Na disputa pela Câmara, Maia ganha apoio de PR e PSDB

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se encontrou com o governador de São Paulo, João Doria, no Palácio dos Bandeirantes Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Estadão

Em campanha pela reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-SP) ampliou o apoio dos partidos à sua candidatura, com a adesão do PR e do PSDB. No mesmo dia, um de seus adversários na disputa, o emedebista Fábio Ramalho (MG), se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro e ofereceu votar “de graça”, sem “toma lá, dá cá”, a reforma da Previdência.

O PR deve oficializar o apoio a Maia nesta terça-feira, em um anúncio a ser feito pelo líder da legenda na Casa, o deputado José Rocha (PR-BA). O partido elegeu 33 deputados na eleição do ano passado, a sexta maior bancada. Em troca do apoio, Rocha negociou a continuidade do deputado Fernando Giacobo (PR-PR) na primeira- secretaria da Câmara.

“O Rodrigo é o que tem a maior viabilidade e isso garante a ele a reeleição”, disse Rocha ao Estadão/Broadcast. Já a confirmação do apoio do PSDB foi feita pelo atual líder da legenda na Casa, o deputado Nilson Leitão (MT). “Maia conduziu de forma equilibrada esse momento complicado no Brasil pós-impeachment”, afirmou Leitão. A sinalização do partido a Maia já havia sido feito na semana passada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Até então, cinco legendas haviam declarado apoio à recondução do democrata ao cargo. Com PSL – partido de Bolsonaro que elegeu a segunda maior bancada, com 52 deputados –, PRB, PSD e PPS, além do DEM, Maia teria a possibilidade de 153 votos dos 513 deputados. As bancadas do PR e do PSDB fazem o número subir para 215.

Depois de viajar para São Paulo, Goiás e Maranhão, Maia se reúne nesta terça-feira, 8, com os parlamentares eleitos pelo Piauí. A reunião será no escritório do governador Wellington Dias (PT), em Teresina.

Também em busca de apoio, um dos principais adversários do democrata à presidência da Câmara, o atual vice-presidente Fábio Ramalho fez nesta segunda-feira, 7, uma visita de cortesia a Bolsonaro, em audiência no Palácio do Planalto. “Eu vim dizer ao presidente que votarei pelas reformas de graça, sem toma lá, dá cá”, afirmou o emedebista sobre as principais medidas econômicas que devem ser analisadas pelo Congresso, como a reforma da Previdência.

A declaração foi uma indireta à negociação de posições estratégicas na Câmara para o PSL em troca do apoio a Maia. A chefia da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi uma delas, assim como a Comissão de Finanças e Tributação e também uma vaga na Mesa Diretora.

Mesmo com esta sinalização oficial do PSL ao concorrente, Ramalho afirma ter votos no partido de Bolsonaro.

Conhecido por oferecer almoços no Congresso, Ramalho levou ao Planalto uma bolsa e uma sacola para presentear o presidente com queijo, linguiça, sorvete de queijo, manteiga de garrafa, azeite e pé de moleque. Segundo ele, Bolsonaro abriu e degustou os quitutes.

Em campanha, Rodrigo Maia almoça com deputados maranhenses em São Luís

Rodrigo Maia já conta com o apoio do PSL, PRB, PSD, PPS, além do próprio DEM, o que garantiria o apoio de 153 dos 513 deputados

O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), está em campanha pelos estados nesta semana para angariar mais apoio à sua recondução. Nesta segunda-feira (07), Maia se reuniu com os deputados maranhenses em um restaurante da Avenida Litorânea, em São Luís.

O deputado já conta com o apoio do PSL, PRB, PSD, PPS, além do próprio DEM, o que garantiria o apoio de 153 dos 513 deputados.

Em São Luís, o almoço de Rodrigo Maia contou com a presença dos deputados federais Rubens Pereira Júnior (PCdoB); Juscelino Filho (DEM); Cléber Verde (PRB), e do senador eleito, Weverton Rocha (PDT). Também participaram os deputados federais eleitos Márcio Jerry (PCdoB); Bira do Pindaré (PSB); Eduardo Braide (PMN); Júnior Marreca Filho (Patriota); Edilázio Júnior (PSD) e Pedro Lucas Fernandes (PTB).

No sábado, Rodrigo Maia esteve em Goiânia, com o governador do Estado, Ronaldo Caiado (DEM-GO) e fará nos próximos dias, mais viagens para outros estados.

Pelo menos 4 partidos já fecharam apoio à reeleição de Rodrigo Maia

Legendas que declararam apoio a Rodrigo Mais e o DEM somam 153 dos 513 deputados

EXAME

Dos 28 partidos que participam da próxima legislatura da Câmara dos Deputados, pelo menos quatro já oficializaram seu apoio à recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Casa. Depois que PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro -, PRB e PSD formalizaram a preferência, o PPS, que elegeu oito parlamentares na Casa, também entrou para o grupo. Essas legendas e o DEM somam 153 dos 513 deputados.

Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que apoia a recondução de Maia e que a bancada federal do partido deve seguir essa tendência majoritariamente (mais informações na pág. A6). Caso o apoio do PSDB se concretize e se os deputados forem fiéis às orientações de suas lideranças partidárias, o número sobe para 182.

Em nota, o líder do PPS na Câmara, deputado Alex Manente (SP), disse que Maia possui todos os atributos para conduzir os trabalhos do Parlamento. “Ele assumiu a presidência da Câmara em um momento delicado, com a autorização do processo de impeachment de Dilma (Rousseff) pela Casa e substituindo Eduardo Cunha. É equilibrado e possui todos os requisitos para continuar no comando da Câmara dos Deputados.”

PSL decide apoiar Rodrigo Maia para a presidência da Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conversa com Jair Bolsonaro na cerimônia de posse Foto: Nelson Almeida / AFP

O Globo

O Partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL decidiu nesta quarta-feira declarar apoio ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que deve tentar a reeleição ao comando da Casa contra outros deputados aliados ao Planalto. Com 52 integrantes, o PSL tem a segunda maior bancada da Câmara, atrás do PT, que tem 56 deputados.

Com o PSL, Maia já teria o apoio de onze partidos – PSL, PSD, PR, PSB, PSDB, DEM, PDT, SD, PRB, Pode e PCdoB – que, juntos, poderão garantir 300 votos na eleição. A votação está marcada para o dia 1º de fevereiro, quando todos os deputados eleitos em outubro de 2018 tomarão posse e elegerão o presidente da Câmara para o biênio de 2019-2020. Como a votação é secreta, nem mesmo o apoio da cúpula dos partidos pode impedir que deputados descumpram a determinação e votem em adversários de Maia.

Uma das primeiras consequências do acordo com o PSL foi a decisão do PRB de retirar a candidatura de João Campos (GO), que tinha a simpatia de Bolsonaro. O presidente da legenda, Marcos Pereira, confirmou o apoio à reeleição de Rodrigo Maia.

“Considerando que a candidatura do João estava condicionada a um bloco importante, retiramos. Eu estive com ele. Considerando que não trouxemos o PSL, não há condições para levar a candidatura adiante. Ele ficou surpreendido com a decisão do PSL, mas compreendeu que é preciso retirar”, disse Marcos Pereira.

Além de conseguir a adesão do partido de Bolsonaro, Maia também deve obter votos do PP e do MDB. O presidente da Câmara também conversa com lideranças de partidos da oposição ao Planalto, como o PT, que sinalizou nesta quarta-feira reavaliar um eventual suporte a Maia, diante da aliança com a sigla de Bolsonaro.

O apoio do PSL a Maia foi sacramentado em um café da manhã com a cúpula do PSL na residência oficial da Câmara. Além do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, o vice-presidente da sigla, Antônio de Rueda, e o líder do partido na Casa, Delegado Waldir (GO), participaram da conversa.

O presidente do PSL disse que um dos fatores que levaram o partido a apoiar Maia foi a promessa do presidente de entregar o comando das duas principais comissões da casa aos correligionários de Bolsonaro: a Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Finanças e Tributação. Além disso, segundo Bivar, o partido poderia ficar com a segunda vice-presidência da Câmara.

O acordo firmado com o PSL ignora o discurso dos filhos do presidente, o senador eleito Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, que vinham publicamente atacando o projeto de reeleição de Maia e não estava no café da manhã desta quarta. Em uma entrevista, no começo de dezembro do ano passado, Flávio chegou a dizer que “Maia já teve seu tempo à frente da Câmara”.

Apesar da contrariedade do filho do presidente, nas últimas semanas o PSL começou a dar sinais de aproximação com o candidato à reeleição. Há uma semana, o atual líder da bancada da sigla, Delegado Waldir (GO), reconheceu a musculatura de Maia.

“O PSL não tem candidato, mas queremos que toda a bancada, os 52, votem no mesmo. Precisamos pensar na governabilidade”, disse Waldir ao GLOBO.

No discurso de posse, Bolsonaro pede apoio para reconstruir o país

Em seu primeiro discurso como presidente da República, Bolsonaro, em cerca de dez minutos, anunciou, sem detalhar, que fará reformas estruturantes e criará um circulo virtuoso de confiança na economia

Agência Brasil

Logo após fazer o juramento de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro  foi empossado às 15h10 presidente do Brasil. Ele jurou “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil.” O mesmo foi feito por seu vice, Hamilton Mourão.

Em seu primeiro discurso como presidente da República, Bolsonaro, em cerca de dez minutos, anunciou, sem detalhar, que fará reformas estruturantes e criará um circulo virtuoso de confiança na economia. Ele pediu o apoio do povo unido e do Congresso para reconstruir o país. Segundo ele, os “enormes desafios” poderão ser superados com a “sabedoria de ouvir a voz do povo.”

“Aproveito este momento solene e convoco os congressistas para me ajudar na missão de restaurar e de reeguer a nossa pátria. Libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e submissão ideológica”, afirmou.  “Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combatendo a ideologia de gênero, resgatando os nossos valores. O Brasil passará a ser um país livre das amarras ideológicas”, acrescentou.

Ao começar a ler, de óculos, seu pronunciamento, o presidente saudou as autoridades e chefes de Estado presentes e sua família, em especial a esposa Michelle – a quem,  fez questão de destacar, conheceu na Câmara dos Deputados. Além de reafirmar o tom de seu discurso de campanha, Bolsonaro reiterou o compromisso com pontos de seu programa de governo, como a defesa do porte de armas, o apoio à ação dos  policiais e das Forças Armadas, o redirecionamento da política externa e mencionou ainda eventuais mudanças na educação pública.

“Reafirmo meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação nem divisão. Daqui adiante nos pautaremos pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para militância política, que sonham com a liberdade de ir e vir sem ser vitimados pelo crime, ” enumerou.

Bolsonaro destacou a questão do porte de arma, que pretende autorizar, segundo já anunciou, por meio de decreto presidencial. “O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas pelo direito à legitima defesa.”

Economia

Sobre economia, ele disse o seguinte: “Na economia, traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento que o governo não gastará mais do que arrecada e na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas.”

E acrescentou: “Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira, e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades. Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia para permitir abrir os nossos mercados para o cenário internacional, estimulando a competição, a produtividade e a eficácia sem o viés ideológico. Bolsonaro destacou a importância do agronegócio para o país. “O setor agropecuário terá papel decisivo, em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente”, disse. 

Verba pública a partidos aumentou quase 500% em 20 anos

Previsto em R$ 927,7 milhões para o próximo ano, o fundo foi criado em meados dos anos 1990 para financiar os custos administrativos das legenda

Estadão

O dinheiro público destinado aos partidos políticos cresceu quase 500% desde 1996. O Fundo Partidário, que atingirá montante próximo a R$ 1 bilhão no próximo ano, foi engordado nas últimas décadas ao mesmo tempo em que o número de siglas no País se multiplicava. Em 2019, 30 partidos ganharam nas urnas o direito de terem representação na Câmara dos Deputados, batendo mais um recorde. Há 23 anos eram 19 legendas com assento no Congresso.

Previsto em R$ 927,7 milhões para o próximo ano, o fundo foi criado em meados dos anos 1990 para financiar os custos administrativos das legendas. É abastecido com dotações orçamentárias – aprovadas pelos próprios deputados e senadores – e multas eleitorais aplicadas aos mesmos partidos.

O acesso a recursos públicos do Fundo Partidário é um dos elementos que impulsionou a criação de novas siglas no Brasil nos últimos anos. A fiscalização dos gastos pelo Tribunal Superior Eleitoral ocorre com bastante atraso e a análise das prestações de contas já mostrou que a reserva financia despesas que vão de viagens de jatinho até contas pessoais de dirigentes dos partidos.

Após o Congresso aprovar em 2017 a criação de um fundo eleitoral bilionário (R$ 1,7 bilhão), as siglas foram autorizadas este ano a utilizar recursos do Fundo Partidário nas eleições. Na prática, os fundos de dinheiro público compensaram a ausência dos recursos empresariais nas campanhas – proibidos em decisão do Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2015.

No ano que vem, as siglas que não superaram a chamada cláusula de barreira nas últimas eleições não terão direito a receber o dinheiro – o que pode significar a extinção destas legendas. Foi por isso que algumas já anunciaram que vão se fundir. É o caso do Patriota com o PRP, do PCdoB com o PPL e do Podemos, que superou a cláusula, com o PHS.

Em valores corrigidos, o ápice do gasto público com financiamento partidário ocorreu em 2015, no início do segundo mandato da petista Dilma Rousseff, quando passou por um aumento grande em relação ao ano anterior e atingiu o equivalente a R$ 1 bilhão nos dias de hoje. O mesmo fenômeno de crescimento considerável ocorreu em 2011, outro ano que sucedeu eleições gerais.

Câmara tem cinco candidatos à presidência da Casa

Hoje, o líder do PSL, deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), disse que a legenda não deverá entrar na disputa

A disputa para a presidência da Câmara dos Deputados em 2019 já tem ao menos cinco parlamentares: João Campos (PRB-GO), JHC (PSB-AL), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG). Eles anunciaram nesta quarta-feira (12) que disputarão o comando da casa. Informalmente, o atual presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tem se articulado para garantir a permanência no cargo.

Em entrevista à imprensa, os cinco deputados afirmaram que há um acordo entre eles: quem for para o segundo turno terá o apoio dos demais. A eleição para presidência da Câmara e demais cargos na Mesa Diretora ocorre no dia 1º de fevereiro de 2019, logo após a posse dos deputados da próxima legislatura.

Hoje, o líder do PSL, deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), disse que a legenda não deverá entrar na disputa. O partido do presidente eleito tem trabalhado para assegurar base política no Congresso Nacional e entre as costuras está a decisão de não lançar candidato.

“Eu acho muito difícil [o PSL lançar candidatura], acredito que vá ser uma pessoa de outro partido. Essas articulações estão acontecendo dentro do Congresso, estão ventilando, todos que estão ali estão se articulando publicamente ou nos bastidores”, disse o deputado.

Pedro Lucas Fernandes é escolhido líder do PTB na Câmara dos Deputados para 2019

Vereador de São Luís por dois mandatos consecutivos, Pedro Lucas Fernandes foi eleito deputado federal com 111.538 votos

O deputado eleito Pedro Lucas Fernandes (PTB) foi escolhido líder do partido na Câmara para o ano de 2019. A escolha foi feita por aclamação pelos deputados federais do partido que tomarão posse em 1º de fevereiro do ano que vem.

A reunião ocorreu na sede do PTB em Brasília e contou com a participação do atual líder da bancada, Jovair Arantes (GO), do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e de deputados da atual bancada na Câmara.

Pedro Lucas afirmou que pretende contribuir para fortalecer o PTB na Câmara e manter diálogo aberto com os demais partidos representados na Casa. “O PTB não é um partido qualquer. O PTB tem história, tem futuro e agora será composto por 10 novos parlamentares que vêm com muita energia”, disse o futuro líder.

Vereador de São Luís por dois mandatos consecutivos, Pedro Lucas Fernandes foi eleito deputado federal com 111.538 votos. É administrador de empresas e especialista em Planejamento Governamental. Também é filho do deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA).

Pedro Lucas foi presidente da Agência Executiva Metropolitana (Agem), criada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) por lei estadual em 2015 para gerir a Região Metropolitana da Grande São Luís.

Depois de reuniões com Bolsonaro, Podemos e PSD prometem apoio a pautas, mas não serão base do governo

epresentantes do PSD estiveram com o presidente eleito, Jair Bolsonaro

Depois de reuniões seguidas com as bancadas do PSD e do Podemos na Câmara, o presidente eleito Jair Bolsonaro obteve a promessa de apoio pontual, a projetos específicos, mas não a intenção de fazer parte da base do governo.

Líderes dos dois partidos afirmaram que tanto PSD quanto Podemos irão manter a posição de independência.

“A posição oficial do partido em qualquer governo é de independência, mas nós vamos ajudar em tudo que for importante para o país. Temos a predisposição de ajudar o governo para que ele trabalhe e o Brasil funcione”, disse o líder do Podemos, Diego Garcia.

Domingos Neto, líder do PSD, também afirmou que o partido não será “empecilho” para matérias defendidas por Bolsonaro e que há um sentimento majoritário na bancada de apoio ao governo. “Mas só a direção do partido pode falar de apoio formal”, afirmou.

O presidente eleito já se encontrou com as bancadas de seis partidos até agora. Além do Podemos e PSD, já recebeu MDB, PRB, PR e PSDB. Para a quarta-feira, estão na agenda DEM, Pros e PP.

A estratégia do novo governo tem sido de conversar com frentes temáticas do Congresso, as bancadas na Câmara e governadores, mas não com dirigentes partidários, como deixou claro o futuro ministro da Casa Civil (DEM), Onyx Lorenzoni. O governo já nomeou nomes do DEM e MDB para o primeiro escalão, mas sem conversar com as direções partidárias.

Em todos as reuniões com as bancadas, Bolsonaro ouviu promessas de apoio a projetos específicos do governo, mas não uma adesão à base governista.