Em Minas, PT lança pré-candidatura de Lula à Presidência da República

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou na noite desta sexta-feira (8) a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ato foi realizado em um hotel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Durante o evento, a ex-presidente Dilma Rousseff leu uma carta escrita por Lula chamada de Manifesto ao Povo Brasileiro. Preso há dois meses, após condenação em segunda instância, Lula pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o que inviabilizaria sua candidatura à presidência. Mesmo assim, ele aparece como o melhor posicionado nas pesquisas de intenção de voto.

“Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.”, afirmou na carta.

De acordo com a legenda, 2 mil pessoas participaram do evento, que teve as presenças da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, do ex-prefeito e coordenador do programa de governo, Fernando Haddad e governadores e parlamentares.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP). Na ordem de prisão, o magistrado disse que o trâmite do processo na segunda instância já havia se encerrado.

Lava Jato – Delações da Odebrecht envolvem todos os ex-presidentes vivos…

Todos os ex-presidentes foram delatados por executivos da Odebrecht

Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma foram citados ou são alvo de inquérito com base em depoimentos de executivos da empreiteira. Acusações envolvem propina, caixa 2, lobby e mesadas para parentes.O fim do sigilo sobre as delações da Odebrecht e da lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin  revelou citações ou pedidos de inquéritos envolvendo todos os cinco ex-presidente brasileiros ainda vivos.

Apenas no caso de Fernando Collor já existe a abertura de um novo inquérito. No caso de Luiz Inácio Lula da Silva, foram feitos seis pedidos. No de José Sarney, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso, existem citações em delações que foram enviadas para diferentes tribunais. Veja o que disseram executivos e ex-executivos da Odebrecht contra cada um dos ex-presidentes:
José Sarney (1985-1990)

O ex-presidente e ex-senador é citado numa delação da Odebrecht que envolve propinas na construção da ferrovia Norte-Sul, cuja obra foi iniciada no governo Sarney. De acordo com as delações dos executivos Pedro Augusto Carneiro Leão Neto e João Antônio Pacífico Ferreira, figuras do círculo político do ex-presidente receberam entre 2008 e 2009 cerca de 1% sobre o contrato da obra.

As acusações constam no pedido de abertura de inquérito contra o deputado federal Milton Conti (PR-SP). As informações sobre Sarney, passadas pelos delatores da Odebrecht, foram encaminhadas à Justiça de Goiás.

Sarney já é alvo de um inquérito no Supremo por suspeita de obstrução da Justiça no âmbito da Lava Jato, junto com os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL). O caso se refere à conversa grampeada que o ex-presidente teve com o ex-diretor da Petrobras Sérgio Machado.

Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Renan e Sarney prometeram a Machado que iriam acionar o advogado Eduardo Ferrão e o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha para influenciar uma decisão do STF sobre um possível desmembramento do inquérito que envolvia o ex-diretor. Sarney não comentou o caso.

Fernando Collor de Mello (1990-1992)

Único ex-presidente com foro privilegiado, já que ainda mantém uma cadeira no Senado, Collor é o único da relação que já é alvo de um inquérito aberto com base nas delações da Odebrecht. O seu caso não foi encaminhando para outros tribunais, permanecendo no Supremo. O relator da Lava Jato, Edson Fachin, já determinou a abertura do inquérito.

Collor é suspeito de ter recebido 800 mil reais de propina e caixa 2 para a sua campanha ao Senado em 2010. Segundo os delatores da Odebrecht, o valor foi pago pelo grupo em espécie. Em troca do dinheiro, Collor teria se comprometido a atuar a favor do grupo no Legislativo. Na planilha de políticos beneficiados por propinas pagas pela empresa, Collor era tratado com o apelido de “Roxinho”.

Antes da decisão de Fachin, o ex-presidente já era alvo de cinco inquéritos no Supremo por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. Em um deles, o senador já foi denunciado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sob a acusação de receber 29 milhões de reais em propina em troca de influenciar contratos da BR Distribuidora. A aceitação da denúncia ainda não foi avaliada pelo Supremo.

Investigadores da Lava Jato apontaram que Collor comprou veículos de luxo para lavar o dinheiro. Entre os veículos, um Lamborghini avaliado em 3,2 milhões de reais e uma Ferrari de 1,45 milhão.

Collor não comentou a abertura do inquérito.

Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

Em sua delação, Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da Organização Odebrecht, disse ter pago “vantagens indevidas não contabilizadas” para as campanhas de Fernando Henrique à Presidência da República em 1994 e 1998.

“Ajuda de campanha eu sempre dei a todos eles. E a ele [FHC] eu também dei. E com certeza teve ajuda de caixa oficial e não oficial. Se ele soube ou não, eu não sei”, disse Emílio.

Em resposta, FHC disse que desconhece eventuais gastos de campanha citados por Emílio Odebrecht. “Não tenho nada a esconder, nada a temer e vou ver com calma do que se trata. Por enquanto, não há nada especifico, é tudo muito vago”, disse, em um vídeo.

A delação envolvendo FHC foi enviada para a Justiça Federal em São Paulo.

Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)

O ex-presidente se tornou alvo de seis pedidos de inquéritos baseados nas delações da Odebrecht. Todos eles foram enviados para a Justiça Federal do Paraná, onde o petista já é réu em duas ações penais. Lula também é réu em três outros casos no Distrito Federal.

Os novos pedidos envolvem tanto a suspeita de lobby promovido pelo ex-presidente em favor da Odebrecht quanto ao pagamento de mesadas para seus parentes.

Agora cabe ao juiz Sérgio Moro decidir pela abertura de novos inquéritos ou se eles vão ser incorporados aos já existentes que tramitam contra o ex-presidente no Paraná.

A defesa do petista disse que as acusações são “frívolas” e que não há provas contra o ex-presidente.

A ex-presidente foi citada. Em uma das delações, Emílio Odebrecht disse que Dilma foi “responsável pelo favorecimento” da empresa Tractebel-Suez na licitação para construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia. À época da licitação, Dilma era chefe da Casa Civil do governo Lula.

Segundo o depoimento, executivos da Odebrecht dizem ter pedido ajuda de Lula para reverter a vitória da empresa na concorrência, mas Lula teria preferido “não contrariar a então presidente Dilma Rousseff, vista como responsável pelo favorecimento da Tractebel”.

Em outro depoimento, o ex-executivo Alexandrino Alencar citou pagamentos ilegais para a campanha de Dilma em 2014. Segundo Alencar, o dinheiro foi pago por intermédio do assessor Manoel Sobrinho, a pedido de Edinho Silva, que foi o tesoureiro da petista.

Não são citados valores, mas em seu depoimento, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, disse que pagou 150 milhões de reais à campanha da petista, parte dele em caixa 2. Uma parte desse valor foi repassada como pagamento da edição de medidas provisórias que beneficiaram a Odebrecht ainda no governo Lula.

Dilma Roussef

Outro pacote de delações foi arrolado com o nome de Dilma. Elas narraram que o governo Lula agiu em diversos momentos nos anos 2000 para beneficiar a expansão da Braskem, o braço petroquímico da Odebrecht. Em troca, milhões de reais teriam sido repassados para campanhas eleitorais do PT. Os depoimentos não citam quais teriam sido as irregularidades cometidas por Dilma.

Parte das delações que envolvem Dilma serão encaminhadas para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, porque estão atrelados a Edinho Silva, que hoje é prefeito de Araraquara (SP). O restante foi encaminhado para a Justiça Federal do Paraná.

A presidente já é alvo de um inquérito no Distrito Federal por suspeita de obstrução de Justiça O caso envolve o episódio da nomeação de Lula como ministro em 2016.

Quando o sigilo sobre todas as delações foi extinto, Dilma divulgou nota afirmando que “vem sendo vítima de vazamentos seletivos e direcionados há meses”. Ela não comentou o conteúdo das delações.

Dilma pede ao STF anulação de ato de Cunha que acolheu impeachment

Globo

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A presidente Dilma Rousseff pediu, nesta sexta-feira (11), ao Supremo Tribunal Federal (STF) que anule a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PDMB-RJ), de acolher um pedido de impeachment contra ela. Ao prestar informações para um julgamento sobre o rito do processo, marcado para a próxima quarta (16), a presidente argumenta que deveria ter sido ouvida antes da decisão.
“É de inegável prejuízo a autorização para prosseguimento do processo pelo Presidente da Câmara dos Deputados sem a indispensável oitiva prévia do denunciado, pois é neste momento que ele poderá influenciar o juízo sobre a existência ou não de justa causa ou de outras condições de procedibilidade”, diz um dos trechos do documento, encaminhado por Dilma e redigido pelo consultor-geral da União substituto, Fabrício da Soller.
O acolhimento do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara é o primeiro passo do impeachment e, no caso de Dilma, foi realizado no último dia 2 de dezembro. Nas informações enviadas ao STF, a Presidência diz que devem ser assegurados a Dilma a “defesa prévia”, do mesmo modo que ocorre em crimes comuns.

As informações prestadas por Dilma foram pedidas pelo ministro Edson Fachin para embasar o julgamento pelo STF de uma ação do PC do B que faz diversos questionamentos ao rito do processo definido por uma lei de 1950 e pelos regimentos da Câmara e do Senado. O partido argumenta que essas normas devem se adequar à Constituição de 1988. CONTINUE LENDO AQUI

PMDB lava as mãos, PT critica e apoio a Dilma se esvai…

Kotscho

PMDB e Dilma, cada vez mais distantes

PMDB e Dilma, cada vez mais distantes

O jogo político vai ficando cada vez mais complicado e imprevisível. De um lado, o mesmo PMDB, que passou o ano todo defendendo a redução do número de ministérios na Esplanada, na hora de discutir os nomes de quem fica e quem sai resolveu lavar as mãos e deixou a presidente Dilma Rousseff falando sozinha. De outro, o PT reuniu pela primeira vez seu Conselho Consultivo, montado a pedido do ex-presidente Lula, em que foram feitas severas críticas às medidas anunciadas no pacote fiscal apresentado pelo governo na semana passada.

Nesta segunda-feira, os dois principais partidos do que restou da base aliada do governo deram fortes sinais de que preparam o desembarque. Ao mesmo tempo, as maiores entidades empresariais do país, Fiesp e Firjan, que há poucas semanas divulgaram um manifesto em defesa da governabilidade, ficaram contrariadas com o corte de verbas do “Sistema S” e agora se colocam francamente ao lado das oposições. Movimentos sociais e sindicatos de servidores públicos organizam manifestações contra os cortes nos programas sociais e o adiamento do reajuste do funcionalismo. Como pano de fundo, a Operação Lava Jato continua a pleno vapor.

Para onde se olha, o apoio ao governo Dilma está se esvaindo rapidamente e crescendo a onda de protestos. A reforma ministerial e administrativa, que a presidente pretendia anunciar na quarta-feira, está ameaçada. Na quinta, está marcada a viagem de Dilma para participar da abertura da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, mas agora não se tem mais certeza de nada. No mesmo dia, serão anunciados pelo IBGE os novos números do desemprego.

No Congresso, estão pendentes as votações dos vetos da presidente aos projetos que aumentam as despesas públicas e ainda nem entrou em discussão o pacote fiscal, que vem sendo bombardeado por todos os lados.

Temer, Renan, Cunha, um após outro, os três grandes caciques do PMDB simplesmente se recusaram a discutir nomes para a nova equipe ministerial. Estão tirando o time de campo e já não se sabe ao certo quem, afinal, cuida da articulação política do governo com o Congresso e a sociedade, depois que o vice Michel Temer devolveu a missão a Dilma.

Lula anunciou na semana passada que vai correr o país em defesa do governo, mas até agora não saiu do seu instituto, em São Paulo, onde promove reuniões fechadas à imprensa. Nas inserções de rádio e TV do PT previstas para a próxima semana, o ex-presidente será o personagem central mas, até ontem, a participação de Dilma não estava prevista.

Aécio tem 51% e Dilma 49%, segundo Datafolha

Folha.com

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A 11 dias do segundo turno, a disputa pela Presidência da República continua extremamente acirrada, mostra pesquisa Datafolha feita na terça-feira (14) e nesta quarta (15). O senador Aécio Neves (PSDB) tem 51% dos votos válidos, a presidente Dilma Rousseff (PT) alcança 49%.

É um empate técnico, com exatamente os mesmos percentuais de voto válido da primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, feita nos dias 8 e 9 deste mês. Nos dois casos, a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Em votos totais, Aécio tem 45%; Dilma, 43%. Na rodada anterior, cada um tinha um ponto percentual a mais. Os eleitores dispostos a votar nulo ou em branco oscilaram de 4% para 6%. Os indecisos continuam sendo 6%.

O instituto investigou ainda o grau de decisão dos eleitores. Aécio e Dilma também estão empatados na taxa de convicção: 42% afirmam intenção de votar nele “com certeza”, o mesmo valor para Dilma.

Há 18% que “talvez” possam votar no tucano (eram 22% na pesquisa anterior) ante 15% para Dilma (eram 14%). Já os que não votamem Aécio “de jeito nenhum” são 38% agora (eram 34% no dia 9), enquanto 42% rejeitam votar em Dilma (eram 43%).

O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios. O nível de confiança do levantamento é 95% (em 100 pesquisas com a mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do estudo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR 01098/2014.

Com presença de Dilma, fábrica da Suzano é inaugurada em Imperatriz

Executivos da Suzano, Dilma Roussef e Roseana, durante a inauguração da Suzano

FOTO PLANALTO – Executivos da Suzano, Dilma Roussef e Roseana, durante a inauguração da Suzano

A presidenta Dilma Rousseff ampliou o roteiro de cidades por onde passou nesta quinta-feira, 20. Além de ir a Belém e a Marabá, no Pará, ela  visitou Imperatriz, no Maranhão, para inauguração de fábrica de celulose de eucalipto da Suzano. O empreendimento, que recebeu investimentos de R$ 6 bilhões, é um dos maiores e mais modernos do mundo.

Com capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas/ano, a produção da Suzano é voltada para atender os mercados europeu e norte-americano, utilizando a logística de ferrovia (Norte Sul e Carajás) e Porto do Itaqui.

A fábrica de celulose de eucalipto, que já está em operação, está transformando a economia de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão. Dilma ressaltou a importância não só para o Maranhão, mas para todo o Brasil, de estar inaugurando a Suzano.

Satisfação

“Sinto orgulho e satisfação pelo Brasil, pelo Maranhão, pela cidade de Imperatriz. A Suzano é uma realização aqui no Maranhão com esforço dos maranhenses, mas, sobretudo, um beneficio para todo o Brasil”, disse a presidenta.

O evento contou ainda com a presença da governadora Roseana Sarney, além de políticos da região,  executivos da Suzano Papel e Celulose e comitiva da presidência da república, os senadores José Sarney, João Alberto e Edison Lobão Filho, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira.

Com informações e foto do Planalto.

Dilma, a infração de trânsito e a desculpa…

Presidenta Dilma só pediu desculpas pela infração, que não deve ter sido a primeira, porque foi flagrada ao cometer o erro

Presidenta Dilma só pediu desculpas pela infração, que não deve ter sido a primeira, porque foi flagrada ao cometer o erro

“Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Em se tratando de infrações de trânsito, esse ditado cai como uma luva não só para as autoridades, que, em tese, deveriam dar o exemplo, mas para milhares de brasileiros que deixam de lado a legislação de trânsito e cometem infrações gravíssimas que, muitas das vezes, podem ser fatais, além de nem permitirem mais o pedido de desculpas.

Na última sexta-feira (20), a presidente Dilma Rousseff cometeu uma infração de trânsito considerada “gravíssima” pela legislação em vigor. De folga em Porto Alegre, ela foi fotografada durante trajeto de carro com o neto de três anos no colo, no banco de trás do veículo. Depois, pediu desculpas pelas redes sociais por meio do Twitter e achou que isso era o suficiente.

Se não tivesse sido flagrada com imagem, Dilma, evidentemente, mesmo consciente do erro, jamais pediria desculpas por ter cometido uma infração gravíssima, já que a criança estava correndo risco de vida ao ser transportada, indevidamente, no colo.

Autoridades e infrações de trânsito

E quantas outras infrações de trânsito não estariam comentando a presidente Dilma Roussef e outras autoridades que, pelo posto em que estão, deveriam ser as primeiras a darem o exemplo de correção? Com certeza, muitas infrações assim como o fazem milhares de brasileiros até que as consequências dos erros lhe tragam danos graves, gravíssimos e até fatais.

A Imprensa brasileira deu uma exacerbada repercussão para o “pedido de desculpas” da presidente Dilma pela infração de trânsito, mas isso não é o mais importante em questão, pois o reconhecimento do erro só veio depois do flagrante.

A discussão que cabe por hora é a enorme falta de conscientização dos brasileiros para com a segurança no trânsito. O desrespeito é imenso e   as pessoas só param para pensar nisso quando algo de grave acontece por causa da displicência, irresponsabilidade e aí já poderá ser tarde demais para pedir desculpas!

Dilma quer apoio de Flávio Dino, mas pedirá voto para candidato do grupo Sarney

Dilma e Lula, mais uma vez, ficarão "atrás da moita" durante campanha no Maranhão

Dilma e Lula, mais uma vez, ficarão “atrás da moita” durante campanha no Maranhão

As articulações de bastidores visando às eleições de 2014 no Maranhão desenham o mapa da disputa a menos de um ano do pleito. O grupo Sarney se movimenta, freneticamente, para assegurar a manutenção da aliança dos petistas com o PMDB no Estado e, com isso, apoio da direção nacional ao projeto Luís Fernando Silva ou a outro que venha disputar o posto com o aval do clã. Por outro lado, isso não quer dizer que o Planalto queira dispensar os frutos que obteria com o pré-candidato do PCdoB, Flávio Dino, que é prioridade nacional do partido comunista.

Com isso, a eleição no Maranhão em 2014 deve repetir o que aconteceu em São Luís no pleito municipal passado, quando a presidente da República, Dilma Roussef, evitou vir à capital maranhense porque aliados de sua base política nacional estavam em lados opostos disputando o mandato de prefeito. O mesmo já havia ocorrido em 2010, quando a petista não deu as caras durante a acirrada campanha, abrindo uma verdadeira guerra entre os candidatos Roseana Sarney e Flávio Dino pelo direito de uso de sua imagem.

Nos bastidores, Dilma quer o apoio do pré-candidato do PCdoB ao governo, Flávio Dino, mas não tem como escapar de um compromisso com o PMDB, que é controlado pelo grupo Sarney no Maranhão. O PCdoB é aliado nacional da presidenta e cobra a fatura (retorno de apoio) da petista que deve permanecer, mais uma vez, a campanha de 2014 “em cima do muro”, sem poder dar o ar da graça no Estado, durante o conturbado período de campanha .

Numa sinuca de bico, Dilma, que não terá, novamente, como vir ao Maranhão por conta da celeuma política, deverá ser obrigada a  gravar aqueles vídeos patéticos de declaração de apoio ao candidato do grupo Sarney ao governo, ao mesmo tempo em que fará de tudo para não perder o apoio do comunista. No “frigir dos ovos”, voto do PCdoB a presidenta vai querer, agora apoio real ao candidato do partido, provavelmente, não poderá dar.

Em 2010, Dino e Roseana brigaram pelo direito de explorar a imagem de Dilma 

Flávio Dino ficará, mais uma vez, sem o apoio de Dilma e Lula no Maranhão

Flávio Dino ficará, mais uma vez, sem o apoio de Dilma e Lula no Maranhão

Em 2010, durante a guerra pela sucessão estadual, Flávio Dino disputou contra Roseana Sarney, na Justiça, o direito de uso da imagem da então presidenciável Dilma Rousseff em sua campanha. Ao contrário de Roseana, que teve vídeos gravados a seu favor, a única imagem da petista que o candidato comunista conseguiu exibir em seu programa eleitoral na televisão era de 2008, quando a então ministra-chefe da Casa Civil havia participado de comício em apoio ao comunista à época candidato à Prefeitura de São Luís.

Na ocasião, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Nelson Loureiro dos Santos, acatou processo da coligação de Roseana e determinou que Dino retirasse o vídeo de sua propaganda eleitoral, sob risco de ser multado em R$ 5 mil por descumprimento de decisão judicial. Os advogados da campanha do comunista anunciaram que iriam recorrer da decisão.

Entenda o caso

Em 2010, o PT havia decidido, meses antes da eleição, através de votação interna, apoiar a candidatura de Flávio Dino ao governo do Estado. O Diretório Nacional da sigla, entretanto, obrigou a Executiva Estadual a desfazer a coligação com o PCdoB e apoiar Roseana Sarney, que havia sido líder do governo Lula no Senado Federal.

Mas apesar de ter perdido o PT, Dino contou com o apoio de figuras célebres do governo em sua campanha, como o ministro dos Esportes, Orlando Silva; o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, além do líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza.

Também foi notória a participação da militância petista em sua campanha. À época, lideranças petistas pró-Dino garantiram a livre participação de membros do partido na campanha do candidato comunista como condição para encerrar uma greve de fome.