Márcio Jerry: “A oligarquia vai ter que me engolir na Câmara Federal”

Durante agenda no bairro da Camboa, em São Luís, Márcio Jerry participou de um ato político na praça Maria Firmina, entregue pelo governador Flávio Dino

Durante ato político realizado na Camboa, o candidato a deputado federal e ex-secretário estadual de comunicação e assuntos políticos, Márcio Jerry, mandou um recado à família Sarney. “Eles vão ter que me engolir na Câmara Federal”, disse ele.

Durante agenda no bairro da Camboa, em São Luís, Márcio Jerry participou de um ato político na praça Maria Firmina, entregue pelo governador Flávio Dino à população em setembro do ano passado.

A atividade contou com o apoio do líder comunitário Paulo César Rodrigues Almeida e foi realizada em parceria com o candidato a deputado estadual Odair José Neves. De lá, Márcio Jerry seguiu para o comitê central da deputada estadual e candidata à reeleição Ana do Gás.

Na sua fala à população da Camboa, Márcio Jerry explicou as razões de ter colocado seu nome à disposição para uma vaga na Câmara Federal “A minha candidatura nasce de uma luta social por tudo aquilo que é bom, justo, belo e defende o povo do Maranhão”, disse.

E criticou. “Há os que acham que política é trampolim pessoal. Tem uma mulher que diz que é guerreira. Mas guerreiras mesmo são as donas de casa, as quebradeiras de coco, as professoras, bancárias. As mulheres maranhenses são as verdadeiras guerreiras”, concluiu.

Reunião discute regularização fundiária em áreas da Camboa, Liberdade, Alemanha e Fé em Deus

O vereador de São Luís, Raimundo Penha (PDT), acompanhou uma reunião entre a secretária estadual das Cidades, Flávia  Alexandrina, e o secretário de Urbanismo do Município, Leonardo Andrade, na sede da Secid, em São Luís, para tratar da regularização fundiária de áreas dos bairros da Liberdade, Camboa, Alemanha e Fé em Deus. Eles acertaram um novo encontro para o dia 26 de julho em que eles vão definir um cronograma de trabalho para uma equipe técnica que será instituída.

 

Na Câmara Municipal de São Luís, Raimundo Penha é autor de requerimentos, solicitando a regularização fundiária de áreas dos bairros da Liberdade e da Alemanha. “Considero, extramente, positiva a parceria entre governo do Estado e prefeitura de São Luís para resolver um problema como o da regularização fundiária, que pode mudar a vida das pessoas, garante cidadania e a segurança também”, disse o vereador.

A regularização fundiária consiste no conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam à regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Entenda o processo

Conflitos sociais impulsionaram o Estado a intervir e a instituir políticas de regularização fundiárias nas áreas urbanas, entre elas, as áreas de domínio da União. Para tanto, o acesso à terra pública, à área da União, ocupada irregularmente, passou a ser alvo dessa política de inclusão social que se consolidou, entre outros instrumentos de regularização fundiária urbano, com a concessão de uso especial para fins de moradia no acesso democrático a essas áreas e que, em São Luís, já é uma realidade vista nos bairros da Liberdade e da Camboa.

O processo de urbanização das cidades brasileiras que aconteceu de forma acelerada a partir da segunda metade do século XX, motivada principalmente por uma mudança do modelo econômico de agro-exportador para industrial, trouxe como consequência um vertiginoso aumento do consumo por espaços urbanos.

Espaços fragmentados pelas necessidades dos agentes econômicos que, caracterizados por uma acentuada diferença na implantação de infraestrutura, transformaram o valor do solo e trouxeram para as cidades enormes problemas socioeconômicos e urbanísticos, principalmente para a população de baixa renda, que passaram a ocupar setores denominados de aglomerados subnormais.

Operação PAC Rio Anil desarticula quadrilha de tráfico de drogas; Mulher chefiava organização criminosa…

A operação ‘PAC Rio Anil’ – iniciada na madrugada desta quinta-feira (09), em ação conjunta das policias Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, Serviço de Inteligência com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA) e Perícia Criminal – desarticulou quadrilha que atuava no Residencial Camboa e cumpriu 388 mandados.

Essa foi uma das maiores operações já executadas pela Segurança do Maranhão, integrando todas as polícias. Um total de 1.060 policiais foi mobilizado na operação ‘PAC Rio Anil’, que resultou em sete pessoas presas, autuadas por associação criminosa e cinco adolescentes apreendidos.

As equipes do Sistema de Segurança executaram a megaoperação, nesta quinta-feira (09), para cumprir 388 mandados de busca e apreensão, no Residencial Camboa, conjunto de apartamentos do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC), no Rio Anil, bairro Camboa.

Entre os presos, um é apontado como líder e denunciado por andar com arma de fogo no local colocando em risco a vida de moradores e ameaçando quem não compactuava com a ação criminosa.  A identificação dos suspeitos foi providenciada no próprio local da ação com uso da tecnologia de biometria; assim como a consulta de placas e origem dos veículos apreendidos.
Foram capturadas seis armas de fogo, sendo dois revólveres calibre 38, duas pistolas, um rifle e uma metralhadora de origem argentina de alto calibre e 1,5 quilos de maconha prensada. As armas, segundo a polícia, foram adquiridas pelos criminosos com o apoio de quadrilhas interestaduais. Veículos e um lote de produtos químicos (detergente, éter e materiais afins utilizados no beneficiamento de drogas) também foram apreendidos durante a operação.
“A operação atingiu seu objetivo e conseguimos desarticular um grupo perigoso que tentava instaurar uma situação de violência e tráfico no residencial, ameaçando os moradores””, disse o titular da Superintendência Especial de Investigação Criminal (Seic), Tiago Bardal.

Mulher chefiava organização criminosa
As investigações da Segurança concluíram que, no local, instalou-se uma organização criminosa chefiada por uma mulher identificada como Val. Ela teve o marido morto por rivais durante confronto e passou a comandar o tráfico no conjunto.

Denúncias que chegaram à polícia apontaram o tráfico de drogas à luz do dia e o armamento pesado dos suspeitos intimidando moradores do residencial. Durante a operação, os policiais revistaram 288 apartamentos no conjunto.
A operação executada no Residencial Camboa vai se estender a outros residenciais incluídos no programa ‘Minha Casa. Minha Vida’ para conter a criminalidade nestes locais. Investigações da polícia e denúncias dos próprios moradores apontam o cometimento destes crimes nos demais residenciais.