Carreta da Mulher supera a marca de 180 mil atendimentos no Maranhão

Somente no mês de março foram realizados mais de 3 mil atendimentos nas cidades de Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras, São Vicente Ferrer e Palmeirândia.

Com mais de 180 mil atendimentos realizados desde 2015, a Carreta da Mulher tem percorrido diversos municípios levando exames preventivos como mamografia, papanicolau, testes rápidos de DST/HIV, aferição de pressão, glicemia, vacinas, consultas e orientação nutricional.

Além dos atendimentos de saúde, as mulheres também recebem assistência para situações de violência doméstica, que incluem orientação jurídica acerca da Lei Maria da Penha, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Mulher (Semu), que realiza a ação junto com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Conforme balanço, a carreta já atendeu mais de 77 mil mulheres. Os atendimentos impactam diretamente na redução da morbimortalidade feminina por causas preveníveis, como o câncer do colo de útero e de mama, que mais atingem as mulheres no Brasil.

O balanço indica que os exames de prevenção são a maior demanda de atendimento de saúde. Nos três anos em que a carreta atua, já foram realizados 41.116 exames papanicolau e 22.294 mamografias, que ajudam a detectar a presença de alterações celulares ou tumor em fases iniciais.

Dos 159 municípios por onde a Carreta da Mulher passou, São Luís foi o que mais registrou atendimentos, superando a marca de 7.500. No interior do estado, a cidade de Viana contabilizou 2.502 atendimentos, seguida de Urbano Santos, com 1.516, e Trizidela do Vale, com 1.428. Em 2018, as ações da Carreta continuam. Somente no mês de março foram realizados mais de 3 mil atendimentos nas cidades de Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras, São Vicente Ferrer e Palmeirândia.

Casa da Mulher Brasileira já realizou 7 mil atendimentos no Maranhão

Inaugurada em 2 de outubro do ano passado, o espaço funciona 24 horas, inclusive aos fins de semana e feriados.

Com 7 mil atendimentos realizados em menos de cinco meses, a Casa da Mulher Brasileira, equipamento público que reúne os principais serviços de atendimento às mulheres em situação de violência, se consolida como referência no combate ao feminicídio e ao desprezo à condição feminina na Grande São Luís.

Nos dois primeiros meses de funcionamento da Casa, o número de inquéritos instaurados na Delegacia Especial da Mulher mais que dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior. Em novembro de 2017, foram instaurados 176 inquéritos, contra apenas 64 registrados um ano antes. Em dezembro de 2017, foram 137 inquéritos, 61 a mais em relação ao mesmo período de 2016. Levando-se em consideração todos os meses do ano, o aumento de inquéritos instaurados apresentou crescimento de 130% entre 2016 e 2017.

Inaugurada em 2 de outubro do ano passado, o espaço funciona 24 horas, inclusive aos fins de semana e feriados e conta com a Delegacia Especial da Mulher (DEM), onde dez delegadas atuam em Plantão Especializado. O local reúne, ainda, Agência do Sine, Ministério Público, Patrulha da Mulher, Defensoria Pública, Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – criada especialmente para atuar na Casa -, além do Centro de Referência à mulher em situação de violência (Cram).

A estrutura física humanizada e com rede interdisciplinar de atendimento possibilitou às mulheres mais segurança e facilidade para buscar apoio do Estado, ajudando a mudar o quadro de ocorrências sem registro oficial.

A delegada Wanda Moura (foto) acrescenta que as mudanças no procedimento para instauração de inquérito também estão sendo fundamentais para ampliar as possibilidades de punição aos agressores.

Para ampliar a ação integrada do Governo e sociedade civil, Flávio Dino criou o Grupo de Trabalho Interinstitucional – GTI do Feminicídio, estabelecendo prazos para ações propostas pelos diferentes órgãos, com base na Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal Brasileiro, classificando este tipo de crime como homicídio qualificado e crime hediondo. Além de garantir mais agilidade na apuração de crimes contra a mulher, o grupo mantém trabalho de integração com órgãos e secretarias para acolhimento e encaminhamento.

Em parceria com o Sine e as Unidades Plenas do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMA), a Casa da Mulher Brasileira oferecerá, a partir de 12 de abril, cursos de formação para inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Piauí e Maranhão assinam acordo para atendimento de pacientes em Teresina

Somente pacientes de 27 municípios do MA terão acesso a tratamento oncológico em hospitais.

Capital Teresina

Secretário de Saúde do Estado, Marcos Pacheco,  firmou acordo em Teresina

Secretário de Saúde do Estado, Marcos Pacheco, firmou acordo em Teresina

Após uma série de debates a respeito do atendimento a pacientes maranhenses em Teresina, o secretário municipal de Saúde, Aderivaldo Andrade, e o secretário estadual de Saúde do Maranhão, Marcos Pacheco, assinaram acordo oficializando e reorganizando o fluxo desses pacientes na capital piauiense, tanto em Oncologia como nas áreas de média e alta complexidade.

“Por algum tempo, participamos de audiências, reuniões, enfim, tudo para que fosse possível se chegar a um acordo. Agora é oficial”, afirmou o secretário Aderivaldo Andrade.

Segundo o acordo assinado, somente pacientes de 27 municípios do Maranhão terão acesso a tratamento do câncer em Teresina. Desses municípios, apenas quatro pertencentes à microrregião de Timon também poderão enviar pacientes para atendimento médico de média e alta complexidade, assim como de urgência e emergência. As quatro cidades são: Matões, Parnarama, São Francisco do Maranhão e Timon.

Aderivaldo Andrade explica que os outros casos deverão ser encaminhados a municípios de maior porte, do próprio Maranhão. “Os outros pacientes maranhenses deverão ser encaminhados para cidades como Presidente Dutra, Coroatá, Caxias, Imperatriz e São Luis, que possuem capacidade para esses atendimentos”, pontuou, acrescentando que todos os pontos do acordo foram debatidos durante audiência ocorrida na Justiça Federal no começo do ano.

Outro item firmado é que todos os pacientes deverão ser regulados pela Central de Regulação de Teresina. Já os casos de urgência e emergência serão geridos pela Central de Regulação do Estado, ligada à Secretaria Estadual de Saúde do Piauí.

“Tudo está sendo feito de acordo com as exigências do Ministério da Saúde para pagamento da dívida que o Maranhão possui junto à Teresina. Concluímos, portanto, essa etapa de reorganização do fluxo de atendimento. Vamos aguardar agora o pagamento do valor de R$2,6 milhões, correspondente à segunda parcela”, finalizou.

Parcelamento da dívida no valor de R$ 8 milhões

Após assumir a dívida de R$ 8 milhões que o Maranhão possui junto a Teresina e parcelar o débito, o Ministério da Saúde pagou a primeira parcela no valor de R$ 2,7 milhões, em janeiro desse ano. Ficou acordado que, mediante alguns ajustes que deveriam ser feitos pelo município de Teresina e governo do Maranhão, um novo pagamento seria efetuado no valor de R$ 2,6 milhões.

O débito de R$ 8 milhões corresponde a serviços na área de Oncologia prestados a pacientes maranhenses em Teresina no período de 2010 a dezembro de 2013 e que não foram pagos por aquele Estado.

Municípios do MA que poderão enviar pacientes para Teresina

Serão regulados 27 municípios do Maranhão e somente estes poderão enviar pacientes para tratamento oncológico em Teresina.

Região de Caxias: Afonso Cunha, Aldeias Altas, Codó, Buriti, Caxias, Coelho Neto, Duque Bacelar, São João do Soter.

Região de São João dos Patos: Barão de Grajaú, Benedito Leite, Buriti Bravo, Carolina, Jatobá, Lagoa do Mato, Mirador, Nova Iorque, Paraibano, Passagem Franca, Pastos Bons, São Domingos do Azeitão 7, São João dos Patos, Sucupira do Norte e Sucupira do Riachão.

Região de Timon: Matões, Parnarama, São Francisco do Maranhão, Timon.