Polícia prende assassino de senhora de 106 anos morta no interior do Maranhão

De acordo com a polícia, na noite do crime ele foi visto em uma festa perto do local e usava uma sandália compatível com as pegadas deixadas na parede da casa. Foto: TV Mirante

O crime que chocou o Maranhão e o país já foi solucionado. Alypio Noleto da Silva, de 24 anos, confessou a polícia ter assassinado a idosa de 106 anos, em Feira Nova do Maranhão. Ele foi preso na sexta-feira (23) e confessou ter matado a idosa neste sábado (24) após um novo interrogatório que durou mais de 10 horas.

Segundo a investigação, Alypio é sobrinho-neto de Antônia da Conceição Silva e era um dos quatro suspeitos investigados a ter matado a vítima a pauladas. Ele respondia em liberdade por uma tentativa de homicídio no início de 2018, quanto tentou matar uma pessoa a golpes de machado.

De acordo com a polícia, na noite do crime ele foi visto em uma festa perto do local e usava uma sandália compatível com as pegadas deixadas na parede da casa. Ele invadiu a casa para roubar um dinheiro e teria assassinado a tia avó a pauladas por ter sido reconhecido.

Alypio foi capturado na Rodoviária de Carolina, região Sul do Maranhão.

Polícia conduz suspeito de envolvimento na morte de delegado federal em São Luís

O crime ocorreu na noite do último sábado (5), na Praia do Meio, município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, vitimando o delegado David Farias de Aragão

A Polícia Federal j´efetuou a prisão de um dos três suspeitos envolvidos no assalto que resultou na morte do delegado federal David Farias de Aragão. O suspeito Wanderson Baldez, de 21 anos, foi identificado no domingo (6) na Upa da Vila Luizão.

O suspeito foi conduzido à delegacia para prestar depoimento, mas retornou ao hospital para ser submetido a uma cirurgia no braço. Quando receber liberação médica, será encaminhado para o Complexo Penitenciário São Luís, em Pedrinhas.

Os outros dois suspeitos foram identificados como David Castro Martins e Leandro, que continuam foragidos. A arma do delegado, usada pelos criminosos, ainda não foi encontrada.

De acordo com o superintendente estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o delegado Lúcio Rogerio Reis, as buscas continuam para prisão dos demais suspeitos. Ainda segundo ele, a ação rápida de identificação e prisão de um dos envolvidos foi possível graças ao trabalho integrado das forças policiais, que pôde averiguar a ida de Wanderson a um hospital.

O crime ocorreu na noite do último sábado (5), na Praia do Meio, município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. O inquérito policial que apurará o latrocínio já foi instaurado e será conduzido pela Polícia Civil do Estado do Maranhão.

Segundo as investigações, Baldez e outros dois suspeitos invadiram a residência da vítima durante uma festa, travaram luta corporal com o delegado e o atingiram com três facadas e disparos de arma de fogo. O policial Davi Farias Aragão foi levado para uma unidade de saúde e, posteriormente, a um hospital particular, onde já chegou sem vida.

As buscas aos suspeitos continuam e o inquérito que está investigando o crime foi instaurado na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). O corpo do delegado federal David Farias de Aragão foi enterrado na tarde de domingo (6), no cemitério Parque da Saudade, no bairro do Vinhais, em São Luís.

Em nota, a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão lamentou a morte do delegado e estipulou luto na instituição pelo prazo de três dias. Ele era casado, tinha duas filhas e estava na Polícia Federal há mais de doze anos.

A nota elogiou a atuação no combate ao crime, nas operações policiais coordenadas por David Farias. Segundo a PF, o delegado chefiava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários.

ASSEMBLEIA LANÇA NOTA DE PESAR POR MORTE DE DELEGADO

  Nota de Pesar

A Assembleia Legislativa do Maranhão externa seu mais profundo pesar pelo falecimento do delegado da Polícia Federal, David Farias Aragão, assassinado durante assalto em sua residência, neste último sábado (5), no bairro Araçagy, em São José de Ribamar.

David Farias tinha 36 anos, era casado e deixa duas filhas. Ingressou na Polícia Federal há mais de 12 anos e coordenou várias operações policiais, contribuindo intensamente nas ações de combate ao crime. Atualmente, chefiava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários no Maranhão.

O Legislativo Estadual reconhece a partida do delegado como uma grande perda para a Polícia Federal e para o Brasil. E, neste momento de dor, solidariza-se com familiares, amigos e admiradores. Que a luz divina os console e lhes dê serenidade para enfrentar esta perda imensurável e precoce.

Jair Bolsonaro é denunciado ao STF por crime de racismo

Segundo a denúncia, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nessa sexta-feira (13), o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de racismo.

Além da condenação, a procuradoria pede que o deputado seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais coletivos.

De acordo com a denúncia, durante uma palestra no Clube Hebraica, em abril do ano passado, Bolsonaro usou expressões discriminatórias contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

Em entrevista divulgada pelo deputado em uma rede social, ele comenta sobre o caso: “Não posso falar mais nada nesse país? Nós somos invioláveis por quaisquer palavras, opiniões e votos. Quem acha que eu tô maluco, não vota em mim no futuro”, afirmou.

O filho de Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também foi denunciado, mas pela suposta agressão a uma jornalista. No entanto, a PGR ofereceu a este parlamentar proposta de transação penal, na qual ele se comprometeria a indenizar a vítima em 40 salários mínimos e a pagar pensão mensal a uma entidade de combate à violência doméstica, além de prestar serviços à comunidade.

Morte na prisão em Barra do Corda: o criminoso uso político de uma tragédia

Por Cunha Santos

Francisco Ednei Lima Silva

Há, ou pelo menos deveriam haver, limites humanitários para o exercício da atividade política. O respeito à dor alheia, por exemplo, à comoção de uma cidade diante de uma morte inesperada, o respeito ao desespero de familiares e amigos, precisam ser resguardados acima de qualquer interesse em querer atingir os adversários.

É deprimente a forma como deputados e a mídia sarneisista vem utilizando a morte incidental do comerciante Francisco Ednei Lima Silva, após sua prisão em virtude de um acidente de trânsito, para angariar ganhos políticos e fustigar o governo do Estado. E sabendo que Flávio Dino deles herdou o mais completo desastre na segurança pública e busca consertar com investimentos maciços, responsabilidade e determinação; sabendo a situação degradante em que deixaram todos as prisões, todos os prédios, todas as polícias, todas as delegacias.

O governo informa que a estrutura existente em Barra do Corda tem por finalidade garantir o banho de sol de presos provisórios e que em janeiro de 2015 o governo Flávio Dino encontrou 1.600 destes presos em delegacias, número reduzido a menos de 800, mesmo com o aumento de 50 % na detenção de suspeitos.

Querem apontar culpados por um crime que é mais deles que de qualquer um. Eles sucatearam o Sistema Estadual de Segurança Pública, pois mais ocupados estavam em reverter processos por corrupção que poderiam levar eles mesmos à cadeia.

Todos lembram. Todos sabem o perigo que foi viver no Maranhão, especialmente em São Luís, nos anos de 2013 e 2014, durante o governo Roseana Sarney. Na maioria dos casos, não havia nem onde prender ninguém, nem polícia suficiente para fazê-lo. E, embora criando 1400 novas vagas no sistema prisional nos últimos dois anos, é óbvio que o atual governo ainda não teve tempo de consertar tudo o que eles esbandalharam. Só por deter a verdadeira olimpíada de crimes ocorrente no Maranhão durante o governo Roseana Sarney, a Secretaria de Segurança Pública já merece ser aplaudida.

A polícia já instaurou inquérito para apurar a morte do comerciante, conforme informações, vítima de uma crise de hipertensão cuja origem ainda precisa ser esclarecida. Mas usar essa lamentável tragédia como arma contra adversários políticos, colocando a família enlutada no meio de um tiroteio verbal que só pode agravar a sua dor, é de uma impiedade e falta de caráter capaz de fazer corar um frade de pedra.

Meus pêsames à família de Francisco Edinei Lima Silva.

Meus pêsames ao Maranhão, pela existência de gente disposta a obter dividendos políticos tripudiando sobre a dor alheia.

Em Barreirinhas, operação autua motoristas que faziam transporte escolar sem habilitação

Operação do MP flagrou motoristas trabalhando no transporte escolar sem habilitação

Uma operação do Ministério Público do Maranhão (MPMA)  autuou três dos cinco motoristas, que realizam o serviço de transporte escolar na região de Barreirinhas, sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O flagrante aconteceu após inspeção realizada durante o traslado de alunos da Unidade Integrada Domingos da Silva Reis, localizada no povoado Palmeiras dos Reis, zona rural.

A operação foi coordenada pelo promotor de Justiça substituto de Barreirinhas, Guilherme Goulart Soares.

Os três condutores inabilitados foram autuados em flagrante por cometimento de crimes de trânsito previstos no artigo 309 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97). A pena prevista é de detenção de seis meses a um ano ou multa.

Na ocasião, os motoristas foram conduzidos à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

Após a vistoria, o promotor de justiça enviou ofício para a Prefeitura Municipal de Barreirinhas relatando os fatos e solicitando que fosse providenciado transporte escolar regular para as crianças e adolescentes da Unidade Integrada Domingos da Silva Reis.

O Ministério Público irá apurar as responsabilidades dos gestores municipais, bem como dos responsáveis por realizar o serviço de transporte escolar no município.

Sindicato dos Jornalistas aperta Justiça sobre o caso Décio Sá…

O presidente do TJMA orientou os diretores do Sindicato a buscarem o STJ para verificarem o trâmite do recursos (Foto: Ribamar Pinheiro)

O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, Douglas Cunha, e  os diretores da entidade, Mário Reis e Uziel Azoubel, reuniram-se com o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Cleones Cunha,  nesta terça-feira (23). Eles solicitaram informações sobre o andamento dos processos que apuram o crime de homicídio contra o jornalista Décio Sá, ocorrido em abril de 2012, após os diversos recursos interpostos pela defesa dos acusados Glaucio Alencar e José de Alencar Miranda.

Após contato com o desembargador José Luiz Almeida – relator dos recursos ajuizados em favor dos acusados  – o presidente do Tribunal de Justiça informou aos sindicalistas que todos os recursos que chegaram à Corte estadual de Justiça passaram por julgamento, porém foram ajuizados novos pedidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, no momento, aguardam decisão.

Na oportunidade, o desembargador Cleones Cunha orientou os diretores do Sindicato dos Jornalistas a buscarem o Superior Tribunal de Justiça para verificarem o trâmite do recursos diretamente relacionados ao caso do assassinato do repórter Décio Sá.

Após o julgamento dos mencionados recursos pelo STJ, o processo – dependendo do entendimento – retornará ao juízo do 1º Grau, para o regular prosseguimento.

Polícias do Maranhão e do Tocantins desmontam quadrilha especializada em crimes contra instituições financeiras

Casas lotéricas estavam na mira da quadrilha

Uma operação – desenvolvida por intermédio da Diretoria de Inteligência e Assuntos Estratégicos (Diae) com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e da Polícia Civil da cidade tocantinense de São Miguel do Tocantins – conseguiu prender Daniel Sampaio Nascimento e Anderson Silva Paiva, ambos suspeitos de arquitetar atos criminosos contra instituições financeiras.

De acordo com informações repassadas pelo superintendente da Seic, Tiago Bardal, a dupla já estava sendo monitorada, pois saíram de Unidades Prisionais das cidades maranhenses de Imperatriz e Davinópolis com o benefício da saída temporária e não retornaram no prazo estipulado.

Até então considerados foragidos da Justiça, a dupla planejava cometer uma onda de assaltos a agências dos Correios e casas lotéricas, em uma modalidade criminosa conhecida como ‘sapatinho’, onde os criminosos sequestram algum familiar do funcionário da instituição financeira, e em seguida o mesmo é obrigado a retirar o dinheiro do cofre para o resgate, algo que também se caracteriza como extorsão mediante sequestro.

A Polícia Civil conseguiu neutralizar a dupla que planeja executar os crimes nos estados do Maranhão, Pará e Tocantins. Com eles, ainda foram apresentados na delegacia de São Miguel do Tocantins para averiguação Oziel Alves de Araújo e Adaires Barbosa de Araújo, suspeitos de participar da quadrilha com apoio logístico.

Balsas – Preso homem que espancou mulher até a morte por causa de fim de relacionamento

Suspeito é acusado de ter espancado mulher, até a morte, por causa do fim do relacionamento

Trabalho integrado da Polícia Civil do Maranhão com a Polícia Civil do Distrito Federal resultou na prisão do elemento Raimundo Ribeiro, conhecido como Ray, que, no dia 04/07/2015, espancou, até a morte, sua ex-companheira, a professora Márcia Claudete da Silva Queiroz, por não aceitar o término do relacionamento. Após o crime, Ray fugiu do distrito da culpa e permaneceu foragido até a tarde de domingo (02) quando então foi preso em Guará, cidade satélite de Brasília.
O crime chocou a sociedade balsense pela forma como foi praticado e pelo fato de a vítima ser uma professora muito querida por todos na cidade. Ao longo desse quase dois anos, a Polícia Civil recebeu diversas informações sobre o paradeiro do criminoso e averiguou cada uma delas, sem sucesso mas com persistência.

Receberam várias vezes familiares da vítima cobrando solução e pedindo ajuda.
A prisão foi possível graças a uma informação anônima recebida depois que a matéria sobre a morte da professora Márcia foi exibida em rede nacional no programa Cidade Alerta, na semana internacional da mulher.

STJ solta acusado de mandar assassinar Décio Sá…

Acusado de mandar assassinar o jornalista Décio Sá, Gláucio Alencar foi transferido para prisão domiciliar

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar, no fim da manhã deste sábado (25), o detento Gláucio Alencar, preso na Penitenciária Regional de São Luís, acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, foi solto. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) cumpriu a decisão, liberando o agiota.

A decisão de mandar soltar Gláucio Alencar foi do ministro Ribeiro Dantas, que o transferiu para prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico (tornozeleira), por julgar inadequada a aplicação do regime disciplinar diferenciado (isolamento), sem que o mesmo tenha cometido infração no sistema prisional.

Em nota, a Seap diz que a separação do acusado havia sido mantida, até a presente data, em cumprimento exclusivo ao Art. 84 da Lei de Execuções Penais (LEP), que exige a segregação de internos que tenham sua integridade física, moral ou psicológica ameaçada pela convivência com os demais.

O crime contra Décio Sá foi um dos casos de assassinato a jornalistas de maior repercussão no Maranhão que vai completar cinco anos no próximo mês. O jornalista da editoria de Política do jornal ‘O Estado do Maranhão’, Aldenísio Décio Leite de Sá, o ‘Décio Sá’, de 42 anos, foi alvejado com seis tiros de pistola .40 – de uso das Forças Armadas – na noite do dia 23 de abril de 2012, em um bar na avenida Litorânea, orla da capital maranhense.

O assassinato foi motivado por denúncias de casos de agiotagem no Maranhão, feitas pelo jornalista em seu blog, um dos mais acessados do Estado. As investigações apontaram que os envolvidos no assassinato faziam parte de uma quadrilha de agiotas, que emprestava dinheiro para financiar campanhas de candidatos a prefeito que pagavam a dívida com dinheiro público quando venciam as eleições.

A morte do jornalista levou às investigações da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Federal, que encontraram ligação de pelo menos 41 prefeituras maranhenses, no período de 2009 a 2012, com cerca de R$ 100 milhões de recursos estaduais e federais desviados.

O crime

Denúncia ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) apontou 12 acusados e foi recebida pela Justiça em 28 de agosto de 2012. Segundo a denúncia, Décio Sá foi morto por Jhonathan de Sousa Silva, executor agenciado por José Raimundo Sales Chaves Júnior, o ‘Júnior Bolinha’; comandado pelos empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, conhecido por ‘Miranda’ – pai de Gláucio –, incomodados com as denúncias feitas do ‘Blog do Décio’.

Dos indiciados, apenas dois foram condenados. Eles respondem pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha – incursos nos crimes previstos nos Art. 121, § 2°, I, IV e V c/c Art. 29 e Art. 288 do Código Penal. Cinco foram ‘despronunciados’ e um teve anulada a denúncia. Três estão presos e aguardam decisão de recursos em segundo grau.