Repórter Record volta a exibir o drama da fome no Maranhão e a inoperância dos prefeitos…

VEJA AQUI O VÍDEO DA REPORTAGEM

Repórter Record Investigação, da TV Record News, voltou a exibir, na noite de segunda-feira (14), o drama da fome no interior do Maranhão, resultado da inoperância dos prefeitos que cruzam os braços diante dessa situação, consequência de uma herança de anos atrás.  Mostrou  pessoas que sobrevivem à base de farinha e água suja, herança maldita de anos de atraso. Muitos deles vivem em municípios como Belágua (o mais pobre do país, onde a presidente Dilma Rousseff teve a maior votação proporcional por causa do Bolsa Família), Centro do Guilherme (maior porcentagem de miseráveis), Marajá do Sena e Fernando Falcão.

Eles ainda são “invisíveis” para as autoridades brasileiras, mas têm nome e sobrenome; são, facilmente, localizados e não possuem absolutamente nada para comer. São adultos e crianças em condições de extrema pobreza, sendo a situação mais crítica localizada no interior do Maranhão. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de sete milhões de brasileiros ainda passam fome no país.

Mostrou pessoas simples como Zenaide. Ela tem 15 filhos. A mulher enfrenta a batalha sozinha para tentar garantir o sustento das crianças, o que nem sempre é possível. Belágua (MA), onde vivem, é considerada a cidade mais pobre do Brasil, segundo o IBGE.

O programa mostrou depoimentos sobre a luta permanente e desesperada dessas famílias para conseguir se alimentar e revela a face mais cruel da fome: a exploração sexual de meninas em troca de comida.

TODOS POR BELÁGUA! Campanhas arrecadam alimentos…

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Cinco toneladas de alimentos já foram conseguidas

Quatro toneladas de alimentos já foram conseguidas

O leitor Ênio Alves (leitor assíduo do blog) entrou em contato para avisar que a Igreja Batista do Calhau, da qual faz parte, está fazendo uma campanha, em parceria com outra congregação do Rio de Janeiro, com o objetivo de arrecadar alimentos para doação às famílias de Belágua e Marajá do Sena, cuja pobreza extrema foi retratada na reportagem “Estrada da Fome” do Repórter Record, vídeo reproduzido aqui em várias postagem. A meta é conseguir 20 toneladas. Até agora, já garantiram quatro toneladas.

Segundo informou Ênio Alves, quem quiser fazer doações é só entrar em contato no Facebook da Igreja Batista do Calhau ou se dirigir até a sede, no bairro citado. “Seu blog é uma ferramenta muito importante. Somos muito gratos pela divulgação”, disse o leitor.

A reportagem “Estrada da Fome”, reproduzida e comentada em vários posts deste blog, comoveu pessoas no país inteiro.  Por conta dessa e de outras postagens sobre o drama de Belágua, recebi contatos de leitores do Maranhão e de vários estados, entre eles São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Brasília e, inclusive, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), feito no sábado (03) agora. Todos, de alguma forma, buscando contatos, tentando ajudar famílias que, até hoje, vivem castigadas pela miséria.

E a função social do blog é ajudar e fazer chegar as doações às famílias. Por isso, fui atrás e consegui os contatos de pessoas que estão próximas desses pais, mães e crianças evidenciados na reportagem do Repórter Record.

Para mim, é uma satisfação poder ajudar por meio do meu blog. Abaixo, contatos que consegui para fazer chegar as doações às famílias:

LEIA TAMBÉM:

DRAMA DA FOME – Belágua e a solidariedade dos meus leitores…

ESTRADA DA FOME – Miséria do Maranhão é mostrada com tristeza na Record

BELÁGUA – Município mais pobre do Brasil está no Maranhão…

CONTATOS PARA DOAÇÕES ÀS FAMÍLIAS DA ESTRADA DA FOME

Consegui esses contatos de Belágua, junto à equipe de reportagem do Repórter Record e à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), para poder fazer chegar as doações às famílias:

1 – Sindicato dos Servidores de Belágua:

Ivan – (98) 9 91735357 e (98) 9 8883 4327

2 – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belágua:

STTR BELÁGUA
Av. Eider Araújo, 31 – Centro – Belágua
Email: [email protected]
Adalberto / Telefone: (98) 9159 2665
Samuel / Telefone (98) 9192 5166 ou 3252 1019
Vera / Telefone (98) 9132 7210

3 – Outras lideranças de Belágua que temos o contato:

JOSÉ FÁTIMA DOS SANTOS
SECRETÁRIO DOS SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS
98 98839 5680

ELKE ANE LISBOA GARCIA
PROFESSORA
98 99983 5364

DRAMA DA FOME – Belágua e a solidariedade dos meus leitores…

Após a republicação da reportagem “Estrada da Fome” da TV Record (veja em posts mais lidos), o blog recebeu inúmeras mensagens em forma de comentários, e-mails e whatsApp de leitores do Maranhão e de outros estados do país, que se disponibilizaram para ajudar as famílias, principalmente, as de Belágua, município mais pobre do Brasil, onde crianças choram de fome e outras comem farinha com água suja e sal (reveja vídeo).

O blog, então, foi buscar contatos que pudessem fazer levar doações para essas famílias que vivem o drama da fome no município mais pobre do Brasil e que, pasmem, deu a maior votação proporcional do país à presidente Dilma Rousseff (PT). Obtive, com o auxílio da equipe de reportagem do Repórter Record e da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), endereço, telefones e e-mail de pessoas que podem alcançar as crianças e pais que aparecem na reportagem da Record.

A “Estrada da Fome” comoveu o Brasil. Minutos após a veiculação da reportagem, meu celular já recebia mensagens. Uma das leitoras se chama Juliana e é de São Paulo. Ela, a exemplo de outros que falaram comigo, não contiveram as lágrimas durante a matéria. “Não temos muito, mas podemos ajudar”, disse.

O mesmo aconteceu com a leitora Solange Glaeser, de Santa Catarina, que buscou o meu blog, pelo e-mail, para conseguir contatos que pudessem levar doações de alimentos e roupas. Assim como Juliana e Solange, agiram dezenas de leitores de São Luís ao exemplo da jovem Carolina, que me ligou emocionada, e de outros.

Entre os leitores que me contactaram, há pessoas que acreditavam que não existia mais, no Brasil, esse cenário de pobreza extrema, de miséria e de fome que foi mostrado no Repórter Record.

Pra mim, é uma satisfação, um dever cívico poder ajudar essas famílias de Belágua, servindo de elo. O blog, sobretudo, em sua função social está a serviço da comunidade e de seus leitores. Muito obrigada!

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Abaixo, contatos que consegui para fazer chegar as doações às famílias:

CONTATOS PARA DOAÇÕES ÀS FAMÍLIAS DA ESTRADA DA FOME

Consegui esses contatos de Belágua, junto à equipe de reportagem do Repórter Record e à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), para poder fazer chegar as doações às famílias:

1 – Sindicato dos Servidores de Belágua:

Ivan – (98) 9 91735357 e (98) 9 8883 4327

2 – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belágua:

STTR BELÁGUA
Av. Eider Araújo, 31 – Centro – Belágua
Email: [email protected]
Adalberto / Telefone: (98) 9159 2665
Samuel / Telefone (98) 9192 5166 ou 3252 1019
Vera / Telefone (98) 9132 7210

3 – Outras lideranças de Belágua que temos o contato:

JOSÉ FÁTIMA DOS SANTOS
SECRETÁRIO DOS SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS
98 98839 5680

ELKE ANE LISBOA GARCIA
PROFESSORA
98 99983 5364

ARTIGO DE FLÁVIO DINO SOBRE QUESTÃO DA FOME: “Deixar a estrada da exclusão social”

Deixar a estrada da exclusão social

Por Flávio Dino, governador do Maranhão

Flávio Dino destacou o programa "mais IDH" entre as ações do governo para combater a miséria

Flávio Dino destacou o programa “mais IDH” entre as ações do governo para combater a miséria

A fome é a negação mais cruel dos direitos fundamentais de qualquer ser humano. É a negação da condição básica para o desenvolvimento do homem que, sem ter o que comer, não consegue trilhar os caminhos que pedem os sonhos que tem para si e para a sua família. É a negação primeira do que a filósofa Hannah Arendt chamou do“direito a ter direitos”. Sem nada para comer, como ter acesso à educação, à cultura, ao trabalho ou à sua autodeterminação?

Infelizmente, a negação do “direito a ter direitos” ainda é muito viva em nossa realidade. Lembro que cerca de 25% dos maranhenses ainda vivem na extrema pobreza, o que corresponde a cerca de 1,5 milhão de pessoas. Mas esses não são dados frios, e a reportagem “Estrada da Fome”, exibida na última segunda-feira pela TV Record para todo o Brasil, mostrou que esse retrato cruel é verdadeiro, tem nome e sobrenome, tem rosto e lágrimas.

Esse legado de desumanidade e descaso foi herdado por nós, maranhenses, em decorrência de décadas de governos que deram as costas aos mais necessitados. Como explicar, por exemplo, que o Maranhão seja a 16ª economia do país, estado que possui água em abundância, terras boas e um povo com muita vontade de vencer, mas com as piores condições de vida do país? A explicação somente pode residir na histórica combinação entre utilização pessoal do patrimônio público, corrupção e injustiça social, caminhos pelos quais poucos se apropriaram dos bens de milhões de pessoas.

As vozes do coronelismo maranhense, que hoje vivem enorme crise de abstinência com a perda de antigos privilégios e de ganhos ilícitos, calam-se diante da calamidade retratada por 1 hora na última segunda-feira em rede nacional. Contudo, ao contrário do que eles sempre fizeram, estamos lutando para transformar esse inaceitável retrato.

Creio que nenhuma pessoa deve ficar insensível diante desse quadro. Especialmente no que se refere ao papel do governante, deve ser o de buscar soluções urgentes, duradouras e eficazes para dar a essas pessoas o direito de voltar a sonhar. Foi por este motivo que, logo no primeiro dia de Governo, minutos após a nossa posse, instituímos o Plano de Ações Mais IDH. Ele começa pelas 30 cidades com menor Indice de Desenvolvimento Humano em nosso Estado e vai mostrar progressivamente que, sim, nós podemos mudar o cenário imposto por décadas de desmandos políticos e desrespeito com a população.

Por intermédio do Plano Mais IDH, o Governo do Estado começou a levar mais direitos e mais dignidade a esses milhões de maranhenses outrora invisíveis, cujos futuros foram criminosamente roubados em tenebrosas transações. Agora, o orçamento público é aplicado com a único objetivo de servir a população, com enfoque especial àqueles que mais precisam da ação direta do Estado

Para que se tenha a dimensão deste programa, somente na primeira semana do Mutirão Mais IDH, foram realizados 18 mil atendimentos em 9 municípios. Nesse mutirão, encontramos milhares de pessoas que jamais tiveram acesso a qualquer serviço público, que jamais foram lembrados pelos governantes, a não ser em tempo de eleição. Até o fim do nosso governo, vamos levar a todas as regiões maranhenses provas concretas de que vale a pena lutar e ter esperança em dias melhores. Apoio à produção, políticas sociais, ampliação de infraestrutura e combate à corrupção são os pilares que sustentam esse novo projeto de desenvolvimento no Maranhão.

O destino dos milhões de maranhenses não é estar irrevogavelmente à margem do mundo dos direitos. É para colocá-los na rota do crescimento e dar-lhes condições de se fortalecer, educar e prosperar que conduzimos as ações governamentais, em que hoje há o DNA da indignação transformadora.