Comissão aprova proposta que estimula doação a programas de alfabetização

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4362/16, do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que permite abater do imposto de renda doações feitas para instituições com programas gratuitos de alfabetização de pessoas com mais de 14 anos. Os programas deverão ter cadastro no Ministério da Educação e devem enviar relatórios mensais ao órgão.

Pela proposta, o contribuinte poderá abater todo o valor doado, observando o limite de 5% da renda bruta anual. Já as empresas que fizerem a doação, devem seguir o teto de 5% do imposto a pagar no abatimento e podem incluir a doação como despesa operacional.

Para o relator, deputado Damião Feliciano (PDT-PB), a proposta se justifica porque na última pesquisa de domicílios (Pnad) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda há cerca de 13 milhões de analfabetos acima dos 15 anos de idade, representando 8,3% da população brasileira. Além disso, o relator ressalta que apenas 1,5% do potencial de doação do imposto devido é cumprido pelas pessoas físicas.

Quem desviar recursos destinados a esses programas ou omitir informações será condenado a pena de 2 a 5 anos de reclusão, com multa por crime contra a Fazenda Pública. A fiscalização ficará a cargo dos ministérios da Educação e da Fazenda.

A proposta será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para votação do Plenário.

Comissão aprova projeto de Roberto Rocha que aumenta incentivo ao esporte

Senador Roberto Rocha

Senador Roberto Rocha

A Lei de Incentivo ao Esporte se tornará permanente e a parcela de dedução do Imposto de Renda de empresas que incentivem atividades de caráter desportivo subirá de 1% para 3%, é o que define o Projeto 605/2015 do senador Roberto Rocha (PSB-MA) aprovado nesta terça-feira (17) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

A proposta inicial elevava a alíquota de dedução do Imposto de Renda para 2%. O senador Romário (PSB-RJ), relator do projeto, apresentou emenda e ampliou para 3% esse limite. O senador explicou que analisou a proposta sob a “ótica esportiva”, deixando os aspectos financeiros e tributários à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), para onde segue o projeto.

A Lei de Incentivo ao Esporte representou “a forma mais ampla e democrática de financiamento ao esporte já viabilizada pelo governo federal”, afirmou Roberto Rocha, em defesa à permanência da lei sem prazo determinado para findar.

Desde que entrou em vigor, a lei já beneficiou 1.852 projetos.