Bolsonaro anuncia nomes de três ministros em eventual governo

(foto: Paulo de Araújo/CB; José Varella/CB)

O deputado Onyx Lorenzoni, do DEM-RS, foi anunciado oficialmente por Jair Bolsonaro, do PSL, como nome certo para ocupar a vaga de ministro-chefe da Casa Civil, caso o capitão reformado chegue à Presidência. O democrata, eleito deputado federal com 183.518 votos no Rio Grande do Sul e coordenador da campanha de Bolsonaro, foi indicado como favorito para a pasta em encontro com parlamentares eleitos pelo PSL, no Rio de Janeiro.

Nesta semana, Lorenzoni afirmou que cumprirá “o papel que o presidente me der”. Ainda em relação a Bolsonaro, disse: “Se ele me disser, vá lá para Câmara, é o que eu vou ser”. O parlamentar gaúcho foi grande aliado do deputado carioca na Câmara e, juntos, atuaram principalmente contra o governo petista.

Mesmo com outras possibilidades de indicação para ministérios já divulgadas, como Henrique Prata, presidente do Hospital do Câncer de Barretos, para a pasta da Saúde, e Marcos Pontes, astronauta brasileiro, para Ciência e Tecnologia, ainda não foram definidos nomes para as demais pastas de um futuro governo Bolsonaro. À exceção de Paulo Guedes, que é dado como certo para próximo ministro da Fazenda e do Planejamento, e Augusto Heleno, general reformado, para ministro da Defesa, caso Bolsonaro se eleja.

Além de Lorenzoni, Bolsonaro também anunciou o general Augusto Heleno para o ministério da Defesa. E confirmou Paulo Guedes para a Economia. “Ainda não temos nome para outros ministérios, até porque temos de esperar com prudência o dia 28 de outubro, onde podemos ter a certeza de anunciar nomes”, afirmou Bolsonaro – o candidato do PSL aparece com 58% dos votos válidos na primeira pesquisa divulgada no segundo turno.

Em sua primeira entrevista após o primeiro turno, ele iniciou o discurso agradecendo a Deus por sobreviver ao atentado de Juiz de Fora, onde recebeu uma facada. O candidato à vice-presidência, general Hamilton Mourão, e o assessor econômico Paulo Guedes não participaram da coletiva, que aconteceu em menos de meia hora numa sala reservada do hotel Windsor Barra, na zona oeste do Rio. Em entrevista recente, o presidenciável afirmou que evitará que os dois tenham contato com a imprensa, por não terem “traquejo”.

Casa Civil

O ministro da Casa Civil, ou chefe da Casa Civil, está diretamente ligado ao Poder Executivo e tem como função auxiliar o governo no planejamento, na organização e no funcionamento da gestão. Além de fazer parte da Presidência da República, integra os governos estaduais e municipais.

Bolsonaro sofre duas baixas em menos de uma semana

O PRP afirmou, por meio de sua assessoria, que o general Augusto Heleno será candidato ao Senado pelo Distrito Federal

O Partido Republicano Progressista (PRP), ao qual é filiado o general da reserva Augusto Heleno, recusou nesta quarta-feira indicar o nome do militar para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL) em candidatura à Presidência da República. Ontem, Bolsonaro indicou que anunciaria Augusto Heleno como vice, mas não houve acordo. O PRP afirmou, por meio de sua assessoria, que o general será candidato ao Senado pelo Distrito Federal.

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Coligado ao governador petista da Bahia, Rui Costa, o nanico PRP não quis ceder. Agora, o PSL procura novas alternativas. Uma delas é a advogada Janaína Paschoal, filiada ao mesmo partido de Bolsonaro. A legenda procura fechar o nome do vice até o dia 22 de julho, quando está prevista a convenção para lançar a candidatura de Bolsonaro.

Essa é a segunda baixa do PSL em menos de uma semana. Depois da recusa do senador Magno Malta (PR), as conversas com o PR foram encerradas. A legenda não aceitou as exigências do chefe do PR, Valdemar Costa Neto, que pediu que a aliança se estendesse para a eleição proporcional no Rio de Janeiro e em São Paulo. A intenção de Costa Neto era que, coligado ao partido de Bolsonaro, o PR aumentasse sua bancada, elegendo um número maior de parlamentares.

 

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