Bolsonaro ficará fora do 1º debate do 2º turno após reavaliação médica

“Ele perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco. Ele precisa de uma dieta de recuperação proteica.”, disse o médico

G1

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi submetido a uma nova avaliação médica, na manhã desta quarta-feira (10), em sua casa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo o clínico cardiologista Leandro Echenique, a cirurgia completa hoje 34 dias e Bolsonaro está se recuperando, mas ainda não está liberado para fazer campanha.

“Ele perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco. Ele precisa de uma dieta de recuperação proteica.”, disse o médico, ressaltando que na próxima quinta-feira (18) Bolsonaro deve ir ao hospital e provavelmente será liberado para campanha e debates.

Está previsto para essa semana o debate entre os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro na TV Band. A assessoria de imprensa do candidato do PSL confirmou que ele não participará do debate desta semana.

Bolsonaro sofreu um ataque no dia 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo de Oliveira, preso for esfaquear o candidato, foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político. Segundo a investigação da Polícia Federal, ele agiu sozinho no atentado.

O cirurgião Antônio Luiz Bonsucesso Macedo e o cardiologista Echenique chegaram ao condomínio do capitão por volta das 9h30. Um terceiro médico, identificado como Marcelo, os acompanhava.

“Ele não tem mais inclusão de ferro na veia, como estava sendo feito, não tem mais antibiótico na veia, não tá mais com home care do Einstein o tempo todo, que nós temos mantido. Então ele vai fazer uma intensa reposição nutricional e fisioterapia e, com certeza, pelo que nós conhecemos dele, quinta-feira que vem vamos liberá-lo para tudo que for necessário”, garantiu o cirurgião Antônio Macedo.

Ainda segundo os médicos, apesar do quadro de Bolsonaro ter evoluído bem, ele ainda apresenta quadro de anemia, o que impossibilita a liberação completa do paciente.

Há uma semana, Macedo e Echenique estiveram com Bolsonaro e contraindicaram a ida dele ao debate da TV Globo com os presidenciáveis, no dia seguinte. O candidato acatou a sugestão e não foi ao encontro.

O cardiologista disse que faz uma semana que o candidato recebeu a última dose de antibióticos e não apresenta nenhuma infecção e não corre nenhum outro risco, mas ainda está enfraquecido. “Ele está tendo uma recuperação muito boa mas ainda recomendamos um repouso relativo para o término da recuperação”, disse Echenique.

O cirurgião Macedo disse que uma pessoa que teve tanta perda de peso e massa muscular fica expostos a infecções, baixa de imunidade, queda de pressão e desmaios.

“Ele não pode fazer viagens, não pode fazer atividade física mais prolongada. Tem de ter um repouso relativo para a recuperação final dentro de casa. Ele pode sair de casa por períodos muito curtos. Ele tem o desejo de participar da campanha, mas no momento ainda não é recomendado”, disse o médico.

Macedo disse que a retirada da bolsa de da colostomia deve ocorrer depois do dia 12 de dezembro. “Ela pode ser retirada a partir de três meses da cirurgia, que ocorreu no dia 12 de setembro. Ele vai escolher a data. Essa cirurgia é muito mais simples e a recuperação é de duas semanas”, disse Macedo.

Campanha nas redes sociais

Enquanto não recebe alta médica, o candidato tem concedido entrevistas e falado nas redes sociais em casa. Nesta quarta-feira, em uma nova publicação na internet, ele falou sobre propostas para a economia.

Bolsonaro prometeu diminuir imposto, simplificar a cobrança deles e isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil, além de reduzir a alíquota para quem ganha acima desse valor.

Na terça-feira, em uma entrevista, o candidato afirmou que, se eleito, vai apresentar já ao atual governo uma proposta de reforma da previdência.

“Em eu chegando lá, daí eu vou procurar o Governo para gente aprovar uma Reforma da Previdência, que tenha aceitação do Parlamento e a população entende como sendo justa e necessária. Eu acredito que a proposta do Temer, como está, se bem que ela mudou dia após dia, dificilmente ela vai ser aprovada. Seria bom nós contermos aqui os ralos, acabar com as incorporações. Quem sabe aumentar mais um ano o tempo de serviço para o trabalhador do serviço público.Eu acho que seria um grande passo no final do governo Temer”, disse.

Bolsonaro avalia não comparecer a debates na campanha eleitoral e é criticado por adversários

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS)

Líder nas pesquisas de intenções de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, avalia a hipótese de não ir aos debates com outros postulantes ao cargo ao longo da campanha eleitoral. Nos últimos meses, o deputado federal já faltou a eventos em que teria a companhia de adversários e estuda prolongar a estratégia até o fim da eleição.

No lugar do confronto direto, Bolsonaro tem privilegiado agendas em que está cercado por apoiadores e fora dos maiores centros urbanos do país. Na quinta-feira, cumpriu um ritual que se tornou característico na pré-campanha: foi cercado por simpatizantes em um aeroporto, neste caso, o de Campina Grande, na Paraíba e depois discursou em um carro de som. Vídeos mostrando a recepção na chegada à cidade foram publicados em suas contas nas redes sociais.

“Ainda estou definindo se vou (aos debates). Postura de combate, não decidi ainda. Estou aqui na Paraíba e tenho muitos compromissos. E se eu não for, não vai dar Ibope, né”, disse Bolsonaro.

Em abril, o pré-candidato do PSL não foi ao Fórum da Liberdade, que reuniu presidenciáveis em Porto Alegre. No mês seguinte, não participou de um encontro organizado pela Frente Nacional dos Prefeitos, em Niterói, e de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em Gramado (RS), alegou problemas de agenda nesses dois casos.

O parlamentar também faltou à sabatina promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL, quando seria entrevistado por jornalistas. Integrantes da equipe do pré-candidato têm se incomodado com o que consideram uma postura excessivamente crítica da imprensa. Em outra ocasião, no entanto, participou da sabatina do jornal “Correio Braziliense”. Um parlamentar do PSL disse que Bolsonaro “vai escolher muito bem para onde vai” e para quem dará entrevistas.

A possível ausência nos debates gerou reações dos adversários. Interessado em polarizar com Bolsonaro para atrair parte do seu eleitorado, o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, fez uma provocação imediata nas redes sociais: divulgou um vídeo com uma montagem em que o rosto do deputado aparece no corpo de uma criança correndo de um lado para o outro com a mensagem “adivinha quem está fugindo dos debates”. O tucano aposta num confronto direto e, neste contexto, os debates na televisão seriam importantes para a tática da “desconstrução”.

Presidente do PDT, que vai lançar Ciro Gomes, Carlos Lupi afirmou que o pré-candidato do PSL é um produto, mas não tem conteúdo: “É uma clara demonstração de que ele não tem projeto e não tem o que dizer para a população. Ele é como um castelo de areia, frágil. ”

Já Marina Silva (Rede) afirmou que “não se pode pretender governar o Brasil sem debater propostas com a sociedade”. Henrique Meirelles (MDB) ironizou e afirmou que a estratégia é “compreensível”, porque Bolsonaro “não tem nada a dizer”. Já Rodrigo Maia (DEM) disse que vai participar de todos os debates, enquanto Álvaro Dias ressaltou que não comentaria a estratégia de adversários.

Decisão do TRE poderá obrigar Difusora e Mirante a convidar todos os candidatos para debates

Raimundo Garrone

Eduardo Braide tenta participar de debates

Eduardo Braide tenta participar de debates

A decisão liminar do juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral, Eduardo José Leal Moreira,  garantindo a participação do candidato Eduardo Braid no debate da TV Difusora, nesta terça-feira (27), obrigará uma completa reformulação dos debates planejados não somente pela emissora, como também ao programado para o dia 29 pela TV Mirante.

E não apenas pelo acréscimo de mais um candidato, mas de todos que porventura também procurarem o abrigo da Justiça para fazer valer o que lhes é de direito, de acordo com o entendimento proferido nesta segunda-feira pelo TRE.

O juiz Eduardo Moreira estabeleceu como regra geral para os debates o acordo firmado no dia 12 de agosto por 8 dos 9 candidatos e homologado pela Justiça Eleitoral no dia 24 do mesmo mês, que sustenta a participação de todos os candidatos nos debates organizados pelas emissoras durante o primeiro turno das eleições municipais de São Luís.

A  superioridade desse acordo sobre o que foi celebrado entre as Tvs Difusora e Mirante e os candidatos convidados, deve-se à norma expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral estabelecendo que serão aprovadas as regras dos debates, inclusive as que definam o número de participantes, definidas com a “concordância de pelo menos dois terços dos candidatos aptos, para o cargo de prefeito”.

Um outro aspecto que chama atenção na ação movida pelo candidato Eduardo Braid, que foi atendida pela Justiça Eleitoral,  é que a norma do TSE que obriga as emissoras a convidar os candidatos filiados a partido político com representação superior a nove parlamentares na Câmara dos Deputados não justifica o convite das tvs maranhenses à candidata Eliziane Gama, cujo o partido, o PPS, tem apenas oito deputados federais.

Ou convidam todos, ou simplesmente não vai ter debates!