BANDIDOS SOLTOS – Presos fogem de Pedrinhas por um túnel…

Com informações do Imirante

Há suspeita de que a fuga teria sido facilitada....

Há suspeita de que a fuga teria sido facilitada

Após cavar um túnel, quatro presos fugiram, na madrugada deste domingo (30), de uma das celas do Presídio São Luís I, unidade que integra o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O registro da fuga acontece um dia depois de a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (SEJAP) ter descoberto um túnel no Centro de Detenção Provisória (CDP).

De acordo com Sebastião Uchoa, titular da SEJAP, o túnel começava na cela 14 do bloco B do Presídio São Luís.

O local tem a segurança e monitoramento feitos por uma empresa terceirizada e a secretaria pediu o afastamento dos funcionários. “Queremos saber se houve negligência ou conivência”, explicou Uchoa.

Roseana admite omissão do governo em relação ao caos no Sistema Penitenciário

Por Diego Emir

Em seu discurso, Roseana disse que tinha conhecimento das péssimas condições em que estava o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas que deu prioridade para outros setores

Em seu discurso, Roseana disse que tinha conhecimento das péssimas condições em que estava o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas que deu prioridade para outros setores

Causou um grande mal-estar uma declaração da governadora Roseana Sarney, na manhã desta segunda-feira (24). Empolgada com o lançamento da obra do Anel Metropolitano, a chefe do Executivo estadual admitiu que o caos instalado no Sistema Penitenciário Maranhense foi ocasionado por uma omissão do seu governo.

Em seu discurso, Roseana disse que tinha conhecimento das péssimas condições em que estava o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas que deu prioridade para a Saúde, Educação e Infraestrutura. Segundo ela, o contrário seria algo incoerente da parte do seu governo com a população.

“Você vai colocar o recurso numa escola, num hospital, ou, então, numa estrada? Ou você vai colocar o recurso para melhorar a vida daqueles que estão lá, que são assassinos, criminosos, traficantes, que degeneram as nossas famílias?”, questionou.

Alguns aliados perceberam que a declaração não tinha sido uma boa escolha para a governadora, por isso preferiram não prolongar o assunto e nem aplaudi-la.

Infelizmente, o discurso de Roseana caiu no senso comum e quis generalizar que todos aqueles que estão no Sistema Penitenciário não têm recuperação e são simplesmente a escória da sociedade.

Uma frase infeliz para uma mulher que já governa o Maranhão por mais de dez anos…

Mais presos do Maranhão transferidos para presídios federais

Presos mais perigosos estão sendo encaminhados para outros presídios

Presos mais perigosos, que lideram facções, estão sendo encaminhados para outros presídios

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão transferiu, nesta quinta-feira (13), mais detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para presídios federais de segurança máxima, de acordo com vagas disponibilizadas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça.

Por questões de prevenção e segurança, não foram divulgados mais dados sobre o processo de transferência, como quantitativo e nome dos presos.

A Secretaria esclarece, também, que as famílias dos detentos transferidos foram informadas do procedimento.

MAIS UM! Detento morre após espancamento

EBC

Situação de presídios maranhenses chama atenção de ONGs

Situação de presídios maranhenses chama atenção de ONGs

A polícia investiga a morte do detento Valdiano Fernandes da Silva, de 27 anos, que cumpria pena na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Balsas, localizada na região sul do Maranhão, a cerca de 800 km de São Luís.

Segundo nota da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), na manhã de domingo (26), durante uma briga, Valdiano foi espancado por outros quatro presos e socorrido por agentes penitenciários de plantão.

Ele foi transferido para o hospital de Imperatriz (MA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de terça-feira (28). O caso está sendo investigado pela 11ª Delegacia Regional de Balsas.

Valdiano é o quinto detento morto em presídios do Maranhão neste ano. No dia 2 de janeiro, dois presos foram mortos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A terceira morte, também em Pedrinhas, foi registrada no dia 21. No dia 22, outro detento foi encontrado morto na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Santa Inês (MA). Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 60 presos foram assassinados em unidades prisionais do estado em 2013.

ONGs pedem detalhes sobre assassinatos no Maranhão

As organizações não governamentais (ONGs) Conectas, Justiça Global e Sociedade Maranhense de Direitos Humanos requisitaram detalhes sobre cada um dos crimes, por meio da Lei de Acesso à Informação. O pedido das entidades foi enviado a juízes de execução penal, ao secretário Estadual de Justiça e Administração Penitenciária, ao secretário de Segurança Pública, à Procuradoria-Geral de Justiça e ao promotor de Justiça que coordena o Centro de Apoio Operacional do Controle Externo da Atividade Policial. O objetivo é apurar o quanto o governo maranhense tem trabalhado para evitar que mais mortes aconteçam, já que é responsabilidade do estado a segurança dos presos sob custódia.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria do governo do Maranhão informa que os inquéritos da morte dos presos estão sob segredo de justiça, para preservar também os detentos envolvidos.

As mesmas ONGs pediram ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a intervenção federal no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e a transferência da investigação das mortes dos presos da Justiça maranhense para a esfera federal. A assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que a solicitação ainda está sendo analisada por Janot.

A situação precária dos presídios maranhenses veio à tona novamente em 2013, quando uma rebelião deixou nove mortos e 20 feridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Os problemas já repercutiram na imprensa internacional e, segundo especialista ouvido pela Agência Brasil, revelam a incapacidade do país em lidar com a questão carcerária.

Bispos católicos convocam para caminhada pela paz no Maranhão domingo

Dom Belisário, arcebispo de São Luís, também assinou o documento

Dom Belisário, arcebispo de São Luís, também
assinou o documento

Os bispos da Igreja Católica do Maranhão convocaram, por meio de carta aberta, toda população do Estado para uma caminhada silenciosa à luz de velas, no próximo domingo (02), em todas as comunidades. O ato, para os 13 líderes que assinam o documento, será uma ‘expressão de compromisso com a justiça e paz’.

Na carta, os bispos relembram a morte da menina Ana Clara, vítima dos ataques a ônibus que ocorreram no dia 3 de janeiro, em São Luís, e os assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Com isso, assinalam ‘o clima de terror e medo’ vivido na capital.

Para quem não puder participar da caminhada, os bispos sugerem, ainda, que uma vela seja acesa em frente de cada residência, como ‘sinal do empenho em favor da paz’.

Além do arcebispo de São Luís, Dom José Belisário da Silva, que é também vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a carta é assinada por Dom Armando Martin Gutierrez, Dom Carlo Ellena, Dom Élio Rama, Dom Enemésio Lazzaris, Dom Franco Cuter, Dom Gilberto Pastana de Oliveira, Dom José Soares Filho, Dom José Valdeci Santos Mendes, Dom Sebastião Bandeira Coêlho, Dom Sebastião Lima Duarte, Dom Vilsom Basso, e Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges.

Leia a íntegra da carta:


Ao Povo de Deus e a todas as pessoas de boa vontade

“Justiça e paz se abraçarão” (Sl 85,11)”

Ainda estão vivas em nós a forte emoção e dor, provocadas pelos últimos acontecimentos no Estado do Maranhão – a morte violenta da Ana Clara, criança de seis anos que faleceu após ter seu corpo queimado nos ataques a ônibus; os cruéis assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas; o clima de terror e medo vivido na cidade de São Luís.

A nossa sociedade está se tornando cada vez mais violenta. É nosso parecer que essa violência é resultado de um modelo econômico-social que está sendo construído.

A agressão está presente na expulsão do homem do campo; na concentração das terras nas mãos de poucos; nos despejos em bairros pobres e periferias de nossas cidades; nos altos índices de trabalhadores que vivem em situações de exploração extrema, no trabalho escravo; no extermínio dos jovens; na auto-destruição pelas drogas; na prostituição e exploração sexual; no desrespeito aos territórios de indígenas e quilombolas; no uso predatório da natureza.

Esta cultura da violência, aliada à morosidade da Justiça e à ausência de políticas públicas, resulta em cárceres cheios de jovens, em sua maioria negros e pobres. O nosso sistema prisional não reeduca estes jovens. Ao contrário, a penitenciária transformou-se em uma universidade do crime. Não nos devolve cidadãos recuperados, mas pessoas na sua maioria ainda mais frustradas que veem na vida do crime a única saída para o seu futuro.

Vivemos num Estado que erradicou a febre aftosa do gado, mas que não é capaz de eliminar doenças tão antigas como a hanseníase, a tuberculose e a leishmaniose.

É verdade que a riqueza no Maranhão aumentou. Está, porém, acumulada em mãos de poucos, crescendo a desigualdade social. Os índices de desenvolvimento humano permanecem entre os mais baixos do Brasil. Não é este o Estado que Deus quer. Não é este o Estado que nós queremos! Como discípulos missionários de Jesus, estamos comprometidos, junto a todas as pessoas de boa vontade, na construção de uma sociedade fraterna e solidária, sem desigualdades, sem exclusão e sem violência, onde a “justiça e a paz se abraçarão” (Sl 85,11).

A cultura do amor e paz, que tanto almejamos, é um dom de Deus, mas é também tarefa nossa. Nós, bispos do Maranhão, convocamos aos fieis católicos e a todas as pessoas que buscam um mundo melhor a realizarem um gesto concreto no próximo dia 2 de fevereiro, como expressão do nosso compromisso com a justiça e a paz. Neste dia – Festa da Apresentação do Senhor, Luz do mundo, e de Nossa Senhora das Candeias –, pedimos que se realize em todas as comunidades uma caminhada silenciosa à luz de velas, por ocasião da celebração. Às pessoas comprometidas com esta causa e às que não puderem participar da celebração sugerimos que acendam uma vela em frente à sua residência, como sinal do seu empenho em favor da paz.

Invocando a proteção de Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogamos que o Espírito nos oriente no sentido de assumirmos nossa responsabilidade social e política para construirmos uma sociedade de irmãs e irmãos que convivam na igualdade, na fraternidade e na paz.

Centro de Formação de Mangabeiras-Pinheiro – MA, 15 de janeiro de 2014

“A chantagem do grupo Sarney não nos amedronta”, garante Othelino Neto

Do Jornal Pequeno

Othelino esclarece que não está inelegível como pregou mídia sarneysista

Othelino esclarece que não está inelegível como pregou mídia sarneysista

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) falou com exclusividade para o Jornal Pequeno sobre as retaliações que vem sofrendo do grupo Sarney por fazer contundente oposição ao governo Roseana e sobre o momento caótico do Sistema Penitenciário do Maranhão que expõe o Estado em nível nacional e internacional. Sobre matérias veiculadas pela mídia sarneysista dando conta de uma suposta inelegibilidade, o parlamentar disse que tudo não passou de uma maldade espalhada por determinação do clã.

“Com relação a esse tipo de chantagem para atingir adversários políticos, eu quero dizer que isso não nos amedronta. Vamos continuar fazendo oposição de forma dura e respeitosa para o bem do Maranhão”, garantiu Othelino Neto.

O deputado disse que qualquer pessoa, minimamente bem informada, sabe que para alguém perder seus direitos políticos o processo precisa transitar em julgado ou haver condenação por órgão colegiado, o que não aconteceu. “Qualquer especulação fora disso é má fé”, frisou.

Segundo Othelino, a represália que vem sofrendo é pelo fato de está sempre denunciando irregularidades que, frequentemente, são cometidas no governo Roseana Sarney, entre elas as graves omissões que deixam os maranhenses expostos à própria sorte, principalmente os mais pobres.

O deputado disse que, desde setembro do ano passado, já havia alertado que o grupo Sarney iria baixar o nível da disputa politica com o aproximar da eleição de 2014. “E é justamente isso que está acontecendo”, lembrou.

Retaliação por conta do pedido de impeachment

Segundo Othelino, a mídia sarneysista resolveu retaliá-lo exatamente após ter recebido em seu gabinete, no exercício do posto de membro da comissão de recesso da Assembleia Legislativa, representantes de um coletivo de advogados brasileiros dos Direitos Humanos que pediram à Casa o impeachment da governadora Roseana Sarney.

“Depois que um grupo de advogados de São Paulo e do Maranhão protocolou o impeachment contra a governadora por conta da omissão no caso de Pedrinhas, ao invés do governo tentar mostrar um mínimo de competência para solucionar não só este problema, mas o caos na Segurança Pública, resolveu inventar que o pedido era articulado pela oposição, por isso aumentou a dose de ódio que costuma distribuir diariamente”, comentou Othelino Neto.

Sobre o caos no Sistema Penitenciário

Sobre o caos no Sistema Penitenciário do Maranhão, o deputado disse que o fato é que os maranhenses estão se sentindo desprotegidos e a governadora demonstrou estar despreparada para liderar a solução dessa grave crise por que passa a Segurança do Estado.

Othelino disse que esse problema na Segurança Pública já vem acontecendo há alguns anos e os sinais da crise foram aumentando a cada dia, sem que o governo tomasse providências, até chegar ao caos total. “O governo fazia de conta que não percebia o que estava se passando”, afirmou.

O deputado criticou o fato do Maranhão ter devolvido R$ 22 milhões de recursos destinados a investimentos no Sistema Penitenciário. O parlamentar lembrou que há obras que foram iniciadas há cinco anos e estão paralisadas, fora contratos suspeitos que foram firmados pelo governo.

“Diante dessa crise toda, o governo Roseana Sarney só aceitou a ajuda do governo federal diante do caos que repercutiu nacional e internacionalmente”, observou Othelino Neto.

Para finalizar, o deputado disse que, infelizmente, por culpa do grupo Sarney, em particular da governadora Roseana e do senador José Sarney, o Maranhão virou destaque negativo no Brasil e no mundo.

CENSURA NO MARANHÃO! Sarney tenta penhorar Jornal Pequeno com processo na Justiça

A famosa coluna do Dr. Pêta, do Jornal Pequeno, em São Luís, traz, neste domingo (26), informação dando conta que o senador pelo Amapá, o maranhense José Sarney, líder do grupo que comanda a política no Maranhão há cinco décadas, ingressou com processos contra o veículo e uma investigação na Polícia Federal contra o seu diretor Lourival Bogéa, fora outras  ações, e já conseguiu vários bloqueios online das contas do JP. Por último, o ex-presidente do Senado agora está querendo penhorar a sede do periódico, na Rua Afonso Pena.

Só a título de informação, o Jornal Pequeno é o veículo de comunicação do Maranhão mais combativo ao grupo Sarney. Ele é quem denuncia os principais fatos contra o clã há décadas e não poderia ser diferente no estourar do caos no Sistema Penitenciário do Estado que hoje é destaque negativo em nível nacional e internacional.

Capa do Jornal Pequeno

Capa do Jornal Pequeno

Segue a íntegra do texto no Dr. Pêta em destaque itálico:

Do Colunaço do Dr. Pêta – Edição de domingo (26/01/13)

“Nunca um político brasileiro foi tão execrado nacional e até internacionalmente como o maranhense José Sarney. Os piores momentos do ex-presidente da República, hoje senador pelo Amapá, aconteceram durante os escândalos dos atos secretos e, agora, em meio à ruidosa crise no sistema penitenciário e na Segurança Pública do Maranhão.

Sarney hoje é um político sem condições de sair normalmente à rua, sob pena de sofrer constrangimentos ou até coisa pior, dependendo do local. Isso é fato! Alvo de achincalhes e críticas fortes de toda a imprensa brasileira, especialmente de grandes jornais e emissoras de televisão, como Estadão, Folha de São Paulo, Veja, IstoÉ, Época, Rede Globo, Band, Record, SBT e tantos outros, José Sarney atinge seu pior momento e chega ao final da carreira política da forma mais humilhante, degradante e triste, com sua biografia emporcalhada.

Sem saída, e convicto, mais do que ninguém, do fim do seu império no Maranhão, José Sarney necessita de se vingar, precisa descontar em alguém.

E esse ‘alguém’ que escolheu, em meio a tanta ‘gente’ na mídia mundial mostrando a triste realidade do Maranhão e de sua família, foi o Jornal Pequeno, o bravo, combatente e resistente veículo fundado há 62 anos por Ribamar Bogéa e hoje comandado por Dona Hilda Bogéa e seus filhos.

Processos contra o Jornal Pequeno

Com três processos contra o Jornal Pequeno e uma investigação na Polícia Federal contra o seu diretor Lourival Bogéa, fora outras três ações de um aliado ‘faz-tudo’, Sarney já conseguiu vários bloqueios online das contas do JP e agora está querendo penhorar a sede do jornal, na Rua Afonso Pena.

Interessante é que os processos estavam todos parados e agora, em janeiro, coincidentemente nesse momento de crise que ele vive, tiveram uma movimentação extraordinária na justiça brasiliense. Das duas uma: ou ele quer se vingar no Jornal Pequeno por toda essa surra nacional e internacional que está levando ou, mais uma vez, está pretendendo nos intimidar, tentando inviabilizar o nosso jornal. DESISTA!!!”

Pedrinhas, o Maranhão e a tragédia carcerária…

Brasil 247

Caso de Pedrinhas tem repercussão nacional e internacional

Caso de Pedrinhas tem repercussão nacional e internacional

Diante da crise de violência e no sistema carcerário do Maranhão, o Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), divulga uma carta aberta à população sobre as ocorrências no presídio de Pedrinhas, a condição política maranhense e a situação carcerária do Brasil.

O texto, assinado por movimentos sociais, acadêmicos, juristas e personalidades brasileiras, lembra que o presídio de São Luís não é exceção no cenário do País, que “possui como marca a superlotação generalizada de suas unidades prisionais, acrescido de um sem limite de precariedades institucionais”.

De acordo com a carta, a tragédia de Pedrinhas serve para reacender discussões de fundo sobre “como o domínio político e econômico das oligarquias é um ponto fulcral de todo o quadro de desigualdade que culmina com a seleção de clientela do direito penal”. O objetivo deve ser, de acordo com os acadêmicos, fazer com que Pedrinhas e Carandiru (SP) virem “retratos de um passado superado”.

LEIA A ÍNTEGRA DA CARTA AQUI

A Faixa de Gaza é aqui mesmo…

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Tropa de Choque da PM parou o trânsito, nesta quarta (22), ao fazer abordagens em plena Avenida dos Holandeses

Desde que estourou a crise no Sistema Penitenciário do Maranhão tem-se a impressão de que a “Faixa de Gaza” mudou de lugar e está em São Luís. Na noite de terça-feira (21), um tiroteio entre a Polícia Militar e bandidos, que estariam agindo em retaliação à transferência de presos de Pedrinhas para presídios federais, nas proximidades do São Francisco, deixou a população assustada.

Nas redes sociais, mais ou menos no mesmo horário do tiroteio nas proximidades do São Francisco, falava-se em coisas semelhantes nas regiões da Vila Palmeira e do Sacavém. Ou seja, a intranquilidade passou a reinar na capital maranhense, que era tida como uma das menos violentas do país.

Só a título de informação, a Faixa de Gaza é um território palestino em conflito, composto por uma estreita faixa de terra localizada na costa oriental do Mar Mediterrâneo, no Oriente Médio. O local é palco da guerra árabe-israelense, cujas raízes remontam aos fins do século XIX, quando colonos judeus começaram a migrar para a região.

Trazendo para São Luís, a “guerra” é entre o governo do Maranhão, a Polícia do Estado e as facções criminosas que hoje controlam o Complexo Penitenciário de Pedrinhas e outros presídios maranhenses.

São Luís ganhou manchetes do país, mas de forma negativa

Se o Rio de Janeiro, considerada a cidade mais violenta, saiu mais de foco com as operações e intervenções policiais e federais, São Luís ganhou as manchetes policiais do país em uma velocidade antes imaginável por conta do descontrole do Sistema Penitenciário.

Na manhã desta quarta-feira (22), a Tropa de Choque da Polícia Militar deixou o trânsito lento em plena Avenida dos Holandeses, uma das mais movimentadas da capital maranhense, em mais uma de suas ações, onde carros foram parados e motoristas vistoriados. Não houve tiroteio, mas o clima era tenso com policiais equipados e armados.