Deputado faz balanço de alianças feitas pelo PCdoB em vários municípios do Maranhão

 

Foto-legenda - Para Othelino, o grupo Sarney hoje só tem nome viável aqui e ali por obra e graça da desenvoltura do próprio candidato local, porque se dependesse das lideranças, não iria para lugar nenhum

Para Othelino, o grupo Sarney hoje só tem nome viável aqui e ali por obra e graça da desenvoltura do próprio candidato local, porque se dependesse das lideranças, não iria para lugar nenhum

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) comentou, na sessão desta terça-feira (02), a composição política que o PCdoB fez em Pinheiro e em diversas regiões do Maranhão. Ele explicou que é do conhecimento de  todos que o grupo Flávio Dino tinha um pré-candidato pelo PCdoB, Leonardo Sá, e também o pré-candidato Luciano Genésio do PP que se uniram em torno do projeto da oposição de alternância de poder na maior cidade da Baixada Maranhense.

“Todos os cenários comprovavam, principalmente, que a população queria dar um novo rumo, um novo caminho a Pinheiro. Por isso, sob a liderança do governador Flávio Dino, nós conversamos e chegamos a um entendimento. Esse acordo poderia ser em torno do pré-candidato Leonardo Sá, mas foi em torno do candidato Luciano Genésio. E nós, o PCdoB indicou o vice na chapa”, disse Othelino Neto.

O deputado deixou claro que, em nenhum momento, essa opção foi porque o pré-candidato do PCdoB não era viável. Segundo Othelino, o pré-candidato Luciano Genésio foi sempre tratado pelo grupo com muito respeito. “Ambos pleiteavam a mesma coisa, ser prefeito daquela cidade, mas o adversário é o atual prefeito Filuca Mendes. Até porque quem anda na cidade de Pinheiro vê o estado em que a cidade se encontra. E quem gosta dela quer com certeza a mudança. E nós constatamos isso nas pesquisas”, afirmou.

Mudança em Pinheiro

Baseado em monitoramentos, o deputado disse que dois terços da população de Pinheiro queria a mudança e o grupo tinha a compreensão de que, se não houvesse a união, o atual prefeito Filuca venceria a eleição. “Então a unidade é em função da política, numa articulação dentro do nosso campo, liderado pelo governador Flávio Dino, aliás muito bem avaliado na cidade de Pinheiro, como é muito bem avaliado o hospital de Pinheiro”, comentou.

Durante o pronunciamento, o deputado disse que quem conhece Pinheiro sabe que a cidade está muito maltratada e que o Hospital Geral, o primeiro inaugurado no governo Flávio Dino, foi uma conquista daquele povo da cidade e da Baixada Maranhense. Segundo ele, o grupo de oposição fez uma aliança que o outro lado não esperava.

“O prefeito tinha como certo que nós sairíamos separados e agora bateu um desespero, porque o grupo Sarney tinha Pinheiro como um dos últimos pontos de apoio da oligarquia que se acabou e que não consegue sequer saber para onde vai.  E a grande preocupação é porque nós estamos conseguindo nos alinhar, às vezes, em alguns municípios em torno do PCdoB, em outros em torno de um partido aliado. Coisa que o outro lado não consegue fazer, porque não tem sequer líder”, disse.

Grupo Sarney

Para Othelino, o grupo Sarney hoje só tem nome viável aqui e ali por obra e graça da desenvoltura do próprio candidato local, porque se dependesse das lideranças, não iria para lugar nenhum. O deputado disse que o comando do PCdoB está muito feliz com as alianças no Maranhão e que há candidatos do partido em vários municípios com boa desenvoltura, com campanhas volumosas, como por exemplo, o prefeito de Barra do Corda, candidato à reeleição, Erik Costa.

Othelino citou também o município de São Bento, onde o pré-candidato do PCdoB, Luisinho Barros, realizou uma grande convenção com uma multidão de vermelho. O deputado destacou ainda a pré-candidatura da deputada estadual Francisca Primo (PCdoB) com ampla liderança e que vai consolidando a vitória.

Segundo Othelino, pelo Maranhão todo, há grandes possibilidades de eleição de diversos candidatos do PCdoB e de partidos aliados ao grupo Flávio Dino, como o PDT. Ele citou como exemplo o prefeito Edivaldo Holanda Júnior que, em São Luís, caminha a passos largos para conquistar sua reeleição.

“Enfim, o nosso grupo político está organizado. Temos um comando, uma direção. Temos divergências naturais com os outros partidos, mas resolvemos internamente e certamente esse grupo político será vitorioso, porque ganharemos nas principais cidades. Finalizo citando as cidades de Timon e de Caxias, com nosso presidente Humberto Coutinho”, finalizou.

HORA DA DECISÃO – Começa o prazo das convenções; Candidatos ainda buscam alianças para definir vice-prefeito

Candidatos ainda não anunciaram nomes de  vice-prefeito

Candidatos ainda não anunciaram nomes de vice-prefeito

O prazo para que os partidos políticos realizem as convenções partidárias começa nesta quarta-feira (20). É nas reuniões que serão confirmados os nomes dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. O período termina no dia cinco de agosto.

Em São Luís e nos demais municípios do Maranhão, a expectativa é grande em torno da confirmação das alianças e dos nomes dos candidatos a prefeito e vice-prefeito para a disputa que se avizinha. Onde ainda há muita indefinição, as convenções estão sendo reservadas para o prazo final.

Em São Luís, partidos grandes como PSB e o PMDB ainda estão indefinidos. A indecisão é quanto a lançamento de candidatura própria ou formação de aliança com indicação do vice-prefeito. Mas as incertezas vão acabando com a proximidade do prazo para a realização das convenções.

Na capital maranhense, os candidatos ao comando do Palácio La Ravardière mais articulados são o atual prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PDT), que disputa a reeleição, e os deputados Eliziane Gama (PPS) e Wellington do Curso (PP), porém nenhum deles  anunciou o vice-prefeito ainda. Ainda buscam alianças até o prazo final.

As incertezas tomam conta dos ninhos do PMDB e do PSB, sobretudo, para os projetos políticos do deputado Bira do Pindaré (PSB) e Fábio Câmara (PMDB).

Pesquisas recentes mostram um cenário equilibrado entre Edivaldo Holanda e Eliziane Gama. A surpresa tem sido o crescimento de Wellington do Curso, como terceira via, porém tirando votos da deputada federal do PPS. No entanto, esse cenário poderá mudar totalmente com o início da campanha nas redes sociais e televisão.

Primeiro turno e novas regras

O primeiro turno da eleição municipal será no dia 2 de outubro. Nestas eleições entraram em vigor as mudanças estabelecidas pela Reforma Eleitoral (Lei 13.165/2015), aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. A reforma ampliou o período para apresentação dos registros de candidaturas, diminuiu a duração da propaganda no rádio e na TV.

As doações de empresas privadas para as campanhas políticas estão proibidas desde que o Supremo Tribunal Federal entendeu que elas feriam a Constituição. A partir de agora, os partidos deverão se manter por meio de doações de pessoas físicas e de recursos do Fundo Partidário.

A partir do dia 6 de agosto, emissoras de rádio e de TV, por serem concessões públicas, estão proibidas de veicular opinião favorável ou contrária a candidatos e partidos. As TVs também não podem dar tratamento privilegiado a candidatos de forma dissimulada em novelas ou filmes.

O prazo para registro de candidatura nos tribunais regionais eleitorais termina no dia 15 de agosto, às 19h. No dia seguinte, a propaganda passa a ser permitida na internet e nas ruas. Os candidatos podem participar de carreatas, distribuir panfletos e usar carros de som de 8h às 22h.

Também estão permitidos comícios das 8h às 24h.  A propaganda eleitoral no rádio e na televisão está prevista para começar no dia 26 de agosto. A reforma aprovada no ano passado reduziu de 90 para 45 dias o período de campanha.

O prazo para registro de candidatos pelos partidos políticos e coligações nos cartórios, deve ocorrer até às 19h, do dia 15 de agosto. Já o período da campanha eleitoral começa no dia 16 de agosto.

Pré-candidatura de Edivaldo já reúne 15 partidos…

Edivaldo caminha para formar a maior coligação em São Luís

Edivaldo caminha para formar a maior coligação em São Luís

Durante ato político realizado na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), dirigentes e lideranças de 15 partidos confirmaram, na manhã desta segunda-feira (15), o apoio à reeleição de Edivaldo Holanda Júnior à Prefeitura de São Luís. No encontro, também ficou acertado para o dia 17 de junho, às 17h, na Assembleia Legislativa, um ato político que irá selar a aliança em nome do atual prefeito da capital.

PSD, PROS, PTB, PSC, PRB, PTC, PC do B, PEN, DEM, PRP, PSDC, PDT, PR e PSL  já sinalizaram apoio à pré-candidatura de Edivaldo. A aliança firmada pelo atual prefeito já é considerada a maior coligação em torno de um candidato para as eleições de outubro. Os dirigentes pedetistas afirmam que a aliança poderá crescer ainda mais até o dia 5 de agosto, data limite para as convenções partidárias e deliberação sobre coligações.

Na ato político, Edivaldo disse que o encontro serviu para reunir um grupo que marcha unido rumo às Eleições de 2016 em São Luís.  Ele apresentou às lideranças um breve balanço dos três anos e meio de sua gestão que, com planejamento, trabalho e responsabilidade, tem avançado em ações positivas nas áreas infraestrutura, saúde e educação. Ele ressaltou ainda a importância do diálogo que mantém com a classe política, que tem resultado em numerosos apoios à sua pré-candidatura.