Corpo de criança é encontrado enterrado no quintal da própria casa em Paço do Lumiar

Globo.com

Alanna Ludmilla, de 10 anos, estava desparecida desde a quarta-feira (1º). (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O corpo da criança Alanna Ludimilla Borges Pereira (10 anos) foi encontrado por policiais, na manhã desta sexta-feira (3), no quintal da própria residência no Maiobão, em Paço do Lumiar, Região Metropolitana de São Luís. O corpo estava em um cova rasa coberta por entulho de material de construção, como telhas. O ex-namorado da mãe, Robert Oliveira, continua como principal suspeito do crime, de acordo com a delegada Eunice Rubem, titular da Delegacia do Maiobão.

No mesmo dia do desaparecimento, uma mochila da criança foi encontrada no Conjunto Upaon Açu, também no município de Paço do Lumiar. A mãe saiu pela manhã para uma entrevista de emprego e deixou a criança em casa. Quando voltou, à tarde, não a encontrou mais.

“O corpo estava debaixo de telhas. Quando foi retirado o entulho, deu para aparecer parte do corpo dela. Uma vizinha disse que viu a criança sair de casa, então vamos verificar tudo, pois se a criança saiu ela deve ter voltado com alguém. Tudo vai ser objeto de investigação. Pode ser que ela tenha sido morta na quarta-feira (1º) ainda”, disse a delegada Eunice Rubem, titular da Delegacia do Maiobão, responsável pelas investigações.

Sobre o caso

Alanna Ludmilla desapareceu na terça-feira (1º), enquanto estava sozinha em casa durante o tempo em que a mãe dela tinha ido a uma entrevista de emprego. Uma mochila que pertencencia a menina foi encontrada em um terreno baldio em um bairro vizinho.

A Polícia Civil estava analisando as imagens de câmeras de segurança próxima ao local, no qual o ex-padastro da criança, foi visto no momento em que a menina sumiu. O principal suspeito foi identificado como Robert Oliveira chegou a prestar depoimento na delegacia, mas depois não foi mais localizado.

Nessa quinta-feira (2), todos os envolvidos no caso voltaram a prestar depoimento na delegacia do bairro Maiobão.

Irmã de Mariana Costa diz que família de Lucas Porto ofendeu honra da vítima…

A irmã da publicitária Mariana Costa, assassinada barbaramente em novembro do ano passado, Juliana Costa, manifestou-se, em sua conta no Facebook, sobre o ocorrido, nesta quinta-feira (17), durante a ida do assassino confesso, Lucas Porto, ex-cunhado da vítima, ao Hospital Nina Rodrigues, em São Luís, onde foi prestar exame de sanidade mental. Ela disse que foi provocada, várias vezes, com ofensas proferidas pela família do acusado contra a honra da jovem que foi morta por estupro, caso que abalou a sociedade maranhense.

Mariana confirmou que, ao tentar fotografar o assassino confesso, foi impedida e agredida pelo irmão dele, Mateus Porto. As imagens do vídeo mostram a irmã da vítima correndo com a câmara, momento em que é tocada pelo familiar de Lucas.

O vídeo tomou grande repercussão nas redes sociais. A família de Mariana pede justiça ao caso e a continuidade do julgamento.

O clima é tenso entre as duas famílias. O lado de Mariana pede justiça ao caso, enquanto que os parentes de Lucas tentam livra-lo da prisão.

Manifestação de Juliana Costa no Facebook

Como todos sabem hoje foi mais um dia de luta, pois o acusado se apresentou no Hospital Nina Rodrigues para uma avaliação de insanidade mental. Onde foi realizado com êxito a primeira etapa.

Enquanto ocorria a avaliação do acusado fui provocada verbalmente por diversas vezes pela família do assassino com ofensas a honra de Mariana. Nenhum momento revidei, estava lá acompanhando o procedimento assim como a família do acusado.

Na saída, quis registrar com uma foto o assassino confesso e fui impedida pela sua mãe e depois pelo seu irmão Mateus Porto que ficou me coagindo conforme vídeo vinculado na mídia.

Sabemos que a verdade foi esclarecida pelos laudos, imagens das câmeras do prédio de Mariana e pela própria confissão do acusado que comprovam claramente a brutalidade de como ele matou Mariana.

Esse crime interessa a sociedade em geral, pois perder uma Irmã que nunca mais voltará para casa de fato é uma dor inimaginável.

A morte de Mariana tem causado sofrimentos existenciais irreparáveis as suas filhas, sobrinhas e todos que conviveram com ela.

Já não basta ter matado a minha irmã Mariana, agora eles agem com mentiras, encenações, violências verbais, físicas e emocionais.

Mais aguardamos pacientemente na justiça dos homens e na de Deus que nunca falhou e nunca falhará.

Irmãs de Mariana Costa reagem à entrevista de mãe do assassino Lucas Porto…

As irmãs Juliana e Carolina Costa, esta última ex-esposa de Lucas Porto, assassino confesso da publicitária Mariana Costa, morta, brutalmente, em novembro do ano passado, por estupro, reagiram, em suas redes sociais, contra entrevista concedida pela mãe do agressor, Heliane Porto, à jornalista Jacieny Dias, quando afirmou que teria havido um caso de adultério entre a vítima e o seu filho.

Lucas Porto, assassino confesso de Mariana, estuprou a jovem e, em seguida, matou-a em seu próprio apartamento com a ajuda de  um travesseiro no dia 23 de novembro  do ano passado. Ele está em processo de julgamento pelo crime que cometeu e sua defesa tem alegado que ele tem problemas mentais.

As duas classificaram as palavras da mãe de Lucas Porto de mentirosas e falsas e não concebem a tentativa da família Porto em querer manchar a honra de Mariana Costa para, assim, conseguir amenizar as coisas para o lado do assassino confesso.

Mariana Costa era sobrinha-neta do ex-senador José Sarney (PMDB). O caso chocou a sociedade maranhense e ganhou repercussão nacional no final do ano passado.

Desabafo de Juliana Costa no Facebook

Ninguém mais busca a verdade do que a minha família.

Se teve alguém massacrado nessa vida são meus pais, minhas quatro sobrinhas, minha família no geral, amigos e a sociedade que até hoje chora a ausência da nossa doce e inocente Mariana.

Minha Irmã foi assassinada brutalmente por Lucas que já confessou o crime e deixou bem claro que nunca teve nada com ela e agora além de arrancar a vida dela do nosso convívio; querem matar a moral dela dessa forma?

Família Porto, vocês podem ir visitar o assassino toda semana e nós que nunca mais vamos poder dar um abraço ou trocar uma palavra de carinho com a nossa querida Mariana. Vocês não sabem o que é realmente sofrer e o que é realmente perder.
E hoje ele tá no lugar que escolheu, e como a mãe mesmo disse: “o mundo aqui fora é hostil e que lá é mais quieto para ele”, então que ele passe o resto da vida lá pagando por todo mal que fez e continua fazendo a sociedade.

É ridículo mesmo, você querer vitimizar seu filho e querer justificar um ato cruel desse. Ele vai pagar por todos os crimes que cometeu e a HONRA de Marina não será manchada por calúnias.

Podemos vê que esse assassino é sim produto do meio…tentar justificar o injustificável dessa forma é desumano.

Chega de MENTIRAS, o médico deixou bem claro na audiência que Lucas não tem problema mental nenhum e dizer que minha irmã traia seu marido… tenha vergonha!!!

Por fim, precisamos entender que nós mulheres não somos objetos de desejo desses homens que acham q podem td… sei que nada trará nossa Mariana de volta, mas a máxima condenação desse assassino, vai nos trazer um pouco de paz é assim estaremos fazendo nossa parte p mudar esse quadro de vê criminosos como ele, ter regalias e conseguir deslizar as leis, simplesmente por ter dinheiro. #justicanacausademariana #portodasmariana #Deusnocontrole

“A entrevista é uma farsa”, diz ex-mulher de Lucas Porto

Carol Costa no Facebook

A “entrevista” é uma grande farsa. Depois do que aconteceu com Mariana e a forma que a família conduziu e continua agindo posso dizer que espero TUDO. Estamos prontos. Eles vem contra nós com MENTIRAS e vamos com a VERDADE.

Minha vida não é novela então me reservo em ficar em silêncio dos fatos que tenho vivido mas não posso ficar calada quando ela diz” foi um adultério consensual”. Isso é demais, cruel, perversão e também é crime.

Primeiramente se você assistiu a entrevista, pode constatar que ela deixa claro que ele não tem distúrbio nenhum.

No momento em que fala em Adultério para uma jornalista, entendo que a mesma está ofendendo a honra da minha irmã, o que é crime de calúnia com responsabilidades criminais e cíveis.
O que me causa dor é essa senhora saber a VERDADE e usar de MENTIRAS para apenas livrar o seu filho. O seu amor de não lhe dá esse direito. Tudo na vida tem consequências e ainda assim mesmo depois de um crime hediondo pedir para ser divulgada tamanha mentira e blasfêmia é no mínimo insensato.Será que a dor da minha família não basta?

Ela deixou bem claro seu objetivo, porém a Sra. Heliene não tem esse direito. Isso não é defender um filho. Isso é desespero pois sabem que não existe outra saída além do Júri e “eles” tentam a todo custo manchar a memória da minha irmã, como forma de mexer com a opinião pública. Isso é TUDO menos AMOR de mãe ! Amor não é enganoso.
Isso é perversidade com minha família. E o fato de não demostrar nenhum remorso com a morte da minha irmã é no mínimo sem comentários.

Eu também vi um sentido provocativo, como se quisesse desestabilizar a minha família.
Não conseguiu e nem vai pois esperamos confiantemente.

Na vida a lei da semeadura não falha” o que se planta, se colhe”. #Faça o Bem e Aparte-se do mal.

Acusado de assassinar fiscal da Sefaz vai a júri popular na próxima segunda-feira

Suspeito será julgado no Fórum Desembargador Sarney Costa

Vai a júri popular, na próxima segunda-feira (17), às 8:30h, no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, Jack Douglas Vieira Matos, preso e suspeito de ter assassinado, em 2014, o fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda do Maranhão, José de Jesus Gomes Saraiva, que estava em serviço.

Jak Douglas, conhecido como Pinheiro, é acusado de assassinar, no dia 19 de novembro de 2014, com três tiros fatais, o fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda do Maranhão. O acusado pela prática do crime de homicídio triplamente qualificado foi preso em Paulo Afonso, no interior da Bahia, no dia 27/10/2016, após ficar dois anos foragido.

Vítima de uma emboscada, o fiscal da Sefaz foi atraído ao suposto local onde estaria a mercadoria, na Vila Maracujá, zona rural de São Luís, onde foi encontrado o seu corpo.

Saraiva foi morto em uma emboscada, enquanto realizava trabalho de fiscal

Saraiva, como era conhecido, fiscalizava uma carga ilegal de 1.300 fardos de arroz, avaliada em R$ 100 mil reais, que vinha de Santa Catarina para São Luís, e seria entregue para a empresa Pinheiro Comércio e Alimentos LTDA, com sede fictícia na Avenida Principal do Povoado Maracujá.

À época, um vídeo obtido pela polícia ajudou a esclarecer o crime. As imagens mostram o carro da Sefaz conduzido pelo fiscal, passando pela Avenida Principal da Vila Maracujá até um lugar sem saída. Em seguida, aparece um veículo Strada, conduzido pelo acusado, que sai do carro e dispara três tiros fatais contra a vítima..

Os familiares de Saraiva clamam por justiça!!!

Júri do assassinato do ex-prefeito de Buriti Bravo transferido para São Luís…

Também ex-prefeito, Wellington Coelho, já falecido, foi apontado como o mentor do crime que chocou o Maranhão em 2005

O julgamento do principal acusado na morte do ex-prefeito de Buriti Bravo, Wytamar Costa Silva,  foi transferido da Comarca de Buriti Bravo para São Luís. O pedido foi formulado pela promotora de Justiça, Paula Gama Cortez.

A pedido do Ministério Público do Maranhão, o Tribunal de Justiça do Maranhão determinou o desaforamento da sessão de julgamento de Wytamar Costa Silva, acusado da morte de João Henrique Borges Leocádio, ocorrida em 2005, à época prefeito de Buriti Bravo.

Os desembargadores – que apreciaram o requerimento – votaram por unanimidade pelo desaforamento. O relator foi o desembargador Antonio Fernando Bayma Junior.

De acordo com a promotora de Justiça, Paula Gama Cortez, o crime, que teve motivações políticas, ainda hoje repercute na cidade, causando discussões acirradas e despertando animosidades. Por esses motivos, o julgamento pode suscitar tumultos e, para a representante do MP, não há, no momento, nenhum local completamente seguro na cidade para a realização da sessão.

Na solicitação, Paula Gama Cortez alertou que o reforço do policiamento não seria suficiente para garantir a ordem pública em Buriti Bravo, cidade de 22 mil habitantes, e proporcionar um júri imparcial, seguro e livre de interferências externas.

Homicídio

Já falecido, o ex-prefeito Wellington de Jesus Fonseca foi acusado de ser o mandante do assassinato de João Leocádio. O autor intelectual do crime era líder político da região e opositor da vítima.

Caso Mariana – Assassino de sobrinha de Sarney começa a ser julgado…

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Teve início o julgamento de Lucas Porto, assassino confesso da sobrinha-neta do  ex-senador José Sarney, Mariana Costa. As audiências acontecem na 4ª Vara de Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, em São Luís.

Neste primeiro momento, foram arroladas 16 testemunhas. A jovem foi estuprada e morta em seu próprio apartamento, em caso que teve repercussão nacional, em novembro do ano passado. O juiz que preside a sessão é José Ribamar Goulart Heluy Júnior.

Segundo informações,  Lucas Porto deverá ser o último a prestar depoimento.  Antes do início dos depoimentos,  amigos e familiares da vítima fizeram uma manifestação, em frente ao fórum, para pedir justiça e punição ao assassino confesso. Há de se considerar a celeridade do julgamento do crime que ocorreu há poucos meses e envolve a família de um ex-presidente da República.

A primeira testemunha a depor foi o delegado Lúcio Rogério, da Superitendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP).  Foi ele quem efetuou a prisão do acusado, horas depois do crime.

O crime

O assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele responde por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio. Os laudos periciais confirmaram o estupro.

Mariana estaria dormindo e despida quando o assassino confesso chegou ao local do crime, em novembro do ano passado.  Lucas Porto tinha informações de como entrar no apartamento da cunhada e sabia que ela estaria sozinha naquele momento.

Segundo a acusação, após a consumação dos crimes, Lucas Porto modificou o ambiente tentando dar uma aparência de normalidade, por isso gastou tempo arrumando o quarto da vítima para sugerir que teria sido suicídio ou outra coisa que não os crimes cometidos por ele.

As circunstâncias

Lucas Porto confessou ao Sistema de Segurança Pública do Estado a autoria do assassinato da publicitária Mariana Costa. O assassino confesso disse que nutria desejo, “paixão incontida” pela jovem e não resistiu ao encontrá-la nua (ela saía do banho nesse momento, quando foi surpreendida pelo cunhado).

Lucas Porto era cunhado da vítima. Segundo o assassino confesso, a motivação teria sido uma “atração muito forte” que ele tinha por Mariana. Contou aos delegados que, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta aberta e foi ao quarto, quando surpreendeu a cunhada sem roupa. Diante disso, segundo ele, resolveu consumar seu “desejo sexual”.

O assassino confesso negou que houvesse qualquer tipo de relacionamento amoroso entre ele e a vítima. Disse que o desejo e a paixão eram unilaterais, ou seja, partiam apenas dele.

Pelo relato do assassino, Mariana reagiu ao ato de violência sexual e o agressor a matou por asfixia. Segundo os delegados, em entrevista coletiva, teria havido violência de natureza sexual.

Polícia confirma conjunção carnal no caso do estupro da sobrinha-neta de Sarney

Novos resultados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (16).
Conjunção carnal foi negada pelo assassino Lucas Porto durante confissão.

G1

Mariana Costa é sobrinha-neta de Sarney e filha de Sarney Neto

Uma coletiva, realizada na manhã desta sexta-feira (16), na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostrou que houve conjunção carnal no estupro sofrido por Mariana Costa pelo seu cunhado Lucas Porto. Os resultados constavam em laudos periciais que reforçam as investigações. O empresário confessou o homicídio. A vítima é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, o assassino confesso Lucas Porto havia negado a conjunção carnal e afirmou que ejaculou fora do corpo da vítima, versão contrariada pelos últimos resultados divulgados. O crime aconteceu no dia 14 de novembro no apartamento da vítima que fica no bairro Turu, em São Luís.

Caminhada por Justiça
Familiares e amigos da publicitária Mariana Costa realizam uma caminhada por Justiça no caso de Mariana, por Paz e pela luta contra a violência às mulheres. A caminhada será no próximo sábado (17), às 16h, na Avenida Litorânea, com concentração na Praça do Pescador. Os participantes deverão vestir camisa branca.
Morte de Mariana
Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, foi encontrada morta na noite do último dia 13 de novembro, em seu apartamento, no nono andar de um condomínio, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu, em São Luís (MA). Ela é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney.
O empresário Lucas Porto, de 37 anos, confessou que matou a sobrinha-neta de Sarney, a publicitária Mariana Costa, 33 anos. Porto era cunhado da vítima. A motivação seria uma atração que ele tinha por Mariana. As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, em entrevista coletiva, em São Luís (MA).
A Polícia Civil do Maranhão concluiu que o empresário Lucas Porto, de 37 anos, estuprou e matou por asfixia a cunhada, a publicitária Mariana Costa, de 33, que é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente e ex-senador José Sarney.
A apresentação dos resultados dos laudos periciais foi na manhã do dia 23 de novembro, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), em São Luís. O assassino confesso vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio.

Caso Mariana – Polícia confirma que jovem foi estuprada e morta por Lucas Porto; Segurança diz que crime está esclarecido

Assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio

Cúpula da Segurança deu caso como esclarecido

Cúpula da Segurança deu caso como esclarecido

O exame no corpo de Mariana mostrou que primeiro ela sofreu tentativa de esganadura, depois sufocação.

O exame no corpo de Mariana mostrou que primeiro ela sofreu tentativa de esganadura, depois sufocação.

A cúpula  da Segurança Pública do Estado reuniu a Imprensa, na manhã desta quarta-feira (23), para apresentar o resultado do laudo pericial do assassinato da sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, a publicitária Mariana Porto, 33 anos, assassinada no dia 13 de novembro, no próprio apartamento, localizado no Turu. A Polícia diz ter confirmado que foi o empresário Lucas Porto, cunhado da vítima, que a matou por asfixia, cometendo estupro (provado com exame de conjunção carnal), em um  bárbaro crime, caso cruel e escândalo que ganhou repercussão nacional.

O assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio. Os laudos periciais confirmaram o estupro. Em relação a isso, a perícia técnica trabalha agora para saber se o sêmen, encontrado no local do crime, é realmente de Lucas Porto.

Segundo o superintendente de Polícia Técnica, Miguel Alves,  o estupro  já está caracterizado pelo ato libidinoso diante da violência sofrida pela vítima. Ele disse que a perícia agora está aprofundando as investigações para confirmar se o sêmen encontrado é de Lucas Porto.

“Ela  (Mariana) teve relação sexual recente e vamos agora individualizar para dizer, de forma categórica ,de quem é o perfil genético encontrado no quarto”, disse Miguel Alves.

O superintendente disse que a vítima se debateu muito, na hora do crime, enquanto estava sendo estuprada, tentando se desvencilhar do criminoso. Isso ficou provado pelas diversas escoriações encontradas no corpo da vítima, nas pernas, nos braços e até na cabeça. As lesões evidenciam tentativa de defesa.

Mariana estava dormindo quando Lucas chegou, diz perito

Segundo o perito Miguel Alves, Mariana estaria dormindo e despida quando o assassino confesso chegou ao local do crime. Ele disse que Lucas Porto tinha informações de como entrar no apartamento da cunhada e sabia que ela estaria sozinha naquele momento.

O perito disse ainda que, após a consumação dos crimes, Lucas Porto modificou o ambiente tentando dar uma aparência de normalidade, por isso gastou tempo arrumando o quarto da vítima para sugerir que teria sido suicídio ou outra coisa que não os crimes cometidos por ele.

Assassino confesso

Na semana passada, Lucas Porto (37) confessou ao Sistema de Segurança Pública do Estado a autoria do assassinato da publicitária Mariana Costa.  O assassino confesso disse que nutria desejo, “paixão incontida” pela jovem e não resistiu ao encontrá-la nua (ela saía do banho nesse momento, quando foi surpreendida pelo cunhado).

Lucas Porto era cunhado da vítima. Segundo o assassino confesso, a motivação teria sido uma “atração muito forte” que ele tinha por Mariana. Contou aos delegados que, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta aberta e foi ao quarto, quando surpreendeu a cunhada sem roupa. Diante disso, segundo ele, resolveu consumar seu “desejo sexual”.

O assassino confesso negou que houvesse qualquer tipo de relacionamento amoroso entre ele e a vítima. Disse que o desejo e a paixão eram unilaterais, ou seja, partiam apenas dele.

Pelo relato do assassino, Mariana reagiu ao ato de violência sexual e o agressor a matou por asfixia. Segundo os delegados, em entrevista coletiva, teria havido violência de natureza sexual.

Os mistérios em torno da morte da sobrinha-neta de Sarney

Por OSWALDO VIVIANI

Lucas Porto foi  flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

A polícia do Maranhão aguarda os resultados dos laudos periciais (a serem divulgados na próxima terça-feira, 22) e a reconstituição do crime (sem data para ocorrer, mas já confirmada) para elucidar definitivamente o homicídio que teve como vítima a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos (filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney).

Mariana foi encontrada morta asfixiada no fim da tarde de domingo (13), em seu quarto, no Condomínio Garvey Park, no Turu. Estava despida, com um travesseiro sobre o rosto e tinha sinais de que havia sofrido esganadura e provável violência sexual. Não há mais nada a investigar sobre a autoria do crime – o empresário do ramo da construção civil Lucas Leite Ribeiro Porto, 37, cunhado de Mariana (casado com a irmã da vítima, Carolina) – confessou o assassinato em depoimento espontâneo à polícia, que começou na terça-feira (15) e varou a madrugada de quarta (16). A motivação foi uma “atração incontida” pela cunhada, e que resolveu consumar seu desejo sexual na tarde do domingo (13), ao ir até seu apartamento (segundo o acusado, em princípio para “conversar sobre assuntos familiares”) e encontrá-la sem roupa.

O que falta determinar são algumas circunstâncias do homicídio e a dinâmica dos fatos criminosos. “É fundamental entender o que aconteceu no apartamento, até para embasar o processo e a dosimetria da pena”, disse o secretário de Segurança, Jefferson Portela, ao informar que a polícia vai fazer a reprodução simulada dos fatos (reconstituição).

QUESTÕES NÃO ESCLARECIDAS

Por ser o assassinato que mais repercutiu no Maranhão neste ano, além de chamar a atenção da mídia nacional, e por envolver a chamada “gente graúda” – famílias abastadas do estado –, a polícia não quer deixar brechas na investigação. Está disposta a responder, após receber os resultados dos exames periciais e realizar a reconstituição do crime, a questões ainda não devidamente esclarecidas, tais como:

Qual o conteúdo das mensagens e ligações telefônicas (inclusive as apagadas, agora provavelmente recuperadas pela polícia por meio de um programa especial de computador) que estavam nos celulares de Lucas Porto e Mariana Costa no dia do crime e nos dias imediatamente anteriores?

Lucas Porto tinha livre acesso ao apartamento de Mariana? Quem abriu a porta do apartamento quando ele voltou ao Garvey Park, no domingo? (a mesma era acostumada a deixar a porta  sem chaves quando as crianças banhavam na piscina) Há imagens das câmeras desse momento? Qual a dinâmica dos fatos a partir do momento em que Lucas já estava no interior do apartamento?

Houve tentativa de estupro ou estupro consumado da vítima? Isso ocorreu quando Mariana ainda estava consciente ou já desfalecida?

Com quem Lucas se comunicou (por telefone ou mensagens), após cometer o assassinato, já que a polícia tem imagens dele falando com alguém ao telefone? Ele falou com o pai ou com alguém da família?

Lucas já entregou as imagens das câmeras de segurança do prédio em que mora e é sindico (edifício San Juan, na Ponta d’Areia)? O Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Criminalística e Medicina Legal (Icrim) e o Instituto de Genética Forense estão trabalhando na perícia técnica do material recolhido.

Além do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, e do delegado-geral Lawrence Mello, participam das investigações do “caso Mariana Costa” o delegado Leonardo Diniz, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP); o delegado Miguel Alves, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC); e o delegado Lúcio Reis, chefe do Departamento de Homicídios da Capital. Lucas Porto está preso preventivamente (sem prazo para ser solto) na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) 4, em Pedrinhas. A prisão preventiva foi homologada no dia 14 pela juíza Andréa Cysne Frota Maia, da Central de Inquéritos.