Edison Lobão e a tentativa de carona na popularidade de Lula

Situação de Edson Lobão cada vez mais complicada

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro

O senador e ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MDB), voltou a ser destaque nos meios de comunicação pelo seu pronunciamento em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Vale destacar que ele votou contra o PT no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Lobão passou a defender a soltura de Lula, preso desde o início de abril. De acordo com o senador, a prisão do ex-presidente é injusta e foi feita sem provas. Porém, a manifestação é tida por muitos como oportunista.

Edison Lobão tentará reeleição ao Senado em outubro e, com a rejeição do seu correligionário Michel Temer e do grupo Sarney, tenta colar sua imagem na popularidade que o ex-presidente Lula possui no Maranhão.

O ex-ministro de Minas e Energia votou pelo Impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff (PT), em 2016, governo do qual foi ministro.

Flávio Dino e Weverton Rocha lideram pesquisa em Imperatriz

No segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida para o Palácio dos Leões. O deputado federal Weverton (PDT) também aparece em primeiro na pesquisa para o Senado Federal

A TV Difusora divulgou, nesta quarta-feira (13), pesquisa de intenções de voto realizada pelo Instituto Data 3, em Imperatriz. Foram entrevistadas 397 pessoas, entre os dias 4 e 6 de junho. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão sob o número 09455/2018.

No segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida para o Palácio dos Leões. O deputado federal Weverton (PDT) também aparece em primeiro na pesquisa para o Senado Federal.

Na espontânea, o governador Flávio Dino aparece com 45,6% das intenções de voto, contra 9,6% de Roseana Sarney (MDB) e 3% de Roberto Rocha (PSDB). Os candidatos Eduardo Braide (PMN); Maura Jorge (PSL) e Ricardo Murad (PRP) não chegaram a 1%.

Dados os nomes para os pesquisados, Flávio Dino aparece com 57,4%, Roseana Sarney com 17,1%, Roberto Rocha pontuou 7,3%, Maura Jorge 3%, Eduardo Braide 1% e Ricardo Murad, 0,8%.

Para o Senado, Weverton Rocha lidera a pesquisa com 24,7% das intenções de voto, em seguida aparecem Edison Lobão (MDB) com 18,4%, Sarney Filho em terceiro lugar com 9,8%, José Reinaldo com 9,1%, Eliziane Gama 4,3% e Alexandre Almeida com 4,0%.

Na mesma pesquisa foi medida a aprovação do governador Flávio Dino. Após três anos de mandato, 67,8% da população aprovam o governador.

O nível de aprovação é maior do que a votação do governador no ano de 2014, que pontuou naquele ano 63,52% do eleitorado maranhense.

Indefinição de cenário político pode atrapalhar planos de Sarney Filho ao Senado

A indefinição do atual cenário para a disputa ao Senado tem incomodado o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

A indefinição do atual cenário para a disputa ao Senado tem incomodado o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que finalmente foi cotado pelo clã Sarney a disputar um cargo mais alto após anos como deputado.

Momentaneamente, o senador João Alberto foi convencido a não sair candidato à reeleição. Atendendo aos planos da família Sarney, ele deverá ser candidato a vice-governador na chapa de Roseana Sarney, o que também não resolveria a crise interna que se instalou na disputa senatorial do clã.

Raposas velhas da política, o grupo Sarney sabe quanto pesa a candidatura de governador para a disputa de senador, a exemplo do governador Flávio Dino (PCdoB), que, além de estar bem nas pesquisas, controla a máquina estatal e permanece com uma grande força política, tendo até retirado fortes lideranças do grupo da oposição.

Diante disso, Sarney Filho sabe que se fizer um senador, o clã elege apenas um de sua chapa e, com a possibilidade do seu grupo político eleger apenas um, seria importante ter um segundo nome mais fraco na chapa.

Hoje, o senador Edison Lobão está decidido a ser candidato novamente. Garantiria um último mandato e, provavelmente, deixaria o cargo antes do final para seu filho Edinho Lobão, que sempre é seu suplente.

Por ter significativa consolidação de densidade eleitoral, é incontestável que, nesta chapa, Lobão teria mais votos que o filho de Sarney, que poderá ficar sem mandato e acabar de vez com seu sonho de voos mais altos na carreira política, enfraquecendo, mais ainda, o grupo.

Janot abre novo inquérito contra senador Edison Lobão

Situação de Edson Lobão cada vez mais complicada

Senador Edison Lobão em mais um inquérito.

Por supostas organizações criminosas formadas por partidos políticos como PT, PMDB e o PP, o senador EdisonLobão deve ser alvo de nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Janot abriu inquérito em 2015, tendo com base as delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, para apurar crime de formação de quadrilha de parlamentares dos três partidos. Com o andamento da investigação, ele decidiu desmembrar o inquérito em investigações separadas. O objetivo é concluir o inquérito antes do término do seu mandato, em meados de setembro.

No PT, estão entre os investigados o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ex-ministros Jaques Wagner, Antonio Palocci e Ricardo Berzoini. Já no PMDB, além de Lobão, estão na mira da Justiça o presidente Michel Temer e os senadores Romero Jucá (RR) e Renan Calheiros (AL).

 

Lava Jato faz filho de Lobão perder presidência da Brasilcap…

Márcio Lobão teve o seu nome envolvido na operação Lava Jato assim como o pai, Edison Lobão

Segundo noticiou a coluna do jornalista Lauro Jardim, o filho do senador Edson Lobão (PMDB), Marcio Lobão, perdeu a presidência do Brasilcap, emprego conseguido por seu pai há quase uma década.

Envolvido na operação Lava Jato, Marcio foi comunicado, na segunda-feira, que não terá o seu mandato renovado na presidência da empresa de capitalização do Banco do Brasil em sociedade com o Icatu e a Aliança da Bahia.

O filho de Lobão já comanda a empresa desde 2008. Era da cota do seu pai, Edson Lobão, também envolvido com a Lava-Jato até o fio do último cabelo.

Quando a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão no apartamento de Márcio Lobão informou ter listado na residência 1.200 obras de arte. Foi um engano dos agentes que cumpriram a missão ao informar seus superiores.

O número é menor, embora ainda impressione. Na casa de Márcio, foram encontrados um total de 84 obras, entre quadros, esculturas e outros. Mas na casa onde seus sogros residem, que fica no mesmo prédio, na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro, foram listados mais 261.

Embora o sogro de Márcio, Sérgio Fadel, seja um dos maiores colecionadores de arte do Brasil, o material foi considerado suspeito de pertencer ao próprio filho do senador Edison Lobão.

A PF resolveu considerar a suspeita, entre outros motivos, porque a mulher de Márcio, Marta, declara como dela esse apartamento. E, no cadastro de passaporte de Márcio Lobão, ele também indica esse mesmo imóvel.

Investigado na Lava Jato, Edison Lobão assume presidência da CCJ no Senado

Globo.com

Lobão foi indicado pelo PMDB, partido de maior bancada no Senado

A missão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado elegeu, nesta quinta-feira (9), por aclamação, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) presidente do colegiado pelos próximos dois anos. O vice-presidente será o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Lobão foi indicado pelo PMDB, partido de maior bancada no Senado, na quarta-feira (8), para ser o presidente da comissão, uma das mais importantes da Casa. Por formar a maior bancada do Senado, com 21 parlamentares, o PMDB tinha a preferência para escolher qual comissão presidir, seguindo o critério da proporcionalidade.
O colegiado tem, entre outras atribuições, o dever de sabatinar indicados para o Supremo Tribunal Federal. É o caso do ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, que foi escolhido pelo presidente Michel Temer para substituir o ex-ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião em janeiro.
Se for aprovado na CCJ e, posteriormente, pelo plenário do Senado, Moraes será o revisor da Lava Jato no Supremo.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), espera que a comissão sabatine Moraes no próximo dia 22 de fevereiro.
Esta não é a primeira vez que Lobão assume a presidência da comissão. Ele já presidiu o colegiado no biênio 2002-2003, durante o seu segundo mandato como senador.
“Estou muito honrado com a escolha para presidir uma vez mais essa comissão. É, sem dúvida nenhuma, uma comissão de grande importância para o processo legislativo desse país a partir do Senado”, disse Lobão ao reassumir a presidência nesta quinta.
O parlamentar também declarou que será “democrático” na distribuição de relatorias de projetos que tramitam na CCJ entre os integrantes do colegiado.
Além de ser responsável por sabatinar Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para o STF, todas as matérias em tramitação na Casa precisam passar pelo crivo da comissão. O colegiado analisa se os textos ferem algum princípio constitucional.
Lava Jato
Edison Lobão é alvo de dois inquéritos no STF no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga atos de corrupção em contratos da Petrobras.
O parlamentar maranhense também é alvo de outras duas investigações derivadas da Lava Jato sobre irregularidades na usina de Belo Monte, no Pará.
Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira, Lobão disse que as investigações na Lava Jato não vão constranger sua atuação à frente da CCJ.

Delcídio diz que Renan Calheiros e integrantes do “grupo de Sarney” receberam propina por Belo Monte

Zero Hora

Situação de Edson Lobão, cada vez mais, complicada

Senador Lobão foi um dos citados na delação de Delcídio

A delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS) cita que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz parte do núcleo do PMDB que recebeu propina na construção da usina de Belo Monte. Conforme ele, o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) destinou “agrados” também para o “grupo de José Sarney”, formado por, além de Calheiros, o ex-ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), o próprio Rondeau, Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RR) e Jader Barbalho (PMDB-PA).

— Houve o pagamento, à época, de ao menos R$ 30 milhões, a título de propina pela construção de Belo Monte, pagos ao PT e ao PMDB — cita o documento.

Segundo Delcídio, Renan Calheiros faz parte de um “núcleo duro”, formado por integrantes da bancada do partido no Senado, que monopoliza as nomeações no governo federal — não apenas em empresas de energia, como também em agências reguladoras e ministérios. Esse grupo, conforme Delcídio, sofre influência do ex-presidente e ex-senador José Sarney.

Além de Calheiros, estariam no núcleo Romero Jucá, Eunício Oliveira (PMDB-CE), Valdir Raupp e Edson Lobão. Conforme Delcídio, nomes como o de Nestor Cerveró passaram a ser apadrinhados pelo PMDB:

— Na Petrobras, abraçaram a manutenção de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento e Nestor Cerveró na Diretoria Internacional, como consequência do escândalo do mensalão — diz o documento.

Delcídio afirma ainda que as diretorias da ANS e da Anvisa foram indicadas principalmente por Calheiros, Eunício Oliveira e Romero Jucá e que estes possuem “papel e força incontestável quanto a essas indicações”.

— Jogaram “pesado” com o governo para emplacar os principais dirigentes dessas agências. Com a decadência dos empreiteiros, as empresas de planos de saúde e laboratórios se tornaram os principais alvos de propina para os polîticos e executivos do governo — pontuou o ex-líder do governo no Senado.

No documento, Delcídio diz que testemunhou a ligação próxima de Renan Calheiros com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Delcídio fala que não pode provar que Machado recebeu propina. Porém, pela proximidade corn Renan, pelo tempo de permanência no cargo e pelas contratações realizadas pela Transpetro, considera que ¿valores relacionados a contratos dessa empresa foram repassados a políticos a título de propina¿.

— Seguidas vezes o vi (Sérgio Machado), semanalmente, despachando com Renan na residência oficial da presidência do Senado.

“400 páginas de delírios”

Renan Calheiros afirmou no final da tarde desta terça-feira que a delação premiada de Delcídio, homologada também nesta terça pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contém “400 páginas de delírios”. Na chegada a seu gabinete, o peemedebista repetiu seis vezes em entrevista que as afirmações de Delcídio são “delírios” e que não tem nenhuma preocupação com as acusações feitas pelo senador.

Renan sugeriu que a pena do delator deveria ser aumentada caso suas acusações não se confirmem.

— Na delação, quando não houver prova, precisa agravar a pena, teria que ser um agravante, e não atenuante — defendeu. LEIA MAIS

COBRA TÁ FUMANDO – PF faz buscas nas casas de Edson Lobão, Eduardo Cunha e companhia…

Com informações da Globo

Situação de Edson Lobão, cada vez mais, complicada

Ex-ministro Edison Lobão prestou depoimento, nesta semana, à Polícia Federal

Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, teve mandados cumpridos em suas residências

Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, teve mandados cumpridos em suas residências

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (15), mais de 50 mandados de busca e apreensão, entre eles na residência oficial do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e na casa do senador maranhense, Edson Lobão (PMDB), ex-ministro de Minas e Energia. A ação, batizada de Catilinárias, faz parte das investigações da Operação Lava Jato.

Edison Lobão (PMDB-MA) teria pedido, segundo delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, entregar R$ 2 milhões a Roseana Sarney para a campanha do governo do Maranhão em 2010. Na época que a denúncia veio à tona, a defesa do senador informou que não se manifestaria.

Documentos obtidos pelo Jornal Nacional em julho, também apontam que o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, declarou que pagou R$ 1 milhão para Lobão no período em que ele foi ministro de Minas e Energia. Pessoa afirmou que procurou Lobão para pedir que houvesse ingerência política em favor dos interesses do consórcio responsável pelas obras da usina nuclear Angra 3.

A PF também baixou em endereços de Eduardo Cunha no Rio de Janeiro e na Diretoria Geral da Câmara dos Deputados. Ao menos 12 policiais e três viaturas foram deslocados para a casa de Cunha em Brasília, que fica na Península dos Ministros.

De acordo com a Polícia Federal, foram expedidos 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos da Lava Jato. O principal objetivo da PF é evitar que investigados destruam provas.
A PF também informou que, além das residências de investigados, são realizadas em sedes de empresas, escritórios de advocacia e órgãos públicos.

Os mandados foram cumpridos no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).
A polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e dos ministros, Celso Pansera (PMDB-RJ), de Ciência e Tecnologia, e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Turismo. Outro mandado foi cumprido na sede do PMDB em Alagoas.
A assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia se limitou a dizer que não vai comentar o assunto e que ainda não fizeram contato com o ministro.

Pansera foi nomeado ministro na última reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff. Antes de ser deslocado para a pasta, o peemedebista cumpria mandato de deputado federal e era um dos principais aliados de Eduardo Cunha na Câmara.

Durante as investigações da Lava Jato, Pansera chegou a ser acusado pelo doleiro Alberto Yousseff de ser “pau mandado” do presidente da Câmara.

O ministro Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara, também integra a ala mais próxima de Cunha no PMDB.

A Polícia Federal também confirmou que cumpriu mandados no Ceará e no Rio de Janeiro em endereços relacionados ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em depoimento à Justiça do Paraná, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou Machado como responsável pelo pagamento de R$ 500 mil em propina oriunda de contratos da estatal supostamente superfaturados, entre 2009 e 2010. Machado nega os pagamentos.

Autorização do STF

A busca na residência de Cunha foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O objetivo da operação é coletar provas nos inquéritos que apuram se o presidente da Câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Cunha já foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro, devido à suspeita de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões por contratos de aluguel de navios-sonda pela Petrobras. O Supremo ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia.
Cunha também é alvo de inquérito que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em razão de quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar. A existência das contas é apontada em documentação enviada à Procuradoria Geral da República pelo Ministério Público suíço.

Desde que surgiram as primeiras suspeitas contra Cunha, o parlamentar sempre negou participação no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. Sobre as contas no exterior, ele afirma não ser o titular, e sim “usufrutuário”, delas.

Nesta terça, a assessoria do presidente da Câmara informou que ele está na residência oficial e que um de seus advogados acompanha o trabalho da PF. A princípio, a defesa de Cunha informou que não irá se manifestar porque ainda está tomando conhecimento da decisão.

Senado mantém prisão de Delcídio; Roberto Rocha e João Alberto votaram contra decisão do STF e a favor do senador do PT

Roberto Rocha e João Alberto votaram pelo relaxamento da prisão de Delcídio; Edson Lobão se absteve

Roberto Rocha e João Alberto votaram pelo relaxamento da prisão de Delcídio; Edson Lobão se absteve

Os senadores maranhenses Roberto Rocha (PSB-MA), contrariando orientação do partido, e João Alberto Souza (PMDB-MA) votaram, nesta quarta-feira (25), contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso sob acusação do Ministério Público Federal de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Acompanharam os dois Fernando Collor (PTB-AL) e Telmário Motta (PDT-RR). A única abstenção foi a de Edison Lobão (PMDB-MA).

Por 59 votos a 13 e uma abstenção, o Senado decidiu em votação aberta manter a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo Dilma Rousseff, preso na manhã desta quarta-feira (25). Setenta e quatro parlamentares estiveram presentes na sessão.

Dos 13 votos que pediram a suspensão da prisão de Delcídio, nove são de petistas, que acompanharam a orientação do partido. No entanto, dois senadores da bancada optaram por manter a decisão do STF: Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA), que já haviam escolhido o voto aberto –o PT se posicionou pela votação fechada.

Veja como votaram os senadores.