Por “sobrevivência”, PTC recua da candidatura de Collor ao Planalto

De acordo com Tourinho, o recuo de concorrer à Presidência tem como foco a “sobrevivência” do PTC. O partido quer ultrapassar a cláusula de desempenho nas eleições de outubro

A direção executiva nacional do PTC (Partido Trabalhista Cristão) decidiu não lançar candidatura à Presidência da República. Com a decisão, o senador e ex-presidente Fernando Collor (AL) não deverá concorrer novamente ao Planalto.

Collor havia anunciado sua pré-candidatura à Presidência em discurso no Senado em fevereiro. O comunicado foi divulgado na noite desta segunda-feira (25/6) em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Daniel Tourinho.

De acordo com Tourinho, o recuo de concorrer à Presidência tem como foco a “sobrevivência” do PTC. O partido quer ultrapassar a cláusula de desempenho nas eleições de outubro. Pela regra eleitoral, legendas devem alcançar 1,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados e, nove estados para terem acesso, por exemplo, ao fundo partidário e tempo de rádio e televisão.

Em 1989, Collor foi eleito presidente na primeira eleição pós-redemocratização do país. Na ocasião, derrotou nomes como Leonel Brizola (PDT) e Ulysses Guimarães (PMDB) no primeiro turno e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno. Collor foi o primeiro presidente a ser afastado temporariamente em processo de impeachment no país. Renunciou ao cargo horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade.

Leia a íntegra da nota:

“O PTC – Partido Trabalhista Cristão, em reunião da comissão executiva nacional, após intensa discussão interna e avaliação do cenário político brasileiro, decidiu não lançar candidatura própria ao cargo de Presidente da República.

A Direção Nacional do PTC possui duas grandes responsabilidades junto ao partido. A primeira, com a sobrevivência do mesmo.

A segunda, com os milhares de pré-candidatos a deputados federais, deputados estaduais e senadores filiados ao partido, onde todos estão trabalhando arduamente, com sacrifícios pessoais e profissionais para, além de se elegerem, levar o PTC a ultrapassar a cláusula de barreira, elegendo deputados federais e obtendo mais de 1,5% dos votos válidos, nacionalmente.

Assim, com essa decisão de não lançar candidatura própria na corrida presidencial, o PTC busca, de forma sensata, respeitar as diversidades e diferenças estaduais e regionais do Brasil, exercendo a democracia dentro do partido e com seus filiados.

Daniel Tourinho – Presidente do PTC.”

Max Barros desiste de disputar reeleição…

Deputado Max Barros usou tribuna para se despedir da Assembleia

O deputado Max Barros (PMB) ocupou a tribuna, na manhã desta terça-feira (19), no tempo do grande expediente, para anunciar que tomou a decisão de não disputar as próximas eleições.

“Subo a esta tribuna com a mesma emoção e entusiasmo que a utilizei ao longo destes 16 anos que faço parte deste Poder. Ao mesmo tempo, possuído por um sentimento de serenidade, de tranquilidade d’alma, de efetivar uma decisão já há muito tempo amadurecida e tomada que espelha, de certa forma, o meu modo de ver a vida e a política”, com esta frase, Max Barros iniciou seu pronunciamento.

Ele fez um relato de toda a sua vida pública e citou fatos ocorridos ao longo do exercício de funções de gestor público no Poder Executivo estadual. Lembrou de sua trajetória como dirigente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MA), como pró-reitor de Ensino da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), diretor da Cemar, gerente metropolitano de São Luís e secretário de Infraestrutura do Estado.

“Olhei para mim, os caminhos percorridos como filho, como marido, como pai, como político, como gestor público, como cidadão simplesmente. Este olhar e essas reflexões como um filme de magias passaram diante de mim e mostraram as mutações, as muitas vicissitudes que a vida atravessou em meus caminhos, mas me mostraram também as diversas formas que me utilizei para contorná-las para atingir os meus propósitos que sempre contiveram subjacentes à ética, à moral, à responsabilidade, à fidelidade e à sinceridade”, discursou o deputado.

Ele frisou que, investido em importantes cargos públicos, teve a chance de realizar inúmeras obras, como a recuperação da BR-135, no trecho de Colinas a Orozimbo, que possibilitou integração norte sul do Maranhão; a BR-203, de Balsas a Barão de Grajaú, que assegurou o polo agrícola do Sul do Maranhão; a implantação da BR-402, viabilizou polo turístico dos Lençóis e ajudou a consolidação também da pesca naquela região.

Dentre as obras, Max Barros citou ainda a Avenida dos Holandeses, a Avenida Ferreira Gullar, a Avenida da Forquilha ao Maiobão, a Avenida Luís Eduardo Magalhães, a Avenida Litorânea no trecho da Ponta d’Areia, o Viaduto da Cohab, o canal da Raimundo Corrêa, a Avenida Expressa, a Avenida Orlando Araújo ligando o Olho d’Água ao Araçagi, a revitalização do Centro Histórico em 50 hectares, as construções de estação de tratamento, a revitalização do Castelão e outras obras, muitas delas, como no Bairro Legal e no Projeto Viva, com a participação das lideranças comunitárias.

Max Barros acentuou que, ao chegar à Assembleia Legislativa do Maranhão para o exercício de sucessivos mandatos que o povo lhe concedeu, estava tomado de júbilo. “Estava, sim, orgulhoso pela honra de ter sido escolhido entre os 6 milhões de maranhenses, um dos 42 a representá-los. Ali estava a despeito da grave crise de representatividade que já atravessava o nosso país, crise em grande parte fruto do nosso sistema político eleitoral que favorece o poder econômico, a forma em detrimento do conteúdo”.

Além de discorrer sobre suas proposições legislativas, ao longo de quatro mandatos, Max Barros aproveitou para frisar razões de cunho pessoal que o levaram a tomar a decisão de não concorrer à reeleição. E frisou também seu gesto de gratidão e respeito às pessoas com quem conviveu ao longo de sua trajetória. “Tudo em mim é esperança e vida. Sou grato a Deus, que me deu a vida e palmilha o meu destino. Sou grato aos meus pais, Maria e José Barros. Sou grato à Cristiane, minha esposa, e a meus filhos, Gustavo e Maurício. Sou grato a Aníbal Pinheiro, quem primeiro me convidou a ocupar um cargo público”.

Max Barros acrescentou que também é muito grato à ex-governadora Roseana Sarney, “que me incentivou a entrar na política e me honrou convidando-me a participar dos seus governos. Sou grato também aos líderes políticos municipais e às lideranças comunitárias”.

“MISSÃO CUMPRIDA”

Em apartes, os deputados presentes à sessão destacaram os 16 anos de Max Barros na Assembleia Legislativa, ao longo de quatro mandatos.

O presidente da Casa, Othelino Neto (PCdoB), Wellington do Curso (PSDB), Nina Melo (MDB), Levi Pontes (PCdoB), Vinicius Louro (PR), Raimundo Cutrim (PCdoB), Graça Paz (PSDB), César Pires (PV), Júnior Verde (PRB), Rafael Leitoa (PDT), Eduardo Braide (PMN), Fábio Braga (SD), Sérgio Frota (PR), Edson Araújo (PSB) e Neto Evangelista (DEM) fizeram questão de parabenizar o deputado Max Barros por sua brilhante trajetória na vida pública.

Othelino Neto observou que Max Barros não vai disputar a eleição deste ano, “mas vai estar aqui conosco. O seu legado fica, os seus ensinamentos ficam, os amigos também e vai continuar na política como cidadão, como conselheiro e, certamente, como alguém que vai estar sempre pronto a servir o Maranhão”.

Depois de receber os parabéns de todos os deputados presentes, em razão de sua trajetória de servidor público e de parlamentar, o deputado Max Barros explicou que cumprirá o seu atual mandato até o último dia “com a mesma retidão, com o mesmo empenho com que o fiz todos os dias ao longo da minha passagem por este Poder”.

Ao encerrar seu pronunciamento, disse que a vida pública continuará sendo sua forma de expressar as convicções que formou ao longo do tempo para uma São Luís, para um Maranhão e para um Brasil melhor.

“Vencendo os meus abismos e minhas turbulências, trago um sentimento de missão cumprida. Estou mais maduro e experiente. E me pergunto: valeu a pena? Respondo com os versos de Fernando Pessoa, no poema Mar Português: ‘Tudo vale a pena se a alma não é pequena, Deus ao mar o perigo, o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu’. Minha alma não é e nem nunca será pequena, ela tem a dimensão dos meus sonhos, do meu caráter, da minha formação e da minha história”, ressaltou Max Barros.

Grupo Sarney lucra com a desistência de Joaquim Barbosa

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos.

Com a decisão anunciada de não lançar a pré-candidatura à Presidência da República, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), reduziu as chances de que um outsider chegue ao comando do país nas eleições de outubro de 2018.

A palavra inglesa outsider é usada, na política, para se referir a candidatos que vêm de fora do mundo partidário tradicional e se apresentam como uma possibilidade de renovação.

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos. Em diversas pesquisas de intenção de votos, seu nome variava em torno de 10%.

Antigo aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), o PSB tinha um pré-candidato honesto e com grandes possibilidades de chegar ao segundo turno, o que acionava o sinal vermelho no grupo Sarney.

Roseana Sarney, que já elogiou o ex-presidente Lula (PT), mesmo tendo apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), já demonstrou que não quer carregar o nome do presidente Michel Temer (MDB) pelas suas altas taxas de rejeição.

A desistência de candidatos honestos, sem processos na justiça e sem manchas em sua biografia, anima o grupo Sarney, que tenta, de todas as formas, esvaziar a candidatura do governador Flávio Dino, que sonha em voltar ao comando do governo do estado e que já iniciou as práticas do vale tudo para que esse objetivo se concretize.

Os claros sinais da desistência de Roseana Sarney na disputa pelo Governo do Estado

Sem conseguir agregar apoios, a ex-governadora só tem recebido em sua casa lideranças levadas por deputados que tentam estimulá-la, sem sucesso até o momento.

Blog do Garrone

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem deixado, cada vez mais claros, os sinais de desistência na disputa ao governo do Estado. Apesar da pressão de aliados e de políticos que dependem do seu lastro eleitoral, ela não parece disposta em ir ao sacrifício para beneficiar quem quer que seja, nem seu irmão Sarney Filho, que vislumbra o Senado.

Os sintomas de abdicação de uma disputa contra o governador Flávio Dino (PCdoB) estão mais nítidos a cada dia, sobretudo pelas lamúrias emitidas pelos próprios entusiastas da candidatura de Roseana. Sem conseguir agregar apoios, a ex-governadora só tem recebido em sua casa lideranças levadas por deputados que tentam estimulá-la, sem sucesso até o momento.

O sonho de Roseana, na verdade, é disputar o Senado, onde há duas vagas, mas lá está a postulação do irmão Sarney Filho, preterido por José Sarney desde a adolescência. O ministro  sabe que é sua última chance de tentar o Senado, pois as pesquisas são amplamente favoráveis a Flávio Dino, candidato popular e com destaque nacional, mesmo diante da grave conjuntura de crise.

Outro fator que pesa para a decisão de desistência de Roseana é a diminuição do seu grupo político. De quando era governadora, só sobraram os fiéis João Alberto e Edison Lobão. Todas as outras grandes lideranças e presidentes de partido não acreditam que o sarneísmo fará bem ao Maranhão.

Diante de todos os fatos, talvez a principal razão para a desistência de Roseana seja a distância do poder. A família Sarney já provou que só sabe fazer eleição com muito dinheiro, dos outros, é claro, mas ao que se vê, parece que a ajuda prometida por Michel Temer não vai acontecer.

SÃO LUÍS – Bira retira pré-candidatura a prefeito de São Luís…

bira pindare
O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) usou o perfil pessoal do Facebook para anunciar, em carta aberta, a retirada de sua pré-candidatura à Prefeitura de São Luís nesta quarta-feira (03). Cheio de mágoas, o parlamentar responsabiliza a direção do PSB, na capital maranhense, pelo insucesso de seu projeto de disputar o comando do Palácio La Ravardière.
“Não sou e nunca fui candidato de mim mesmo. Aceitei a missão com a firmeza das convicções de sempre, que marcam nossa trajetória em favor do povo maranhense que sonha e luta por direitos sociais e contra os coronéis e suas políticas do atraso”, disse Bira do Pindaré.
A convenção do PSB será realizada no último prazo, na próxima sexta-feira (05), e ainda não se sabe ao certo como ficará o partido nas eleições deste ano. A sigla já esteve empenhada em candidatura própria e agora está definindo entre compor a chapa do prefeito Edivaldo Holanda Jr (PDT) ou a do  pré-candidato do PP, deputado Wellington do Curso.
Para compor a chapa de Edivaldo Holanda, o PSB vem exigindo a indicação de vice-prefeito para o vereador Roberto Júnior, filho do senador Roberto Rocha, que comanda os rumos do partido na capital maranhense hoje. Por conta de uma briga com o PT pelo posto, o PDT vem fazendo crer que devolveu a vaga para o PCdoB que, por sua vez, tem como principal sugestão o nome do professor Júlio Pinheiro.
Mas o martelo ainda não foi batido para nenhum dos lados. Às vésperas do prazo final, as três principais candidaturas em São Luís: Edivaldo Holanda Jr, Eliziane Gama (PPS) e Wellington do Curso – continuam sem vice-prefeito anunciado.
Vamos ver o que acontece até a sexta-feira ou no final de semana. Até  lá, essa celeuma já vai está desenrolada. É aguardar!

Popularizado como o “futi”, Dutra desiste de ser secretário no governo Dino

RELEMBRE AQUI O JINGLE QUE VIROU O “MELÔ DO FUTI”

O deputado federal Domingos Dutra (SDD) não será mais secretário de Representação Institucional do governo Flávio Dino em Brasília. Ele disse à Imprensa que desistiu do cargo, mas também não explanou, claramente, os motivos. Sobre o futuro do homem que “combateu o futi” em várias campanhas e que terminou ficando conhecido, popularmente, como o próprio “futi” – ele anunciou que viverá, a partir de agora, da profissão. Montará um escritório de advocacia no Maiobão e outro em Paço do Lumiar e “tocará o barco”.

Campeão de votos em campanhas passadas, Domingos Dutra não logrou êxito na eleição de 2014 e perdeu a cadeira na Câmara Federal para os eleitos no pleito de outubro. Veio com a mesma temática de outros anos, centrada no combate ao grupo Sarney e a um tal de “futi” (personagem criado por ele e que, na interpretação de muitos, era um termo direcionado à falecida oligarquia maranhense). Terminou perdendo a disputa.

Ao mesmo tempo em que perdeu a campanha, Domingos Dutra foi batizado pela própria população de “futi” em alusão às campanhas em que explorou esse personagem. Quando aparece em qualquer lugar ou se fala no nome do ex-deputado, tem sempre alguém para lembrar: “Ah, é o futi”. E, assim, ele vem se popularizando.

Dutra iria assumir a Secretaria no início deste mês de fevereiro, mas enviou uma carta ao governador Flávio Dino comunicando da desistência do cargo. O ex-deputado disse que ainda não definiu os novos planos políticos, mas informou que continua no partido Solidariedade.

Após ser hostilizado em Macapá, Sarney anuncia que não vai mais disputar eleições

Senador emitiu nota onde se manifesta sobre o episódio ocorrido nesta segunda-feira

Senador emitiu nota onde se manifesta sobre o episódio ocorrido nesta segunda-feira

Senador e ex-presidente da República tem seis décadas de vida pública; nesta segunda-feira, ele foi hostilizado em evento com a presença de Dilma Rousseff

Veja.Abril

O senador José Sarney (PMDB-AP), de 84 anos, não será mais candidato à reeleição. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (23), pela assessoria do parlamentar. No texto, o ex-presidente da República cita razões pessoais para tomar a decisão. “Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, diz o parlamentar no texto.

Até poucos dias antes do anúncio, Sarney se movimentava para a disputa de mais um mandato no Senado neste ano. A própria ida da presidente Dilma Rousseff a Macapá, nesta segunda (23), foi interpretada como um afago ao senador perto do início do período eleitoral. No evento, Sarney acabou vaiado por parte do público presente.

Se tentasse se reeleger, José Sarney não teria um caminho tranquilo. Desde que deixou a presidência do Senado, no começo do ano passado, o ex-presidente da República havia perdido influência no Congresso. Antes disso, com a derrota de seu grupo nas eleições de 2010, também vira seu poder diminuir no Amapá. Enquanto isso, no Maranhão, o ex-presidente teve dificuldades para indicar um substituto à atual governadora, sua filha Roseana Sarney (PMDB).

José Sarney assumiu seu primeiro cargo eletivo em 1955, como deputado federal. Ele teria mais dois mandatos na Câmara. Depois foi governador do Maranhão e senador pelo Estado por três vezes consecutivas antes de chegar à Presidência da República, no lugar de Tancredo Neves, em 1985. Após o fim do mandato, ele voltou ao Senado: elegeu-se pelo Amapá nas eleições de 1990, 1998 e 2006.

O parlamentar presidiu o Senado por quatro vezes. A última delas, entre 2011 e 2013. A passagem de Sarney pelo cargo foi marcada pelo escândalo dos atos secretos, quando a imprensa revelou a existência de nomeações e concessões de benefícios irregulares, que nunca foram tornadas públicas pelos órgãos oficiais do Senado.

Nota divulgada por Sarney nesta segunda

Veja a nota divulgada pela assessoria de Sarney, que também faz menção às vaias no evento desta segunda-feira:

“O senador José Sarney (PMDB-AP) manifestou-se, agora há pouco, a respeito do episódio ocorrido nesta segunda-feira (23) em Macapá, por ocasião do evento do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, em que foi hostilizado por militantes partidários de declarada oposição a ele.

Era esperado que isso pudesse ocorrer, diz, primeiro pelo acirramento do pleito eleitoral que se avizinha, segundo, pela própria mobilização feita com esse propósito, fato este do conhecimento de todos. Sarney diz ter sido convidado pessoalmente pela amiga e aliada Dilma Rousseff, presidente do Brasil e entusiasta do programa de habitação popular iniciado ainda na gestão de Luís Inácio Lula da Silva, outro companheiro de sua estima. Sarney foi, mais uma vez, diplomático, seguiu o protocolo que o evento exigia, para prestigiar a amiga Dilma e os amapaenses beneficiados pelo programa.

Diz também ter recebido no evento – como ocorre por onde quer que vá no país e fora dele – o carinho e a consideração de brasileiros que reconhecem a importância de seu papel na condução do país à redemocratização. “Lá mesmo, na festa da presidente Dilma, muitas pessoas aplaudiram, espontaneamente, a minha presença e a ajuda que tenho dado ao Brasil e ao Estado”, acrescenta o ex-presidente.

O senador, de 84 anos, também confirmou aquilo que seus amigos mais próximos e os aliados em Macapá foram comunicados na semana passada, de que não vai disputar a reeleição para o Senado em outubro próximo. “Essa decisão já estava tomada, comuniquei isso ao meu partido na semana passada. Entendo que é chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, declarou.

Sarney tem acompanhado de perto as idas e vindas da esposa, Dona Marly, aos hospitais em repedidas cirurgias e lentos processos de recuperação, em casa, como ocorre atualmente.

Ele confirma presença na Convenção do PMDB na próxima sexta-feira, dia 27. E diz também que irá participar das eleições deste ano, não como candidato, mas ajudando de todas as formas, ao inúmeros amigos e aliados que estarão na disputa. Também será a ocasião para se dirigir aos correligionários e simpatizantes, bem como aos cidadãos e cidadãs de bem do Amapá, a quem nutre ‘profunda gratidão’.”