Geraldo Alckmin no centro da confusão do PSDB maranhense

Se já não bastasse ter de viabilizar sua campanha, o pré-candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, ainda terá de gerenciar uma crise no partido no Maranhão. Foto: Karlos Geromy

A Revista Época noticiou, nesta segunda-feira (18), a briga interna que vive o PSDB no Maranhão, tendo o senador Roberto Rocha de um lado e o deputado federal José Reinaldo na outra ponta.

“Se já não bastasse ter de viabilizar sua campanha, o pré-candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, ainda terá de gerenciar uma crise no partido no Maranhão. O senador Roberto Rocha, candidato ao governo do estado, e o deputado federal José Reinaldo, candidato ao Senado, estão se bicando. Reinaldo estimula a candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao governo estadual, o que irrita Rocha”, escreveu a colunista Murilo Ramos.

A matéria destaca outra disputa que envolve a escolha do segundo nome da chapa tucana para o Senado Federal. “Quem acompanha tudo com atenção é o ex-presidente da Câmara Waldir Maranhão, recém-filiado ao PSDB e interessado em disputar uma vaga no Senado. O ex-reitor torce para que Reinaldo fique fora do páreo”.

Em meio à crise e disputa interna, Roberto Rocha faz pouco caso de Zé Reinaldo e já está se movimentando e realizando reuniões em cidades do interior e tem carregado Waldir Maranhão em suas andanças.

A aproximação de Rocha e Waldir mostra a manobra de Rocha em tirar José Reinaldo da disputa para o Senado.

Já José Reinaldo tenta levar o PSDB para apoiar a pré-candidatura do deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), o que também irrita outra figura do PSDB, o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira. A briga interna vai tomando proporções cada vez maiores, o que deixa o PSDB com um destino incerto no Maranhão

Os dois lados do PSDB no Maranhão

Após vários anos de crescimento do PSDB no comando do vice-governador Carlos Brandão, hoje no PRB, o partido encontra-se dividido

O PSDB no Maranhão passa uma situação um tanto quanto inusitada. Após vários anos de crescimento no comando do vice-governador Carlos Brandão, hoje no PRB, o partido encontra-se dividido.

Às vésperas de uma eleição, o PSDB está dividido em apoiar uma candidatura própria, encabeçada pelo senador Roberto Rocha, ou apoiar a candidatura do deputado Eduardo Braide, projeto capitaneado pelo deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo.

Na última quinta-feira (14), em uma reunião realizada na sede estadual do PSDB, pré-candidatos reuniram-se para discutir questões eleitorais como tempo de televisão e coligações. O alinhamento ao projeto do partido como a pré-candidatura do senador Roberto Rocha ao governo do estado, também foi debatido.

Na reunião que foi comandada por Sebastião Madeira, Clodomir Paz, Waldir Maranhão e Alexandre Almeida foram recolhidas assinaturas dos pré-candidatos presentes em apoio à candidatura de Roberto Rocha e repudiando outro posicionamento que não seja o projeto próprio do PSDB.

Na outra ponta, José Reinaldo continua articulando levar o apoio do PSDB à pré-candidatura de Eduardo Braide. O ex-governador considera Roberto Rocha fraco para a disputa ao governo.

No início do mês José Reinaldo anunciou o nome do primeiro suplente de sua candidatura, o advogado Catulé Júnior, de Caxias. A indicação não teve o conhecimento de membros do PSDB maranhense.

José Reinaldo também faz questão de não participar dos eventos promovidos por Roberto Rocha, evidenciando o clima de disputa da legenda.

Flávio Dino e Weverton Rocha lideram pesquisa em Imperatriz

No segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida para o Palácio dos Leões. O deputado federal Weverton (PDT) também aparece em primeiro na pesquisa para o Senado Federal

A TV Difusora divulgou, nesta quarta-feira (13), pesquisa de intenções de voto realizada pelo Instituto Data 3, em Imperatriz. Foram entrevistadas 397 pessoas, entre os dias 4 e 6 de junho. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão sob o número 09455/2018.

No segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida para o Palácio dos Leões. O deputado federal Weverton (PDT) também aparece em primeiro na pesquisa para o Senado Federal.

Na espontânea, o governador Flávio Dino aparece com 45,6% das intenções de voto, contra 9,6% de Roseana Sarney (MDB) e 3% de Roberto Rocha (PSDB). Os candidatos Eduardo Braide (PMN); Maura Jorge (PSL) e Ricardo Murad (PRP) não chegaram a 1%.

Dados os nomes para os pesquisados, Flávio Dino aparece com 57,4%, Roseana Sarney com 17,1%, Roberto Rocha pontuou 7,3%, Maura Jorge 3%, Eduardo Braide 1% e Ricardo Murad, 0,8%.

Para o Senado, Weverton Rocha lidera a pesquisa com 24,7% das intenções de voto, em seguida aparecem Edison Lobão (MDB) com 18,4%, Sarney Filho em terceiro lugar com 9,8%, José Reinaldo com 9,1%, Eliziane Gama 4,3% e Alexandre Almeida com 4,0%.

Na mesma pesquisa foi medida a aprovação do governador Flávio Dino. Após três anos de mandato, 67,8% da população aprovam o governador.

O nível de aprovação é maior do que a votação do governador no ano de 2014, que pontuou naquele ano 63,52% do eleitorado maranhense.

Pesquisa Exata: José Reinaldo sente reflexos de suas atitudes

Seu posicionamento já afastou de José Reinaldo bases em Imperatriz, Balsas e Caxias e o estrago pode ficar ainda maior

A situação do deputado federal e pré-candidato a senador José Reinaldo (PSDB) não é nada animadora e faz com que ele sinta o reflexo na corrida para o Senado Federal.

O deputado saiu do PSB após desentendimento com a cúpula nacional pelos votos a favor do presidente Michel Temer. Travou uma briga com o deputado Juscelino Filho para assumir o DEM no Maranhão. E agora cria uma guerra interna no PSDB com o presidente estadual da legenda, o senador Roberto Rocha, e com o secretário geral, Sebatião Madeira.

Esses acontecimentos fazem com que José Reinaldo apareça na penúltima colocação, com apenas 8% das intenções de voto, na pesquisa do Instituto Exata/Jornal Pequeno.

José Reinaldo, ao invés de agregar, cada vez mais, apoios políticos, está afastando possíveis aliados do PSDB e atraindo a revolta de mais pessoas ao defender a pré-candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN) ao governo.

Seu posicionamento já afastou de José Reinaldo bases em Imperatriz, Balsas e Caxias e o estrago pode ficar ainda maior.

Mais um instituto aponta vitória de Flávio Dino no primeiro turno

O Instituto também fez o levantamento sobre a aprovação de Flávio Dino. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados aprovam o governo

A pesquisa do Jornal Pequeno/Exata, divulgada neste domingo (03), aponta que, se as eleições fossem hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito com 57% dos votos.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº 06478/2018. O instituto Exata entrevistou 1.400 pessoas em todas as regiões do Estado, entre os dias 25 e 30 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa aponta que o governador tem quase o dobro da segunda colocada, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O deputado Eduardo Braide (PMN) aparece em terceiro lugar, nas intenções de voto, com 6%, Maura Jorge (PSL) e Roberto Rocha (PSDB) estão com 3% e Ricardo Murad (PRP) aparece apenas com 1%.

O Instituto também fez o levantamento sobre a aprovação de Flávio Dino. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados aprovam o governo, 34% não aprovam e 4% disseram que não sabem ou não responderam.

O Instituto Exata é o segundo a registrar oficialmente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) uma possível vitória de Flávio Dino. A pesquisa DataIlha/Difusora, divulgada em 15 de maio, também registrou a possibilidade vitória de governador com 60,03%.

Crise! Zé Reinaldo reage e insinua que PSDB é um “barco que está afundando”

A crise no partido tucano se elevou após José Reinaldo ter anunciado apoio ao deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), na disputa pelo governo do estado, já que a sigla já havia definido o nome do senador Roberto Rocha para a corrida pelo Palácio dos Leões00

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo (PSDB), respondeu, em nota à Imprensa, às últimas declarações do secretário estadual do PSDB, Sebastião Madeira. A crise no partido tucano se elevou após o também ex-governador ter anunciado apoio ao deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), na disputa pelo governo do estado, já que a sigla já havia definido o nome do senador Roberto Rocha para a corrida pelo Palácio dos Leões.

A declaração fez despertar a ira do presidente estadual do PSDB e pré-candidato oficial do partido ao governo do estado, o senador, Roberto Rocha, e do secretário da sigla, Sebastião Madeira, que afirmaram que a vaga de pré-candidato ao Senado, destinada ao deputado José Reinaldo, pode ser revista e garantida a outro candidato.

O trecho mais polêmico da resposta de Zé Reinaldo está no penúltimo parágrafo da carta que ele enviou à Imprensa. “Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que já está afundando”, disse ex-governador insinuando que o projeto político do partido tucano para a sucessão estadual é um fiasco.

Veja a resposta de José Reinaldo:

Por compreender que o equilíbrio de todo e qualquer debate público é exercido, com legitimidade, somente na plena vigência da democratização do acesso à informação, utilizo este expediente para fazer esclarecimentos à população maranhense e à classe política em geral.

Desde que me posicionei a favor da candidatura do deputado estadual Eduardo Braide ao Governo do Estado, tenho sido alvo de constantes ataques sob o comando do poderio econômico e político que – em desrespeito ao papel fundamental da imprensa – usa profissionais da comunicação para mandar recados a mim, sem que o meu ponto de vista possa, sequer, ser manifestado.

É de conhecimento público que sempre fui um político acessível a todos, inteiramente aberto ao diálogo e jamais me furtaria à ocasião de conversar com membros de qualquer partido – ainda mais com quadros relevantes do PSDB como Sebastião Madeira e Roberto Rocha, partido ao qual estou oficialmente filiado.

Nutro um enorme respeito pelo ex-prefeito e ex-deputado Sebastião Madeira que, neste momento, entre útil e afoito, tem sido desbragadamente usado para atender aos interesses dos mais afetados pela ameaça de uma terceira via nas eleições deste ano.

Aproveito a ocasião para fazer um registro histórico. Quando decidi criar a Frente de Libertação do Maranhão, em 2006, o saudoso Jackson Lago rebelou-se com a estratégia de lançarmos três candidatos ao Governo. E, no auge da discordância, chegou a me acusar de ser um agente infiltrado de Sarney para implodir a oposição. O resultado, todos conhecem: Lago consagrou-se nas urnas, eleito governador do Maranhão, em uma vitória que entrou para a história.

Conheço Madeira e sei que ele não servirá como tábua de salvação para nenhum tripulante de um barco que está afundando.

Que a verdade e o espírito democrático possam se sobrepor às querelas e aos jogos dos que abusam do poder para me intimidar e confundir a população.

José Reinaldo reascende crise no PSDB

Para o meio político é totalmente inimaginável a atitude de José Reinaldo, que pertence a uma legenda com pré-candidato definido, mas que insiste na pré-candidatura de um nome de uma outra legenda

Ao anunciar a pré-candidatura do deputado estadual, Eduardo Braide (PMN), ao governo do Estado, o deputado federal, José Reinaldo (PSDB), reascende a crise em seu novo partido.

José Reinaldo compartilhou em vários grupos de mensagens a informação que o deputado estadual, Eduardo Braide, o autorizava a anunciar sua pré-candidatura em definitivo. Ao fazer isso, o pré-candidato ao Senado desafia o PSDB, que já decidiu que o senador Roberto Rocha é o candidato oficial do partido.

Sua atitude cria, mais uma vez, crise interna no partido. Como todos já sabem, José Reinaldo e Roberto Rocha carregam há anos, uma grande rivalidade, o que agora só tende a aumentar.

A atitude também provoca o secretário estadual da sigla e ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que já foi categórico em afirmar que Roberto Rocha é o candidato ao governo, para que o projeto nacional do PSDB em eleger o ex-governador, Geraldo Alckmin, presidente, seja trabalhado no estado.

Para o meio político é totalmente inimaginável a atitude de José Reinaldo, que pertence a uma legenda com pré-candidato definido, mas que insiste na pré-candidatura de um nome de uma outra legenda.

José Reinaldo, ao provocar a ira do PSDB e de seus membros, abre caminho para o deputado federal Waldir Maranhão, que ainda não desistiu de seu desejo de chegar ao Senado Federal.

Roseana Sarney e a desarticulação política de seu grupo…

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.

A falta de apoio político está causando uma situação um tanto quanto inusitada para o grupo Sarney. Com o domínio há décadas de vários partidos historicamente ligados ao clã, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) entra, pela quinta vez, na disputa do governo, mas, pela primeira vez, sem o apoio de um número considerável de siglas.

Até o momento, com ela, além do MDB, apenas o PV, o PHS, o PMB e o PSD, o que gera especulações de que a chapa poderá sair “puro sangue”.

A perda mais significativa para Roseana são os partidos que hoje orbitam a base do governador Flávio Dino (PCdoB). Com diretórios espalhados por todo o estado e com uma grande fatia do horário político, PT, DEM, PR, PP, PTB e PRB farão uma grande diferença para a campanha da ex-governadora em 2018. Neles estão deputados e aliados com uma grande densidade de votos.

Outros partidos, que sempre estiveram ligados ao grupo Sarney, já declaram apoio a outras candidaturas. Maura Jorge, por exemplo, vai reunir PSL, PRTB, PSDC e o Podemos, antigo PTN.

Alguns partidos ainda estão indefinidos. O PMN do deputado Eduardo Braide pode encabeçar uma candidatura e ter o apoio do PSC. Além do PRP, que pode ter o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, como candidato ao governo.

Mesmo com todo o barulho feito pela mídia ligada ao grupo Sarney, Roseana chega à disputa, politicamente, fraca, o que traduz todo seu desânimo.

Filiação de José Reinaldo Tavares gera crise interna no PSDB; Braide desafia Roberto Rocha…

Eduardo Braide desafia Roberto Rocha.

Com a filiação do deputado federal José Reinaldo ao PSDB, o ninho tucano tem se transformado em um cenário de crise de egos e provocações.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado do Maranhão, o senador e pré-candidato ao governo, Roberto Rocha, revelou que o deputado Eduardo Braide (PMN) faria parte da chapa encabeçada pelo PSDB (na majoritária ou proporcional). Ele sinalizou que o parlamentar pode ser seu vice ou mesmo disputar uma vaga de deputado federal na coligação.

O problema é que Braide  não gostou nada da ideia proposta pelo senador. Em resposta, o deputado fez um desafio ao senador tucano que circula em todas as resdes sociais e grupos de WhatsApp. “Faço uma proposta ao senador Roberto Rocha. Quem estiver melhor colocado nas pesquisas, até as convenções, será o candidato ao governo do grupo”, provocou o parlamentar.

Tanto Eduardo Braide quanto o deputado federal José Reinaldo Tavares parecem não acreditar no êxito de uma candidatura de Roberto Rocha ao governo. O debate tomou os atuais rumos, após o ex-governador ter anunciado filiação ao ninho tucano, insinuando que o PSDB teria dois palanques: um para o senador e outro para o deputado e que este já teria fechado apoio à pré-candidatura presidencial do ex-governador, Geraldo Alckmin.

O ex-governador tem dito que Eduardo Braide, caso seja candidato, teria melhor desempenho eleitoral do que Roberto Rocha, opinião que tem irritado o senador e seus aliados, criado mal-estar no ninho tucano.

Um dos que se irritou e fez declaração pública mostrando sua insatisfação foi o ex-prefeito de Imperatriz, pré candidato a deputado federal , Sebastião Madeira. O tucano imperatrizense tem dito que José Reinaldo t”precisa se enquadrar e aceitar que o candidato do PSDB é Roberto Rocha e não Eduardo Braide”.

E assim caminha essa nova crise instalada no ninho tucano, no pós anúncio de filiação de José Reinaldo Tavares.