Sem prefeito, deputado estadual ou vereador presentes, Roberto Rocha se filia a mil quilômetros do Maranhão

Roberto Rocha, cada vez mais isolado politicamente

Nenhum prefeito, nenhum deputado estadual e nenhum vereador ou sequer um militante tucano. Esse foi o cenário por trás do ato de filiação que marcou o retorno do senador Roberto Rocha ao PSDB, realizado nesta quarta-feira (4), em uma salinha no Congresso Nacional, em Brasília.

Após ser expulso do PSB e voltar ao ninho tucano a contragosto do diretório estadual do partido, o ato de filiação do senador Roberto Rocha ao PSDB contou apenas com a presença do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), principal articulador da volta do senador a legenda.

Rocha teve que mudar de partido às pressas, já que pretende disputar o governo do Estado em 2018 contra o atual governador Flávio Dino (PCdoB). Apesar de ter sido eleito senador em 2014 escorado na chapa vitoriosa encabeçada por Dino, Rocha rompeu com o comunista e atualmente traça uma cega e incessante perseguição contra o governador.

Em agosto deste ano ele admitiu que se aliou a Dino por mero interesse, ao afirmar em uma rede social que “Flávio Dino não é e nunca foi meu amigo. Disse a ele em 2012 e 2014 que três coisas unem os homens. O sangue, a amizade e o interesse”.

No entanto, enquanto Dino dispara nas últimas projeções, aparecendo em primeiro lugar com 60% das intenções de voto para 2018, conforme atesta Pesquisa Exata/JP, Roberto Rocha vem sendo lembrado mais pelo seu perfil traidor e amarga sofríveis 6%. A má fama de traíra tornou Roberto Rocha impopular até entre os tucanos maranhenses. Talvez isso explique porque o senador teve uma festa tão vazia no seu ato de retorno ao PSDB.

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