Eleitor recusou parte da elite da política tradicional, diz cientista

Eleitores na fila. Foto: Marcelo Camargo

Agência Brasil 

O eleitor deu um “basta em parte da elite da política tradicional” no primeiro turno da eleição de 2018, na análise do cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Jairo Nicolau. Nicolau e outros cientistas políticos participaram, hoje (8), do Debate dos Resultados das Eleições 2018, organizado pela Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro.

De acordo com o cientista político, uma série de fatos que ocorreram desde o início da Operação Lava Jato, como a prisão de parlamentares e a difusão de aspectos negativos sobre a política em redes sociais levaram, a este sentimento do eleitor. “Isso tudo foi dando ao eleitor brasileiro uma sensação de enfado e de rejeição à política tradicional que apareceu com uma força incrível”, disse.

Segundo Nicolau, embora não se possa generalizar, o eleitor preferiu votar em figuras novas, rejeitando a política tradicional e os partidos mais conhecidos. “Políticos tradicionais tiveram muita dificuldade. Em alguns estados isso teve casado, como no Rio de Janeiro para o Senado e nas assembleias, e, em São Paulo, para o Senado. Há claramente uma rejeição à política tradicional, aos partidos mais importantes, que comandaram a política aqui [no Rio] durante tanto tempo”, disse.

Bolsonaro

Outro fator destacado pelo professor no cenário da eleição de 2018 foi o crescimento do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que favoreceu o fortalecimento da bancada do seu partido na Câmara, no Senado e nas assembleias estaduais.

Para o professor, diante do desempenho do PSL na eleição para deputados federais e senadores, a tendência é que haja uma migração de parlamentares no futuro para a legenda, especialmente, de integrantes de partidos que tiveram poucos eleitos em 2018.

“Os holofotes estão sobre o PSL. Os deputados cujos partidos não alcançaram a cláusula de 1,5% [de votos para ter acesso a recursos como fundo eleitoral e partidário e tempo de propaganda] têm a proteção legal para migrarem ano que vem quando abrir a janela de troca em 2020, aí todo mundo pode trocar”, disse.

PT

Na visão do cientista político da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape), Octavio Amorim Neto, o PT errou ao fundir a campanha eleitoral de Fernando Haddad à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba.

“Havia várias questões no processo [do ex-presidente Lula] que poderiam ser eventualmente usadas na campanha, mas tinha que haver uma separação organizacional, política, tática e doutrinaria entre a campanha presidencial do candidato do PT, muito provavelmente o Haddad, e a defesa do ex-presidente Lula. O que houve foi a fusão radical desses dois movimentos, o que fortaleceu o antipetismo, o que na minha opinião, tornou-se a maior força política no país hoje em dia. E quem encarnou o antipetismo foi o Bolsonaro e não o PSDB”, disse.

Choque inédito

Segundo o cientista político do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Gwetulio Vargas (FGV CPDOC), Sérgio Praça, o sistema eleitoral brasileiro nunca sofreu uma mudança semelhante à que ocorreu no primeiro turno da eleição de 2018. Como exemplo, ele citou a redução de 31 parlamentares do MDB na Câmara Federal e a derrota de figurões do Senado, entre eles, Romero Jucá (MDB-RR), e políticos envolvidos com a Lava Jato, que não foram eleitos. “É realmente uma coisa simbólica muito marcante”.

Outra questão que vai pautar o presidente eleito, será o combate à corrupção. De acordo com o professor, vai ser algo delicado e qualquer dos dois que assuma, vai ter que saber lidar com isso. Ele destacou, no entanto, que caso o eleito seja Bolsonaro, ele precisará negociar com os parlamentares que integram partidos do chamado Centrão, que são resistentes à Operação Lava Jato e a medidas contra a corrupção.

“O centrão e os partidos mais implicados com os escândalos vão ter também que aceitar que o eleitor puniu muito na eleição e entender que vão ter que mudar se quiserem eleição daqui a quatro anos”, concluiu.

Gastão Vieira não crê em possibilidade de terceira via ao governo do Maranhão…

Gastão Vieira disse que os chamados candidatos da terceira via têm poucas chances

Com a experiência de quem já ocupou espaço nos dois pólos mais fortes da política maranhense, o ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira, disse que os candidatos que buscam ser uma possível terceira têm poucas chances reais na disputa para o governo do Maranhão.

Em entrevista a O Imparcial, o político, que é pré-candidato a deputado federal na base do governador Flávio Dino (PCdoB), afirmou que não acredita que alguém possa disputar uma eleição majoritária se não for suficientemente conhecido do eleitorado.

Na lógica de Gastão Vieira, as candidaturas de Maura Jorge (Podemos) e Eduardo Braide (PMN), além de incertas são frágeis. Na visão dele, a falta de conhecimento em nível estadual é mortal para qualquer pretensão de candidatos que têm apelo apenas local.

Reconhecimento – A justa homenagem de Flávio Dino aos servidores…

O gesto de Flávio Dino em dividir o prêmio de governo mais eficiente do Brasil, segundo o G1, com todos os servidores é justo e enfatiza o reconhecimento de um trabalho feito por todos e para todos.

Governador reconheceu o trabalho dos servidores para o reconhecimento do G1

Governo que mais cumpriu promessas no Brasil, de acordo com levantamento realizado pelo portal G1, o Maranhão experimenta, em 2018, a primeira posição em uma das mais importantes pesquisas que aferem o grau comparativo entre as gestões em todo o país.

Muito elogiado nacionalmente pela primeira colocação entre as 27 federações da nação, Flávio Dino realizou evento, na tarde desta segunda-feira (22), para homenagear o profissionalismo e dedicação de todos aqueles que ajudaram na construção desse resultado. O espírito altruísta do governador faz justo reconhecimento àqueles que estão, diariamente, empenhados em garantir um Maranhão melhor para todos.

Flávio Dino destacou que o mais importante é ter essa compreensão que um resultado tão expressivo que coloca o governo entre os mais eficientes do Brasil é fruto de um trabalho conjunto. “Que tem liderança, rumo, programa com propostas, mas tem a vontade de milhares de pessoas que todos os dias estão em todos os órgãos públicos nos ajudando a concretizar as nossas ideias. A levar os serviços públicos para as pessoas”, enfatizou.

O governador ressaltou ainda que esse sentimento de partilha e gratidão é importante para que o Maranhão continue na direção certa. “É preciso que nós mantenhamos a firmeza de rumos e, acima de tudo, a vontade, que se alimenta de uma série de fatores entre os quais a consciência dos avanços. Consciência que melhoramos muito todas as áreas do governo e precisamos trabalhar ainda mais para continuar a melhorar”, reiterou.