Crise se instala no PSDB maranhense…

A revolta está instalada na legenda com promessas de boicotes aos candidatos da majoritária

Se não bastasse uma pré-campanha cheia de atrito entre membros do PSDB maranhense, em plena campanha eleitoral, o que se olha na legenda tucana é uma verdadeira crise instalada.

Dessa vez, candidatos a deputado estadual fazem um motim contra o candidato ao governo do Estado e presidente da legenda, Roberto Rocha. O motivo seria a falta de estrutura para que os candidatos possam fazer suas campanhas.

A revolta dos candidatos é o fato de que no site DivulgaCand, alimentado pelo Tribunal Superior Eleitoral, consta que o PSDB do Maranhão já recebeu a quantia de R$ 1 milhão. Mas nada disso foi repassado para que os candidatos pudessem trabalhar.

A revolta está instalada na legenda com promessas de boicotes aos candidatos da majoritária e possíveis declarações de apoio a outros candidatos ao governo.

A única certeza nesse momento é de que o PSDB se tornou uma legenda nanica após a expulsão do vice-governador Carlos Brandão, hoje no PRB.

A intervenção feita por Roberto Rocha, Sebastião Madeira e a Executiva Nacional fará com que o PSDB no Maranhão saia dessas eleições menor do que entrou.

Oposição presta desserviço ao tentar sabotar o Maranhão, diz Flávio Dino

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou, em vários tweets, em sua conta na rede social, nesta segunda-feira (14),  a oposição oligárquica que, segundo ele, é sócia da crise econômica nacional. Ele disse que deve ser “piada” dizer que ela (a dificuldade financeira) só existe no Maranhão.

Para Flávio Dino, a oposição oligárquica presta enorme desserviço ao tentar sabotar o Maranhão com série interminável de inverdades e deturpações. “É triste. Esses herdeiros da oligarquia ficam tristes porque todos os seus prognósticos e pragas não se confirmam”, disse.

“Além do rombo financeiro que Roseana Sarney deixou, o pior foi o legado social. Infelizmente”, disse Dino ao alfinetar a ex-governadora do Maranhão pelo Twitter.

Flávio Dino disse que, quando assumiu o governo, o Maranhão tinha R$ 24 milhões em conta e débitos que chegavam a R$ 800 milhões. “Um caos. Mas sobrevivemos”, frisou.

Segundo o governador, enquanto a oposição age assim, “tem obra em todo canto e em todo lugar”. De acordo com ele, a atual gestão está ampliando também os serviços públicos como a oligarquia nunca fez.

Após perder licitação em Minas, dono da Primor quer barrar certame em São Luís

Empresários tentam boicotar licitação do transporte público em São Luís

Empresários tentam boicotar licitação do transporte público em São Luís

Marrapá

O empresário Romeo Aguiar Carvalho, sócio da empresa Viação Primor (Grupo Primor/ TCM) aqui no Maranhão, é também dono da empresa Rodopass em Minas Gerais. Em São Luís, a Primor mantém linhas de ônibus nos bairros da Cohama, Cohab e Cohatrac (I, II, II, IV e V).

O dono da Primor, Romeo Aguiar Carvalho, é contra a licitação do transporte coletivo de São Luís. Por ser contra, juntou-se às empresas 1001 Expresso (do seu primo Hermes Carvalho) e Ratrans (Gilson Gonçalves) e recorreu à Justiça para barrar a licitação que moderniza e melhora a qualidade dos serviços de transporte coletivos de São Luís, proposta pelo governo Edivaldo Holanda Júnior.

Mas sabe por que o dono da Primor, Romeo Carvalho, é contra? É porque em Belo Horizonte (MG) ele tem a empresa Rodopass e lá disputou uma licitação feita pela Prefeitura e perdeu. Ele e sua empresa perderam em Belo Horizonte e agora não querem que aconteça o mesmo em São Luís.

Depois de ter perdido a concessão em Belo Horizonte para Auto Omnibus, Romeo Aguiar da empresa Primor não quer que a Prefeitura de São Luís faça a licitação. E por isso foi à Justiça.

O dono da Primor – que faz linhas nos bairros da Cohama, Cohab e Cohatrac (I, II, II, IV e V) – também não quer que os usuários do transporte coletivo tenham ônibus novos, com ar-condicionado, com acessibilidade, com a recarga embarcada e o Bilhete Único.

Na Câmara de São Luís, o dono da Primor já foi acusado de pôr para rodar em São Luís, ônibus que já rodava em Belo Horizonte pela Rodopass.

Segundo a denúncia dos vereadores, Romeo Carvalho pintou os ônibus que já tinham quatro anos de uso na capital mineira e os trouxe para rodarem em São Luís. É por isso que o dono da Primor recorreu à Justiça para barrar a licitação do transporte coletivo de São Luís.

A Justiça não julgará apenas ação da Viação Primor, das empresas 1001 Expresso, Ratrans e do SET. O juiz julgará se é a favor ou contra o povo de São Luís.