Reunião fora da agenda entre Temer e Sarney selou mudança na PF…

Brasil 247

Michel Temer recebeu fora de sua agenda oficial, no sábado (4), o ex-presidente José Sarney para acertar a nomeação do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia

Sarney chegou ao Jaburu na tarde de sábado, após reuniões entre Temer, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e o marqueteiro Elsinho Mouco. Todos se falaram e, em seguida, Temer e o ex-presidente conversaram a sós.

O encontro, no Palácio do Jaburu, aconteceu quatro dias antes de Temer oficializar a nomeação de Segóvia para o lugar de Leandro Daiello, que comandava a PF há quase sete anos, desde o governo Dilma Rousseff (PT).

Ex-superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Segóvia teve sua indicação ao comando do órgão patrocinada por caciques do PMDB, entre eles Sarney e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

A escolha foi estratégica para o núcleo do governo, que desejava mudanças na condução das investigações da Operação Lava Jato. Desde maio, com a delação de executivos da JBS, as apurações avançaram sobre o coração do Palácio do Planalto.

As informações são de reportagem de Marina Dias e Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.

Sindicatos prometem parar principais capitais do país nesta sexta

Entidades sindicais realizam atos nas principais cidades brasileiras como forma de protesto pela entrada em vigor, nestasexta-feira (10), da Reforma Trabalhista

Como resposta à Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), que entra em vigor nesta sexta-feira (10), as centrais sindicais convocaram seus filiados para o “Dia Nacional de Mobilização em Defesa dos Direitos”, que será realizado na mesma data em todo o país. A ideia é paralisar as principais vias de todas as capitais para chamar a atenção da população sobre as mudanças nas leis trabalhistas trazidas pela reforma.

Em São Paulo, as centrais irão organizar a “Grande Marcha da Classe Trabalhadora em Defesa dos Direitos, da Soberania e da Democracia”. A concentração será às 9h, na Praça da Sé, região central da capital paulista, e são esperadas 40 mil pessoas no local. “Somente uma mobilização ampla e irrestrita de trabalhadores, sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais serão capazes de reverter o cenário nebuloso que se apresenta”, afirma José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), uma das entidades que aderiu ao movimento.

Para sindicalistas, a nova lei do trabalho, que modificou mais de cem artigos da CLT, retira a proteção da classe trabalhadora e abre caminho para a terceirização de todos os setores, dando instabilidade. “Temos que fazer uma resistência. Se conseguirmos esse enfrentamento na primeira empresa, as demais vão repensar a adoção das novas regras da Reforma Trabalhista. Mas se aceitarmos a reforma sem nenhum questionamento, ela será colocada da forma como foi aprovada”, alertou Artur Bueno, coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores (FST).  

Além das manifestações, as entidades, representadas pelo FST, entregarão um documento nesta quarta-feira (08), às 15h30, ao senador Eunício Oliveiro, presidente do Senado, como forma de repúdio às declarações do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, alegando que a redução de direitos irá gerar mais empregos no País.

Pesquisa CNT: 75,6% reprovam governo Michel Temer…

Michel Temer, Sarney e Roseana, cada vez mais ligados

A Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto MDA, divulgada hoje (19), indica que 3,4% dos brasileiros entrevistados consideram positivo o governo do presidente Michel Temer e 75,6% o avaliam como negativo. Para 18% dos entrevistados, o governo é regular e 3% não responderam ou não souberam opinar.

Na pesquisa divulgada em fevereiro, 10,3% avaliaram o governo Temer como positivo e 44,1% como negativo. Os que consideraram o governo regular foram 38,9% dos entrevistados e 6,7% não souberam opinar.

O levantamento traz avaliações do governo federal e do desempenho pessoal do presidente Michel Temer, além de expectativas da população sobre emprego, renda, saúde, educação e segurança. A edição também aborda as eleições de 2018, a reforma política, a Operação Lava-Jato e os hábitos de consumo de notícias no Brasil, entre outros temas.

A CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país, entre os dias 13 a 16 de setembro. A pesquisa completa está disponível na página da CNT.

Desempenho pessoal

Em relação ao desempenho pessoal do presidente, a pesquisa divulgada hoje mostra que 84,5% desaprovam a maneira de Temer governar, frente a 62,4% da pesquisa anterior; e 10,1% aprovam, enquanto na consulta anterior o percentual era de 24,4%.

Segundo o presidente da CNT, Clésio Andrade, esta é a pior avaliação de um presidente, tanto de governo como de desempenho pessoal. “De toda a série histórica e entre todos os ex-presidentes”, ressaltou. As pesquisas da CNT são feitas desde 1998, primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Apesar de melhoras na economia serem percebidas de forma tímida pela população, segundo Andrade, em algum momento, isso pode reverter favorável ao presidente Temer.

Crise política e protestos

Segundo a CNT, há a percepção de que o país se encontra em crise e fora de rumo do ponto de vista político. Para 94,3% dos entrevistados, o país está em crise política. Desses, 49,9% acreditam que a troca de presidente da República não resolveria a situação, enquanto 41,2% acreditam que a troca do comando do país resolveria a crise.

Entre os entrevistados, 91% dizem não ter participado de protestos ou atos políticos desde 2013; 9% declararam ter participado. Dos que participaram, 45,3% se manifestaram pela saída da ex-presidente Dilma Rousseff; 28,2% pela permanência dela no cargo; e 23,8% declararam não ter se manifestado em relação ao impeachment.

Perguntados pela CNT/MDA se têm intenção de participar de alguma manifestação pela saída do presidente Michel Temer do cargo, 67,7% responderam não e 30,8% disseram sim.

Os detalhes do esquema do PMDB que desviou R$ 864 milhões…

O Jornal Nacional repercutiu, na noite de sábado (09), as falcatruas do grupo que ficou conhecido como “quadrilhão do PMDB”, partido dos maranhenses José Sarney e Edison Lobão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sete membros do partido do presidente Michel Temer por integrarem organização criminosa que desviou recursos públicos e obteve vantagens indevidas, sobretudo no âmbito da administração pública e do Senado Federal.

Além de José Sarney e Edison Lobão, foram denunciados os senadores Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, todos acusados de receberem propina de R$ 864 milhões e gerarem prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro. Esta é a 34ª denúncia oferecida pela PGR no âmbito da Operação Lava Jato no STF.

Possível delação de Geddel preocupa peemedebistas…

O temor dos auxiliares do presidente Michel Temer é que o ex-titular da secretaria de Governo faça uma delação premiada que comprometa o chefe do Executivo

O ex-ministro foi preso por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, que criticou a decisão de outro magistrado de soltar o político sem monitoramento

A prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima realizada, neste final de semana,  pela Polícia Federal (PF) em Salvador, deixou o Palácio do Planalto em alerta. O temor dos auxiliares do presidente Michel Temer é que o ex-titular da secretaria de Governo faça uma delação premiada que comprometa o chefe do Executivo. Na avaliação de investigadores, parte da propina recebida por Geddel enquanto era vice-presidente da Caixa Econômica Federal financiou campanhas de peemedebistas ou foi dividida entre os caciques do partido.
A prisão ocorreu no mesmo dia em que Temer gravou uma mensagem para exaltar os dados econômicos positivos e reforçar o compromisso com as reformas, essenciais para reequilibrar as contas públicas e para que o país volte a crescer. Mas há quem duvide que exista tranquilidade na cúpula do governo. “Se engana quem acha que o clima está bom no Planalto. Todos estão preocupados porque sabem que Geddel é explosivo, tem um temperamento forte e pode reagir muito mal ao cárcere”, disse um parlamentar do PMDB.
O político baiano foi preso por ocultação de recursos e lavagem de dinheiro. A medida é resultado da Operação Tesouro Perdido, em que se encontraram R$ 42 milhões e mais US$ 2,6 milhões em um imóvel supostamente usado para guardar bens do pai dele, morto em 2016.  É um desdobramento das investigações da Operação Cui Bono, na quarta fase, que investiga cobrança de propina para liberação de empréstimos da Caixa. No despacho que autorizou a ação da Polícia Federal (PF), o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal (DF), afirmou que o ex-vice-presidente do banco público persiste na prática de delitos de forma “sorrateira”.

Casa da mãe

Além disso, o magistrado autorizou buscas e apreensão de documentos na casa da mãe de Geddel, que fica no mesmo prédio em que o político mora. Os investigadores temiam que provas fossem destruídas ou escondidas na residência da viúva, dada a proximidade. O peemebebista estava em prisão domiciliar, sem tornozeleira eletrônica, por decisão do desembargador Ney Belo, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desde o dia 13 de julho. Ele havia sido preso 10 dias antes sob suspeita de pressionar o doleiro Lúcio Funaro a desistir de firmar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
Oliveira classificou a decisão do outro magistrado como “completamente ineficaz”, por não permitir o monitoramento do investigado. Ele ainda registrou que a falta de eficiência da medida fica clara diante da “dinheirama” encontrada perto da casa de Geddel. O apartamento fica a 1,2km da residência do político baiano, no bairro da Graça, um dos mais nobres de Salvador. Aplicativos de georreferenciamento apontam que o trajeto poderia ser feito em apenas 16 minutos de caminhada.
O juiz federal destacou na decisão que, quando ouvido pela PF e por ele, Geddel não revelou que tinha esses recursos guardados, o que reitera o crime de lavagem de dinheiro. “Mesmo na remota hipótese de que os vultosos valores encontrados não sejam produto direto dos crimes ocorridos na Caixa Econômica Federal, o certo é que ele estava em prisão domiciliar e tais fatos repercutem desfavoravelmente na situação do requerido, por incorrer em reiterada prática criminosa que dá ensejo à prisão preventiva para asseguramento da ordem pública, inclusive diante das provas que o apontam como dono ou possuidor dos valores”, destacou.
Fragmentos das impressões digitais de Geddel foram encontrados em duas sacolas plásticas diferentes. A PF e os procuradores que conduzem as investigações afirmaram que existem “fortes indícios” de que o dinheiro encontrado em um apartamento em Salvador seja do cacique peemedebista. Os investigadores apontam ainda a ligação do imóvel onde foram encontradas as malas de dinheiro com o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
Durante a operação a polícia encontrou uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada pelos procuradores como empregada doméstica de Lúcio. Além disso, o proprietário do apartamento, Silvio Antônio Cabral da Silveira, confirmou que emprestou o imóvel ao deputado federal. Conforme o pedido de prisão enviado do MPF para a 10ª Vara Federal do DF, Silveira detalhou que emprestou o apartamento para Lúcio Vieira Lima “em nome da amizade que possuía com ele, embora não conhecesse Geddel”. O empréstimo do apartamento foi confirmado em depoimento da administradora do condomínio.
Na Operação Cui Bono, Geddel e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) são investigados por supostamente cobrar propinas de empresas, entre elas empresas dos irmãos Batista, para a liberação de empréstimos bilionários da Caixa Econômica Federal no período em que o peemedebista foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco, entre 2011 e 2013, no governo Dilma Rousseff.
Em delação, o doleiro Lúcio Funaro alega ter repassado R$ 20 milhões em dinheiro vivo ao peemedebista. A versão dele é corroborada pelo empresário Joesley Batista, da JBS.
Geddel foi transferido ontem em avião da PF para Brasília, aonde chegou às 15h. Além disso, as malas com o dinheiro e outras provas recolhidas foram levadas para investigação. O político foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia e em seguida seria transferido para a Papuda.
A audiência de custódia com o juiz Vallisney Oliveira ainda não foi marcada e, por isso, havia a chance de que o político baiano permanecesse na sede da PF. O advogado de Geddel e de Lúcio, Gamil Föppel, informou que se manifestará quando tiver acesso aos autos do processo, especialmente aos documentos que são mencionados no decreto de prisão. Conforme ele, as prerrogativas de advogado e do direito de defesa são reiteradamente desrespeitados, diante do impedimento do acesso às provas já documentadas nos autos processuais.

Filme sobre a Lava Jato fica em segundo lugar na estreia…

Do R7

O filme “Polícia Federal – A lei é para todos”, que conta a história do surgimento da operação Lava Jato, foi o segundo mais visto nos cinemas do Brasil em sua estreia oficial, no feriado de 7 de setembro. O filme está em 683 salas (540 cinemas) e foi visto por cerca de 138 mil pessoas no Dia da Independência. Perdeu para o terror do palhaço de “IT: A Coisa”, que atraiu 310 mil pessoas em 708 salas (547 cinemas).

Embora a estreia tenha ocorrido em um feriado patriótico, foi difícil concorrer com as histórias da semana protagonizadas por Geddel, Joesley, Palocci e Nuzman, o cineminha da vida real.

Como um garoto que cresceu sofrendo bullying no Maranhão se tornou Pabllo Vittar

Da Folha de São Paulo

Phabullo Rodrigues da Silva, 22, conhecido como Pabllo Vittar, descreve-se como “fluido de gênero”: “Sou drag queen só quando tem que ser. É igual a chapéu: coloco e tiro na hora em que preciso. Não sou drag 24 horas. Eu amo ser Pabllo desmontado e sair de camisa e boné na rua.”

Mas é na personificação da drag queen Pabllo Vittar que ela tem chamado a atenção do público, da crítica e de artistas. Suas músicas dançantes figuram no topo das paradas de streaming, como Deezer e Spotify, além do YouTube, onde tem mais de 160 milhões de visualizações.

Em pouco mais de um ano, a cantora drag maranhense viu sua agenda lotar, seu cachê saltar de R$ 2.000 para R$ 50 mil e sua persona se tornar símbolo LGBTQ.

Nascido em São Luís do Maranhão, Phabullo é gêmeo de Phamella e tem outra irmã, Pollyana Rodrigues, um ano mais velha. Filho da enfermeira Veronica, não conheceu seu pai, que abandonou a mãe ainda grávida. “Acho que tudo tem um motivo. Minha mãe foi tudo para mim. Não fui aquela criança que ficava triste no Dia dos Pais.”

Para sustentar a família, Veronica trabalhava em dois hospitais, por isso Pabllo a via muito pouco. “Tenho muito orgulho porque a bicha sofreu para criar a gente, mas nunca desistiu. Sempre sorrindo, sempre feliz. Tenho muito isso dela, a garra.”

A drag diz que a figura paterna é representada por seus empresários –Yan Hayashi e Leocadio Rezende. A carreira começou a engatar em outubro de 2015, com o lançamento de “Open Bar”, versão em português feita pela cantora de um dos hits daquele ano, “Lean On”, do trio americano de música eletrônica Major Lazer.

A ascensão também tem a mão do produtor musical Rodrigo Gorky, do Bonde do Rolê, que já trabalhou com Luiza Possi e Banda Uó. “Gorky me seguia na internet. Esse safadinho. Ele é amigo do meu ‘pai’, que era produtor de festas. Um dia ele viu um vídeo meu na internet e assim criamos ‘Open Bar’.”

DRAG MARANHENSE DIVIDIRÁ PALCO COM SANDY NO CRIANÇA ESPERANÇA

Clipe com cantora Anitta

Após o sucesso da participação no videoclipe “Sua Cara”, ao lado da cantora Anitta, Pabllo Vittar vai dividir o palco agora do “Criança Esperança” com a cantora Sandy, no show do dia 19 de agosto, nos Estúdios Globo.

De acordo com informações do jornal “Extra”, a música que as duas vão cantar juntas ainda não foi definida. Além da Pabllo e Sandy, a atração também contará com outros nomes, como Luan Santana, Nego do Borel, Nando Reis e a dupla Simone e Simaria.

Vale lembrar que Pabllo estava sendo duramente criticada por comentários maldosos de pessoas que não estavam aceitando que ela se apresentasse na atração da Globo.

NÔMADE

Ainda bebê, Pabllo foi viver em Santa Inês, cidade do interior do Maranhão com pouco mais de 83 mil habitantes. Na adolescência, a família se mudou para Caxias, também no Maranhão, onde a drag passou a imitar cantoras como Beyoncé, sua diva –no início, ela assinava Pabllo Knowles.

A irmã mais velha o defendia na escola sempre que ele sofria algum tipo de bullying. “Sempre fui ‘oh my gosh’ [delicada], mas na minha, quietinha. Quando alguém mexia comigo, a Pollyana partia para cima. Ninguém podia olhar torto. Ela era ciumenta. Bateu em um menino porque ele me chamou de maricas. Deu uma surra nele. Bem feito.”

Apesar de nunca ter apanhado, a cantora diz que já viraram um prato de sopa sobre ela na fila da merenda. “Acho que ele ficou no recalque, na masculinidade dele, aí virou a sopa em mim. Hoje, falo sobre isso na maior tranquilidade, porque superei essas coisas.”

Aos 15 anos, Pabllo contou à mãe que era gay ao levar um namorado para dormir em casa. “Foi tranquilo, ela já sabia. Era de boa porque Pollyana também é gay. Nunca fomos privados de nada.” Pouco tempo depois, a família se mudou para Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde Pabllo trabalhou em várias redes de fast-food e em salões de cabeleireiros.

Dois anos depois, a família fez as malas novamente, desta vez para Uberlândia (MG), após o casamento da mãe. É lá que Pabllo pretende seguir vivendo: acaba de comprar um apartamento de 50 m².

HIT APÓS HIT

Com o sucesso de “Open Bar”, Pabllo Vittar deu início a uma carreira de ascensão ultraveloz. Em pouco mais de um ano, a cantora virou crooner da banda do programa “Amor e Sexo”, comandado por Fernanda Lima, garoto-propaganda da marca Avon e lançou seu álbum de estreia, “Vai Passar Mal”.

O primeiro hit do disco a emplacar foi “Todo Dia”, no Carnaval deste ano –uma batida de funk com uma letra em que diz que não é preciso a festa para ser vadia todo dia. Em seguida, “K.O.” passou dez dias consecutivos em primeiro lugar no Deezer brasileiro.

A canção perdeu o posto para a própria Pabllo uma semana atrás, com o lançamento de “Sua Cara”, single de Major Lazer com Anitta. O videoclipe está em terceiro lugar entre os mais assistidos do YouTube nas primeiras 24 horas. Com 20 milhões, só fica atrás da campeã “Hello”, de Adele (27,7 milhões), e da vice Taylor Swift (20,1 millhões), com “Bad Blood”.

‘DRAG RACE’

Sua conta no Instagram também teve rápida expansão, superando uma das drags mais famosas do mundo, RuPaul –do reality “RuPaul’s Drag Race”. Pabllo ultrapassa 2,8 milhões de seguidores– no final de junho, tinha 1,4 milhão.

“Para mim, RuPaul tem que ter cem milhões seguidores porque ela é muito rainha. Então, são só números. Fico feliz porque é representatividade para as drags do Brasil.”

Depois de Anitta, a drag gravou dueto com Preta Gil em “Decote” –primeiro single do álbum “Todas as Cores”. O lançamento será no aniversário de Preta, celebrado na próxima terça-feira (8). “Pabllo é a revolução que a música e a sociedade precisavam neste momento”, afirma.

Artista independente, Pabllo deve assinar contrato com uma gravadora nesta segunda (7). Em outubro, entra em estúdio em Los Angeles para produção do segundo álbum.

Movimentos sociais pedem expulsão de Roberto Rocha do PSB…

Roberto Rocha, também conhecido como Asa de Avião, pode ser punido pelo PSB por apoiar reforma de Temer

Os senadores Roberto Rocha (MA) e Fernando Bezerra Coelho (PE) podem ser expulsos do PSB por terem votado a favor da famigerada e massacrante reforma trabalhista, do presidente Michel Temer (PMDB), contrariando a decisão da Executiva nacional da sigla. Esta semana, os seis órgãos ligados a movimentos sociais do partido protocolaram o pedido de expulsão dos dois.

A Reforma Trabalhista, projeto do presidente da República, Michel Temer (PMDB), teve voto favorável de todos os três senadores maranhenses, passando no Senado com 50 apoios. Edison Lobão (PMDB) e João Alberto também ajudaram a “massacrar” o trabalhador brasileiro em favor dos interesses dos empresários do país que festejaram as mudanças.

Ainda hoje, por conta do voto favorável à reforma, Roberto Rocha  tem sido repreendido e criticado, em suas redes sociais, por diversos internautas e eleitores.

Em tempo, a Reforma Trabalhista tira uma série de direitos, que já haviam sido garantidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), dos cidadãos brasileiros.

Com 81% dos brasileiros a favor de investigação, deputados temem votar em Temer

Situação de Michel Temer ficou insustentável

A dois dias da sessão na Câmara Federal pelo prosseguimento ou não da denúncia de corrupção feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB), os deputados que até então sinalizavam voto a favor do pmdebista estão receosos com os efeitos que essa votação pode causar nas eleições do próximo ano. Os parlamentares temem que, ao votar pelo arquivamento da denúncia, eles caiam em impopularidade e compliquem suas possibilidades de eleição ou reeleição em 2018.

Segundo pesquisa realizada pelo Ibope às vésperas da votação, 81% dos brasileiros desejam que o processo seja aberto e o peemedebista investigado, e 79% da população concordam com a afirmação: “acho que a denúncia é correta e o deputado que votar contra a abertura do processo é cúmplice da corrupção”.

Para a afirmação “ficarei indignado se os deputados votarem contra a abertura do processo no STF”, 70% concordam, 26% discordam e 4% não sabem ou não responderam.

A pesquisa revela ainda que para 73% dos brasileiros, os parlamentares que votarem pela rejeição da denúncia não merecem ser reeleitos em 2018.

O levantamento indica que a maioria da população quer saber a verdade sobre o presidente e acredita no teor das denúncias do Ministério Público, que acusa Temer pelo crime de corrupção passiva com base na delação premiada de executivos da J&F, controladora da JBS.

A sessão de votação está marcada para quarta-feira (2). Os parlamentares que se posicionarem a favor do presidente terão que aguentar nas urnas, em 2018, as consequências de um voto contra o que deseja a grande maioria dos brasileiros.