ruas desde junho de 2013, o desdém pela força das redes sociais. Além, é claro, do próprio processo político.

O impeachment livrou Lula do peso Dilma e tirou a crise do colo do PT e jogou no de Michel Temer. Logo, o impeachment garantiu o PT no segundo turno, apesar de tudo, da prisão de Lula, das investigações, do mensalão e do petrolão. Basta comparar os índices de Lula com Dilma no governo e com Dilma fora do governo.

Correndo por fora, Bolsonaro virou “o cara”, enquanto o PSDB, como sempre dividido, tentava escorar o governo Temer e garantir as saídas da crise econômica. O hoje favorito para a Presidência simplesmente não existia antes do impeachment, que salvou o PT, e das gravações de Joesley Batista/Rodrigo Janot, que trucidaram Temer e implodiram o PSDB.

Assim, a queda de Dilma e a PGR de Janot definiram, junto com as ruas, o segundo turno de hoje entre o capitão e o PT. E Bolsonaro, se vencer, vai dever a vitória a Janot, Joesley, o desgaste político e o esgotamento da polarização PT versus PSDB. Agora, é se preparar para a crise já contratada para 2019. A “Bancada da Sensatez” vai ter muito trabalho.

Bolsonaro diz que seu plano de privatizações agrada o mercado

Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) que o plano de privatizações previsto por sua campanha, caso seja eleito, será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm que ter um modelo para privatizar com responsabilidade, logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas”, avaliou.

Com relação às propostas para a área da saúde, o candidato pelo PSL disse que prioritariamente é preciso combater à corrupção para que sobrem recursos para serem aplicados em outras áreas. As declarações foram dadas ao deixar a casa do empresário Paulo Marinho, onde gravou o programa político partidário.

Violência

Bolsonaro também voltou a falar sobre o aumento da violência motivada por disputas políticas. Ele citou a facada sofrida por ele, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro e disse que lamenta esse tipo de agressão.

“Gostaria que elas parassem. Me acusam de intolerante, mas quem levou a facada fui eu. Se eu tivesse poder de apenas falar para evitar tudo isso, eu exerceria esse poder. Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado. Não estamos disputando uma partida de Fla-Flu”.

Haddad diz que faltou controle interno nas estatais nos governos do PT

Fernando Haddad admitiu erros de governos do PT no combate à corrupção

G1

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, admitiu neste sábado (13) que nos governos do PT faltou controle interno nas estatais e que diretores ficaram soltos para promover corrupção.

No fim da manhã, Haddad foi até o extremo oeste de São Paulo, na divisa com o município de Osacos. Ele participou de um encontro com jovens de movimentos culturais da periferia, que trabalham com hip hop, literatura e folclores.

O bairro surgiu há 28 anos, a partir da construção de um conjunto habitacional. Ainda hoje tem moradias precárias e é carente de espaços culturais. Os moradores pediram a Fernando Haddad mais investimento em edução, cultura e moradia.

O candidato prometeu destinar recursos para os artistas da periferia e acelerar a construção de casas populares.

“O programa Minha Casa, Minha Vida está parado , tem 40 mil casas para serem concluídas, paradas. A primeira providência nossa é fixar meta de 500 mil unidades por ano, no mínimo. Ao fim de quatro anos, queremos entregar 2 milhoes de casas novas para a população. Com uma diferença: vamos pegar todas as terras públicas das grandes cidades e vamos doar pro Minha Casa, Minha Vida. Aí o beneficiário vai poder morar mais perto do trabalho”, disse Haddad.

Na sequência, Haddad também admitiu erros de governos do PT no combate à corrupção.

“Faltou controle interno nas estatais. Isso é claro. Diretores ficaram soltos para promover corrupção e enriquecer pessoalmente”, disse.

Questionado sobre a possível participação de dirigentes do partido nos crimes, respondeu: “Aí é pior. Se algum dirigente cometeu erros. garantido amplo direito de defesa, mas se concluir que alguem enriqueceu, tem que ir pra cadeia, com provas”.

Bolsonaro

O candidato do PT convocou mais uma vez o adversário Jair Bolsonaro (PSL) a debater. O candidato do PSL tem adiado a participação em debates devido a recomendações médicas, após ter sido alvo de um ataque com faca em 6 de setembro.

“Quem não tem proposta, não tem o que debater. Lamento, porque alguém que queira presidir o país, tem de ter projeto para o país. Não pode passar incólume. Tem que passar pelo crivo do debate, do contraditório, inclusive para esclarecer o que ele vem dizendo, para pleitear a Presidência da República. Acho que não tem paralelo na história do Brasil alguém que chegou à Presidência sem participar de um debate”, afirmou.

STF acaba com aposentadoria de ex-governadores do Maranhão

A proibição deverá alcançar José Sarney, João Alberto, Edison Lobão, Zé Reinaldo Tavares e Roseana Sarney

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pela Procuradoria-Geral da República, e acabou com a aposentadoria vitalícia de ex-governadores do Maranhão. A decisão é do mês de setembro.

O benefício era garantido pelo artigo 45 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado do Maranhão, agora declarado inconstitucional.

Na mesma ação, o plenário da mais alta corte do país também declarou a inconstitucionalidade da Lei estadual nº 6.245/1994, que garantia a aposentadoria às viúvas de ex-governadores.

A proibição deverá alcançar José Sarney, João Alberto, Edison Lobão, Zé Reinaldo Tavares e Roseana Sarney.

As decisões já foram comunicadas ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e ao presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PC do B).

Haddad recebe ato de apoio e defende reformas bancária e tributária

Para Haddad, a reforma tributária deve prever aumento de impostos a grandes fortunas e zerar os impostos para quem ganha até cinco mínimos

Em entrevista para âncoras de 90 rádios nordestinas, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, defendeu as reformas nos sistema tributário e bancário brasileiro. Segundo ele, é necessário taxar os bancos, que cobram juros altos, regulamentando e reformulando o sistema. “Sem reforma bancária e sem reforma tributária, a economia não vai reagir”, disse ele em Brasília.

Para Haddad, a reforma tributária deve prever aumento de impostos a grandes fortunas e zerar os impostos para quem ganha até cinco mínimos. “Com isso o poder de compra vai aumentar, isso vai aquecer a economia que é o caminho para arrecadar mais”. Segundo ele, os “milionários” é que devem pagar mais tributos.

Ao deixar o local da entrevista, na região central de Brasília, o candidato foi cercado por algumas dezenas de simpatizantes e apoiadores. Ele recebeu abraços e tapas nas costas, ouviu palavras com desejos de sorte e estímulo para a campanha neste segundo turno. O ato de apoio incluiu cânticos e referências ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Corrupção

Na entrevista, Haddad disse que, uma vez eleito, vai apoiar o Judiciário, a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal no combate à corrupção. De acordo com ele, serão investidos mais recursos em um sistema associado ao aperfeiçoamento de gestão e tecnologia de ponta: “Temos que fazer uma gestão muito mais integrada com estados e municípios do que agora”

Programas sociais

Em um futuro governo, Haddad afirmou que construirá mais 2 milhões de unidades do programa Minha casa, Minha vida. Ele pretende, no entanto, construir as casas mais próximas dos centros urbanos: “Nós vamos construir casas mais próximas da cidade, para isso nós vamos usar os terrenos da união em todas as capitais brasileiras.”

Haddad disse que, uma vez eleito, vai utilizar 10% das reservas cambiais em projetos de energia solar e eólica no Nordeste. Segundo ele, o governo Lula acumulou cerca de US$ 400 bilhões em reservas cambiais.

“Nós vamos usar 10% para energia eólica e solar no Nordeste para gerar energia a custo baixo. Vai ser o maior programa de geração eólica e solar da história do país”, afirmou o candidato, reiternado que até o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o “Nordeste era uma área esquecida”. “O Nordeste continua colhendo os frutos da política que nós adotamos”, disse.

Aliado de Ciro anuncia apoio a Bolsonaro, que ganha primeiro palanque no NE

O candidato do PDT ao governo do Rio Grande do Norte, que também disputa o segundo turno, anunciou que apoia Jair Bolsonaro

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro , ganhou seu primeiro palanque no Nordeste para o 2º turno nesta sexta-feira (12). O candidato do PDT ao governo do Rio Grande do Norte, que também disputa o segundo turno, anunciou que apoia o capitão reformado do Exército. Carlos Eduardo (PDT) enfrenta Fátima Bezerra (PT) na votação do próximo dia 27.

No país todo, Bolsonaro leva vantagem neste quesito e terá mais palanques que Haddad : de 28 candidatos que disputam governos estaduais no segundo turno, 12 já anunciaram que apoiam o candidato do PSL.

No início da semana, o PDT anunciou que daria um “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT) , mas o presidenciável do partido, Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa, não quis falar sobre a decisão da legenda nem manifestar apoio particular.

O PDT informou que Ciro não subirá ao palanque nem fará campanha, e o candidato viajou para a Europa, devendo voltar apenas na semana da votação do segundo turno, segundo sua assessoria de imprensa. Foi um revés para o petista, que esperava ver Ciro engajado na campanha ao longo do segundo turno.

A falta de firmeza no apoio do presidenciável do PDT pode ter estimulado o candidato da sigla no RN a marcar posição favorável a Bolsonaro, que precisa de bandeiras em relação a sua adversária, correligionária de Haddad. Fátima ficou na frente no primeiro turno, com 46,17% dos votos válidos , contra 32,45% de Carlos Eduardo.

O UOL procurou o presidente do PDT, Carlos Lupi, para perguntar se caberia alguma espécie de sansão em relação ao candidato, por ter contrariado a orientação do partido, mas ele não atendeu aos telefonemas. A direção nacional também foi procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não retornou os contatos até a publicação desta reportagem. Ao jornal Folha de S. Paulo, Lupi afirmou que não via problema na declaração de apoio . “Não posso impor uma situação que inviabilize meu candidato”, afirmou.

Eduardo divulgou seu apoio por meio de um vídeo distribuído em grupos de WhatsApp. Até a tarde desta sexta, não havia sido publicado nos canais oficiais do candidato no Facebook, Twitter, Instagram ou Youtube. O UOL não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do candidato, mas a um jornal local, a campanha confirmou a autenticidade do vídeo e do apoio.

No vídeo, ele lamenta a ausência de Ciro Gomes no segundo turno. Diz que o PT assumiu prometendo um país mais justo com emprego, educação e saúde.

“Doze anos depois, temos um Brasil dividido e vivendo sua maior crise econômica, com 13 milhões de desempregados, a maior violência de todos os tempos e a maior crise ético e moral de toda sua história”, afirma Eduardo na mensagem. “Por tudo isso, e para que o Rio Grande do Norte não fique de fora no novo Brasil que sairá vencedor das urnas, Bolsonaro presidente.