Repórter Record volta a exibir o drama da fome no Maranhão e a inoperância dos prefeitos…

VEJA AQUI O VÍDEO DA REPORTAGEM

Repórter Record Investigação, da TV Record News, voltou a exibir, na noite de segunda-feira (14), o drama da fome no interior do Maranhão, resultado da inoperância dos prefeitos que cruzam os braços diante dessa situação, consequência de uma herança de anos atrás.  Mostrou  pessoas que sobrevivem à base de farinha e água suja, herança maldita de anos de atraso. Muitos deles vivem em municípios como Belágua (o mais pobre do país, onde a presidente Dilma Rousseff teve a maior votação proporcional por causa do Bolsa Família), Centro do Guilherme (maior porcentagem de miseráveis), Marajá do Sena e Fernando Falcão.

Eles ainda são “invisíveis” para as autoridades brasileiras, mas têm nome e sobrenome; são, facilmente, localizados e não possuem absolutamente nada para comer. São adultos e crianças em condições de extrema pobreza, sendo a situação mais crítica localizada no interior do Maranhão. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de sete milhões de brasileiros ainda passam fome no país.

Mostrou pessoas simples como Zenaide. Ela tem 15 filhos. A mulher enfrenta a batalha sozinha para tentar garantir o sustento das crianças, o que nem sempre é possível. Belágua (MA), onde vivem, é considerada a cidade mais pobre do Brasil, segundo o IBGE.

O programa mostrou depoimentos sobre a luta permanente e desesperada dessas famílias para conseguir se alimentar e revela a face mais cruel da fome: a exploração sexual de meninas em troca de comida.

Defesa Civil fará vistorias em casas atingidas por tremor de terra em Belágua

O município mais pobre do Brasil foi atingido por um abalo sísmico

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Maranhão, coronel Célio Roberto, informou que foram constatados poucos danos em Belágua, um dos municípios mais atingidos pelo tremor de terra no Estado. Identificaram rachaduras em casas, sem registro de desabamentos ou vítimas. Nesta quarta-feira (4), chega à cidade uma equipe da Defesa Civil para reforçar as ações em andamento e realizar uma análise minuciosa.

Moradores da cidade de Belagua, no leste maranhense, foram surpreendidos por um tremor terra de magnitude 4,7 na escala Richter que teve seu epicentro entre a cidade e Vargem Grande, município vizinho que dista 180 km de São Luís, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB). Outras cidades maranhenses também foram atingidas na manhã desta terça-feira (3).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram percebidos in loco que as casas, que apresentaram rachaduras, são estruturas frágeis, sem amarração nenhuma. A equipe da Defesa Civil vai fazer uma vistoria minuciosa, inclusive com deslocamento para a área rural até os pontos e povoados mais distantes.

A mobilização do Corpo de Bombeiros e monitoramento da situação em Belágua, um dos locais apontados como epicentro do tremor, ocorreu imediatamente após o comunicado emitido à Coordenadoria Estadual de Proteção de Defesa Civil. O tremor ocorreu às 9h50 de terça-feira (3) e foi classificado como um abalo sísmico ligeiro, com magnitude de 4,0 a 4,9 na escala Richter. Com esta intensidade, são ocasionados tremores notórios de objetos no interior de habitações, ruídos de choque entre objetos, dentre outros pequenos movimentos vibratórios.

O abalo sísmico foi monitorado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), pelo Painel Global de Monitoramento e pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Com base nas informações enviadas por estes órgãos, também houve comunicado para a acompanhamento da situação no município de Vargem Grande, outra cidade apontada como epicentro dos tremores. Mesmo sendo considerado com um abalo abaixo de moderado, os efeitos da onda sísmica foram sentidos em algumas localidades de cidades como São Luís, que também tiveram acompanhamento dos relatos apresentados pela população, especialmente nos bairros Jaracaty, São Francisco, Centro e Renascença.

TODOS POR BELÁGUA! Campanhas arrecadam alimentos…

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Cinco toneladas de alimentos já foram conseguidas

Quatro toneladas de alimentos já foram conseguidas

O leitor Ênio Alves (leitor assíduo do blog) entrou em contato para avisar que a Igreja Batista do Calhau, da qual faz parte, está fazendo uma campanha, em parceria com outra congregação do Rio de Janeiro, com o objetivo de arrecadar alimentos para doação às famílias de Belágua e Marajá do Sena, cuja pobreza extrema foi retratada na reportagem “Estrada da Fome” do Repórter Record, vídeo reproduzido aqui em várias postagem. A meta é conseguir 20 toneladas. Até agora, já garantiram quatro toneladas.

Segundo informou Ênio Alves, quem quiser fazer doações é só entrar em contato no Facebook da Igreja Batista do Calhau ou se dirigir até a sede, no bairro citado. “Seu blog é uma ferramenta muito importante. Somos muito gratos pela divulgação”, disse o leitor.

A reportagem “Estrada da Fome”, reproduzida e comentada em vários posts deste blog, comoveu pessoas no país inteiro.  Por conta dessa e de outras postagens sobre o drama de Belágua, recebi contatos de leitores do Maranhão e de vários estados, entre eles São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Brasília e, inclusive, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), feito no sábado (03) agora. Todos, de alguma forma, buscando contatos, tentando ajudar famílias que, até hoje, vivem castigadas pela miséria.

E a função social do blog é ajudar e fazer chegar as doações às famílias. Por isso, fui atrás e consegui os contatos de pessoas que estão próximas desses pais, mães e crianças evidenciados na reportagem do Repórter Record.

Para mim, é uma satisfação poder ajudar por meio do meu blog. Abaixo, contatos que consegui para fazer chegar as doações às famílias:

LEIA TAMBÉM:

DRAMA DA FOME – Belágua e a solidariedade dos meus leitores…

ESTRADA DA FOME – Miséria do Maranhão é mostrada com tristeza na Record

BELÁGUA – Município mais pobre do Brasil está no Maranhão…

CONTATOS PARA DOAÇÕES ÀS FAMÍLIAS DA ESTRADA DA FOME

Consegui esses contatos de Belágua, junto à equipe de reportagem do Repórter Record e à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), para poder fazer chegar as doações às famílias:

1 – Sindicato dos Servidores de Belágua:

Ivan – (98) 9 91735357 e (98) 9 8883 4327

2 – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belágua:

STTR BELÁGUA
Av. Eider Araújo, 31 – Centro – Belágua
Email: [email protected]
Adalberto / Telefone: (98) 9159 2665
Samuel / Telefone (98) 9192 5166 ou 3252 1019
Vera / Telefone (98) 9132 7210

3 – Outras lideranças de Belágua que temos o contato:

JOSÉ FÁTIMA DOS SANTOS
SECRETÁRIO DOS SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS
98 98839 5680

ELKE ANE LISBOA GARCIA
PROFESSORA
98 99983 5364

DRAMA DA FOME – Belágua e a solidariedade dos meus leitores…

Após a republicação da reportagem “Estrada da Fome” da TV Record (veja em posts mais lidos), o blog recebeu inúmeras mensagens em forma de comentários, e-mails e whatsApp de leitores do Maranhão e de outros estados do país, que se disponibilizaram para ajudar as famílias, principalmente, as de Belágua, município mais pobre do Brasil, onde crianças choram de fome e outras comem farinha com água suja e sal (reveja vídeo).

O blog, então, foi buscar contatos que pudessem fazer levar doações para essas famílias que vivem o drama da fome no município mais pobre do Brasil e que, pasmem, deu a maior votação proporcional do país à presidente Dilma Rousseff (PT). Obtive, com o auxílio da equipe de reportagem do Repórter Record e da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), endereço, telefones e e-mail de pessoas que podem alcançar as crianças e pais que aparecem na reportagem da Record.

A “Estrada da Fome” comoveu o Brasil. Minutos após a veiculação da reportagem, meu celular já recebia mensagens. Uma das leitoras se chama Juliana e é de São Paulo. Ela, a exemplo de outros que falaram comigo, não contiveram as lágrimas durante a matéria. “Não temos muito, mas podemos ajudar”, disse.

O mesmo aconteceu com a leitora Solange Glaeser, de Santa Catarina, que buscou o meu blog, pelo e-mail, para conseguir contatos que pudessem levar doações de alimentos e roupas. Assim como Juliana e Solange, agiram dezenas de leitores de São Luís ao exemplo da jovem Carolina, que me ligou emocionada, e de outros.

Entre os leitores que me contactaram, há pessoas que acreditavam que não existia mais, no Brasil, esse cenário de pobreza extrema, de miséria e de fome que foi mostrado no Repórter Record.

Pra mim, é uma satisfação, um dever cívico poder ajudar essas famílias de Belágua, servindo de elo. O blog, sobretudo, em sua função social está a serviço da comunidade e de seus leitores. Muito obrigada!

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Abaixo, contatos que consegui para fazer chegar as doações às famílias:

CONTATOS PARA DOAÇÕES ÀS FAMÍLIAS DA ESTRADA DA FOME

Consegui esses contatos de Belágua, junto à equipe de reportagem do Repórter Record e à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), para poder fazer chegar as doações às famílias:

1 – Sindicato dos Servidores de Belágua:

Ivan – (98) 9 91735357 e (98) 9 8883 4327

2 – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belágua:

STTR BELÁGUA
Av. Eider Araújo, 31 – Centro – Belágua
Email: [email protected]
Adalberto / Telefone: (98) 9159 2665
Samuel / Telefone (98) 9192 5166 ou 3252 1019
Vera / Telefone (98) 9132 7210

3 – Outras lideranças de Belágua que temos o contato:

JOSÉ FÁTIMA DOS SANTOS
SECRETÁRIO DOS SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS
98 98839 5680

ELKE ANE LISBOA GARCIA
PROFESSORA
98 99983 5364

ARTIGO DE FLÁVIO DINO SOBRE QUESTÃO DA FOME: “Deixar a estrada da exclusão social”

Deixar a estrada da exclusão social

Por Flávio Dino, governador do Maranhão

Flávio Dino destacou o programa "mais IDH" entre as ações do governo para combater a miséria

Flávio Dino destacou o programa “mais IDH” entre as ações do governo para combater a miséria

A fome é a negação mais cruel dos direitos fundamentais de qualquer ser humano. É a negação da condição básica para o desenvolvimento do homem que, sem ter o que comer, não consegue trilhar os caminhos que pedem os sonhos que tem para si e para a sua família. É a negação primeira do que a filósofa Hannah Arendt chamou do“direito a ter direitos”. Sem nada para comer, como ter acesso à educação, à cultura, ao trabalho ou à sua autodeterminação?

Infelizmente, a negação do “direito a ter direitos” ainda é muito viva em nossa realidade. Lembro que cerca de 25% dos maranhenses ainda vivem na extrema pobreza, o que corresponde a cerca de 1,5 milhão de pessoas. Mas esses não são dados frios, e a reportagem “Estrada da Fome”, exibida na última segunda-feira pela TV Record para todo o Brasil, mostrou que esse retrato cruel é verdadeiro, tem nome e sobrenome, tem rosto e lágrimas.

Esse legado de desumanidade e descaso foi herdado por nós, maranhenses, em decorrência de décadas de governos que deram as costas aos mais necessitados. Como explicar, por exemplo, que o Maranhão seja a 16ª economia do país, estado que possui água em abundância, terras boas e um povo com muita vontade de vencer, mas com as piores condições de vida do país? A explicação somente pode residir na histórica combinação entre utilização pessoal do patrimônio público, corrupção e injustiça social, caminhos pelos quais poucos se apropriaram dos bens de milhões de pessoas.

As vozes do coronelismo maranhense, que hoje vivem enorme crise de abstinência com a perda de antigos privilégios e de ganhos ilícitos, calam-se diante da calamidade retratada por 1 hora na última segunda-feira em rede nacional. Contudo, ao contrário do que eles sempre fizeram, estamos lutando para transformar esse inaceitável retrato.

Creio que nenhuma pessoa deve ficar insensível diante desse quadro. Especialmente no que se refere ao papel do governante, deve ser o de buscar soluções urgentes, duradouras e eficazes para dar a essas pessoas o direito de voltar a sonhar. Foi por este motivo que, logo no primeiro dia de Governo, minutos após a nossa posse, instituímos o Plano de Ações Mais IDH. Ele começa pelas 30 cidades com menor Indice de Desenvolvimento Humano em nosso Estado e vai mostrar progressivamente que, sim, nós podemos mudar o cenário imposto por décadas de desmandos políticos e desrespeito com a população.

Por intermédio do Plano Mais IDH, o Governo do Estado começou a levar mais direitos e mais dignidade a esses milhões de maranhenses outrora invisíveis, cujos futuros foram criminosamente roubados em tenebrosas transações. Agora, o orçamento público é aplicado com a único objetivo de servir a população, com enfoque especial àqueles que mais precisam da ação direta do Estado

Para que se tenha a dimensão deste programa, somente na primeira semana do Mutirão Mais IDH, foram realizados 18 mil atendimentos em 9 municípios. Nesse mutirão, encontramos milhares de pessoas que jamais tiveram acesso a qualquer serviço público, que jamais foram lembrados pelos governantes, a não ser em tempo de eleição. Até o fim do nosso governo, vamos levar a todas as regiões maranhenses provas concretas de que vale a pena lutar e ter esperança em dias melhores. Apoio à produção, políticas sociais, ampliação de infraestrutura e combate à corrupção são os pilares que sustentam esse novo projeto de desenvolvimento no Maranhão.

O destino dos milhões de maranhenses não é estar irrevogavelmente à margem do mundo dos direitos. É para colocá-los na rota do crescimento e dar-lhes condições de se fortalecer, educar e prosperar que conduzimos as ações governamentais, em que hoje há o DNA da indignação transformadora.

Reportagem da Record sobre a fome no Maranhão repercute na Assembleia

Para o deputado do PCdoB, o que foi mostrado na reportagem do “Repórter Record” é fruto de anos e de décadas de políticas públicas concentradoras

Para o deputado do PCdoB, o que foi mostrado na reportagem do “Repórter Record” é fruto de anos e de décadas de políticas públicas concentradoras

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) repercutiu, na sessão desta terça-feira (24), o drama vivido por famílias de Belágua, Marajá do Sena, Centro do Guilherme e Fernando Falcão, no interior do Maranhão, tema da reportagem “Estrada da Fome”, exibida pela TV Record. Segundo o parlamentar, esse foi um dos legados que ficou para o Estado depois de 50 anos de mando do grupo Sarney. “Aquilo foi o que eles entregaram para o Maranhão. Esse, infelizmente, é o quadro”, comentou.

Othelino disse que, ao mesmo tempo em que a denúncia é forte, é muito ruim ter esse quadro no Maranhão. “Ver aquela senhora magrinha tendo como única e última refeição do dia um suco de buriti, depois ver aquelas crianças naquela situação, realmente, é lamentável”, afirmou.

Para o deputado do PCdoB, o que foi mostrado na reportagem do “Repórter Record” é fruto de anos e décadas de políticas públicas concentradoras, que não visavam promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas, e, principalmente, porque muitos recursos que vinham para o Maranhão não chegavam às pessoas. Segundo o parlamentar, esse dinheiro era desviado no meio do caminho e isso promoveu esse estado de pobreza que infelicita a população.

O deputado chamou atenção para um esqueleto de hospital que aparece nas imagens da reportagem da TV Record que, segundo o repórter, desde 2009 estava em construção e ficou parado. Segundo o parlamentar, o quadro é semelhante ao que foi denunciado, na tribuna, sobre Pinheiro e Presidente Sarney. Prédios inacabados que foram inaugurados, sem as mínimas condições, pelo governo Roseana Sarney.

Ações e Programa Mais IDH

“O hospital que está só o esqueleto é claro que não vai atender ninguém porque não tem nem teto. Um outro aparece coberto, mas está faltando umas partes de parede, piso, revestimento, equipamento. Não há profissional, que é o principal, mas está, pelo menos, pronto o prédio. Então, eu queria lamentar, nesta tribuna, que nós tenhamos que passar por isso”, comentou Othelino.

O deputado disse que o novo governo do Maranhão já começou a mudar essa realidade. Ele destacou entre as ações o Programa Mais IDH que tem como foco municípios citados na matéria e que vai ajudar a melhorar, concretamente, a vida das pessoas.

“Não se tem uma vara de condão para resolver, em um curtíssimo espaço de tempo, o problema que foi construído, durante quase 5 décadas, mas é compromisso do governo e o governador Flávio Dino, logo o final da reportagem, já estava nas redes sociais dizendo que não fomos nós que construímos isso, mas agora nós temos a obrigação de resolver”, enfatizou.

Othelino disse ainda que a Assembleia tem sido muito sensível a esse momento e a esse desafio dos maranhenses, aprovando todos os projetos de lei do Executivo com grande impacto social. “Existe uma forte esperança de que conseguiremos reverter esse quadro vergonhoso, porque nós não vamos mais, por muito tempo, continuar sendo a vitrine da pobreza ou permanecer na Estrada da Fome como mostrou a reportagem da TV Record”, ressaltou.

ESTRADA DA FOME – Miséria do Maranhão é mostrada com tristeza na Record

ASSISTA AQUI À REPORTAGEM COMPLETA DO REPÓRTER RECORD NA ESTRADA DA FOME DO MARANHÃO

Repórter Record Investigação percorreu a Estrada da Fome para mostrar quem são as pessoas que sobrevivem à base de farinha e água suja no Brasil. Muitos deles, infelizmente, vivem no Maranhão, em municípios como Belágua (o mais pobre do país, onde a presidente Dilma Rousseff teve a maior votação proporcional por causa do Bolsa Família), Centro do Guilherme (maior porcentagem de miseráveis), Marajá do Sena e Fernando Falcão.

Eles ainda são “invisíveis” para as autoridades brasileiras, mas têm nome e sobrenome; são, facilmente, localizados e não possuem absolutamente nada para comer. São adultos e crianças em condições de extrema pobreza, sendo a situação mais crítica localizada no interior do Maranhão. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de sete milhões de brasileiros ainda passam fome no país.

Após três meses de investigação, os repórteres Daniel Motta e Heleine Heringer enfrentaram quase cinco mil quilômetros de estradas esburacadas e de terra para chegar às cidades mais isoladas e pobres do Brasil.

O programa mostrou depoimentos inéditos sobre a luta permanente e desesperada dessas famílias para conseguir se alimentar e revela a face mais cruel da fome: a exploração sexual de meninas em troca de comida.

Em uma entrevista exclusiva, o programa jornalístico exibe ainda entrevista exclusiva com um homem que cometeu essa brutalidade.

Popularidade de Dilma cai até em Belágua, no Maranhão

Oswaldo Viviani – O Globo

Enganado. O agente de saúde Janilson de Sousa disse que Dilma não falou que ia aumentar a conta de luz e a gasolina

Enganado. O agente de saúde Janilson de Sousa disse que Dilma não falou que ia aumentar a conta de luz e a gasolina

BELÁGUA (MA) – Se pouco antes das eleições de outubro de 2014 seria tarefa quase impossível encontrar no município maranhense de Belágua (a cinco horas de São Luís) alguém que não fosse eleitor de Dilma Rousseff (PT), hoje, com a presidente indo para o quarto mês do segundo mandato, é possível dizer que a situação não é mais a mesma.

Os moradores da cidade que deu a Dilma 93,93% dos votos — a maior votação proporcional alcançada pela presidente — e que mantêm plena confiança nela ainda perfazem maioria folgada. No entanto, sem esforço, aqui e ali, em breves conversas com os moradores, já se encontra gente que demonstra ter dúvida sobre em quem votaria hoje, e até arrependimento do voto dado, após os primeiros passos do segundo mandato da petista.

Uma delas é o agente comunitário de saúde Janilson Rodrigues de Sousa, de 38 anos. Casado e pai de dois filhos, Janilson — que votou nos dois turnos em Dilma — viu as manifestações contra a presidente na TV e disse que quem foi às ruas tem razão.

— De certa forma, a Dilma surpreendeu todo mundo, inclusive eu. Ela enganou o povo ao não falar sobre as coisas que começou a fazer logo no começo do seu segundo mandato, como aumentar a conta de luz e a gasolina. Isso afetou não só a mim, mas a todo mundo — afirmou o agente de saúde.

Para Janilson, a presidente tem sido “muito omissa”, principalmente em relação ao acompanhamento dos programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, que para ele “ficam na mão dos prefeitos”.

O GLOBO procurou o prefeito de Belágua, Adalberto do Nascimento Rodrigues, o “Sargento Adalberto”, na sede da prefeitura, mas ele não foi encontrado para comentar o suposto privilégio a beneficiários de programas federais no município. Foi tentado, ainda, contato telefônico, mas o prefeito não atendeu as ligações.

O lavrador Augusto Saminez, 60 anos, também viu pela televisão as manifestações anti-Dilma. Augusto disse que se lembrou do ex-presidente Fernando Collor de Mello ao escutar e ver nos cartazes dos manifestantes a palavra “impeachment” (com a ameaça de impedimento, Collor renunciou em 1992).

— Isso quer dizer que o povo quer tirar ela como tirou o Collor — concluiu o lavrador.

Para ele, a presidente continua a merecer um voto de confiança, mas “se tudo continuar aumentando, principalmente as contas de luz”, Augusto garante que passa para o lado dos “arrependidos”. CONTINUE LENDO AQUI

Cidade do Maranhão que deu maior votação proporcional para Dilma tem o pior IDH do Brasil

Do Blog de Luís Cardoso

Maioria dos moradores de Belágua sobrevive do Bolsa Família

Maioria dos moradores de Belágua sobrevive do Bolsa Família e se alimenta, normalmente, com o chibé

A pequena e pacata cidade de Belágua, no Maranhão, apareceu novamente, na história eleitoral do Brasil, como a que deu a maior votação proporcional para a presidente Dilma Rousseff, no primeiro e segundo turnos. Trata-se do município com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, onde imperam a fome e a miséria.

O curioso é que há quatro anos, o mesmo aconteceu. E o governo Dilma, mesmo obtendo lá a maior votação proporcional também na eleição passada, ali nada fez para tirar o município maranhense desse quadro de pobreza extrema que perdura até hoje.

Dilma obteve 93,93% dos votos, contra menos de 7% dados para Aécio Neves. a Petista ganhou mais de 3 mil votos. O tucano pouco mais de 200 votos.

A cidade comemora até hoje a vitória e o o fato de ter sido a campeã de votos dados para a reeleição da presidente.

Poucos dos eleitores foram para suas roças por causa das comemorações nas ruas esburacadas, nos bares que parecem taperas, na única praça da cidade e nas poucas sujas e enlameadas avenidas. Comemora-se também na única igreja católica.

Fome impera em Belágua

Famílias passam fome em Belágua

Famílias passam fome em Belágua

Agora, Belágua e seus moradores voltam à dura realidade. A cidade ostenta o pior IDH do Brasil. Nunca teve sorte com os prefeitos e nem com seus representantes nos parlamentos estadual e federal. Nos povoados não existem médicos e e fome impera.

Entre os dias 5 a 9 de novembro uma campanha estará sendo feita em Belágua, com distribuição de remédios para verminose, filtros de jarro e um cesta básica. A campanha deve atingir 50 famílias e quem quiser colaborar pode discar para os telefones 91937879 ou 81369908. É uma arrecadação virtual junto aos empresários que tenha visão social.

Mais de 80% sobrevivem do Bolsa Família

Mais de 80% dos seus moradores dependem do Bolsa Família. Quando espalharam que o candidato Aécio Neves (PSDB) iria acabar com o benefício, a população se uniu, católicos, protestantes e umbandistas, rivais políticos e vizinhos que não se aturam.

Então o resultado não poderia ter sido outro, embora Aécio nunca tenha cogitado acabar com a “esmola”. Dilma não sabe se existe Belágua no Maranhão e muito menos Aécio. Aliás, nem Roseana Sarney deve saber também.

Belágua é o retrato da miséria absoluta. Não fosse o Bolsa Família, a população estaria hoje disputando, aos tapas, os urubus.

No pódio das piores rendas

Dilma Rousseff venceu com maior diferença em Belágua, no Maranhão. A petista teve 93,93% dos votos válidos na cidade, contra 6,07% do tucano. Foram 3558 votos para Dilma contra apenas 230 para Aécio.

A cidade aparece no pódio das piores rendas per capita do país, segundo o IBGE. Por lá, as pessoas vivem com R$ 146 mensais. Só outras duas localidades maranhenses, Marajá do Sena e Cachoeira Grande têm rendimento inferior, pelos números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).