Eleição para o Senado em Minas pode reeditar disputa presidencial de 2014

A situação de Aécio é mais complicada. Réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e obstrução de Justiça e alvo de outros sete inquéritos na Corte, o senador enfrenta dificuldade para encontrar apoio de aliados

O Estado de S.Paulo

A disputa pelas duas vagas mineiras no Senado na eleição deste ano poderá ser uma reedição do segundo turno da campanha presidencial de 2014 e colocar, quatro anos depois, a presidente cassada Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) novamente em campos opostos de uma disputa eleitoral. Nenhum dos dois, nem seus partidos e interlocutores, entretanto, bate o martelo sobre uma eventual candidatura.

A situação de Aécio é mais complicada. Réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e obstrução de Justiça e alvo de outros sete inquéritos na Corte, o senador enfrenta dificuldade para encontrar apoio de aliados. No PSDB mineiro, há quem defenda que Aécio tente uma vaga na Câmara ou, numa situação extrema, deixe de concorrer a um cargo eletivo este ano.

O PSDB não tem nenhum pré-candidato declarado ao Senado. As lideranças do partido pretendem utilizar as duas cadeiras para negociar possíveis coligações. O líder tucano na Assembleia Legislativa, Gustavo Valadares, afirma que a sigla tem conversado com diversos partidos e chegou a avaliar alguns nomes, mas sem definição.

Assim como Aécio, o outro senador por Minas que termina o mandato neste ano, Zezé Perrella (MDB), não deverá concorrer à reeleição. De acordo com uma fonte ouvida pelo Estado, a entrada de Perrella no MDB não teria agradado a algumas alas do partido, e seu nome nem sequer foi cogitado para integrar as candidaturas próprias da sigla.

Já o PT diz que Dilma poderá se candidatar ao Senado mas faz a ressalva de que cabe exclusivamente à ex-presidente confirmar qual seria sua participação nas eleições de outubro.

Somente a notícia de que Dilma havia transferido o domicílio eleitoral para Minas causou turbulência no cenário político do Estado. Esse furor seria, segundo analistas, o que convenceu o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (MDB), a aceitar o pedido de abertura do processo de impeachment do governador Fernando Pimentel (PT).

Outro grupo que se ressentiu com a possibilidade da entrada de Dilma na disputa eleitoral mineira para o Senado foi o PCdoB. Tradicional aliado do PT no Estado, o PCdoB está decidido a lançar a candidatura da deputada Jô Moraes. Uma fonte próxima afirmou que o PCdoB tinha planos de campanha para Jô e Dilma, que formariam coligação sob o slogan “agora é que são elas”, com a intenção de atrair o eleitorado feminino.

Com a recusa do PT em apoiar Jô, o PCdoB se reuniu com o pré-candidato ao governo Marcio Lacerda (PSB), ex-prefeito de Belo Horizonte, e tem negociado a formação de uma coligação.

Pedido de cassação de Aécio Neves é abortado com votos de Roberto Rocha e Carcará

João Alberto “Carcará” e Roberto Rocha “Asa de Avião”ajudaram a livrar a cara de Aécio Neves

Com informações de O Estado

O Conselho de Ética do Senado confirmou o arquivamento do pedido de cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), alvo de representação por quebra de decoro parlamentar por 11 votos a quatro. Desta forma, o tucano não será nem sequer investigado na Casa pelas gravações entre ele e o dono da JBS, Josley Batista. A proeza teve o aval dos senadores maranhenses, Roberto Rocha (PSB) e João Alberto (PMDB).

Para o senador Lasier Martins (PSD-RS), que votou pela admissibilidade do processo, o resultado de hoje é negativo para Aécio. “Não estivemos agora julgando a cassação, e sim a admissibilidade ou não da representação. Sempre defendi que o processo seria saudável para Aécio provar que é inocente. Da maneira que ficou, perdura a dúvida”, avaliou.

Autor da representação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) declarou que há um acordão entre os grandes partidos para salvar Aécio e blindar outros parlamentares investigados. “Há dois tipos de julgamento, um dos que têm poder político no Senado e outro dos que não têm.”

Randolfe lembrou o caso do ex-senador Delcídio Amaral, que foi cassado no ano passado pelo Conselho após também ter sido gravado em conversas e acusado de tentar obstruir a Justiça. “Acho que hoje o instituto da ética e do decoro parlamentar pode ser sepultado. Não faz mais sentido ter Conselho de Ética desse jeito. Se não há sentido investigar Aécio, por que nós cassamos o mandato do senador Delcídio do Amaral?”, questionou Randolfe.

Já o presidente do Conselho, João Alberto Souza (PMDB-MA), voltou a afirmar que “não há absolutamente nada” para condenar o senador tucano e que a maioria dos integrantes do colegiado concordou que ele tinha razão ao decidir pelo arquivamento. “Um senador que recebeu mais de sete milhões de votos não pode ser jogado assim na opinião pública”, defendeu.

Após o pedido de cassação da Rede e do PSOL contra Aécio, em junho, João Alberto decidiu monocraticamente arquivar a representação, que considerou “improcedente”. Randolfe, apoiado por cinco senadores que integram o Conselho, entrou com um recurso para que o plenário reavaliasse a questão.

Nesta quinta-feira, entretanto, apenas quatro parlamentares votaram pela admissibilidade da denúncia: José Pimentel (PT-CE), Lasier Martins (PSD-RS), João Capiberibe (PSB-AP) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). O senador Pedro Chaves (PSC-MS), que havia assinado o recurso, recuou e votou contra o documento que ele mesmo ajudou a validar. Segundo Valadares, houve ameças para que ele mudasse de voto.

Votaram contra a representação os senadores Airton Sandoval (PMDB-SP), Romero Jucá (PMDB-RR), Helio José (PMDB-DF), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Eduardo Amorim (PSDB-SE), Gladson Camelli (PP-AC), Acir Gurgacz (PDT-RO), Telmário Mota (PTB-RR), Pedro Chaves (PSC-MS), Roberto Rocha (PSB-MA) e João Alberto (PMBD-MA), que não precisava votar, mas disse que fazia questão de se manifestar – seu voto, porém, não entrou no placar.

Governo. Durante a discussão, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) saiu em defesa de Aécio, dizendo que só há “uma visão dos fatos” até o momento, que seria a do Ministério Público Federal, responsável pela apresentação da denúncia contra o tucano por corrupção passiva e obstrução de Justiça.

“Não estamos determinando paralisação nenhuma de investigação no Supremo Tribunal Federal. Nós estamos aqui dizendo que não vamos comer um processo cru. Querer imputar ao senador Aécio qualquer tipo de penalidade por uma versão do MP é injusto”, disse.

Presidente licenciado do PSDB, Aécio retomou esta semana o mandato parlamentar com um discurso de defesa ao governo. Ele faz parte de uma área minoritária da legenda no Senado que quer que o partido permaneça na base aliada do presidente Michel Temer.

O senador Aécio Neves respondeu, por meio de nota, que considera que a decisão”demonstra a absoluta inexistência de qualquer ato que possa ser interpretado como quebra de decoro parlamentar”. Para o tucano, a decisão demonstra ainda o “caráter estritamente político da iniciativa e impede que o Conselho de Ética do Senado se transforme em cenário de disputas políticas menores.” / COLABOROU PEDRO VENCESLAU

Deputado repercute na Assembleia escândalos envolvendo Michel Temer e Aécio Neves

Othelino lembrou que o Brasil está na iminência de ter o segundo presidente da República cassado no intervalo de um ano

O vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), repercutiu, na sessão desta quinta-feira (18), o tema que choca o Brasil com os recentes escândalos envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e o senador Aécio Neves (PSDB).  “Nós ficamos todos espantados. E, muito embora meu partido faça dura oposição ao governo Temer, por considerá-lo ilegítimo, nós, nem de longe, comemoramos o que está acontecendo com o nosso país, uma situação triste, lamentável”, disse.

Othelino lembrou que o Brasil está na iminência de ter o segundo presidente da República cassado no intervalo de um ano. “O Brasil numa grave crise financeira, política e nós sem a perspectiva, cada vez mais, de sair dela. Vozes lúcidas anunciaram, recomendaram que a violência que se estava cometendo contra o país, quando se cassou uma presidente da República eleita e sem cometer crime, iria criar grave instabilidade e uma radicalização sem precedentes”, comentou.

O deputado lembrou o que foi dito e repetido, em rede nacional, por tantas pessoas, dentre as quais o governador Flávio Dino (PCdoB), e que está acontecendo agora. “Nós estamos num momento, onde o presidente da República, que já precisava de legitimidade pela forma como chegou à presidência, agora carece totalmente de condições políticas e morais para continuar presidindo a República”, afirmou.

Othelino destacou que o Brasil tem hoje um senador da República, o Aécio Neves, afastado pelo Supremo Tribunal Federal, que obteve quase 60 milhões de votos para presidente da República e que, por um detalhe, não se tornou presidente. “Não quero fazer nenhum pré-julgamento, mas o fato é que o país vive um momento de grande sensibilidade. E o que fazer neste momento? Não vejo outra alternativa, que não a convocação de eleições diretas, muito embora elas iriam, provavelmente, retratar o momento de radicalização que vive o país, mas, para liderar este momento de fragilidade, de efervescência, é fundamental que seja alguém referendado pelas urnas. Qualquer outra solução vai ser inviável”, comentou.

De acordo com Othelino Neto, ficou provado que o presidente Temer, que foi alçado ao cargo com a missão de tirar o Brasil da crise, piorou tudo no Brasil com uma agenda, extremamente, negativa e agora com um escândalo, dessa natureza, que expõe, mais uma vez, o país internacionalmente. “A notícia, no mundo todo hoje, nos grandes jornais, é o escândalo que está acontecendo no Brasil. Portanto, certamente, a solução não é agora esticarmos mais a corda, mas partirmos para um entendimento nacional, que não quer dizer colocar o tapete em cima de nada, e sim que os poderes constituídos, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, podem e devem encontrar um caminho para que não se chegue a uma convulsão social”, afirmou.

Tramita na Câmara dos Deputados e está na CCJ, no ponto de ser apreciada, uma PEC que determina que, após a vacância do cargo de presidente da República e de vice, como está na iminência de acontecer no Brasil, convoque-se, imediatamente, eleições diretas. “Creio eu, sem querer ser o dono da verdade, que um começo de solução para este grave problema esteja na convocação de eleições diretas, o Congresso fazendo essa modificação na Constituição e o Supremo Tribunal Federal compreendendo que esse é o caminho mais seguro”, analisou.

Othelino disse não ter dúvida de que o presidente Temer não tenha mais condição de governar o país. “Fosse ele sensato, coisa que ele não é, renunciaria imediatamente à presidência da República. Mas o ato de renunciar ou não é personalíssimo, é algo que só ele vai decidir. Se não o fizer, certamente, espero que o Congresso Nacional o faça ou, em espaço de tempo mais curto, o Tribunal Superior Eleitoral, que já tem razões de sobra, afaste-o e, assim, nós possamos começar a nos livrar desse grande problema que entristece e preocupa todos os brasileiros, independente de cor partidária ou de corrente ideológica”, concluiu.

Fachin manda afastar Aécio do mandato de senador e decide enviar ao plenário do STF pedido de prisão

G1

Aécio Neves: a máscara caiu

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O magistrado, no entanto, optou por não decretar monocraticamente o pedido apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano.
No despacho, conforme apurou a TV Globo, Fachin decidiu submeter ao plenário do Supremo o pedido de prisão de Aécio solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Até o meio da manhã, o STF ainda não havia anunciado quando será julgado o pedido de prisão. Na pauta oficial de julgamentos, permaneciam marcadas somente ações relacionadas a aposentadoria de servidores. É possível, porém, que Fachin peça à presidente do STF, Cármen Lúcia, para julgar o pedido fora da pauta, em razão da urgência do pedido da PGR.

Operação Patmos
Endereços ligados ao parlamentar tucano são alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília. A operação que tem Aécio como um dos alvos foi batizada pela Polícia Federal como Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.
O acesso aos corredores dos gabinetes dos senadores Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no Congresso Nacional foram bloqueados nesta manhã.
Os agentes da PF chegaram ao Congresso pela Chapelaria, o acesso principal às duas Casas legislativas. Eles carregavam malotes para apreender documentos e possíveis equipamentos eletrônicos.
Até as 10h38, a PF continuava nos gabinetes de Aécio e Perrella. Os policiais ficaram cerca de 4h30 no gabinete de Rocha Loures, e deixaram o local por volta das 10h30.
No Rio, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços: os apartamentos de Aécio e da irmã dele e o imóvel de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito de Cunha.
Fachin também expediu mandado de prisão contra o advogado Willer Tomaz, que é ligado a Eduardo Cunha.
Em São Paulo, há buscas em imóvel do coronel João Batista Lima Filho. O militar é amigo de Michel Temer.

Irmã de Aécio

Além de afastar o senador do PSDB, Fachin expediu um mandado de prisão contra a irmã e assessora de Aécio, Andréa Neves. Ela foi presa pela PF em Minas Gerais.

Prisão de procurador

O procurador da República Ângelo Goulart Villela, que atua no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi preso nesta manhã pela Polícia Federal. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Corte eleitoral, em Brasília.

Por ordem da PGR, foram apreendidos o computador, um HD externo e documentos na mesa de trabalho de Villela.

A medida se dá em razão da atuação do procurador no âmbito da Procuradoria Regional da República da 1ª Região, instância do Ministério Público Federal que atua junto à Justiça Federal em Brasília.

Aliado de Dilma, Sarney chama de farsa vídeo em que aparece votando em Aécio

Do Terra Magazine

VEJA O VÍDEO QUE VIRALIZOU NA INTERNET

A assessoria de imprensa do senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou, nesta quarta-feira (29), que não reconhece o vídeo que circula na internet e mostra o aliado da presidente Dilma Rousseff (PT) votando, supostamente, em Aécio Neves (PSDB), no segundo turno da eleição presidencial.

Segundo os assessores do senador, o vídeo é “mais uma farsa” e “sórdida montagem” que “caracterizou as eleições no Amapá neste segundo turno”.

A suposta montagem que viralizou na internet mostra, através de imagens ampliadas e exibidas pela TV Amapá – afiliada da Globo no Estado – que Sarney apertou o número 45 no momento da votação no último domingo, mesmo usando adesivos com pedido de voto para a petista (veja vídeo).

“O senador José Sarney não se pronunciou ainda sobre se vai tomar medidas judiciais contra a violação do voto, mas rechaça qualquer tentativa de manipulação que envolva o nome dele. O senador e a presidente Dilma são aliados de longa data e não faz nenhum sentido essa farsa que circula nas redes sociais. É mais uma prova da campanha sórdida que emergiu na internet na disputa deste ano, com o objetivo de usar a rede para manchar reputações”, declarou a assessoria do ex-presidente do Senado Federal.

O vídeo começou a circular na internet no domingo, logo depois da votação do senador em Macapá.

Sarney e suas alianças no Amapá

Sarney apoiava o ex-governador Waldez Góes (PDT), aliado político de longa data e afilhado, e também virou alvo da campanha do adversário Camilo Capiberibe (PSB).

Apesar do esforço do atual governador amapaense de ligar Waldez Góes a Sarney, o candidato do PSB foi derrotado no segundo turno por larga vantagem.

Fechadas as urnas no Amapá, Waldez obteve 60,6% dos votos válidos contra 39,4% de Camilo Capiberibe.

Vale lembrar que Waldez Góes já foi governador naquele estado e foi preso pela Polícia Federal no âmbito da operação “Mãos Limpas”, em 2009.

Na época, o ex-governador fora acusado com mais 17 pessoas de pertencer a uma quadrilha que, ao longo dos últimos dez anos, desviou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos do Estado.

Mesmo com a denúncia, Waldez Góes está de volta ao governo do Amapá, com ajuda do eterno padrinho político José Sarney.

O crime de violação de sigilo de voto é previsto na lei eleitoral e determina o mínimo de dois anos de prisão, caso seja realmente comprovado.

E o foguetão do 45 partiu, levando políticos e blogueiros…

Foguetão produzido pelo Blog Marrapá, incluindo ele próprio, e esta jornalista (Sílvia Tereza) que vos escreve na turbina (risos)…Eleição é assim mesmo. Pelo menos, estamos saindo do “país da corrupção” para umas férias no espaço sideral. Até a volta! (risos…).

aecio - foguetao-dos-derrotados

 

foguetepsdb2Blog do Clodoaldo também lançou o foguete do Aécio Neves…

A CORRUPÇÃO VENCEU! Dilma Rousseff reeleita presidente do Brasil

Dilma e Lula caminham para 16 anos de petismo no Brasil

Dilma e Lula caminham para 16 anos de petismo no Brasil

A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), acaba de ser reeleita em uma disputa acirrada contra o senador Aécio Neves (PSDB). Mesmo atolada em um “mar de corrupção”, ela consegue, com ajuda do Nordeste, leia-se votação extrema no Maranhão e no Piauí, estados mais pobres do país, continuar no poder, levando o PT para 16 anos de mandatos no país.

Dilma Rousseff venceu no primeiro turno com 43,2 milhões de votos (41,6%) contra 34,9 milhões de Aécio (33,5) e 22,2 milhões de Marina (21,3%). Logo que a campanha do segundo turno foi iniciada, Dilma aparecia atrás de Aécio nas pesquisas de intenção de voto do Ibope e Datafolha.

No início da semana passada, a petista reverteu o quadro e passou a figurar na frente do tucano. Com a vitória de hoje, Dilma se torna a primeira presidente mulher reeleita da história do Brasil. Já o PT, partido dela, ficará pelo menos 16 anos no poder.

Dilma Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela é formada em Ciências Econômicas, com mestrado e doutorado. Durante a juventude lutou contra a ditadura militar no Brasil.

Istoé/Sensus: Aécio tem 48,1% dos votos totais, Dilma 40%.

Dilma e Aecio travam batalha no segundo turno

Dilma e Aecio travam batalha no segundo turno

Pesquisa ISTOÉ/Sensus sobre a eleição presidencial divulgada na manhã desta sexta-feira mostra o candidato do PSDB, Aécio Neves, na frente com 48,1% dos votos totais.

Dilma Rousseff (PT) está com 40%, e os indecisos somam 11,9%. Em votos válidos, a pesquisa mostra vantagem de nove pontos de Aécio, que tem 54,6% das intenções de voto contra 45,4% de Dilma.

A margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos. Foram feitas 2 mil entrevistas em 24 Estados brasileiros, entre os dias 21 e 24 de outubro.

Os resultados da pesquisa são bem diferentes dos obtidos por outros institutos, como o Ibope e o Datafolha, que mostraram a atual presidente na frente, fora da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-01166/2014.

Roseana confirma: votar em Dilma é votar em Sarney…

Blog do John Cutrim

Roseana Sarney colocará bloco na rua para pedir votos a Dilma. Deputados e prefeitos sarneisistas estão convocados a fazer campanha para a petista

Roseana Sarney colocará bloco na rua para pedir votos a Dilma. Deputados e prefeitos sarneisistas estão convocados a fazer campanha para a petista

A governadora Roseana Sarney convocou deputados federais, estaduais e prefeitos que ainda fazem parte do seu grupo político para um almoço a ser realizado nesta quinta-feira, 16, na casa do senador José Sarney, no bairro do Calhau (São Luís).

A informação foi passada ao editor do blog por um deputado federal ligado à governadora. Durante o encontro, Roseana Sarney pedirá o máximo de empenho de seus aliados para reeleger a presidenta Dilma Rousseff.

Na reunião, a governadora Roseana e o senador José Sarney devem dizer que a eleição de Dilma significa muito para o grupo, pois assim continuarão tendo espaço no governo federal e força com Dilma e o ex-presidente Lula, o que garantirá sobrevida a eles para daqui a quatros anos disputarem o governo estadual.

Este blog foi o primeiro a alertar que a vitória de Dilma é a tábua de salvação do grupo Sarney, pois com ela no poder manteriam a mesma estrutura que hoje detêm na gestão petista, com ministérios e cargos de primeiro escalão.

A declaração sintomática de Ricardo Murad implorando voto por Dilma e agora a entrada de Roseana de com força na campanha da presidenta confirma que os sarneisistas farão de tudo para que o PT permaneça no poder central, pois o que está em jogo é a sobrevivência do clã. Se Dilma vencer, Sarney conseguirá manter uma parte do antigo poder e tentará fazer um governo paralelo para atrapalhar Flávio Dino, criando todo o tipo de obstáculos para impedir que o futuro governador faça a mudança tão necessária.

Ou seja, votar em Dilma, é votar no Sarney.