A relação entre Eike e Sarney aguça curiosidade de investigadores

Veja

Há muita gente ansiosa para que o empresário detalhe os negócios da MMX no Amapá e seus principais entusiastas

Segundo a revista, em Macapá e até no Maranhão, há quem não durma desde que Eike entrou em Bangu

Quem conhece as andanças de Eike Batista pelo Norte do país anda ansioso para que ele conte aos investigadores os detalhes de seus negócios no Amapá.

O parceirão de Sérgio Cabral não pode reclamar da sorte quando lembra da mineradora de Pedra Branca do Amapari, perto de Macapá, que pertencia à MMX.

Coisa de um ano após a primeira exportação, Eike vendeu uma naco da MMX para empresa Anglo American, com sede em Londres, por 5,5 bilhões de de dólares.

O empreendimento no Amapá, que incluía ainda uma mina e uma estrada de ferro, era um dos ativos mais importantes da holding de Eike.

Mas o mega-empresário detento não teria conquistado sucesso no Amapá se não tivesse contado com o indispensável estímulo de José Sarney, aliado indispensável para homens de negócios.

Em Macapá e até no Maranhão, há quem não durma desde que Eike entrou em Bangu.

Acusado por lavagem de dinheiro, Eike Batista é preso no Rio de Janeiro

O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Nesta segunda-feira (30), o empresário Eike Batista foi preso por agentes da Polícia Federal logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Eike não tem nível superior, então não poderia ser levado para o mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral. Segundo dados de dezembro do ano passado, o presídio está superlotado. A unidade, que tem capacidade para 968 presos, atualmente tem 2.129 presos.

Eike teve a prisão preventiva decretada depois que dois doleiros disseram que ele pagou US$ 16,5 milhões a Sérgio Cabral, o equivalente a R$ 52 milhões, em propina. A prisão do empresário foi decretada pelo Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, na operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.

O avião que trouxe Eike de volta ao Brasil pousou no Galeão por volta das 9 horas da manhã desta segunda. O empresário chegou ao Instituto Médico Legal (IML) por volta da 10h30min para ser submetido ao exame de corpo de delito.

Em nova fase da Lava Jato, Eike Batista tem prisão decretada

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (26), a Operação Eficiência, que cumpre seis mandados de prisão preventiva, quatro de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão no Rio de Janeiro. O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, é um dos alvos do mandado de prisão, mas ainda não foi localizado.

A Operação Eficiência é uma nova fase da Lava Jato. A Polícia Federal informou que ainda não pode dar detalhes porque os mandados estão sendo cumpridos neste momento.

As pessoas que são alvo de condução coercitiva serão levadas para a Polícia Federal no Rio de Janeiro. Esta é a primeira fase da Lava Jato este ano.