Eleições 2018 e os desafios de Eduardo Braide e Maura Jorge…

Os pré-candidatos têm até o próximo dia 7 de abril como prazo final para definirem suas situações e se filiarem aos partidos.

O deputado estadual Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PMN, enfrenta um grande problema na disputa pelo governo do Estado: seu partido tem tempo minúsculo disponível para a propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão. Se continuar filiado no PMN e sem coligação com uma sigla maior, ele terá apenas dois segundos para se apresentar na televisão e rádio, situação complicada. O parlamentar, portanto, movimenta-se para tentar reverter isso e se tornar mais competitivo.

Como o PMN não tem deputado federal, Eduardo Braide também dependerá da boa vontade das emissoras de televisão, pois, pela regra atual, os veículos somente são obrigados a convidar os candidatos que tenham, ao menos, cinco deputados federais.

Fala-se nos bastidores que o pré-candidato espera que o deputado federal José Reinaldo consiga se filiar ao DEM, o que já tornou-se improvável, e, com isso, levar o partido para sua base de apoio à candidatura ao governo.

Oproblema é que o DEM do Maranhão tem como presidente o deputado Juscelino Filho, que foi indicado pelo atual presidente nacional da sigla, ACM Neto, a continuar na direção, e já declarou oficialmente que apoiará a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB).

A situação da ex-prefeita de Lago da Pedra e pré-candidata ao governo, Maura Jorge, também não está das mais fáceis. Precisando de um nome popular que possa fazer sua pré-candidatura crescer, a ex-prefeita marca o passo com vistas a deixar seu partido, o Podemos. Ela quer se filiar ao PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro.

Oproblema é que o Podemos tem 15 deputados federais e três senadores. Já o PSL de Bolsonaro tem apenas três deputados e nada de senador, o que daria à pré-candidata pouquíssimo tempo de televisão e, assim como Braide, poderia ficar fora dos debates do rádio e TV.

Os pré-candidatos têm até o próximo dia sete de abril como prazo final para definirem suas situações e se filiarem aos partidos em que disputarão mandatos nestas eleições.

Sarney, mudança de domicílio e as incertezas que rondam seu grupo político no Maranhão…

De volta ao Maranhão, Sarney vem para o tudo ou nada

Com o governador  Flávio Dino (PCdoB), liderando todas as  pesquisas de intenções de votos no Estado, o ex-senador José Sarney (PMDB) mudou, mais do que depressa, o  domicílio eleitoral para o Maranhão. Fato! Nos bastidores, fortes comentários de que ele não deverá ser candidato a nada e, sim, dedicar-se à campanha, principalmente, da filha, ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), ao governo ou, possivelmente, ao Senado.

A presença de Sarney no Maranhão, no comando da campanha majoritária de seu grupo político, também viria para tentar dirimir os conflitos internos e familiares que acontecem em torno da disputa pelo Senado. Roseana ainda estaria insegura quanto a entrar na disputa pelo governo e vê na corrida pelo Senado a sua possibilidade primeira, em caso do projeto número um fracassar.

Porém, essa pré-disputa pelo Senado no grupo Sarney tem sido uma “dor de cabeça” grande para o patriarca da família. Pois o deputado federal e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), também é pré-candidato e disse que, desta vez, não abrirá mão do direito de ser candidato para a irmã, como já fez em outras ocasiões.

Indecisa sobre entrar ou não na disputa pelo governo do Estado, já que o cenário mostra o governador Flávio Dino com reais condições de reeleição, Roseana marca terreno também para ser possível candidata ao Senado, caso o Plano A não possa se concretizar em função do risco de derrota, o que não agrada o irmão Zequinha.

Nos bastidores, segundo fontes do blog, o grupo Sarney tem como Plano B para a disputa ao governo, no caso de Roseana Sarney vir concorrer a uma vaga no Senado, o senador João Alberto (PMDB), até porque este, escudeiro fiel do grupo, não tem espaço mais para brigar pela reeleição. E o senador Edison Lobão (PMDB) parece ser, no momento, a segunda opção do grupo na corrida senatorial.

A vinda do experiente e articulador Sarney é para colocar freios, acalmar os ânimos, estimular aliados, reorganizar o jogo, numa cartada decisiva e final na tentativa de recuperar o potencial político do grupo que dominou a política do Estado por longas décadas.

Sobre o Amapá e especulações…

Desde 1990, Sarney era eleitor do estado do Amapá, por onde se elegeu senador. A mudança do registro veio poucos dias após pesquisas apontarem a possibilidade de reeleição do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em primeiro turno.

O ex-presidente, agora aos 88 anos anos, mudou seu domicílio eleitoral para o Maranhão, estado em que sua família esteve à frente do poder por décadas.

A mudança do registro eleitoral do patriarca da família Sarney veio poucos dias após pesquisas apontarem que o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), poderia se reeleger em primeiro turno.

Por este motivo, nos bastidores, há a especulação de que o patriarca decidiu se jogar com tudo na campanha,  pelo fato da pré-candidatura de sua filha não ter decolado ainda nem ao governo, nem ao Senado (aqui por conta de querelas familiares).

No Maranhão, há quem diga também que uma eventual candidatura do próprio José Sarney ao governo do Estado não está descartada. Ele teria vindo para o tudo ou nada e qualquer situação. Objetivo maior seria reerguer o grupo político no Maranhão.

Pesquisa Exata: Flávio Dino tem vantagem de 32% em relação a Roseana na disputa pelo governo

Do Jornal Pequeno

Governador Flávio Dino

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Exata, O governador Flávio Dino tem uma vantagem de 32 pontos percentuais em relação à Roseana Sarney,  que pretende se  candidatar a governadora. em 2018. A pesquisa foi divulgada pelo Jornal Pequeno nas primeiras horas desta quarta (4).

Segundo o levantamento feito com  1.420 eleitores, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, 60% dos maranhenses optaram pela reeleição de Flávio Dino, apenas 28% votariam na ex-governadora Roseana, 7% votariam no senador Roberto Rocha e 5% na ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Pode), considerando os votos válidos, conforme feito na apuração eleitoral. Confira o quadro abaixo:

De acordo com o levantamento, 61% dos maranhenses aprovam a gestão Flávio Dino, 36% desaprovam e 3% não sabem ou não responderam.

A margem de erro do estudo é de  3,2 pontos percentuais e o levantamento tem 95% de confiabilidade.

Após episódios envolvendo o PMDB, Roseana já estaria decidida a deixar disputa pelo governo do Maranhão…

As últimas notícias, envolvendo o PMDB, abriram nova crise no grupo Sarney

Após um longo e trágico feriado, segundo informações de bastidores, a ex-governadora Roseana Sarney já admite, aos mais próximos, que se sente desestimulada a disputar as eleições de 2018 e que deve desistir de concorrer ao governo. Primeiro porque seu desgaste só aumenta com a descoberta de novos escândalos, envolvendo seu partido, o PMDB, a cada dia.

De acordo com uma fonte do blog, ela não vislumbraria nenhuma estratégia que possa reverter a alta popularidade do seu principal adversário, o governador Flávio Dino (PCdoB).

Somente neste feriadão, Roseana viu seu amigo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso após ser descoberto um ‘bunker’ com R$ 51 milhões, viu o pai José Sarney e o fiel escudeiro Edison Lobão terem seus nomes citados no esquema do PMDB, que desviou R$ 864 milhões e, no domingo, um outro escândalo no Maranhão, com desvios de R$ 18 milhões, para obras após enchentes no Estado em 2009.

Somente em uma semana, escândalos que chegam a quase R$ 1 bilhão, supostamente envolvendo o PMDB e o grupo Sarney, teriam desmotivado a ex-governadora a voltar a concorrer às eleições no Maranhão.

Com tantas denúncias contra o PMDB e seu grupo, a tendência é que Roseana saia do foco da disputa pelo governo do Maranhão mais cedo do que se imaginava.

TRE defere candidatura de Zé Luís Lago ao governo

Candidato pode disputar eleições, segundo decisão do TRE-MA

Candidato pode disputar eleições, segundo decisão do TRE-MA

Os membros do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) decidiram, unanimemente, na manhã desta quinta-feira, 31 de julho, deferir o registro de candidatura de José Luís Teixeira do Lago Neto e de Cristiana Jansen de Mello Fonseca, filiados ao Partido Pátria Livre, para concorrer aos cargos de governador e de vice do Maranhão nas Eleições 2014, com o número 54.

Este foi o primeiro pedido de registro de candidatura com impugnação julgado pelo TRE-MA. “Não vejo prova de que José Luís não esteja filiado ao PPL. Pelo contrário, o que se percebe é que, de fato, há somente alguma pendência menor, pois a própria Justiça Eleitoral declara que o candidato encontra-se filiado, mesmo porque ninguém alheio aos quadros de um partido pode ser presidente estadual da agremiação”, destacou em seu voto o desembargador eleitoral Daniel Blume, relator do processo.

A candidatura de José Luís havia sido impugnada por Antônio Ferreira Martins, candidato ao cargo de deputado federal pela coligação “Por um Maranhão Mais Forte” (PEN/PMN/PHS/PSC/PT do B), sob alegação de que ele não possuía filiação partidária há mais de ano da data da eleição, não preenchendo a condição de elegibilidade.

O impugnado defendia-se argumentando que estava devidamente filiado ao PPL e que a situação constante nos sistemas da Justiça Eleitoral não o exclui do quadro de filiados, apresentando documentos que comprovavam a sua filiação ao partido deste novembro de 2011.

Em seu parecer, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se pela procedência da impugnação.