No Facebook, maranhense confirmou “missão suicida” em nome do Islã

Maranhense foi preso com outros nove suspeitos de planejarem terrorismo

Maranhense foi preso com outros nove suspeitos de planejarem terrorismo

Em um perfil de Facebook que não está mais no ar, o maranhense Zaid Mohammad Duarte, suspeito de planejar ato terrorista com mais nove pessoas para as Olimpíadas, chegou a postar que todos cristãos são alvos legítimos. Em um site islâmico, ele escreveu em inglês que está vivo para ser um “kamikaze”, uma referência aos pilotos japoneses que agiam em missão suicida durante a segunda guerra mundial.

O maranhense de 42 anos está entre os 10 suspeitos de planejar ataques terroristas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ele foi preso pela Polícia Federal nos desdobramentos da Operação Hashtag na noite de quinta-feira (21), na cidade de Amparo, interior de São Paulo, onde trabalhava como garçom em um restaurante.

Também escreveu na postagem uma expressão bastante usada pelos muçulmanos “Allahu Akbar”, que significa em tradução livre “Deus é Grande”. O suspeito afirmou, ainda, que fazia parte da Resistência Islâmica do Brasil – que tem no símbolo um lápis e um fuzil cruzados.

A Polícia Federal diz que havia indícios de que todos os 10 presos na operação desta quinta-feira estavam ligados ao grupo terrorista Estado Islâmico e planejavam comprar armas, o que pode indicar que estavam organizando ataques terroristas para o período das Olimpíadas no Rio de Janeiro.

PF investiga ataque a equipe do Ibama em reserva no Maranhão

JN

Fiscais foram cercados na tarde de sexta-feira (16) por um grupo armado dentro da terra indígena Arariboia, no município de Arame

Fiscais foram cercados na tarde de sexta-feira (16) por um grupo armado dentro da terra indígena Arariboia, no município de Arame

A Polícia Federal investiga um ataque a uma equipe do Ibama que combate um incêndio numa reserva indígena no sudoeste do Maranhão.
Os fiscais foram cercados na tarde de sexta-feira (16) por um grupo armado dentro da terra indígena Arariboia, no município de Arame, no Maranhão.

O chefe do setor de fiscalização do Ibama em Brasília, Roberto Cabral, foi atingido por um tiro de espingarda. Ele estava de colete à prova de balas e sofreu ferimentos no braço.

“São criminosos que estão roubando madeira e se dispõem a matar para continuar a atividade ilegal. E o Estado brasileiro não aceitará isso”, afirma Cabral.

Os madeireiros são suspeitos de atear fogo na floresta, em represália ao combate à exploração ilegal. O incêndio começou há 40 dias e já destruiu mais de um terço da reserva onde vivem oito mil índios.

Um dos modos de evitar que as chamas avancem floresta adentro é a abertura de trilhas na mata. Exatamente o que as brigadas estão fazendo agora.

Apesar do esforço de brigadistas e de tropas do Exército, o incêndio forma linhas de fogo com até 40 quilômetros de extensão.