Sindicatos prometem parar principais capitais do país nesta sexta

Entidades sindicais realizam atos nas principais cidades brasileiras como forma de protesto pela entrada em vigor, nestasexta-feira (10), da Reforma Trabalhista

Como resposta à Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), que entra em vigor nesta sexta-feira (10), as centrais sindicais convocaram seus filiados para o “Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Direitos”, que será realizado na mesma data em todo o país. A ideia é paralisar as principais vias de todas as capitais para chamar a atenção da população sobre as mudanças nas leis trabalhistas trazidas pela reforma.

Em São Paulo, as centrais irão organizar a “Grande Marcha da Classe Trabalhadora em Defesa dos Direitos, da Soberania e da Democracia”. A concentração será às 9h, na Praça da Sé, região central da capital paulista, e são esperadas 40 mil pessoas no local. “Somente uma mobilização ampla e irrestrita de trabalhadores, sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais serão capazes de reverter o cenário nebuloso que se apresenta”, afirma José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), uma das entidades que aderiu ao movimento.

Para sindicalistas, a nova lei do trabalho, que modificou mais de cem artigos da CLT, retira a proteção da classe trabalhadora e abre caminho para a terceirização de todos os setores, dando instabilidade. “Temos que fazer uma resistência. Se conseguirmos esse enfrentamento na primeira empresa, as demais vão repensar a adoção das novas regras da Reforma Trabalhista. Mas se aceitarmos a reforma sem nenhum questionamento, ela será colocada da forma como foi aprovada”, alertou Artur Bueno, coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores (FST).  

Além das manifestações, as entidades, representadas pelo FST, entregarão um documento nesta quarta-feira (08), às 15h30, ao senador Eunício Oliveiro, presidente do Senado, como forma de repúdio às declarações do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, alegando que a redução de direitos irá gerar mais empregos no País.

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