PSL do Maranhão e a troca de farpas no Whatsapp

Aliados de Chico Carvalho afirmam que ele continua na direção da legenda, já os de Maura Jorge afirmam que ela vai ser eleita democraticamente presidente do PSL por meio do voto de seus filiados

Ainda sem sinal de trégua ou de tempos mais tranquilos, o PSL maranhense mostra que chegará à disputa pela presidência estadual, em abril, ainda mais dividido. Os grupos da ex-prefeita de Lago da Pedra e do presidente estadual, vereador de São Luís, Chico Carvalho, ainda não deram sinal de um possível entendimento e partiram para acusações no WhatsApp.

A matéria com o título “PSL decide, Maura Jorge está fora dos planos do partido!” postada em um grupo do WhatsApp foi prontamente respondida pela própria que escreveu: “Maura Jorge decide: Chico Carvalho está totalmente isolado do governo Bolsonaro”.

A troca de farpas entre os dois líderes do PSL começou ainda na pré-campanha de 2018 e pode se estender até abril quando acontece a eleição para o diretório do Maranhão.

Aliados de Chico Carvalho afirmam que ele continua na direção da legenda, já os de Maura Jorge afirmam que ela vai ser eleita democraticamente presidente do PSL por meio do voto de seus filiados. É aguardar para ver!

Disputa pelo comando do MDB no Maranhão promete ser acirrada

A ex-governadora Roseana Sarney afirmou a aliados que deseja disputar o comando

A eleição para o novo comando do MDB maranhense promete ser bastante acirrada entre as lideranças mais velhas do partido e a ala jovem. Com o fim do mandato do atual presidente, o senador João Alberto, e com o desejo de não mais disputar o comando da sigla no estado, vários políticos da legenda já se colocam na disputa para sucedê-lo.

A ex-governadora Roseana Sarney afirmou a aliados que deseja disputar o comando. Derrotada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) na última eleição, Roseana terá resistência da classe jovem do partido, que defende a renovação dos quadros do partido.

As informações mostram que os jovens políticos Roberto Costa, Assis Filho e André Campos entrarão na disputa para promoverem uma renovação tão debatida nos últimos anos. Os números das urnas mostram que o MBD maranhense saiu totalmente fragilizafado e que suas velhas lideranças não conseguem mais aglutinar o apoio popular.

Outro que se coloca na disputa é o deputado federal Hildo Marques, que também prega a necessidade do partido renovar o comando de sua executiva no estado.

A briga pelo comando da legenda deve movimentar o partido nos próximos meses e outras figuras do grupo Sarney, mas que são de outros partidos prometem entrar na briga. É aguardar para ver…

Secretário-geral do PSDB propõe fusão com outras siglas

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM

Estadão

Após registrar em 2018 o pior desempenho eleitoral de sua história em uma eleição presidencial e perder 20 cadeiras na Câmara, o PSDB vai avaliar uma proposta de fusão com outras siglas para disputar as próximas eleições.

A iniciativa será apresentada pelo deputado federal Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, à direção executiva da sigla. A ideia, segundo ele, é que em maio os tucanos renovem o comando partidário e em seguida iniciem o processo.

“O PSDB tem que se reinventar depois de organizar a bagunça. É insustentável essa quadro partidário pulverizado. Defendo que, após a renovação da direção, abra-se uma interlocução para um processo criativo de fusão”, disse Pestana ao Estado.

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM. Segundo Pestana, ainda é cedo para dizer qual seria o modelo de fusão e a autonomia que cada partido dentro da nova legenda.

O combustível que alimenta esse debate é a proibição de coligação proporcional a partir das eleições municipais de 2020.

Outra ideia colocada na mesa do PSDB é formar uma federação de partidos para aturarem em conjunto no Congresso e até nas próximas eleições municipais.

O presidente do DEM, ACM Neto, descarta a possibilidade de fusão com o PSDB. “Isso não está na pauta. Isso não passa nem perto de nossa perspectiva. Eu não cogitaria nenhuma hipótese de fusão com o PSDB neste momento”, disse.

Dirigentes de outros partidos também evitam, por ora, falar em fusão. Avaliam que tudo vai depender do cenário em 2019 e da relação das siglas com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em caráter reservado, porém, reconhecem que a proibição de coligações deve empurrar muitos partidos para esse caminho.

Outro debate que permeia o PSDB é a posição em relação ao governo Bolsonaro. Enquanto parte da legenda, com Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso à frente, adotou uma postura crítica e é contrária ao alinhamento, o grupo do governador eleito João Doria defende o apoio ao presidente eleito.

PV do Distrito Federal repudia indicação de Sarney Filho para secretaria de Meio Ambiente

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo

A indicação do deputado federal Sarney Filho (PV-MA) – feita pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) – para assumir a secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal não foi bem aceita nem mesmo por seus correligionários.

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo.

Nota Oficial

A Diretoria Executiva do Partido Verde do Distrito Federal, após tomar conhecimento pela imprensa, nesta terça-feira, 13 de novembro, de que o ex-ministro e deputado federal não reeleito do PV (MA), Sarney Filho, irá compor o novo governo do DF, assim se manifesta:

Considerando que o Partido Verde do DF tem uma atuação de cerca de 20 anos na capital, sempre norteada pelos bons valores da honestidade, transparência e companheirismo;

Considerando que, nas eleições de 2018, o Partido Verde do Distrito Federal elegeu um deputado federal e um primeiro suplente para a Câmara Legislativa;

Considerando que compôs a chapa majoritária adversária ao futuro governador, em um intenso embate ideológico e programático, disputando ainda o segundo turno eleitoral;

Reitera seu total repúdio à decisão do referido deputado para compor a próxima gestão, principalmente em se tratando de desrespeito a esta executiva regional, bem como ao trabalho acumulado, aos resultados eleitorais alcançados, às trajetórias de seus membros e à absoluta falta de respeito pelo Partido Verde.

Por fim, esta Executiva solicita que a Executiva Nacional do PV tome as devidas providências para que o referido deputado reveja esta decisão tão pouco democrática e em desacordo com os nossos compromissos éticos.

Executiva PV/DF

Roberto Rocha responde acusação de José Reinaldo de ser o culpado por sua derrota

O senador fala que não é daqueles que “buscam culpados”

O senador Roberto Rocha, presidente do PSDB no Maranhão, não deixou sem resposta o artigo do deputado federal José Reinaldo (PSDB), em que o culpava por sua derrota na disputa ao Senado Federal.

Rocha, quarto colocado na disputa ao governo do Estado, afirmou que perdeu “uma eleição amarga, enfrentando duas máquinas onipresentes na política do Maranhão, e ainda o surgimento de um novo fenômeno político nacional que contribuiu para afastar as possibilidades do PSDB surgir com chances de crescimento.”

“Minha candidatura, montada pelo PSDB para ajudar o palanque de Geraldo Alckmin, representou um esforço enorme que, por conta das circunstâncias que todos conhecem, acabou num ponto cego do radar eleitoral”

O senador fala que não é daqueles que “buscam culpados para as vicissitudes da política. Há que aprender as lições e seguir em frente. Por isso estranhei quando o ex-governador José Reinaldo, de posse dos resultados eleitorais, apontou um único culpado pela derrota de seu pleito. E esse culpado seria eu!”

Rocha enumerou as ações que fez para que José Reinaldo saísse candidato, como ter oferecido a única chance de competir por um partido com tempo de televisão e fundo eleitora. Citou ainda quando todos os candidatos a deputado do partido assinaram um documento manifestando apoio a candidatura de Waldir Maranhão e Alexandre Almeida, mas que ele como presidente contornou a situação.

Em sua resposta, Rocha afirmou que José Reinaldo foi o único que recebeu 100% da verba do fundo eleitoral. Que Zé Reinaldo fez sua campanha no Rádio e na TV e nos impressos sem citar os nomes dos candidatos a governador e presidente da República do partido que financiava sua campanha.

O presidente do PSDB no Maranhão terminou sua resposta como seu melhor jeito pitoresco afirmando que “quem está morrendo afogado, jacaré é tronco”, se referindo ao ex-governador José Reinaldo.

Receoso em perder o PSL, Chico Carvalho expõe racha na legenda em momento decisivo do segundo turno

Chico Carvalho é presidente estadual do PSL e nesses dias, em que deveria está somando para ajudar a eleger o candidato a presidente da sigla, entrou numa campanha pública de acusações

O vereador de São Luís, Chico Carvalho (PSL), talvez tenha se transformado no maior criador de casos para a candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão. Provavelmente, enciumado com o trabalho que a ex-prefeita Maura Jorge realiza, o vereador anda usando alguns amigos para expor problemas internos no PSL.

Chico Carvalho é presidente estadual do PSL e nesses dias, em que deveria está somando para ajudar a eleger o candidato a presidente da sigla, entrou numa campanha pública de acusações e ameaças que tem constrangido os apoiadores de Bolsonaro.

Segundo informações, Chico Carvalho estaria receoso de perder o controle do PSL. Em pleno segundo turno, ele ganhou espaço nos meios de comunicação ao ameaçar de processo até familiares da ex-candidata ao governo do Maranhão pela sigla que preside.

Expor problemas entre ele e uma importante filiada do PSL no Maranhão é uma péssima escolha para o parlamentar.

Maura Jorge, nos últimos dias fechou parcerias com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças para garantir a vitória de Bolsonaro neste segundo turno, esse deveria ser a melhor estratégia que Chico Carvalho poderia também executar.

Zé Reinaldo culpa Roberto Rocha por sua derrota e cita os erros do presidente da legenda

Roberto Rocha e o PSDB plantaram discórdia e colheram nesta eleição o prejuízo. Após anos de ótimos resultados e vitórias, o PSDB agora colhe derrotas e um futuro incerto

O ex-governador José Reinaldo (PSDB), em artigo publicado no Jornal Pequeno, creditou a sua derrota ao presidente do PSDB no Maranhão, o senador Roberto Rocha. Ele começou falando sobre a tentativa de consolidar o nome do deputado estadual Eduardo Braide (PMN), ao governo do Estado, que, nas pesquisas qualitativas, sempre aparecia melhor posicionado do que Roberto Rocha, mas o senador foi irredutível.

“Conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador”, escreveu o ex-governador.

Zé Reinaldo afirmou que sua “candidatura ao Senado tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.”

O ex-governador também citou as candidaturas do PSDB, tanto a de governador, quanto a de presidente do país, “seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido.”

De fato, Roberto Rocha e o PSDB plantaram discórdia e colheram nesta eleição o prejuízo. Após anos de ótimos resultados e vitórias, o PSDB agora colhe derrotas e um futuro incerto. Sobre a liderança de Roberto Rocha, o partido deve avaliar as derrotas de Alexandre Almeida, Zé Reinaldo, Sebastião Madeira, Waldir Maranhão, Guilherme Paz, além do próprio presidente.

Ataque de irmão de Ciro põe frente pró-Haddad em xeque, e PT busca lulistas

A postura de Cid alarmou ainda mais a campanha do PT, mas não foi o primeiro sinal de que a frente democrática está fazendo água a 11 dias do segundo turno. Na semana passada, Haddad ficou preocupado com a viagem de Ciro à Europa após o PDT anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura

Estadão

Após o fiasco na articulação de uma frente democrática em apoio a Fernando Haddad, a campanha do PT ao Planalto admite ajustes no segundo turno e ainda tenta ampliar as alianças com outros setores da sociedade.

Com ataques ao PT feitos pelo senador Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, e diante das dificuldades para dilatar seu arco político, a ordem no QG petista é investir no eleitorado mais pobre e em grupos de evangélicos, juristas, artistas e intelectuais, que tradicionalmente já apoiavam o PT.

Nesta quarta (17), Haddad vai se reunir com lideranças evangélicas em São Paulo e prepara uma carta em que se comprometerá com a defesa da vida e valores da família. O ato é reflexo da preocupação dos petistas em conter o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) inclusive entre o eleitorado lulista, como pobres, nordestinos e religiosos.

Segundo o Datafolha, cerca de 70% dos evangélicos estão com o capitão reformado. O candidato do PSL tem 18 pontos sobre o petista segundo o Ibope desta segunda (15), 59%, contra 41% de Haddad. Para diminuir essa diferença, o herdeiro de Lula esperava formar uma frente com atores políticos importantes, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mas as tratativas não avançaram.

A cúpula da campanha de Haddad admite que o duro discurso de Cid Gomes, irmão de Ciro, colocou em xeque o plano de um arco democrático para se opor a Bolsonaro. Durante evento no Ceará em apoio ao petista, na segunda-feira (15), Cid criticou o PT e chamou militantes que o vaiavam de “babacas”. Ele chegou a afirmar que o partido merecia perder a eleição.

A postura de Cid alarmou ainda mais a campanha do PT, mas não foi o primeiro sinal de que a frente democrática está fazendo água a 11 dias do segundo turno. Na semana passada, Haddad ficou preocupado com a viagem de Ciro à Europa após o PDT anunciar um “apoio crítico” à sua candidatura.

Em entrevista nesta terça, Haddad minimizou a fala de Cid, disse que não havia assistido ao vídeo na íntegra e que a discussão é “meio acalorada”. “Essa coisa é meio acalorada mas eu não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade pessoal com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa, prefiro sempre olhar o lado positivo”, disse.

A campanha de Bolsonaro, por sua vez, apressou-se para explorar a polêmica e levou o discurso de Cid ao seu programa na TV. “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, diz o locutor na abertura da peça.

Na tentativa de evitar o desmoronamento completo do plano de formar sua frente, Haddad acelerou a aproximação com FHC e telefonou, nesta segunda, para o superintendente do Instituto FHC, Sérgio Fausto, mas nada de concreto foi fechado.

Haddad nunca acreditou em declaração de apoio público à sua candidatura por parte de FHC, mas avalia que o tucano, ao rechaçar Bolsonaro, pode participar de uma plataforma em defesa dos valores democráticos. FHC é a tentativa de peso para o projeto após o petista ver, além de Ciro, Marina e até Henrique Meirelles (MDB) declararem neutralidade no segundo turno.

Haddad esteve também com o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa na semana passada, mas a conversa foi pouco assertiva. Barbosa, que poderia ser ministro da Justiça de um eventual governo do PT, de acordo com aliados do candidato, declarou estar preocupado com o país, porém não deu sinal de que vai firmar acordo publicamente com o petista.

Briga interna entre Maura Jorge e Chico Carvalho reflete em campanha de Bolsonaro no Maranhão

Vale lembrar que a disputa entre Maura e Chico Carvalho começou desde a pré-campanha

Passadas as eleições regionais onde o resultado não foi um dos melhores para o PSL do Maranhão, as divergências dentro da legenda continuam e refletem no planejamento da campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL), no Estado.

Os atritos envolvendo o presidente da legenda no Maranhão, o vereador de São Luís Francisco Carvalho, e a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, continuam e a tropa de farpas ganham todos os dias novos destaques.

Vale lembrar que a disputa entre Maura e Chico Carvalho começou desde a pré-campanha, onde, segundo Maura, as atitudes de Chico Carvalho atrapalharam a construção de uma chapa majoritária competitiva para a disputa ao governo do Estado.

Dessa vez, foi a vez de Francisco Carvalho acusar pessoas ligadas a Maura de estarem compartilhando difamações sobre ele. Segundo o parlamentar, as atitudes serão levadas até a Justiça.

O certo é que, além da disputa presidencial, a briga pelo comando do PSL no Maranhão vai render muitos acontecimentos. Mas os representantes da legenda precisam acertar o mais rápido possível seus discursos, para não atrapalhar as estratégias do candidato no Estado.