Reeleição de Edison Lobão ameaçada

Com a decisão do PRTB de caminhar na coligação com Maura Jorge, deputados do MDB, PV e PSD ameaçam boicotar a candidatura de Edison Lobão

O senador Edison Lobão (MDB) pode estar com sua reeleição ao Senado Federal ameaçada. Se não bastasse a candidatura de nomes mais jovens e ligados à “renovação política” – tão defendidas pela população – ele pode ter sua reeleição prejudicada por integrantes do seu próprio partido.

Padrinho político de Márcio Coutinho, presidente do PRTB, Edison Lobão sente a ira de políticos do MDB por ver o PRTB indo para a coligação de Maura Jorge (PSL) ao invés de Roseana Sarney (MDB).

Leia mais: O Globo mostra a “chapa centenária” do grupo Sarney

Deputados do MDB, PV e PSD afirmam que muitos pré-candidatos foram levados ao PRTB com a garantia de que o partido estaria com Roseana Sarney. Márcio Coutinho afirma que seus pré-candidatos não servirão de escada para a eleição de velhas figuras da política.

Com a decisão do PRTB de caminhar na coligação com Maura Jorge, deputados do MDB, PV e PSD ameaçam boicotar a candidatura de Edison Lobão, muitos já estão com conversas com o pré-candidato Weverton Rocha (PDT).

A briga no grupo Sarney está grande e pode aumentar ainda mais nos próximos dias com a realização das convenções.

 

Leia mais: Partidos dão início às convenções para escolha de candidatos nas Eleições 2018

Eliseu Padilha assume interinamente Ministério do Trabalho

Em edição extra do Diário Oficial da União, publicado há pouco, o presidente Michel Temer exonerou Yomura e nomeou Padilha

O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Eliseu Padilha, vai assumir interinamente o Ministério do Trabalho, no lugar de Helton Yomura. Padilha vai acumular os dois cargos. Em edição extra do Diário Oficial da União, publicado há pouco, o presidente Michel Temer exonerou Yomura e nomeou Padilha.

Em nota à imprensa divulgada na noite desta quinta-feira (5), o Palácio do Planalto informou que Temer recebeu e aceitou o pedido de exoneração do ministro do Trabalho. “O presidente agradeceu sua dedicação à frente da pasta”, diz a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

Um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada hoje pela Polícia Federal (PF), o ministro Helton Yomura prestou depoimento na superintendência do órgão, em Brasília, acompanhado por seu advogado, e depôs por cerca de uma hora.

Em nota, o advogado do ministro, César Caputo Guimarães, confirmou que, em função das investigações, Yomura foi suspenso de suas funções no ministério e afirmou que todas as medidas jurídicas cabíveis seriam adotadas para reverter tal medida, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF informou que o objetivo da terceira fase da Operação Registro Espúrio foi aprofundar as investigações sobre uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar a concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho.

Maura Jorge e o dilema com o Podemos de Aluísio Mendes

Passada a frustração da saída de Maura Jorge do Podemos para o PSL, agora, até uma coligação entre os dois partidos pode não ser concretizada

Há algum tempo, o clima entre o deputado federal Aluísio Mendes, presidente do Podemos no Maranhão, e Maura Jorge, pré-candidata do PSL ao Governo do Estado, não anda um dos melhores.

Desde 2016, quando Maura Jorge deixou a Prefeitura de Lago da Pedra, Aluísio iniciou o projeto para fazer de Maura candidata a governadora. Para isso, deu a presidência do partido para a ex-prefeita iniciar a pré-campanha andando por diversos municípios.

Faltando seis meses para as eleições, Maura Jorge decidiu mudar para o PSL na onda da popularidade nas redes sociais do pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Deixando Aluísio em um mal-estar com a presidente nacional do partido, Renata Abreu, e com o também presidenciável, Álvaro Dias.

Passada a frustração da saída de Maura Jorge do Podemos para o PSL, agora, até uma coligação entre os dois partidos pode não ser concretizada – apesar do plano de Aluísio em fazer de Maura governadora -.

Acontece que alguns partidos que poderão se coligar ao PSL no Maranhão, como o PRTB, PSDC e PHS, não aceitam a mesma coligação nas proporcionais para o mandato de deputado federal.

Os partidos não aceitam o nome de Aluísio Mendes na coligação por acharem desproporcional a presença de um deputado federal, acreditando que pode tirar de vários candidatos a chance de se elegerem deputados federais.

Agora, Maura Jorge precisa ter jogo de cintura, senão corre o risco de ver o – até o momento – maior partido de sua coligação indo para a chapa de Roseana Sarney.

Temer corta R$ 150 milhões da Saúde; para Rubens Jr, “onda de protestos pode voltar”

O parlamentar lembrou ainda que a redução dos programas sociais e até no SUS foi a única manobra possível para Temer

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), titular da Comissão Mista de Orçamento da Câmara, considera que a saída econômica encontrada pelo governo Michel Temer (PMDB) para conter a greve dos caminhoneiros “foi a pior possível”.

Para reduzir o valor do diesel para R$ 0,46 por litro, o governo Temer usou R$ 6,2 bilhões de reservas orçamentárias, e o restante por meio do corte de investimentos em Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Educação, Saúde, Justiça e Segurança.

“Temer cortou mais de R$ 150 milhões da saúde e R$ 300 milhões das estradas. É óbvio que isso não vai dar certo. A onda de protestos pode voltar. A solução do governo não resolve o problema”, avalia Rubens Júnior.

Redução dos programas sociais e no SUS

O parlamentar lembrou ainda que a redução dos programas sociais e até no SUS foi a única manobra possível para Temer. Como o presidente aprovou a PEC do teto de gastos, que congela o orçamento por 20 anos, ele teve de cortar em áreas como saúde, educação e infraestrutura, para fazer caber a redução do diesel.

Pedro Parente pede demissão da presidência da Petrobras

Parente diz que a greve dos caminhoneiros e “suas graves consequências para a vida do país” desencadearam um debate “intenso e por vezes emocional” sobre as origens da crise.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão na manhã desta sexta-feira (1º) em caráter “irrevogável e irretratável”.

Parente ficou exatamente dois anos no comando da Petrobras, já que tomou posse no dia 1º de junho de 2016.

De acordo com comunicado da estatal, enviado ao mercado, a nomeação de um CEO interino será examinada ao longo do dia pelo Conselho de Administração. Ainda de acordo com o comunicado, a diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração.

Em uma carta enviada ao presidente Michel Temer, com quem se reuniu na manhã desta sexta, Parente diz que a greve dos caminhoneiros e “suas graves consequências para a vida do país” desencadearam um debate “intenso e por vezes emocional” sobre as origens da crise.

E que a política de preços da Petrobras adotada durante sua gestão foi colocada sob “questionamento”. Ele, porém, diz que os “resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços”.

A política de preços de combustíveis da Petrobras foi um dos principais alvos dos caminhoneiros durante a paralisação da categoria nos últimos dias. Parente declarou em mais de uma ocasião que não mexeria nos preços e, diante disso, se viu pressionado e sofreu um grande desgaste no comando da estatal.

Leia a carta de demissão enviada por Parente ao presidente Michel Temer:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Quando Vossa Excelência me estendeu o honroso convite para ser presidente da Petrobras, conversamos longamente sobre a minha visão de como poderia trabalhar para recuperar a empresa, que passava por graves dificuldades, sem aportes de capital do Tesouro, que na ocasião se mencionava ser indispensável e da ordem de dezenas de bilhões de reais. Vossa Excelência concordou inteiramente com a minha visão e me concedeu a autonomia necessária para levar a cabo tão difícil missão.

Durante o período em que fui presidente da empresa, contei com o pleno apoio de seu Conselho. A trajetória da Petrobras nesse período foi acompanhada de perto pela imprensa, pela opinião pública, e por seus investidores e acionistas. Os resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços.

Faço um julgamento sereno de meu desempenho, e me sinto autorizado a dizer que o que prometi, foi entregue, graças ao trabalho abnegado de um time de executivos, gerentes e o apoio de uma grande parte da força de trabalho da empresa, sempre, repito, com o decidido apoio de seu Conselho.

A Petrobras é hoje uma empresa com reputação recuperada, indicadores de segurança em linha com as melhores empresas do setor, resultados financeiros muito positivos, como demonstrado pelo último resultado divulgado, dívida em franca trajetória de redução e um planejamento estratégico que tem se mostrado capaz de fazer a empresa investir de forma responsável e duradoura, gerando empregos e riqueza para o nosso país.

E isso tudo sem qualquer aporte de capital do Tesouro Nacional, conforme nossa conversa inicial. Me parece, assim, que as bases de uma trajetória virtuosa para a Petrobras estão lançadas.

A greve dos caminhoneiros e suas graves consequências para a vida do País desencadearam um intenso e por vezes emocional debate sobre as origens dessa crise e colocaram a política de preços da Petrobras sob intenso questionamento. Poucos conseguem enxergar que ela reflete choques que alcançaram a economia global, com seus efeitos no País.

Movimentos na cotação do petróleo e do câmbio elevaram os preços dos derivados, magnificaram as distorções de tributação no setor e levaram o governo a buscar alternativas para a solução da greve, definindo-se pela concessão de subvenção ao consumidor de diesel.

Tenho refletido muito sobre tudo o que aconteceu. Está claro, Sr. Presidente, que novas discussões serão necessárias. E, diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente. Sempre procurei demonstrar, em minha trajetória na vida pública que, acima de tudo, meu compromisso é com o bem público. Não tenho qualquer apego a cargos ou posições e não serei um empecilho para que essas alternativas sejam discutidas.

Sendo assim, por meio desta carta, apresento meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Petrobras, em caráter irrevogável e irretratável. Coloco-me à disposição para fazer a transição pelo período necessário para aquele que vier a me substituir.

Vossa Excelência tem sido impecável na visão de gestão profissional da Petrobras. Permita-me, Sr. Presidente, registrar a minha sugestão de que, para continuar com essa histórica contribuição para a empresa — que foi nesse período gerida sem qualquer interferência política — Vossa Excelência se apoie nas regras corporativas, que tanto foram aperfeiçoadas nesses dois anos, e na contribuição do Conselho de Administração para a escolha do novo presidente da Petrobras.

A poucos brasileiros foi dada a honra de presidir a Petrobras. Tenho plena consciência disso e sou muito grato a que, por um período de dois anos, essa honra única me tenha sido conferida por Vossa Excelência.

Quero finalmente registrar o meu agradecimento ao Conselho de Administração, meus colegas da Diretoria Executiva, minha equipe de apoio direto, os demais gestores da empresa e toda força de trabalho que fazem a Petrobras ser a grande empresa que é, orgulho de todos os brasileiros.

Respeitosamente,

Pedro Parente

 

Crise! Zé Reinaldo reage e insinua que PSDB é um “barco que está afundando”

A crise no partido tucano se elevou após José Reinaldo ter anunciado apoio ao deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), na disputa pelo governo do estado, já que a sigla já havia definido o nome do senador Roberto Rocha para a corrida pelo Palácio dos Leões00

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo (PSDB), respondeu, em nota à Imprensa, às últimas declarações do secretário estadual do PSDB, Sebastião Madeira. A crise no partido tucano se elevou após o também ex-governador ter anunciado apoio ao deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), na disputa pelo governo do estado, já que a sigla já havia definido o nome do senador Roberto Rocha para a corrida pelo Palácio dos Leões.

A declaração fez despertar a ira do presidente estadual do PSDB e pré-candidato oficial do partido ao governo do estado, o senador, Roberto Rocha, e do secretário da sigla, Sebastião Madeira, que afirmaram que a vaga de pré-candidato ao Senado, destinada ao deputado José Reinaldo, pode ser revista e garantida a outro candidato.

O trecho mais polêmico da resposta de Zé Reinaldo está no penúltimo parágrafo da carta que ele enviou à Imprensa. “Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que já está afundando”, disse ex-governador insinuando que o projeto político do partido tucano para a sucessão estadual é um fiasco.

Veja a resposta de José Reinaldo:

Por compreender que o equilíbrio de todo e qualquer debate público é exercido, com legitimidade, somente na plena vigência da democratização do acesso à informação, utilizo este expediente para fazer esclarecimentos à população maranhense e à classe política em geral.

Desde que me posicionei a favor da candidatura do deputado estadual Eduardo Braide ao Governo do Estado, tenho sido alvo de constantes ataques sob o comando do poderio econômico e político que – em desrespeito ao papel fundamental da imprensa – usa profissionais da comunicação para mandar recados a mim, sem que o meu ponto de vista possa, sequer, ser manifestado.

É de conhecimento público que sempre fui um político acessível a todos, inteiramente aberto ao diálogo e jamais me furtaria à ocasião de conversar com membros de qualquer partido – ainda mais com quadros relevantes do PSDB como Sebastião Madeira e Roberto Rocha, partido ao qual estou oficialmente filiado.

Nutro um enorme respeito pelo ex-prefeito e ex-deputado Sebastião Madeira que, neste momento, entre útil e afoito, tem sido desbragadamente usado para atender aos interesses dos mais afetados pela ameaça de uma terceira via nas eleições deste ano.

Aproveito a ocasião para fazer um registro histórico. Quando decidi criar a Frente de Libertação do Maranhão, em 2006, o saudoso Jackson Lago rebelou-se com a estratégia de lançarmos três candidatos ao Governo. E, no auge da discordância, chegou a me acusar de ser um agente infiltrado de Sarney para implodir a oposição. O resultado, todos conhecem: Lago consagrou-se nas urnas, eleito governador do Maranhão, em uma vitória que entrou para a história.

Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que está afundando.

Que a verdade e o espírito democrático possam se sobrepor às querelas e aos jogos dos que abusam do poder para me intimidar e confundir a população.

Crise nos municípios do Maranhão aumenta com cortes no Fundeb…

O pagamento da folha dos servidores em educação dos 217 municípios maranhenses está comprometida com a decisão tomada pelo Governo Federal ao baixar a portaria 565, de 20 de abril de 2017, que cortará, neste mês de abril, R$ 224 milhões dos recursos do Fundeb.

O município de Mirador sofrerá duramente com uma perda de grande parte de sua receita, o que corresponde a R$ 557.550,19, o que pode inviabilizar o pagamento da maioria de seus servidores durante este mês.
Estão também sendo afetados com a drástica medida os estados do Ceará, Bahia e Paraíba, sendo o Maranhão o mais prejudicado. Segundo informações de órgãos do governo, o corte é uma devolução de repasses adiantados no decorrer do mês de dezembro de 2016 aos estados mencionados.Ao tomar conhecimento da devolução dos recursos, o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM), foi a Brasília procurar meios para evitar a ‘sangria’ dos parcos recursos da educação maranhense.

Estão também sendo afetados com a drástica medida os estados do Ceará, Bahia e Paraíba, sendo o Maranhão o mais prejudicado. Segundo informações de órgãos do governo, o corte é uma devolução de repasses adiantados no decorrer do mês de dezembro de 2016 aos estados mencionados.Ao tomar conhecimento da devolução dos recursos, o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM), foi a Brasília procurar meios para evitar a ‘sangria’ dos parcos recursos da educação maranhense.

Em plena crise no país, Maranhão é um dos estados mais equilibrados…

Ao contrário do Piauí, Flávio Dino permite ao Estado nomear aprovados em concurso público, mesmo nessa crise

O Jornal Nacional  vem mostrando, em várias matérias, a crise nos estados brasileiros. O Rio Grande do Sul vai pagar o décimo terceiro parcelado em doze vezes; e o salário de dezembro, em duas parcelas. Ainda tem gente que diz que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não deveria comemorar a antecipação de décimo e pagamento de dezembro aqui.
O governo do Maranhão foi o único que fechou a folha do ano de 2016 antes do Natal.
Com menos dinheiro entrando no caixa, quase não sobra para fazer investimentos nos estados. Não há como tocar grandes obras, com recursos próprios, justificam os governadores em meio à crise. Boa parte enfrenta dificuldade de honrar o pagamento dos servidores.
Poucos estados estão com contas em dia e muitos se mostram com ampla dificuldade de gestão, inclusive cancelando nomeações de aprovados em concursos públicos, como no caso do Piauí. No Rio de Janeiro, até os fogos do Rèveillon foram reduzidos este ano. Enquanto isso, Flávio Dino tá dando é exemplo de administração no Maranhão.
Ao contrário do Piauí, Flávio Dino permite ao Estado nomear aprovados em concurso público, mesmo nessa crise. De uma canetada só, ele  efetivou 170 novos técnicos esta semana.
Agora, qual o segredo? Corte de gastos, economia, gestão, responsabilidade pública, equilíbrio fiscal, ajuste de alíquotas, etc. Todos os esforços para não deixar o Estado quebrar, pois muitos outros estão falindo ou já faliram no Brasil.

Waldir Maranhão e o drama do “fantasma”…

El País

Nem em atos públicos relevantes, Maranhão aparece como o representante do Legislativo

Nem em atos públicos relevantes, Maranhão aparece como o representante do Legislativo

“Vou ali no meu gabinete e já volto.” A frase foi dita pelo presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), na noite da quarta-feira (08). Ele abandonou a sessão e não retornou. É o retrato da falta de comando e do impasse que domina a Mesa Diretora da Casa desde que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado em abril da presidência da instituição pelo Supremo Tribunal Federal. O comando dos trabalhos e o protagonismo, na prática, têm sido de Fernando Giacobo (PR-PR), o segundo vice-presidente ou “o interino do interino”, que também não é livre de controvérsias.

Para tentar resolver a situação, o PPS apresentou um projeto de resolução em que declara vaga a Presidência da Câmara. Se aprovado, o projeto 142/2016 forçará que os deputados façam uma nova eleição para escolher seu presidente em um mandato tampão que duraria até fevereiro de 2017. A proposta, por ora, não é garantia de solução do impasse: ela ainda precisa do apoio da maioria dos líderes partidários para que comece a tramitar em regime de urgência e possa ser votada pelos parlamentares.
A situação de Maranhão é, no mínimo, embaraçosa. Em um mês, o substituto direto de Cunha não conseguiu conduzir nenhuma votação no plenário. Nas reuniões com os líderes de bancadas partidárias demonstra uma insegurança poucas vezes vistas entre políticos. Seu primeiro ato, aliás, foi um dos mais controversos vistos até hoje. Ele revogou a sessão em que a Câmara admitiu o processamento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). Horas depois, revogou sua decisão, deixando clara sua inabilidade política.

Na primeira e única entrevista coletiva que concedeu como presidente em exercício da Câmara, o deputado parecia que estava apresentando suas credenciais em busca de um novo emprego. Falou de seu currículo, contou como foi seu passado em seu Estado, mas não disse o que faria no cargo que acabara de assumir. Nesta semana, para agradar ao menos os servidores da Câmara, ele liberou o pagamento de horas extras para funcionários dos gabinetes durante as sessões noturnas. Antes, cada gabinete podia pagar hora adicional para apenas três assessores por sessão, a medida significou uma economia de quase 700 mil reais ao Orçamento do Legislativo.

Situação embaraçosa

Nem em atos públicos relevantes, Maranhão aparece como o representante do Legislativo. Na posse de ministros, por exemplo, quem vai é Fernando Giacobo. Em uma das ocasiões, o presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), queria agradecer ao apoio que vem recebendo dos parlamentares – já foram quatro vitórias no Congresso Nacional nas primeiras três semanas de gestão – e centrou em Giacobo os seus elogios.

Os deputados dos novos partidos governistas (PSDB, DEM, PPS e PSB, principalmente) têm feito de tudo para impedir que Maranhão presida as sessões e que os trabalhos sejam conduzidos automaticamente por Giacobo. Obstruem as votações, abandonam o plenário e fazem uma série de discursos para criticar o primeiro vice-presidente. É uma mudança considerável de conduta. Na época em que eram oposição ao Governo, essas mesmas legendas demoraram quase um ano para virar as costas a Eduardo Cunha, que respondia a uma série de processos judiciais no STF, por exemplo.

Enquanto parte das legendas da base de Temer agora age para tentar comandar o Legislativo, tentando eleger o sucessor de Cunha, a gestão federal tenta se distanciar, como pode, da situação da Câmara: “Interferência zero”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Em uma reunião na manhã desta quinta-feira, Temer foi além e negou estar tentando ajudar Cunha, que mantém poder remoto sobre parte da Casa. O peemedebista tenta salvar seu mandato no Conselho de Ética, onde este responde a um processo por quebra de decoro parlamentar. “Governo não é ação entre amigos”, disse o presidente interino aos líderes de bancadas com quem se encontrou.