Polícia confirma conjunção carnal no caso do estupro da sobrinha-neta de Sarney

Novos resultados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (16).
Conjunção carnal foi negada pelo assassino Lucas Porto durante confissão.

G1

Mariana Costa é sobrinha-neta de Sarney e filha de Sarney Neto

Uma coletiva, realizada na manhã desta sexta-feira (16), na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostrou que houve conjunção carnal no estupro sofrido por Mariana Costa pelo seu cunhado Lucas Porto. Os resultados constavam em laudos periciais que reforçam as investigações. O empresário confessou o homicídio. A vítima é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, o assassino confesso Lucas Porto havia negado a conjunção carnal e afirmou que ejaculou fora do corpo da vítima, versão contrariada pelos últimos resultados divulgados. O crime aconteceu no dia 14 de novembro no apartamento da vítima que fica no bairro Turu, em São Luís.

Caminhada por Justiça
Familiares e amigos da publicitária Mariana Costa realizam uma caminhada por Justiça no caso de Mariana, por Paz e pela luta contra a violência às mulheres. A caminhada será no próximo sábado (17), às 16h, na Avenida Litorânea, com concentração na Praça do Pescador. Os participantes deverão vestir camisa branca.
Morte de Mariana
Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, foi encontrada morta na noite do último dia 13 de novembro, em seu apartamento, no nono andar de um condomínio, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu, em São Luís (MA). Ela é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney.
O empresário Lucas Porto, de 37 anos, confessou que matou a sobrinha-neta de Sarney, a publicitária Mariana Costa, 33 anos. Porto era cunhado da vítima. A motivação seria uma atração que ele tinha por Mariana. As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, em entrevista coletiva, em São Luís (MA).
A Polícia Civil do Maranhão concluiu que o empresário Lucas Porto, de 37 anos, estuprou e matou por asfixia a cunhada, a publicitária Mariana Costa, de 33, que é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente e ex-senador José Sarney.
A apresentação dos resultados dos laudos periciais foi na manhã do dia 23 de novembro, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), em São Luís. O assassino confesso vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio.

Caso Mariana – Polícia confirma que jovem foi estuprada e morta por Lucas Porto; Segurança diz que crime está esclarecido

Assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio

Cúpula da Segurança deu caso como esclarecido

Cúpula da Segurança deu caso como esclarecido

O exame no corpo de Mariana mostrou que primeiro ela sofreu tentativa de esganadura, depois sufocação.

O exame no corpo de Mariana mostrou que primeiro ela sofreu tentativa de esganadura, depois sufocação.

A cúpula  da Segurança Pública do Estado reuniu a Imprensa, na manhã desta quarta-feira (23), para apresentar o resultado do laudo pericial do assassinato da sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, a publicitária Mariana Porto, 33 anos, assassinada no dia 13 de novembro, no próprio apartamento, localizado no Turu. A Polícia diz ter confirmado que foi o empresário Lucas Porto, cunhado da vítima, que a matou por asfixia, cometendo estupro (provado com exame de conjunção carnal), em um  bárbaro crime, caso cruel e escândalo que ganhou repercussão nacional.

O assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio. Os laudos periciais confirmaram o estupro. Em relação a isso, a perícia técnica trabalha agora para saber se o sêmen, encontrado no local do crime, é realmente de Lucas Porto.

Segundo o superintendente de Polícia Técnica, Miguel Alves,  o estupro  já está caracterizado pelo ato libidinoso diante da violência sofrida pela vítima. Ele disse que a perícia agora está aprofundando as investigações para confirmar se o sêmen encontrado é de Lucas Porto.

“Ela  (Mariana) teve relação sexual recente e vamos agora individualizar para dizer, de forma categórica ,de quem é o perfil genético encontrado no quarto”, disse Miguel Alves.

O superintendente disse que a vítima se debateu muito, na hora do crime, enquanto estava sendo estuprada, tentando se desvencilhar do criminoso. Isso ficou provado pelas diversas escoriações encontradas no corpo da vítima, nas pernas, nos braços e até na cabeça. As lesões evidenciam tentativa de defesa.

Mariana estava dormindo quando Lucas chegou, diz perito

Segundo o perito Miguel Alves, Mariana estaria dormindo e despida quando o assassino confesso chegou ao local do crime. Ele disse que Lucas Porto tinha informações de como entrar no apartamento da cunhada e sabia que ela estaria sozinha naquele momento.

O perito disse ainda que, após a consumação dos crimes, Lucas Porto modificou o ambiente tentando dar uma aparência de normalidade, por isso gastou tempo arrumando o quarto da vítima para sugerir que teria sido suicídio ou outra coisa que não os crimes cometidos por ele.

Assassino confesso

Na semana passada, Lucas Porto (37) confessou ao Sistema de Segurança Pública do Estado a autoria do assassinato da publicitária Mariana Costa.  O assassino confesso disse que nutria desejo, “paixão incontida” pela jovem e não resistiu ao encontrá-la nua (ela saía do banho nesse momento, quando foi surpreendida pelo cunhado).

Lucas Porto era cunhado da vítima. Segundo o assassino confesso, a motivação teria sido uma “atração muito forte” que ele tinha por Mariana. Contou aos delegados que, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta aberta e foi ao quarto, quando surpreendeu a cunhada sem roupa. Diante disso, segundo ele, resolveu consumar seu “desejo sexual”.

O assassino confesso negou que houvesse qualquer tipo de relacionamento amoroso entre ele e a vítima. Disse que o desejo e a paixão eram unilaterais, ou seja, partiam apenas dele.

Pelo relato do assassino, Mariana reagiu ao ato de violência sexual e o agressor a matou por asfixia. Segundo os delegados, em entrevista coletiva, teria havido violência de natureza sexual.

Os mistérios em torno da morte da sobrinha-neta de Sarney

Por OSWALDO VIVIANI

Lucas Porto foi  flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

A polícia do Maranhão aguarda os resultados dos laudos periciais (a serem divulgados na próxima terça-feira, 22) e a reconstituição do crime (sem data para ocorrer, mas já confirmada) para elucidar definitivamente o homicídio que teve como vítima a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos (filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney).

Mariana foi encontrada morta asfixiada no fim da tarde de domingo (13), em seu quarto, no Condomínio Garvey Park, no Turu. Estava despida, com um travesseiro sobre o rosto e tinha sinais de que havia sofrido esganadura e provável violência sexual. Não há mais nada a investigar sobre a autoria do crime – o empresário do ramo da construção civil Lucas Leite Ribeiro Porto, 37, cunhado de Mariana (casado com a irmã da vítima, Carolina) – confessou o assassinato em depoimento espontâneo à polícia, que começou na terça-feira (15) e varou a madrugada de quarta (16). A motivação foi uma “atração incontida” pela cunhada, e que resolveu consumar seu desejo sexual na tarde do domingo (13), ao ir até seu apartamento (segundo o acusado, em princípio para “conversar sobre assuntos familiares”) e encontrá-la sem roupa.

O que falta determinar são algumas circunstâncias do homicídio e a dinâmica dos fatos criminosos. “É fundamental entender o que aconteceu no apartamento, até para embasar o processo e a dosimetria da pena”, disse o secretário de Segurança, Jefferson Portela, ao informar que a polícia vai fazer a reprodução simulada dos fatos (reconstituição).

QUESTÕES NÃO ESCLARECIDAS

Por ser o assassinato que mais repercutiu no Maranhão neste ano, além de chamar a atenção da mídia nacional, e por envolver a chamada “gente graúda” – famílias abastadas do estado –, a polícia não quer deixar brechas na investigação. Está disposta a responder, após receber os resultados dos exames periciais e realizar a reconstituição do crime, a questões ainda não devidamente esclarecidas, tais como:

Qual o conteúdo das mensagens e ligações telefônicas (inclusive as apagadas, agora provavelmente recuperadas pela polícia por meio de um programa especial de computador) que estavam nos celulares de Lucas Porto e Mariana Costa no dia do crime e nos dias imediatamente anteriores?

Lucas Porto tinha livre acesso ao apartamento de Mariana? Quem abriu a porta do apartamento quando ele voltou ao Garvey Park, no domingo? (a mesma era acostumada a deixar a porta  sem chaves quando as crianças banhavam na piscina) Há imagens das câmeras desse momento? Qual a dinâmica dos fatos a partir do momento em que Lucas já estava no interior do apartamento?

Houve tentativa de estupro ou estupro consumado da vítima? Isso ocorreu quando Mariana ainda estava consciente ou já desfalecida?

Com quem Lucas se comunicou (por telefone ou mensagens), após cometer o assassinato, já que a polícia tem imagens dele falando com alguém ao telefone? Ele falou com o pai ou com alguém da família?

Lucas já entregou as imagens das câmeras de segurança do prédio em que mora e é sindico (edifício San Juan, na Ponta d’Areia)? O Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Criminalística e Medicina Legal (Icrim) e o Instituto de Genética Forense estão trabalhando na perícia técnica do material recolhido.

Além do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, e do delegado-geral Lawrence Mello, participam das investigações do “caso Mariana Costa” o delegado Leonardo Diniz, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP); o delegado Miguel Alves, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC); e o delegado Lúcio Reis, chefe do Departamento de Homicídios da Capital. Lucas Porto está preso preventivamente (sem prazo para ser solto) na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) 4, em Pedrinhas. A prisão preventiva foi homologada no dia 14 pela juíza Andréa Cysne Frota Maia, da Central de Inquéritos.

Caso Mariana – Trabalho de peritos foi fundamental para elucidar crime; Inquérito será concluído na próxima quarta

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

O trabalho da perícia técnica foi fundamental para a elucidação do assassinato da publicitária  Mariana Costa, sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, morta pelo cunhado, Lucas Porto, em um ato brutal de violência sexual que culminou com o seu falecimento no último domingo (13). O inquérito do crime deve ser concluído até a próxima quarta-feira (23) e, posteriormente, será encaminhado à Justiça do Maranhão. Na terça-feira (22) saem os resultados das perícias retantes para fechar o caso.

Na noite de domingo (13), após o corpo ter sido retirado, os peritos criminais, Hailton Brito e Délio Sobral, dirigiram-se até o apartamento da vítima, na avenida São Luís Rei de Franca, e realizaram os exames de impressões digitais, coletaram vestígios de sangue, fios de cabelo, pêlos, etc, que foram peças fundamentais para a elucidação do crime.

Nesta quinta-feira (17), a família entregou as roupas de Lucas Porto que estavam escondidas em um outro apartamento. De acordo com as investigações policiais, depois de sair da casa de Mariana Costa, ele trocou de roupa e voltou para junto da família para demonstrar apoio.

Lucas Porto chegou a levar uma psicóloga para as filhas da vítima e, antes de conseguir sair novamente do condomínio no Turu, foi impedido pelos policiais, ainda na noite de domingo (13), dia do crime, quando foi preso em flagrante após suspeita da Polícia, diante de indícios, como imagens do circuito interno do condomínio de Mariana e impressões digitais .
“As roupas se somam a todo o conjunto probatório. Serão periciadas em busca de vestígios. Os exames periciais realizados também tem grande importância na formação da convicção jurídica dos fatos”, disse o delegado Lawrence Melo .
Segundo o delegado-geral, ainda que há possibilidade de que haja reconstituição dos fatos do dia do crime. “Depende da avaliação que os delegados, que presidem o inquérito, farão sobre a análise de todas as provas”, concluiu Lawrence Melo.

Parentes entregam roupas usadas por assassino da sobrinha-neta de Sarney

Roupas estavam em apartamento no mesmo condomínio de Lucas. Prazo para concluir o inquérito vai até a próxima quarta-feira (23).

Lucas escondeu roupas em outro apartamento

Lucas escondeu roupas em outro apartamento

G1

As roupas usadas pelo empresário Lucas Porto, 37 anos, no dia do homicídio contra a sobrinha-neta de Sarney, a publicitária Mariana Costa, 33 anos, foram entregues, na tarde dessa quarta-feira (16), à Polícia Civil do Maranhão pelos próprios parentes do assassino confesso. Desde segunda-feira (14), os policias estavam à procura deste material para reforçar as provas na investigação. Ele é cunhado da vítima.
Mariana Costa, 33 anos, foi encontrada morta na tarde de domingo (13) no quarto de seu apartamento, no bairro Turu, em São Luís. Ela ainda chegou a ser socorrida e levada para um hospital, mas não resistiu e morreu. A filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney foi morta asfixiada com um travesseiro. Principal suspeito do caso, Lucas Porto foi preso logo depois do crime. Logo no início das investigações, ele negou ser o autor do crime. No entanto, acabou confessando na quarta-feira (16) em depoimento na Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoa (SHPP). A motivação seria uma atração que ele tinha por Mariana.
As peças, uma camisa branca e uma calça jeans azul, estavam no próprio condomínio onde Lucas Porto mora e é o síndico, no bairro Ponta d’Areia, em São Luís (MA). Desde segunda-feira os policiais buscavam as roupas, mas sem sucesso. Parentes de Lucas Porto disseram que as encontraram em um apartamento que não está sendo utilizado e pertence ao pai do acusado.
“A própria atitude do Lucas em esconder as roupas demonstra sua culpabilidade. Ele escondeu as roupas num apartamento que pertence a sua família e que ficava no andar superior ao que ele reside. Esse imóvel estava desocupado”, explicou o delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo.

Caso Mariana Costa – Lucas Porto confessa crime e diz que tinha desejo e “paixão incontida” por cunhada

Polícia continuará investigando outras possibilidades para apurar se a versão apresentada pelo assassino confesso tem procedência. Outros laudos  e também relatos de testemunhas também são esperados para a confirmação do depoimento de Lucas Porto.

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Mariana Costa teria sido vítima de violência sexual, segundo confessou o assassino

Mariana Costa teria sido vítima de violência sexual, segundo confessou o assassino

O empresário Lucas Porto (37) confessou ao Sistema de Segurança Pública do Estado a autoria do assassinato da publicitária Mariana Costa (33), sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, morta por asfixia no último domingo (13). O fato foi revelado, na manhã desta quarta-feira (16), pelos delegados que investigam o caso. O assassino confesso disse que nutria desejo, “paixão incontida” pela jovem e não resistiu ao encontrá-la nua (ela saía do banho nesse momento, quando foi surpreendida pelo cunhado).

Lucas Porto era cunhado da vítima. Segundo o assassino confesso, a motivação teria sido uma “atração muito forte” que ele tinha por Mariana. Contou aos delegados  que, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta aberta e foi ao quarto, quando surpreendeu a cunhada sem roupa. Diante disso, segundo ele, resolveu consumar seu “desejo sexual”.

O assassino confesso negou que houvesse qualquer tipo de relacionamento amoroso entre ele e a vítima. Disse que o desejo e a paixão eram unilaterais, ou seja, partiam apenas dele.

Pelo relato do assassino, Mariana reagiu ao ato de violência sexual e o agressor a matou por asfixia. Segundo os delegados, em entrevista coletiva, teria havido violência de natureza sexual.

Investigações continuam

Apesar da confissão nesta linha de violência sexual, os delegados disseram que as investigações continuam para apurar se o depoimento de Lucas Porto tem procedência. A Polícia trabalhava ainda com mais duas hipóteses: A de que a vítima teria descoberto um relacionamento homossexual do assassino e a de que eles teriam um envolvimento e que a mesma poderia ter terminado, gerando o ato.

Nas primeiras horas, Lucas Porto negou a autoria do crime. Mariana fora encontrada morta, dentro do próprio apartamento, localizado na Avenida São Luís Rei de França. O principal suspeito,  cunhado da vítima (era casado com sua irmã), que foi preso e levado para Pedrinhas, apresentou lesões no pulso, tórax e face que evidenciaram que o mesmo teve uma luta corporal com a jovem.

Foram encontrados ainda pelos sobre a cama e marcas de sangue que estão sendo analisados. Imagens de câmeras do condomínio, onde Mariana morava, mostram que Lucas Porto foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do evento.

A vítima foi encontrada morta, completamente nua, e com um travesseiro sob o rosto, evidenciando o crime por asfixia. A Polícia não teve dúvidas de que houve um homicídio. Tanto o suspeito quanto a vítima passaram por exames de conjunção carnal para saber se houve ou não estupro. No entanto, o resultado do laudo médico ainda não foi divulgado.

O delegado que investiga o caso, Lawrence Melo, disse, em entrevista à Imprensa, que Lucas Portos procurou destruir provas contra si, tipo a roupa que usava no dia do crime e registros de ligações no telefone celular, por exemplo. O suspeito também se negou a entregar as imagens do condomínio no qual ele é sindico e reside para apuração do horário em que chegou em casa.

“O fato é que a investigação aponta que ele não foi diretamente para o seu apartamento. Ele foi para a sauna do condomínio onde ele reside, como se tentasse limpar e apagar, mais uma vez, evidências aí que ligam ele a esse evento trágico”, contou Lawrence Melo.

Luta corporal

Quanto às lesões identificadas no corpo de Lucas, o delegado disse que isso demonstra que ele esteve envolvido em uma luta corporal, supostamente, com a vítima. As feridas, características de unhadas, são apontadas pela perícia como “lesões de defesa”. “A vítima, ao tentar se defender, pode ter lesionado o suspeito e ele não deu nenhum esclarecimento para explicar o motivo dessas marcas”, afirmou o delegado na primeira entrevista.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney, Mariana Costa, foi vítima de uma tentativa de estrangulamento e morreu por asfixia. Segundo a Polícia, ela  foi sufocada pelo assassino com a ajuda de um travesseiro.

As imagens mostram Lucas chegando e, posteriormente, descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e tem uma aparência de estar transtornado com algum evento grave que teria acontecido. Ao chegar no térreo, passa a mão no rosto e faz uma ligação. Essa ligação, posteriormente, ele nega.

Polícia divulga vídeos que comprometem suspeito no assassinato de Mariana; Brasil Urgente repercute caso

O caso do assassinato da publicitária Mariana Costa, sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, foi destaque, nesta terça-feira (15), no programa Brasil Urgente da Band. O gancho foi o fato da Polícia Civil do Maranhão ter divulgado, em São Luís, as filmagens do circuito interno das câmeras de segurança do condomínio onde morava a vítima. Ela foi assassinada, no domingo (13) a tarde em seu apartamento, e o cunhado dela, Lucas Porto, é apontado como o principal suspeito.

O apresentador do Brasil Urgente, o polêmico Datena, disse que a Polícia do Maranhão estaria trabalhando com três linhas de investigação para apurar a motivação do crime. Os investigadores aguardam o resultado de exames que vão dizer se houve ou não estupro na vítima.

Durante a repercussão do caso, o apresentador Datena fez referência a matérias veiculadas no Blog da Sílvia Tereza sobre o caso.

Por meio das imagens, é possível ver que Lucas Porto esteve por duas vezes no condomínio no dia em que a vítima foi morta.

Em um primeiro momento, por volta das 14h30, as imagens das câmeras de segurança mostram o carro de Lucas vindo do almoço depois da igreja com a sogra, Mariana e as crianças. Após deixar Mariana e as crianças no condomínio, Lucas e a sogra dele saem do condomínio.
No segundo momento, por voltas 15h14, as imagens revelam Lucas no elevador. O suspeito mexe no seu aparelho celular tranquilamente e aperta o bota do nono andar, onde residia a vítima.
Minutos mais tarde, por volta das 15h54, Lucas aparece nas imagens do circuito de segurança saindo pelos fundos e utilizando as escadas de emergência do condomínio que ficam situadas ao lado do elevador de serviço. Pelas imagens é possível perceber que o suspeito está aparentemente nervoso.
Investigações
Lucas Leite Ribeiro Porto, de 37 anos, casado com a irmã de Mariana, foi preso logo depois do crime. O suspeito foi ouvido pela Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) e na segunda e logo em seguida encaminhado para Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
Imagens do circuito interno do condomínio usadas na investigação revelam o suspeito chegando, e, posteriormente, descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e com uma aparência de estar transtornado com algo.
A polícia ainda afirma que Lucas tentou destruir provas que o ligassem a cena do crime como apagando os registros de ligações do celular, se desfazendo as roupas. O suspeito ainda apresentava lesões no pulso, tórax e no rosto – sinais de que a vítima lutou contra o agressor.

Adriano Sarney reconhece trabalho da Polícia do Maranhão no caso Mariana Costa

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) foi à tribuna, na sessão desta segunda-feira (14), para falar sobre o caso da jovem Mariana Costa, que foi brutalmente assassinada no domingo (13), com a qual tem parentesco (a mesma é sobrinha-neta do ex-senador José Sarney). Ele disse que está consternado com o assassinato e elogiou o trabalho da Polícia do Maranhão nas investigações e prisão do principal suspeito, o cunhado da vítima, Lucas Porto, que já se encontra  em Pedrinhas.

Adriano disse que Mariana era uma líder muito querida da Igreja Batista do Olho D’Água (Iboa), tinha muitos valores, mãe de família respeitada, pessoa séria na comunidade, prestava um serviço fundamental à congregação e foi assassinada de forma cruel. O deputado afirmou que o Brasil todo está de queixo caído com o crime.

“Toda a imprensa está noticiando esse caso, porque é um caso de cunho familiar que envolveu o marido da sua irmã, que está preso como principal suspeito. Situações como essa que a gente só vê em filme de terror. Não se sabe ainda o que ocorreu, mas pelo relato da Polícia estadual que, aliás, fez um excelente trabalho desvendando esse crime horroroso, constatou-se que o Lucas Porto, que é o principal suspeito dessa atrocidade, foi três vezes até a residência da Mariana. Da última vez, saiu muito preocupado. Preocupado com o que poderia acontecer se alguém o visse naquele local com ferimentos. A roupa que ele estava no corpo sumiu, ninguém sabe onde está”, comentou Adriano Sarney.

Caso Mariana – Principal suspeito tem ferimentos no corpo como se tivesse tido luta corporal com vítima

Mariana era evangélica, frequentava a Igreja Batista, e foi morta por asfixia dentro do próprio apartamento. Era casada e mãe de duas filhas

Mariana era evangélica, frequentava a Igreja Batista, e foi morta por asfixia dentro do próprio apartamento. Era casada e mãe de duas filhas

Lucas Porto nega crime, mas câmeras mostraram que ele foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do crime. Ele tem ferimentos pelo corpo, os quais não explicou

Lucas Porto nega crime, mas câmeras mostraram que ele foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do crime. Ele tem ferimentos pelo corpo, os quais não explicou

Mistério e perplexidade marcam as primeiras investigações do caso do assassinato da sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, Mariana Costa, 33 anos, morta por asfixia na noite de domingo (13), dentro do próprio apartamento, localizado na Avenida São Luís Rei de França. O principal suspeito, Lucas Porto, cunhado da vítima, que se encontra preso em Pedrinhas, tem lesões no pulso, tórax e face que evidenciam que o mesmo pode ter tido uma luta corporal com a jovem.

Foram encontrados ainda pelos sobre a cama e marcas de sangue que vão ser analisados. Imagens de câmeras do condomínio, onde Mariana morava, mostram que Lucas Porto foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do evento.

A vítima foi encontrada morta, completamente nua, e com um travesseiro sob o rosto, evidenciando o crime por asfixia. A Polícia não tem dúvidas de que houve um homicídio e agora vai partir para a linha de investigação que evidencie as motivações do crime. Tanto o suspeito quanto a vítima passaram por exames de conjunção carnal para saber se houve ou não estupro. No entanto, o resultado do laudo médico ainda não foi divulgado.

O delegado que investiga o caso, Lawrence Melo, disse, em entrevista à Imprensa, que Lucas Portos procurou destruir provas contra si, tipo a roupa que usava no dia do crime e registros de ligações no telefone celular, por exemplo. O suspeito também se negou a entregar as imagens do condomínio no qual ele é sindico e reside para apuração do horário em que chegou em casa.

“O fato é que a investigação aponta que ele não foi diretamente para o seu apartamento. Ele foi para a sauna do condomínio onde ele reside, como se tentasse limpar e apagar, mais uma vez, evidências aí que ligam ele a esse evento trágico”, contou Lawrence Melo.

Luta corporal

Quanto às lesões identificadas no corpo de Lucas, o delegado disse que isso demonstra que ele esteve envolvido em uma luta corporal, supostamente, com a vítima. As feridas, características de unhadas, são apontadas pela perícia como “lesões de defesa”. “A vítima, ao tentar se defender, pode ter lesionado o suspeito e ele não deu nenhum esclarecimento para explicar o motivo dessas marcas”, afirmou.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney, Mariana Costa, foi vítima de uma tentativa de estrangulamento e morreu por asfixia. Segundo a Polícia, ela sofreu estrangulamento e foi sufocada pelo assassino com a ajuda de um travesseiro.
Imagens do circuito interno do condomínio também estão sendo utilizadas na investigação e, segundo a Polícia, demonstram o suspeito bastante nervoso, o que leva crer a sua participação na morte de Mariana.

As imagens mostram Lucas chegando e, posteriormente, descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e tem uma aparência de estar transtornado com algum evento grave que teria acontecido. Ao chegar no térreo, passa a mão no rosto e faz uma ligação. Essa ligação, posteriormente, ele nega.
Defesa de Lucas Porto
O advogado Jonilton Santos Lemos Júnior, que defende o suspeito de matar Mariana Costa, disse que Lucas Porto nega, veementemente, o crime. “Bom, essa é a chave da questão nesse caso. Até agora, a Secretaria de Segurança não apresentou qual teria sido a motivação desse crime. O Lucas nega, veementemente, que tenha assassinado a vítima. Ele não teria nenhum motivo para isso. É preciso que não se descarte outras linhas de investigação”, comentou.
O advogado disse ainda não ter tido acesso às imagens do circuito interno do condomínio onde Mariana morava.