Maranhão envia mais quatro bombeiros para auxiliarem nas buscas em Brumadinho

Os maranhenses se matem em duas equipes, uma tripulando aeronaves e realizando intervenções diretas em locais mais distantes e a outra, atuando na zona quente nas buscas e varreduras

A tragédia de Brumadinho completa o 15º dia nesta sexta-feira (08). O corpo de Bombeiros de Minas Gerais já contabilizou 157 mortos e outros 182 continuam desaparecidos. Nesta semana, a equipe do Maranhão recebeu mais quatro bombeiros, que já reforçam o trabalho de buscas por todo o caminho de lama e destruição provocado pelo rompimento da barragem.

Os maranhenses se matem em duas equipes, uma tripulando aeronaves e realizando intervenções diretas em locais mais distantes e a outra, atuando na zona quente nas buscas e varreduras aplicando técnicas de resgate em áreas com terras deslizadas.

“Nossa expectativa é contribuir para dar resposta a um maior número de familiares, o risco tem aumentado por conta dos frequentes temporais que tem ocorrido na região”, pontuou o major Patrício.

Uma segunda fase da operação foi elaborada pelos bombeiros, o objetivo foi delinear tecnicamente as estratégias de buscas que serão empregadas pelas equipes baseadas nos relatos de sobreviventes e nas informações da própria empresa Vale.

O major Patrício e o capitão Jonatan, do estado do Maranhão, participaram da reunião para discussão do novo planejamento. A partir de agora as buscas contam com auxílio de máquinas, cães farejadores e com emprego de tecnologia.

“Na primeira fase, as buscas por corpos se concentraram na superfície, e praticamente já foram exauridas”, explica o major Patrício, comandante da equipe maranhense empregada na Operação Brumadinho.

Análises técnicas e geológicas também estão sendo implementadas a fim de ampliar a segurança da operação. Agora, os bombeiros usam aparelhos de geolocalização e máquinas pesadas para a escavação do grande volume de rejeitos.

Sobe para 60 o número de mortos em tragédia de Brumadinho

De acordo com o porta-voz do órgão, tenente-coronel Flávio Godinho, 382 pessoas foram localizadas, e 191 foram resgatadas e 292 permanecem desaparecidas

Agência Brasil

O número de mortos após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho subiu para 60, segundo informações divulgadas há pouco pela Defesa Civil de Minas Gerais. De acordo com o porta-voz do órgão, tenente-coronel Flávio Godinho, 382 pessoas foram localizadas, e 191 foram resgatadas e 292 permanecem desaparecidas. Dos 60 mortos, 19 foram identificados até o momento. Há ainda 135 pessoas desabrigadas.

Durante coletiva de imprensa, o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, lembrou que o tipo de atuação realizada pelas equipes de busca e resgate é bastante delicada, já que envolve milhões de metros cúbicos de rejeito. A previsão, segundo ele, é que os homens permaneçam no local por semanas. As chances de encontrar sobreviventes, entretanto, são consideradas baixas.

“As chances são muito pequenas considerando o tipo de tragédia, que envolve lama”, disse, ao explicar que os rejeitos dificilmente permitem a formação de bolsões de ar. “É uma operação de guerra, que demanda esforços e compreensão de todas as partes”, concluiu.

Vale aciona sirenes às 5h30 de hoje e retira moradores do local

Em comunicado, a Vale informou que foi detectado aumento dos níveis da água na região

Agência Brasil

Menos de 24 horas depois da tragédia na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), a companhia Vale voltou a acionar as sirenes de alerta. Elas foram acionadas por volta das 5h30 da manhã de hoje (27). Os moradores que estavam na área foram retirados do local.

Em comunicado, a Vale informou que foi detectado aumento dos níveis da água na região.

“A Vale informa que, por volta das 5h30 deste domingo, acionou as sirenes de alerta na região da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ao detectar aumento dos níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem VI.”

De acordo com a empresa, a barragem faz parte do complexo de Brumadinho. As autoridades foram avisadas e os moradores retirados do local.

“Como medida preventiva, a comunidade da região está sendo deslocada para os pontos de encontro determinados previamente pelo Plano de Emergência.”

Segundo a empresa, o monitoramento será mantido. “A Vale continuará monitorando a situação, juntamente com a Defesa Civil. Novas informações a qualquer momento.”

Barragem da Vale se rompe em Brumadinho, Minas Gerais

Os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia, inclusive um refeitório, e parte da comunidade da Vila Ferteco

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu na tarde de sexta-feira (25), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens aéreas mostram que um mar de lama destruiu casas da região do Córrego do Feijão. De acordo com o governo de MG, há ao menos 9 pessoas mortas, ainda não identificadas.

O rompimento ocorreu no início da tarde de ontem, na Mina Feijão. A Vale informou sobre o acidente à Secretaria do Estado de Meio-Ambiente às 13h37. Os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia, inclusive um refeitório, e parte da comunidade da Vila Ferteco.

Há ao menos sete pessoas feridas. O Corpo de Bombeiros informou por volta das 8h30 de sábado (26) que havia entre 300 e 350 pessoas desaparecidas. Os bombeiros afirmam também que as sirenes de emergência não tocaram e divulgaram uma lista de pessoas resgatadas vivas.

Foram retiradas nove pessoas com vida da lama e 189 foram resgatadas. Quase 100 bombeiros estavam no local na sexta e o número deve chegar a 200 neste sábado (26).

A empresa diz que, dos 427 empregados que estavam no local, apenas 279 foram localizados. Segundo o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, vazaram 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos – na tragédia de Mariana, há 3 anos, foram 43,7 milhões.

Segundo o presidente da Vale, uma das barragens se rompeu e o vazamento do rejeito também fez outra barragem transbordar. Ele diz que a barragem que rompeu não era usada há três anos. Ainda não há informação sobre a causa do rompimento.