Caso Nenzim: Justiça determina quebra do sigilo telefônico de envolvidos

A Polícia ainda investiga quem foi o autor do disparo fatal.

O juiz da comarca de Barra do Corda, Iran Kurban Filho, atendeu pedido da Polícia Civil e determinou a quebra de sigilo telefônico de oito pessoas envolvidas na morte do ex-prefeito do município, Mariano de Sousa, conhecido como “Nenzim”, assassinado no dia 06 de dezembro de 2017 com um tiro no pescoço.

Entre os suspeitos que são alvo da medida cautelar estão o filho da vítima, Júnior Nenzim, suspeito de planejar o crime, e o ex-vaqueiro da fazenda de Nenzim, Luzivan Rodrigues da Conceição Nunes. Ambos estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Além da dupla, também terão o sigilo telefônico quebrado Francisco Deyvede de Correia de Freitas, Antônio Carlos de Lima Bessa, Francisco Pereira de Oliveira, Antônio Morais Silva Filho e José Benigno Frazão e Felix da Silva.

A motivação do crime ocorreu porque Júnior estaria roubando gado da fazenda do pai para quitar dívidas com agiotas. A Polícia ainda investiga quem foi o autor do disparo fatal.

Justiça decreta prisão de vaqueiro acusado no crime contra ex-prefeito Nenzin

Iran Kurban Filho, juiz de Direito da Comarca de Barra do Corda, decretou a prisão do vaqueiro Luizão, que trabalhava na fazenda do ex-prefeito Nenzin, em Barra do Corda.

Atendendo ao pedido da Polícia Civil do Maranhão, o juiz de Direito da Comarca de Barra do Corda, Iran Kurban Filho, decretou a prisão do vaqueiro Luizão, que trabalhava na fazenda do ex-prefeito Nenzin, em Barra do Corda.

Segundo o delegado, mesmo com a conclusão do inquérito policial ainda no mês de dezembro passado, a Polícia Civil continuou as investigações complementares enquanto aguarda a conclusão de todos os laudos periciais, e durante as novas investigações,  surgiram depoimentos de novas testemunhas, que afirmam terem visto o vaqueiro Luizão, por volta das 6 horas da manhã do dia do crime (6 de dezembro), conversando com Junior do Nenzin em frente à residência do ex-prefeito no centro de Barra do Corda, próximo à Praça Maranhão Sobrinho.

No primeiro depoimento, Renilto afirma que o vaqueiro Luizão disse que não esteve em Barra do Corda no dia do crime contra o ex-prefeito, e que só esteve em Barra do Corda, precisamente no Posto Carreteiro, de propriedade de Nenzin,  na segunda-feira, dia 4 de dezembro, onde se encontrou com Nenzin, recebeu a ordem para juntar todo o gado da fazenda e entregar para o novo vaqueiro.

Renilto disse ainda que o vaqueiro foi solto por afirmar que não esteve em Barra do Corda na data do crime, mas que com os novos depoimentos de testemunhas em um total de três, que afirmam que viram o vaqueiro conversando com Júnior horas antes do crime, foi o suficiente para a Polícia solicitar novamente a prisão de Luizão, ocorrida nesta terça-feira (30) por volta do meio dia.

O delegado afirmou de forma categórica que com a prisão de Luizão, não quer dizer que Junior não tenha participado do crime contra o próprio pai. Dr Renilto esclareceu que o que se investiga agora é que Junior do Nenzin não agiu sozinho no planejamento e na execução do ex-prefeito, tendo agora o Vaqueiro Luizão como suspeito de ter participado do crime.

Lobão será testemunha de defesa de Eduardo Cunha dia 20 no STF

Lobão fará parte da defesa de Cunha

Lobão fará parte da defesa de Cunha

O deputado federal afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), indicou 13 parlamentares para deporem como testemunhas em uma ação penal que ele responde no Supremo Tribunal Federal, uma delas é o senador maranhense Edison Lobão (PMDB) que já será ouvido no Supremo Tribunal Federal no dia 20. O caso tem a ver com o recebimento de propina pela venda de navios-sonda da Petrobrás.
Onze deles já confirmaram presença, entre eles o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e os deputados do PMDB Hugo Motta (PB), Manoel Junior (PB), Fernando Jordão (RJ), Alberto Filho (MA), Flaviano Melo (AC), Pedro Chaves (GO), Saraiva Felipe (MG) e Washington Reis (RJ), além dos deputados do PROS Felipe Bornier (RJ) e do PHS Marcelo Aro (MG).

 

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para este mês os depoimentos do ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB-MA); do candidato a vice-prefeito de São Paulo Gabriel Chalita (PDT); e do atual ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) em ação penal que corre no tribunal contra o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Os três estão entre as 26 testemunhas de defesa de Cunha, que são obrigadas a comparecer no depoimento quando são indicadas pelo réu. Já foram ouvidas diversas testemunhas de defesa e todas as testemunhas de acusação, indicadas pelo Ministério Público Federal.

Processo contra Cunha 
No processo, Eduardo Cunha é acusado de receber ao menos US$ 5 milhões em dinheiro desviado de contrato de navios-sonda da Petrobras.
O inquérito para investigar Cunha na Lava Jato foi aberto com base em trecho da delação premiada do doleiro Alberto Youssef, no qual o delator apontado como um dos articuladores do esquema de corrupção afirmou que o deputado do PMDB teria apresentado requerimentos na Câmara para pressionar uma fornecedora da estatal a retomar pagamentos de propina.
Os requerimentos foram protocolados na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, em 2011, e pediam informações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério de Minas e Energia sobre contratos das empresas Toyo e Mitsui com a Petrobras. Em depoimento à CPI da Petrobras, em março de 2015, Cunha afirmou que os documentos eram de autoria da então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), atual prefeita de Rio Bonito (RJ).
Teori Zavascki destacou que as autoridades podem escolher data e hora do depoimento, mas não “de forma vinculativa”.