Temer corta R$ 150 milhões da Saúde; para Rubens Jr, “onda de protestos pode voltar”

O parlamentar lembrou ainda que a redução dos programas sociais e até no SUS foi a única manobra possível para Temer

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), titular da Comissão Mista de Orçamento da Câmara, considera que a saída econômica encontrada pelo governo Michel Temer (PMDB) para conter a greve dos caminhoneiros “foi a pior possível”.

Para reduzir o valor do diesel para R$ 0,46 por litro, o governo Temer usou R$ 6,2 bilhões de reservas orçamentárias, e o restante por meio do corte de investimentos em Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Educação, Saúde, Justiça e Segurança.

“Temer cortou mais de R$ 150 milhões da saúde e R$ 300 milhões das estradas. É óbvio que isso não vai dar certo. A onda de protestos pode voltar. A solução do governo não resolve o problema”, avalia Rubens Júnior.

Redução dos programas sociais e no SUS

O parlamentar lembrou ainda que a redução dos programas sociais e até no SUS foi a única manobra possível para Temer. Como o presidente aprovou a PEC do teto de gastos, que congela o orçamento por 20 anos, ele teve de cortar em áreas como saúde, educação e infraestrutura, para fazer caber a redução do diesel.

Pedro Parente pede demissão da presidência da Petrobras

Parente diz que a greve dos caminhoneiros e “suas graves consequências para a vida do país” desencadearam um debate “intenso e por vezes emocional” sobre as origens da crise.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão na manhã desta sexta-feira (1º) em caráter “irrevogável e irretratável”.

Parente ficou exatamente dois anos no comando da Petrobras, já que tomou posse no dia 1º de junho de 2016.

De acordo com comunicado da estatal, enviado ao mercado, a nomeação de um CEO interino será examinada ao longo do dia pelo Conselho de Administração. Ainda de acordo com o comunicado, a diretoria executiva da companhia não sofrerá qualquer alteração.

Em uma carta enviada ao presidente Michel Temer, com quem se reuniu na manhã desta sexta, Parente diz que a greve dos caminhoneiros e “suas graves consequências para a vida do país” desencadearam um debate “intenso e por vezes emocional” sobre as origens da crise.

E que a política de preços da Petrobras adotada durante sua gestão foi colocada sob “questionamento”. Ele, porém, diz que os “resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços”.

A política de preços de combustíveis da Petrobras foi um dos principais alvos dos caminhoneiros durante a paralisação da categoria nos últimos dias. Parente declarou em mais de uma ocasião que não mexeria nos preços e, diante disso, se viu pressionado e sofreu um grande desgaste no comando da estatal.

Leia a carta de demissão enviada por Parente ao presidente Michel Temer:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Quando Vossa Excelência me estendeu o honroso convite para ser presidente da Petrobras, conversamos longamente sobre a minha visão de como poderia trabalhar para recuperar a empresa, que passava por graves dificuldades, sem aportes de capital do Tesouro, que na ocasião se mencionava ser indispensável e da ordem de dezenas de bilhões de reais. Vossa Excelência concordou inteiramente com a minha visão e me concedeu a autonomia necessária para levar a cabo tão difícil missão.

Durante o período em que fui presidente da empresa, contei com o pleno apoio de seu Conselho. A trajetória da Petrobras nesse período foi acompanhada de perto pela imprensa, pela opinião pública, e por seus investidores e acionistas. Os resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços.

Faço um julgamento sereno de meu desempenho, e me sinto autorizado a dizer que o que prometi, foi entregue, graças ao trabalho abnegado de um time de executivos, gerentes e o apoio de uma grande parte da força de trabalho da empresa, sempre, repito, com o decidido apoio de seu Conselho.

A Petrobras é hoje uma empresa com reputação recuperada, indicadores de segurança em linha com as melhores empresas do setor, resultados financeiros muito positivos, como demonstrado pelo último resultado divulgado, dívida em franca trajetória de redução e um planejamento estratégico que tem se mostrado capaz de fazer a empresa investir de forma responsável e duradoura, gerando empregos e riqueza para o nosso país.

E isso tudo sem qualquer aporte de capital do Tesouro Nacional, conforme nossa conversa inicial. Me parece, assim, que as bases de uma trajetória virtuosa para a Petrobras estão lançadas.

A greve dos caminhoneiros e suas graves consequências para a vida do País desencadearam um intenso e por vezes emocional debate sobre as origens dessa crise e colocaram a política de preços da Petrobras sob intenso questionamento. Poucos conseguem enxergar que ela reflete choques que alcançaram a economia global, com seus efeitos no País.

Movimentos na cotação do petróleo e do câmbio elevaram os preços dos derivados, magnificaram as distorções de tributação no setor e levaram o governo a buscar alternativas para a solução da greve, definindo-se pela concessão de subvenção ao consumidor de diesel.

Tenho refletido muito sobre tudo o que aconteceu. Está claro, Sr. Presidente, que novas discussões serão necessárias. E, diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente. Sempre procurei demonstrar, em minha trajetória na vida pública que, acima de tudo, meu compromisso é com o bem público. Não tenho qualquer apego a cargos ou posições e não serei um empecilho para que essas alternativas sejam discutidas.

Sendo assim, por meio desta carta, apresento meu pedido de demissão do cargo de Presidente da Petrobras, em caráter irrevogável e irretratável. Coloco-me à disposição para fazer a transição pelo período necessário para aquele que vier a me substituir.

Vossa Excelência tem sido impecável na visão de gestão profissional da Petrobras. Permita-me, Sr. Presidente, registrar a minha sugestão de que, para continuar com essa histórica contribuição para a empresa — que foi nesse período gerida sem qualquer interferência política — Vossa Excelência se apoie nas regras corporativas, que tanto foram aperfeiçoadas nesses dois anos, e na contribuição do Conselho de Administração para a escolha do novo presidente da Petrobras.

A poucos brasileiros foi dada a honra de presidir a Petrobras. Tenho plena consciência disso e sou muito grato a que, por um período de dois anos, essa honra única me tenha sido conferida por Vossa Excelência.

Quero finalmente registrar o meu agradecimento ao Conselho de Administração, meus colegas da Diretoria Executiva, minha equipe de apoio direto, os demais gestores da empresa e toda força de trabalho que fazem a Petrobras ser a grande empresa que é, orgulho de todos os brasileiros.

Respeitosamente,

Pedro Parente

 

Crise! Zé Reinaldo reage e insinua que PSDB é um “barco que está afundando”

A crise no partido tucano se elevou após José Reinaldo ter anunciado apoio ao deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), na disputa pelo governo do estado, já que a sigla já havia definido o nome do senador Roberto Rocha para a corrida pelo Palácio dos Leões00

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo (PSDB), respondeu, em nota à Imprensa, às últimas declarações do secretário estadual do PSDB, Sebastião Madeira. A crise no partido tucano se elevou após o também ex-governador ter anunciado apoio ao deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), na disputa pelo governo do estado, já que a sigla já havia definido o nome do senador Roberto Rocha para a corrida pelo Palácio dos Leões.

A declaração fez despertar a ira do presidente estadual do PSDB e pré-candidato oficial do partido ao governo do estado, o senador, Roberto Rocha, e do secretário da sigla, Sebastião Madeira, que afirmaram que a vaga de pré-candidato ao Senado, destinada ao deputado José Reinaldo, pode ser revista e garantida a outro candidato.

O trecho mais polêmico da resposta de Zé Reinaldo está no penúltimo parágrafo da carta que ele enviou à Imprensa. “Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que já está afundando”, disse ex-governador insinuando que o projeto político do partido tucano para a sucessão estadual é um fiasco.

Veja a resposta de José Reinaldo:

Por compreender que o equilíbrio de todo e qualquer debate público é exercido, com legitimidade, somente na plena vigência da democratização do acesso à informação, utilizo este expediente para fazer esclarecimentos à população maranhense e à classe política em geral.

Desde que me posicionei a favor da candidatura do deputado estadual Eduardo Braide ao Governo do Estado, tenho sido alvo de constantes ataques sob o comando do poderio econômico e político que – em desrespeito ao papel fundamental da imprensa – usa profissionais da comunicação para mandar recados a mim, sem que o meu ponto de vista possa, sequer, ser manifestado.

É de conhecimento público que sempre fui um político acessível a todos, inteiramente aberto ao diálogo e jamais me furtaria à ocasião de conversar com membros de qualquer partido – ainda mais com quadros relevantes do PSDB como Sebastião Madeira e Roberto Rocha, partido ao qual estou oficialmente filiado.

Nutro um enorme respeito pelo ex-prefeito e ex-deputado Sebastião Madeira que, neste momento, entre útil e afoito, tem sido desbragadamente usado para atender aos interesses dos mais afetados pela ameaça de uma terceira via nas eleições deste ano.

Aproveito a ocasião para fazer um registro histórico. Quando decidi criar a Frente de Libertação do Maranhão, em 2006, o saudoso Jackson Lago rebelou-se com a estratégia de lançarmos três candidatos ao Governo. E, no auge da discordância, chegou a me acusar de ser um agente infiltrado de Sarney para implodir a oposição. O resultado, todos conhecem: Lago consagrou-se nas urnas, eleito governador do Maranhão, em uma vitória que entrou para a história.

Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que está afundando.

Que a verdade e o espírito democrático possam se sobrepor às querelas e aos jogos dos que abusam do poder para me intimidar e confundir a população.

Crise nos municípios do Maranhão aumenta com cortes no Fundeb…

O pagamento da folha dos servidores em educação dos 217 municípios maranhenses está comprometida com a decisão tomada pelo Governo Federal ao baixar a portaria 565, de 20 de abril de 2017, que cortará, neste mês de abril, R$ 224 milhões dos recursos do Fundeb.

O município de Mirador sofrerá duramente com uma perda de grande parte de sua receita, o que corresponde a R$ 557.550,19, o que pode inviabilizar o pagamento da maioria de seus servidores durante este mês.
Estão também sendo afetados com a drástica medida os estados do Ceará, Bahia e Paraíba, sendo o Maranhão o mais prejudicado. Segundo informações de órgãos do governo, o corte é uma devolução de repasses adiantados no decorrer do mês de dezembro de 2016 aos estados mencionados.Ao tomar conhecimento da devolução dos recursos, o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM), foi a Brasília procurar meios para evitar a ‘sangria’ dos parcos recursos da educação maranhense.

Estão também sendo afetados com a drástica medida os estados do Ceará, Bahia e Paraíba, sendo o Maranhão o mais prejudicado. Segundo informações de órgãos do governo, o corte é uma devolução de repasses adiantados no decorrer do mês de dezembro de 2016 aos estados mencionados.Ao tomar conhecimento da devolução dos recursos, o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM), foi a Brasília procurar meios para evitar a ‘sangria’ dos parcos recursos da educação maranhense.

Em plena crise no país, Maranhão é um dos estados mais equilibrados…

Ao contrário do Piauí, Flávio Dino permite ao Estado nomear aprovados em concurso público, mesmo nessa crise

O Jornal Nacional  vem mostrando, em várias matérias, a crise nos estados brasileiros. O Rio Grande do Sul vai pagar o décimo terceiro parcelado em doze vezes; e o salário de dezembro, em duas parcelas. Ainda tem gente que diz que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não deveria comemorar a antecipação de décimo e pagamento de dezembro aqui.
O governo do Maranhão foi o único que fechou a folha do ano de 2016 antes do Natal.
Com menos dinheiro entrando no caixa, quase não sobra para fazer investimentos nos estados. Não há como tocar grandes obras, com recursos próprios, justificam os governadores em meio à crise. Boa parte enfrenta dificuldade de honrar o pagamento dos servidores.
Poucos estados estão com contas em dia e muitos se mostram com ampla dificuldade de gestão, inclusive cancelando nomeações de aprovados em concursos públicos, como no caso do Piauí. No Rio de Janeiro, até os fogos do Rèveillon foram reduzidos este ano. Enquanto isso, Flávio Dino tá dando é exemplo de administração no Maranhão.
Ao contrário do Piauí, Flávio Dino permite ao Estado nomear aprovados em concurso público, mesmo nessa crise. De uma canetada só, ele  efetivou 170 novos técnicos esta semana.
Agora, qual o segredo? Corte de gastos, economia, gestão, responsabilidade pública, equilíbrio fiscal, ajuste de alíquotas, etc. Todos os esforços para não deixar o Estado quebrar, pois muitos outros estão falindo ou já faliram no Brasil.

Waldir Maranhão e o drama do “fantasma”…

El País

Nem em atos públicos relevantes, Maranhão aparece como o representante do Legislativo

Nem em atos públicos relevantes, Maranhão aparece como o representante do Legislativo

“Vou ali no meu gabinete e já volto.” A frase foi dita pelo presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), na noite da quarta-feira (08). Ele abandonou a sessão e não retornou. É o retrato da falta de comando e do impasse que domina a Mesa Diretora da Casa desde que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi afastado em abril da presidência da instituição pelo Supremo Tribunal Federal. O comando dos trabalhos e o protagonismo, na prática, têm sido de Fernando Giacobo (PR-PR), o segundo vice-presidente ou “o interino do interino”, que também não é livre de controvérsias.

Para tentar resolver a situação, o PPS apresentou um projeto de resolução em que declara vaga a Presidência da Câmara. Se aprovado, o projeto 142/2016 forçará que os deputados façam uma nova eleição para escolher seu presidente em um mandato tampão que duraria até fevereiro de 2017. A proposta, por ora, não é garantia de solução do impasse: ela ainda precisa do apoio da maioria dos líderes partidários para que comece a tramitar em regime de urgência e possa ser votada pelos parlamentares.
A situação de Maranhão é, no mínimo, embaraçosa. Em um mês, o substituto direto de Cunha não conseguiu conduzir nenhuma votação no plenário. Nas reuniões com os líderes de bancadas partidárias demonstra uma insegurança poucas vezes vistas entre políticos. Seu primeiro ato, aliás, foi um dos mais controversos vistos até hoje. Ele revogou a sessão em que a Câmara admitiu o processamento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT). Horas depois, revogou sua decisão, deixando clara sua inabilidade política.

Na primeira e única entrevista coletiva que concedeu como presidente em exercício da Câmara, o deputado parecia que estava apresentando suas credenciais em busca de um novo emprego. Falou de seu currículo, contou como foi seu passado em seu Estado, mas não disse o que faria no cargo que acabara de assumir. Nesta semana, para agradar ao menos os servidores da Câmara, ele liberou o pagamento de horas extras para funcionários dos gabinetes durante as sessões noturnas. Antes, cada gabinete podia pagar hora adicional para apenas três assessores por sessão, a medida significou uma economia de quase 700 mil reais ao Orçamento do Legislativo.

Situação embaraçosa

Nem em atos públicos relevantes, Maranhão aparece como o representante do Legislativo. Na posse de ministros, por exemplo, quem vai é Fernando Giacobo. Em uma das ocasiões, o presidente interino da República, Michel Temer (PMDB), queria agradecer ao apoio que vem recebendo dos parlamentares – já foram quatro vitórias no Congresso Nacional nas primeiras três semanas de gestão – e centrou em Giacobo os seus elogios.

Os deputados dos novos partidos governistas (PSDB, DEM, PPS e PSB, principalmente) têm feito de tudo para impedir que Maranhão presida as sessões e que os trabalhos sejam conduzidos automaticamente por Giacobo. Obstruem as votações, abandonam o plenário e fazem uma série de discursos para criticar o primeiro vice-presidente. É uma mudança considerável de conduta. Na época em que eram oposição ao Governo, essas mesmas legendas demoraram quase um ano para virar as costas a Eduardo Cunha, que respondia a uma série de processos judiciais no STF, por exemplo.

Enquanto parte das legendas da base de Temer agora age para tentar comandar o Legislativo, tentando eleger o sucessor de Cunha, a gestão federal tenta se distanciar, como pode, da situação da Câmara: “Interferência zero”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Em uma reunião na manhã desta quinta-feira, Temer foi além e negou estar tentando ajudar Cunha, que mantém poder remoto sobre parte da Casa. O peemedebista tenta salvar seu mandato no Conselho de Ética, onde este responde a um processo por quebra de decoro parlamentar. “Governo não é ação entre amigos”, disse o presidente interino aos líderes de bancadas com quem se encontrou.

Incerteza sobre Waldir Maranhão gera receio de ‘paralisia’ da Câmara

Waldir Maranhão já afirmou que não renuncia “de jeito nenhum”

Waldir Maranhão já afirmou que não renuncia “de jeito nenhum”

G1

Deputados ouvidos pelo G1 temem que a primeira semana de trabalhos da Câmara com Michel Temer como presidente da República em exercício seja de “paralisia” devido à incerteza sobre quem será o líder do novo governo na Casa e aos questionamentos em relação à permanência do deputado Waldir Maranhão (PP-MA) na presidência da Casa.
Os líderes partidários se reúnem na tarde desta terça-feira (17) para definir como as sessões do plenário serão conduzidas.
Waldir Maranhão já afirmou que não renuncia “de jeito nenhum”, mas partidos da base de Temer avaliam que ele não terá condições de conduzir as votações.
Maranhão gerou revolta entre os deputados ao tentar anular a aprovação pela Câmara da continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Posteriormente, ele voltou atrás e cancelou a própria decisão.
Diante do impasse, o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF), convidou líderes partidários para uma reunião na manhã desta terça (15) para discutir uma forma de possibilitar votações no plenário.
“Se ele [Maranhão] presidir a sessão, não sei o que pode acontecer naquele plenário. Mas legitimado [para ser o presidente em exercício] ele está. Vou chamar todos os líderes da base para fazer uma leitura dos cenários e percepções”, disse Rosso.
O líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), defendeu um “esforço coletivo” dos partidos que apoiam Temer, para evitar a paralisia do plenário.
Para o tucano, a Câmara precisa votar medidas provisórias editadas pela presidente afastada, Dilma Rousseff, para “limpar” a pauta e permitir que as futuras propostas de ajuste fiscal do novo governo sejam apreciadas.
“Não podemos fazer nenhum tipo de paralisação. Temos que votar as medidas provisórias, limpar essa pauta, na expectativa do envio dos projetos do novo governo. Acho que tem que ter um esforço coletivo. Até porque as medidas [de ajuste fiscal] vão precisar de profundo debate. Não pode misturar problema que é da nossa natureza, a presidência da Câmara, e obstruir a pauta”, afirmou ao G1.
Presidência da Câmara
Diante da avaliação de que Maranhão não terá condições de presidir sessões do plenário e viabilizar votações, partidos avaliam a possibilidade de um entendimento com o presidente em exercício para que o primeiro-secretário, Beto Mansur (PRB-SP), conduza as sessões. “Eu estou disposto a ajudar”, disse Mansur.
Se ele [Maranhão] presidir a sessão, não sei o que pode acontecer naquele plenário. Mas legitimado [para ser o presidente em exercício] ele está.”

Por sua vez, o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), afirmou que vai apresentar nesta terça uma questão de ordem a Waldir Maranhão pedindo que seja declarado vago o cargo de presidente da Casa, diante da suspensão do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelo Supremo Tribunal Federal.
No caso de vacância, seriam realizadas novas eleições para o cargo de presidente da Câmara. A expectativa é que Maranhão negue o pedido do DEM e, nesse caso, o partido recorrerá à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Vou contestar a presidência mesmo que interina do senhor Waldir Maranhão. Ele não tem condição de conduzir a sessão da Câmara dos Deputados depois do papelão que promoveu na semana passada. A sessão que vier a ser conduzida por ele vai causar celeuma e confusão. Não o queremos presidindo nenhuma sessão”, disse Pauderney.
Mas o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), avalia que, apesar do risco de paralisia no plenário, não há possibilidade jurídica de tirar Maranhão da presidência.
“Ponderei que a gente deveria dar 15 dias [para ver o que acontece com Maranhão na presidência]. Ele [Eduardo Cunha] está liminarmente afastado. É difícil declarar vago um cargo de alguém [Cunha] que está eleito. São coisas que seriam judicializadas. Isso é ruim para a Casa. Se não começarmos a votar em plenário amanhã, a população começa a ver de longe e contestar”, disse.
O líder do PSD também avalia que não é possível tirar Maranhão da presidência em exercício da Câmara.
“O mundo jurídico não aceita essa tese de vacância. Só poderia haver vacância por morte, perda do mandato ou renúncia. Não tem hipótese regimental para isso”, disse Rogério Rosso.

Ministros do PMDB fazem acordo com Sarney para permanecerem nos cargos

R7

Sarney ressurge no cenário político de crise

Sarney ressurge no cenário político de crise

Os seis ministros do PMDB fizeram um acordo com a cúpula do partido e se recusaram a abrir mão dos cargos que ocupam no governo da presidente Dilma Rousseff. A decisão dos ministros demonstra que o PMDB — que desembarcou oficialmente do governou nesta terça-feira (29) — está novamente rachado entre a ala de Michel Temer e José Sarney e a de Renan Calheiros. O racha é o mesmo que marcou a sigla há 15 anos.

Kátia Abreu (Agricultura), Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Eduardo Braga (Minas e Energia), Mauro Lopes (Secretaria de Aviação Civil) e Helder Barbalho (Secretaria de Portos) declararam à presidente que só deixam seus cargos se ela precisar deles nas negociações para agregar votos contra o processo de impeachment, que tramita na Câmara dos Deputados.

Para a recomposição da base, o principal ministério que pode ser utilizado é o da Saúde. A pasta conta com um orçamento superior a R$ 100 bilhões por ano. O principal alvo do Planalto para assumir as vagas é o PP, responsável pela terceira maior bancada da Câmara, com 49 cadeiras.

Pagar para ver

Kátia Abreu diz que “paga para ver” se todos serão expulsos por desobedecer a decisão do Diretório Nacional. Pelo Twitter, ela anunciou que os ministros ficam no governo e no PMDB.

— Continuaremos no Governo e no PMDB. Ao lado do Brasil no enfrentarmos da crise. […] Deixamos a Presidente a vontade caso ela necessite de espaço para recompor sua base.

COISA TÁ PRETA! Bird corta previsões para economia do Brasil e vê crescimento só em 2017

Nosso Real enfraqueceu, drasticamente, diante do Dólar americano

Nosso Real enfraqueceu, drasticamente, diante do Dólar americano

Globo

O Banco Mundial (Bird) reduziu, significativamente, as previsões para o desempenho da economia brasileira. Relatório divulgado pelo fundo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve “encolher” 2,5% em 2016 – uma piora drástica frente às previsões feitas em junho passado, quando a entidade esperava um crescimento de 1,1% no PIB deste ano.
Em 2015, o Bird estima que a economia brasileira tenha sofrido uma contração de 3,7% – no relatório de junho, a queda prevista era de 1,3%. O dado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em março.
O banco também acredita que o Brasil deve voltar a crescer em 2017, com uma expansão de 1,4%, acelerando para 1,5% em 2018, com menos temores sobre a inflação e melhora nas contas do governo. O crescimento do próximo ano, no entanto, é bem menor que o esperado no documento de junho, que previa alta de 2%.
Este ano, entre os países da América Latina e Caribe, o Brasil só deve ter desempenho “menos pior” que o da Venezuela, que tem previsão de contração de 4,8%.
Recuperação anêmica dos emergentes
O relatório divulgado nesta quarta-feira mostra que a economia global deve ter uma aceleração modesta este ano, com crescimento de 2,9%, depois de se expandir 2,4% em 2015. Já os mercados emergentes deverão mostrar uma recuperação “anêmica”, que vai conter o avanço do PIB mundial.
Segundo as previsões, as economias em desenvolvimento deverão expandir 4,8% em 2016, menos do que o esperado anteriormente (5,4%), mas um aumento com relação à alta de 4,3% do ano passado. O crescimento da China deve desacelerar para 6,7%, depois de crescer 6,9% em 2015 – e continuar perdendo força até 2018.
Já as economias de alta renda devem ter expansão de 2,1%, superando os 1,6% do ano passado. Os Estados Unidos devem crescer 2,1% – acima dos 1,6% de 2015 (mas abaixo da previsão de 2,3% feita em junho), enquanto a estimativa para a zona do euro é de expansão de 1,7%, também superior aos 1,5% do ano passado (e menos que a previsão feita em junho, de alta de 1,8%).