Brasil elogia cúpula entre Donald Trump e Kim Jong-un em direção à paz

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, reiterou a confiança no diálogo e na diplomacia

O governo brasileiro elogiou hoje (12) a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ao dizer que o encontro representa um caminho em direção à paz. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, reiterou a confiança no diálogo e na diplomacia.

“Os dois dirigentes assumiram, em declaração conjunta, o compromisso de unir esforços para construir um regime de paz duradouro e robusto na Península Coreana”, diz a nota.

A cúpula desta terça-feira foi a primeira entre um norte-americano e norte-coreano depois de quase 70 anos de tensão por causa da Guerra da Coreia (1950-1953), incluindo várias negociações frustradas sobre o chamado processo de desnuclearização norte-coreano.

A nota do Itamaraty destaca ainda a esperança de continuidade das negociações: “o Brasil saúda a disposição das partes de buscar entendimento por meio do diálogo e da diplomacia e reitera, nesse contexto, seu apoio ao processo negociador iniciado em Cingapura, fazendo votos de que este possa continuar evoluindo positivamente, de forma a contribuir para a paz e a segurança internacionais.”

Em artigo, Flávio Dino diz que eleição de Trump nos EUA faz crescer ódio, violência e preconceito no mundo

Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

Em seu artigo dominical, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), fez uma análise sobre o momento de retrocesso político por que passa o mundo com a eleição do bilionário Donal Trump para presidente dos Estados Unidos.

Segundo o líder comunista, a soma desses fatores vem alimentando o crescimento do ódio, da violência, do terrorismo e de preconceitos. Ele defende a paz no planeta. Leia o artigo abaixo:

Novembro pela paz

Por Flávio Dino

Todos fomos assombrados esta semana pela notícia de mais um grave retrocesso político. A vitória de Donald Trump nos Estados Unidos – mesmo que com número inferior de votos – representa mais um expressivo foco de instabilidade, em um mundo profundamente desestruturado pela crise econômica global pós-2008 e por guerras desnecessárias, abusivas e mal resolvidas. A soma desses fatores vem alimentando o crescimento do ódio, da violência, do terrorismo e de preconceitos.

Diante desse quadro, é vital reforçar conceitos como igualdade, paz e respeito às diferenças. É nesse contexto que o Maranhão tem a honra de receber o Congresso Mundial pela Paz esta semana, um evento internacional que está inserido em uma vasta programação, que já está em curso.

As atividades começaram no último dia 5 com a abertura de torneio de futebol em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA). Mais de 500 jovens maranhenses estão participando desse campeonato, que ocorre juntamente com atividades culturais. Como todos sabemos, uma política preventiva de segurança pública compreende o acesso a direitos como um elemento imprescindível, daí não haver dúvida que mais esporte e cultura ajudam a combater a violência. Também integram o Novembro pela Paz as ações da Semana da Igualdade Racial, com debates e atividades culturais que se estenderão até o Dia da Consciência Negra, assim consagrado em homenagem a Zumbi e à luta do povo negro no Brasil, por liberdade e cidadania plena.

E teremos o Congresso Mundial da Paz, um encontro de organizações internacionais que escolheram São Luís como sede de sua edição deste ano, após eventos em todos os continentes ao longo de mais de 60 anos de atuação, desde os primeiros ocorridos na Polônia e na França. É um grande orgulho para nossa capital receber eventos internacionais, o que aumenta a visibilidade do Maranhão no exterior e certamente movimentará a indústria do turismo ao longo dos quatro dias de Congresso, graças à presença de mais de 400 convidados.

Nos debates, estarão os temas de Direitos Humanos, Justiça Social e Cultura da Paz. Nós, do Governo do Maranhão, iremos mostrar as ações que vêm garantindo avanços nessas áreas, a partir das mudanças que já começamos a implantar. É o caso da redução da ocorrência de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), que caíram 20% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com mesmo período do ano passado. Em 2015, já havíamos obtido redução de 11,8% nos crimes letais na capital.

Valores como democracia, liberdade, paz devem ser objeto de preocupações permanentes, pois infelizmente nunca são construções definitivas. Com o próprio vir-a-ser da caminhada da humanidade, novos desafios sempre aparecem. Como aludi no início, esses desafios podem ocorrer sob a forma de um resultado eleitoral inusitado, a exemplo da vitória de Trump, ou se desenharem no cotidiano aparentemente banal de campanhas de ódio via internet. Por isso, sempre é oportuno reunir-se com outras pessoas e reafirmar a fé em dias melhores, com paz e justiça para todos.

Papa diz que “comunistas pensam como os cristãos” e evita “julgar” Trump

UOL

O papa ainda evitou fazer um julgamento pessoal sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump

O papa ainda evitou fazer um julgamento pessoal sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump

O papa Francisco afirmou que “são os comunistas os que pensam como os cristãos”, ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, em entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal italiano “La Repubblica“. O papa ainda evitou fazer um julgamento pessoal sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump.

“São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade”, disse.

Papa Francisco disse esperar que os Movimentos Populares entrem na política, “mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões”.

Questionado sobre o que achava do presidente eleito dos EUA, Francisco disse: “Não faço julgamentos sobre pessoas e homens políticos, quero apenas entender que sofrimento o comportamento deles causa aos pobres e aos excluídos”.

Francisco disse que sua maior preocupação é o drama dos refugiados e imigrantes, e reiterou que é necessário “acabar com os muros que dividem, tentar aumentar e estender o bem-estar, e para eles é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade e direitos”.

Mais cedo neste ano, o papa sugeriu que a posição de Trump sobre a imigração, que inclui uma promessa de campanha de construir um muro na fronteira entre EUA e México para manter afastados os imigrantes ilegais, “não era cristã”. Um porta-voz papal disse posteriormente que a declaração não foi um ataque pessoal.

Sobre os supostos “adversários” que tem no seio da Igreja, Francisco afirmou que não os chamaria assim e que “a fé une todos, embora naturalmente cada um veja as coisas de maneira diferente”.

Donald Trump e a surpresa nas eleições dos EUA…

IstoÉ

Donald Trump venceu a eleição presidencial nos Estados Unidos em uma disputa acirrada contra Hillary Clinton

Donald Trump venceu a eleição presidencial nos Estados Unidos em uma disputa acirrada contra Hillary Clinton

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, o magnata Donald Trump, surpreendeu a maioria dos prognósticos e foi eleito o 45º presidente do país na madrugada desta quarta-feira, 9. Ele contou com um bom desempenho em Estados-chave como Flórida e Ohio e vitórias surpreendentes em Michigan e Wisconsin para tirar os democratas da presidência. De acordo com projeções às 5h30, Trump conquistou o Estado de Wisconsin chegando a 276 delegados – 6 a mais do que os 270 necessários para ser eleito – contra 218 de Hillary.

Pouco antes da confirmação da eleição de Trump o diretor de campanha de Hillary Clinton, John Podesta, discursou para os apoiadores da democrata que acompanhavam a apuração no QG montado pelo partido em Manhattan e afirmou que ela não faria nenhum discurso nesta madrugada, adiando para quarta-feira o reconhecimento da derrota. “Não teremos nada para dizer nesta noite (madrugada de quarta-feira no Brasil). Então me escutem: todos deveriam ir para casa e dormir. Teremos mais para falar amanhã”, disse Podesta.

O resultado da eleição deve provocar profunda mudanças nos Estados Unidos. Ao longo da campanha, sob o lema de “fazer a América grande outra vez”, o magnata prometeu construir um muro na fronteira com o México, expulsar imigrantes ilegais e proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.
Além disso, Trump se mostrou favorável a isolar os Estados Unidos no cenário global, dando às costas a acordos comerciais e parcerias militares como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Apesar disso, o candidato se mostrou favorável a uma reaproximação com a Rússia de Vladimir Putin.

Ao longo da campanha, Trump recebeu apoio de ícones da extrema direita americana, como David Duke – ligado à Ku Klux Klan, entidade racista do sul dos EUA – e a milícias de extrema direita. O candidato também prometeu prender Hillary caso assuma a Casa Branca.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, tornou-se a voz da mudança para milhões deles. E ele fez explodir um Partido Republicano com dificuldades para entender seus eleitores e incapaz de encontrar um modo de parar o tornado Trump.