Receoso em perder o PSL, Chico Carvalho expõe racha na legenda em momento decisivo do segundo turno

Chico Carvalho é presidente estadual do PSL e nesses dias, em que deveria está somando para ajudar a eleger o candidato a presidente da sigla, entrou numa campanha pública de acusações

O vereador de São Luís, Chico Carvalho (PSL), talvez tenha se transformado no maior criador de casos para a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão. Provavelmente, enciumado com o trabalho que a ex-prefeita Maura Jorge realiza, o vereador anda usando alguns amigos para expor problemas internos no PSL.

Chico Carvalho é presidente estadual do PSL e nesses dias, em que deveria está somando para ajudar a eleger o candidato a presidente da sigla, entrou numa campanha pública de acusações e ameaças que tem constrangido os apoiadores de Bolsonaro.

Segundo informações, Chico Carvalho estaria receoso de perder o controle do PSL. Em pleno segundo turno, ele ganhou espaço nos meios de comunicação ao ameaçar de processo até familiares da ex-candidata ao governo do Maranhão pela sigla que preside.

Expor problemas entre ele e uma importante filiada do PSL no Maranhão é uma péssima escolha para o parlamentar.

Maura Jorge, nos últimos dias fechou parcerias com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças para garantir a vitória de Bolsonaro neste segundo turno, esse deveria ser a melhor estratégia que Chico Carvalho poderia também executar.

Zé Reinaldo culpa Roberto Rocha por sua derrota e cita os erros do presidente da legenda

Roberto Rocha e o PSDB plantaram discórdia e colheram nesta eleição o prejuízo. Após anos de ótimos resultados e vitórias, o PSDB agora colhe derrotas e um futuro incerto

O ex-governador José Reinaldo (PSDB), em artigo publicado no Jornal Pequeno, creditou a sua derrota ao presidente do PSDB no Maranhão, o senador Roberto Rocha. Ele começou falando sobre a tentativa de consolidar o nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), ao governo do Estado, que, nas pesquisas qualitativas, sempre aparecia melhor posicionado do que Roberto Rocha, mas o senador foi irredutível.

“Conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador”, escreveu o ex-governador.

Zé Reinaldo afirmou que sua “candidatura ao Senado tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.”

O ex-governador também citou as candidaturas do PSDB, tanto a de governador, quanto a de presidente do país, “seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido.”

De fato, Roberto Rocha e o PSDB plantaram discórdia e colheram nesta eleição o prejuízo. Após anos de ótimos resultados e vitórias, o PSDB agora colhe derrotas e um futuro incerto. Sobre a liderança de Roberto Rocha, o partido deve avaliar as derrotas de Alexandre Almeida, Zé Reinaldo, Sebastião Madeira, Waldir Maranhão, Guilherme Paz, além do próprio presidente.

Ataque de irmão de Ciro põe frente pró-Haddad em xeque, e PT busca lulistas

A postura de Cid alarmou ainda mais a campanha do PT, mas não foi o primeiro sinal de que a frente democrática está fazendo água a 11 dias do segundo turno. Na semana passada, Haddad ficou preocupado com a viagem de Ciro à Europa após o PDT anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura

Estadão

Após o fiasco na articulação de uma frente democrática em apoio a Fernando Haddad, a campanha do PT ao Planalto admite ajustes no segundo turno e ainda tenta ampliar as alianças com outros setores da sociedade.

Com ataques ao PT feitos pelo senador Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, e diante das dificuldades para dilatar seu arco político, a ordem no QG petista é investir no eleitorado mais pobre e em grupos de evangélicos, juristas, artistas e intelectuais, que tradicionalmente já apoiavam o PT.

Nesta quarta (17), Haddad vai se reunir com lideranças evangélicas em São Paulo e prepara uma carta em que se comprometerá com a defesa da vida e valores da família. O ato é reflexo da preocupação dos petistas em conter o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) inclusive entre o eleitorado lulista, como pobres, nordestinos e religiosos.

Segundo o Datafolha, cerca de 70% dos evangélicos estão com o capitão reformado. O candidato do PSL tem 18 pontos sobre o petista segundo o Ibope desta segunda (15), 59%, contra 41% de Haddad. Para diminuir essa diferença, o herdeiro de Lula esperava formar uma frente com atores políticos importantes, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas as tratativas não avançaram.

A cúpula da campanha de Haddad admite que o duro discurso de Cid Gomes, irmão de Ciro, colocou em xeque o plano de um arco democrático para se opor a Bolsonaro. Durante evento no Ceará em apoio ao petista, na segunda-feira (15), Cid criticou o PT e chamou militantes que o vaiavam de “babacas”. Ele chegou a afirmar que o partido merecia perder a eleição.

A postura de Cid alarmou ainda mais a campanha do PT, mas não foi o primeiro sinal de que a frente democrática está fazendo água a 11 dias do segundo turno. Na semana passada, Haddad ficou preocupado com a viagem de Ciro à Europa após o PDT anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura.

Em entrevista nesta terça, Haddad minimizou a fala de Cid, disse que não havia assistido ao vídeo na íntegra e que a discussão é “meio acalorada”. “Essa coisa é meio acalorada mas eu não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade pessoal com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa, prefiro sempre olhar o lado positivo”, disse.

A campanha de Bolsonaro, por sua vez, apressou-se para explorar a polêmica e levou o discurso de Cid ao seu programa na TV. “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor na abertura da peça.

Na tentativa de evitar o desmoronamento completo do plano de formar sua frente, Haddad acelerou a aproximação com FHC e telefonou, nesta segunda, para o superintendente do Instituto FHC, Sérgio Fausto, mas nada de concreto foi fechado.

Haddad nunca acreditou em declaração de apoio público à sua candidatura por parte de FHC, mas avalia que o tucano, ao rechaçar Bolsonaro, pode participar de uma plataforma em defesa dos valores democráticos. FHC é a tentativa de peso para o projeto após o petista ver, além de Ciro, Marina e até Henrique Meirelles (MDB) declararem neutralidade no segundo turno.

Haddad esteve também com o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa na semana passada, mas a conversa foi pouco assertiva. Barbosa, que poderia ser ministro da Justiça de um eventual governo do PT, de acordo com aliados do candidato, declarou estar preocupado com o país, porém não deu sinal de que vai firmar acordo publicamente com o petista.

Briga interna entre Maura Jorge e Chico Carvalho reflete em campanha de Bolsonaro no Maranhão

Vale lembrar que a disputa entre Maura e Chico Carvalho começou desde a pré-campanha

Passadas as eleições regionais onde o resultado não foi um dos melhores para o PSL do Maranhão, as divergências dentro da legenda continuam e refletem no planejamento da campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL), no Estado.

Os atritos envolvendo o presidente da legenda no Maranhão, o vereador de São Luís Francisco Carvalho, e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, continuam e a tropa de farpas ganham todos os dias novos destaques.

Vale lembrar que a disputa entre Maura e Chico Carvalho começou desde a pré-campanha, onde, segundo Maura, as atitudes de Chico Carvalho atrapalharam a construção de uma chapa majoritária competitiva para a disputa ao governo do Estado.

Dessa vez, foi a vez de Francisco Carvalho acusar pessoas ligadas a Maura de estarem compartilhando difamações sobre ele. Segundo o parlamentar, as atitudes serão levadas até a Justiça.

O certo é que, além da disputa presidencial, a briga pelo comando do PSL no Maranhão vai render muitos acontecimentos. Mas os representantes da legenda precisam acertar o mais rápido possível seus discursos, para não atrapalhar as estratégias do candidato no Estado.

Devastado, PSDB tenta reunir os cacos e articula um bloco na Câmara

Devastado pelas urnas e pela radicalização entre Bolsonaro e PT, o PSDB não enxerga um futuro

O PSDB, ou o que sobrou dele, tenta juntar os cacos e articular um bloco na Câmara com PPS, DEM e PSD para atuar no Congresso no próximo governo e servir de embrião para um novo partido moderado, de centro, com tendência à direita. Seria o que eles chamam de “Bloco da Sensatez”, pegando carona no alerta de Fernando Henrique Cardoso contra a “marcha da insensatez”.

Dê Jair Bolsonaro (PSL), como tudo indica, ou Fernando Haddad (PT), em franca desvantagem, a avaliação do bloco é que tempos muitos difíceis estão por vir no País e no Parlamento, com o novo governo batendo cabeça, cometendo erros crassos, e a oposição armada até os dentes. Por isso, seus articuladores jogam na mesa duas premissas de atuação: bom senso e responsabilidade.

Devastado pelas urnas e pela radicalização entre Bolsonaro e PT, o PSDB não enxerga um futuro, com FHC errático, Serra, Aécio e Alckmin fora de combate e João Doria, neófito, mais à direita e pouco confiável, tentando assumir o vácuo. No partido, há uma torcida contra Doria (que passou vexame com Bolsonaro) e a favor de Márcio França (PSB). Além de São Paulo, tucanos estão no segundo turno no RS, MT, RO, RR e a joia da coroa, Minas.

Além de Alckmin levar o troféu de pior desempenho da história do PSDB nas eleições, com menos de 5% dos votos, a bancada da Câmara foi quase dizimada. Dos seis últimos líderes, só um, Carlos Sampaio (SP), sobreviveu. Não voltam Antônio Imbassahy (BA), que perdeu a reeleição, e todos os que tentaram o Senado: Bruno Araújo (PE), Jutahy Jr. (BA), Nilson Leitão (MT) e Ricardo Tripoli (SP).

Também caíram tucanos de grande força na bancada do partido e de relevância na própria Câmara, como Luiz Carlos Hauly (PR), relator da reforma tributária, Rogério Marinho (RN), da trabalhista, Marcus Pestana (MG), vice-presidente da comissão da reforma da Previdência, e Floriano Pesaro (SP), um dos principais especialistas em programas sociais do Congresso.

Se a bancada tucana de São Paulo caiu à metade, de 13 para seis, a do próprio partido despencou do terceiro para o nono lugar da Câmara. O PSDB deixa de ser um dos principais partidos para se embolar entre os médios – e sem suas mais conhecidas estrelas. No Senado, Aluizio Nunes Ferreira nem disputou, Cássio Cunha Lima (PB), vice-presidente da Casa, e Paulo Bauer (SC) ficaram de fora.

Na avaliação interna, essa devastação é resultado de uma sequência de fatores e erros: Aécio Neves enrolado até a alma na Lava Jato, a prisão do ex-presidente da sigla Eduardo Azeredo, o “apetite” de governadores tucanos, a incapacidade de perceber os recados das ruas desde junho de 2013, o desdém pela força das redes sociais. Além, é claro, do próprio processo político.

O impeachment livrou Lula do peso Dilma e tirou a crise do colo do PT e jogou no de Michel Temer. Logo, o impeachment garantiu o PT no segundo turno, apesar de tudo, da prisão de Lula, das investigações, do mensalão e do petrolão. Basta comparar os índices de Lula com Dilma no governo e com Dilma fora do governo.

Correndo por fora, Bolsonaro virou “o cara”, enquanto o PSDB, como sempre dividido, tentava escorar o governo Temer e garantir as saídas da crise econômica. O hoje favorito para a Presidência simplesmente não existia antes do impeachment, que salvou o PT, e das gravações de Joesley Batista/Rodrigo Janot, que trucidaram Temer e implodiram o PSDB.

Assim, a queda de Dilma e a PGR de Janot definiram, junto com as ruas, o segundo turno de hoje entre o capitão e o PT. E Bolsonaro, se vencer, vai dever a vitória a Janot, Joesley, o desgaste político e o esgotamento da polarização PT versus PSDB. Agora, é se preparar para a crise já contratada para 2019. A “Bancada da Sensatez” vai ter muito trabalho.

Roberto Rocha fracassa e leva PSDB a uma derrota histórica no Maranhão

Com os resultados das urnas, o PSDB nacional agora pode ter a certeza que a escolha por Roberto Rocha só prejudicou a legenda e pode arruinar ainda mais o partido nas próximas eleições

Após as eleições deste dia 7 de outubro, o senador Roberto Rocha volta para o Senado Federal, onde tem mandato até 2022, com o peso enorme de uma derrota nas costas.

O fracasso ainda não foi medido, mas o PSDB caminha a passos largos para ser um dos partidos mais inexpressíveis do Maranhão. A derrota se deu, justamente, após a intervenção onde o vice-governador Carlos Brandão foi retirado da presidência para dar lugar a Roberto Rocha, com promessas que levaria o partido a uma nova etapa de vitórias.

Roberto Rocha acabou essa eleição em quarto lugar, com apenas 64.446 mil votos, atrás de Maura Jorge (PSL), que tinha apenas 11 segundos de propaganda na TV.

A derrota foi ainda maior, pois Sebastião Madeira, secretário da legenda e um dos maiores incentivadores de Roberto Rocha, não conseguiu se eleger deputado federal. Até mesmo Waldir Maranhão, outro deputado tucano, fracassou com sua reeleição.

O candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ficou apenas no quinto lugar, com 50.653 mil votos, atrás até de Henrique Meirelles (MDB), quarto colocado.

Com os resultados das urnas, o PSDB nacional agora pode ter a certeza que a escolha por Roberto Rocha só prejudicou a legenda e pode arruinar ainda mais o partido nas próximas eleições.

Bolsonaro diz que só quem desconhece a Constituição critica 13° salário

Ele ainda classificou a crítica ao 13º como uma “ofensa” a quem trabalha

G1

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta quinta-feira (27) em sua página no Twitter que só critica o 13º salário quem desconhece a Constituição. Ele ainda classificou a crítica ao 13º como uma “ofensa” a quem trabalha.

Em palestra nesta quarta (26) na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana (RS), o general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, defendeu pensamento liberal na economia e discursou contra fatores que, segundo ele, encarecem a contratação de mão de obra. Nessa fala, ele chamou o 13º de “jabuticaba”. No fim da tarde, divulgou nota na qual disse que teve a declaração intepretada de forma “equivocada” e de forma “descontextualizada” (leia mais abaixo).

“Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada 12, como é que nós pagamos 13? É complicado. E é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais. É aqui no Brasil. Então, são coisas nossas. A legislação que está aí é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, afirmou.

Nesta quinta (27), Bolsonaro publicou no Twitter: “O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”.

Declaração ‘descontextualizada’

No final da tarde, a assessoria de Mourão divulgou nota na qual afirma que a declaração dele sobre o 13º salário foi “descontextualizada” ou “interpretada de forma equivocada”.

“O contexto foi em torno do planejamento gerencial necessário para que o 13º salário seja pago, ou seja, governos e empresários devem reservar, ao longo do ano, recursos de modo a fazer frente à despesa. Trata-se de um custo social, que faz parte do chamado custo Brasil”, diz o general.

‘Alckmin não é confiável. Não tem chance’, diz Arthur Virgílio, do PSDB

Arthur Virgílio Neto (PSDB), prefeito de Manaus. Foto: Pedro França

Um dos fundadores do PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse nesta quarta-feira, 19, que o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável da sigla, “não é uma pessoa bem vinda” no Amazonas. “Não vejo nenhuma chance de vitória dele. Não tenho como apoiá-lo. Alckmin não é uma pessoa confiável aos olhos do eleitor do Amazonas”, afirmou Virgílio.

O prefeito de Manaus tornou-se desafeto do ex-governador quando desafiou Alckmin a disputar prévias para escolher o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto nas eleições 2018, o que acabou não acontecendo.

Após o início da campanha, emissários de Alckmin tentaram uma aproximação com Virgílio para abrir um palanque no Amazonas, mas não obtiveram sucesso.

Segundo Virgílio, o PSDB ameaçou não repassar recursos do fundo partidário se ele não se engajasse na campanha de Alckmin. “Fizeram uma pressão enorme para eu adotar mais a campanha dele. Mandaram um comissário, o João Almeida (diretor de gestão corporativa do PSDB), com quem falei durante 4 horas. Me senti o colonizado diante do colonizador”, afirmou o prefeito.

Virgílio também afirmou que não vê “ninguém” no PSDB satisfeito com a campanha de Alckmin e relatou que anunciou seu rompimento diante de 6 mil pessoas em um comício ontem em Manaus.

Segundo o diretor de gestão corporativa do PSDB, João Almeida, Alckmin deu diversas declarações de apoio à Zona Franca de Manaus, várias delas pessoalmente ao próprio prefeito de Manaus. “Além das palavras, concretamente, Geraldo, quando governador, fez um entendimento decisivo em 2014 com o governador Melo para a fixação do pólo de informática na Zona Franca”, disse em nota. “E mais, é uma outra mentira a afirmação de que foi ameaçado de não receber apoio financeiro do partido. Arthur Virgilio está buscando uma boia para evitar o seu iminente naufrágio político no Amazonas.”

A guerra declarada de “aliados” contra Edison Lobão…

Após cada crítica contra Lobão, os meios de comunicação do grupo Sarney ficam encarregados de noticiar, propagar e evidenciar mais ainda a guerra contra Lobão

O senador Edison Lobão (MDB), candidato à reeleição, bem colocado em todas as pesquisas, está sofrendo uma artilharia pesada do seu próprio grupo político. O que antes era uma guerra silenciosa, hoje está bem claro para todos. O grupo Sarney passou a adotar uma estratégia para garantir ao caçula dos irmãos, Sarney Filho (PV), a vaga de senador pelo Maranhão de qualquer jeito. É o chamado “salve-se quem puder”.

Sabendo das dificuldades em eleger os dois senadores em 2018, o ex-presidente José Sarney (MDB) e sua filha, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), articulam apoios individuais a Sarney Filho, desprestigiando o senador Lobão.

O apoio do PP e do PR para Sarney Filho foi costurado por José Sarney, via executivas nacionais, evidenciando que o foco do grupo é o filho caçula do patriarca.

Agora, a estratégia passou a ter novos atores. As artilharias pesadas contra Lobão passaram a contar com bombardeio de candidato ao Senado de outros grupos.

Após cada crítica contra Lobão, os meios de comunicação do grupo Sarney ficam encarregados de noticiar, propagar e evidenciar mais ainda a guerra contra Lobão.

Com isso, o grupo Sarney mostra que amizades de longos anos não têm peso quando a sobrevivência do sobrenome Sarney está em jogo. Passa a funcionar o tal do “mais antes eu do que tu”.