Juiz eleitoral pede imagens de doadores de Luciano Leitoa…

 

As suspeitas em relação à campanha de Leitoa surgiram a partir de dados da prestação de contas de campanha apresentados

O juiz eleitoral de Timon, Rogério Monteles da Costa, requereu,  em despacho publicado nesta quinta-feira (2),  todas as imagens dos sistemas de câmeras das agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal de Timon, geradas no período de 19 de agosto e 02 de setembro de 2016. A solicitação visa apurar denúncias de doações irregulares feitas durante a campanha eleitoral de 2016, em benefício do atual prefeito do município, Luciano Leitoa (PSB).

As suspeitas em relação à campanha de Leitoa surgiram a partir de dados da prestação de contas de campanha apresentados. No item Receitas da Representação, o documento informa que as doações foram feitas em apenas quatro datas, durante o período de greve dos bancos. Mesmo com as agências fechadas, 58 pessoas conseguiram ter acesso para fazer a doação em espécie.

Além disso, haveriam quatro doações de beneficiários do Programa Bolsa Família; doadores sem CPF; doações de pessoas sem capacidade financeira; presença de cheques sem fundos; gastos eleitorais antes da abertura da conta de campanha; quase 1.000 omissões eleitorais, entre outras irregularidades.

A decisão do juiz eleitoral atendeu à representação feita pelos advogados do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que requerem a condenação dos representados por captação e utilização ilícita de recursos (artigo 30-A da Lei das Eleições), com a consequente cassação dos diplomas e demais efeitos legais.

“A esquerda precisa olhar para a frente”, diz Flávio Dino

Estadão

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Diante do resultado das eleições municipais, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), admite que a esquerda perdeu no país e precisa encontrar um novo caminho. Defensor da formação de uma frente que alinhe essas forças em 2018, Dino acha que a esquerda “precisa parar de olhar para trás e começar a olhar para a frente”. “Discursos do tipo ‘eu avisei’ não resolvem nada”, diz.

Para ele, o grupo necessita criar um programa que responda aos “desafios da Nação” e o candidato “não precisa ser obrigatoriamente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Eleições
Há uma constatação óbvia de que foi um resultado desfavorável para a esquerda. Acho que isso ocorreu, principalmente, pela crise econômica e pelo desemprego. O grande beneficiário dessa perda de substância eleitoral da esquerda não foi propriamente outro partido e sim a chamada antipolítica. Porque, se você olhar São Paulo, Rio e Belo Horizonte, ganharam três outsiders.

Futuro da esquerda
Primeiro, precisamos olhar mais para frente do que para trás. Acho que o que passou, passou. Não adianta ficar disputando agora críticas e autocríticas. Discursos do tipo ‘eu avisei’ não resolvem nada.

Novos caminhos
A esquerda precisa apresentar um programa que responda aos desafios da Nação, baseado na defesa de direitos e da ampliação de serviços públicos.

Frente partidária
Tenho defendido há mais de um ano a tese de um rearranjo mais frentista, parecido com o do Uruguai. A esquerda deve buscar algum tipo de frente mais orgânica, que consiga atrair o chamado centro político. Quando me refiro ao centro político não me refiro a partido A ou B. Mas sim ao centro da sociedade.

Perda de identidade
No enfrentamento da crise econômica, nessa fase mais aguda, pós 2013, de fato, houve isso. Esse prejuízo foi muito grande. Uma perda de identidade e uma desconexão com sua base política tradicional. Acho que essa é uma questão central.

Esqueçam 2002
Não podemos ficar restritos às bandeiras clássicas da esquerda. Não podemos imaginar que vamos reviver 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez. 2002 tem de ficar em 2002. Claro que você extrai lições daquele momento, mas não pode pretender repetir.

Reforma política
Acho que ficou mais longe agora. Porque se falava muito de cláusula de barreira, por exemplo. Na hora em que o partido do prefeito do Rio de Janeiro (PRB) seria atingido por essa cláusula, e os de Belo Horizonte (PHS) e Curitiba (PMN) também, fica mais difícil.

Clima político
Acho que a gente tem pela frente muita turbulência. A Lava Jato tem uma força muito profunda. Esse fator de instabilidade institucional ainda vai continuar. Além disso, tem um clima de muita disputa entre os Poderes e dentro deles.

Crise dos governadores
É outro foco de tensão. A gente está longe de sair dessa escuridão. O Rio, que é o terceiro maior Estado em população, vive situação de enorme dificuldade financeira. Praticamente metade dos Estados têm dificuldades de fechar as contas.

Economia

A única coisa que pode garantir alguma melhora é se a economia voltar a crescer. Existe um ditado que diz que “aonde falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. Acho que isso sintetiza a quadra atual que vivemos no Brasil.

Eleição em 2018
Lula pode até ser candidato. Mas, se for, deve ser de um movimento político mais amplo. Alguém de outro partido poderá ser o candidato dessa nova frente. Ciro Gomes está muito credenciado pela trajetória.

Temer
Ele está se virando do jeito que pode. É uma conjuntura muito difícil. Está tentando construir uma agenda praticamente baseada numa ideia central que é essa PEC do Teto dos Gastos.

Convite para Dilma
É lenda. Nunca houve convite para que fosse secretária no Maranhão.

ENTREVISTA A MARCELO DE MORAES

DEU NO ESTADÃO: Maranhão troca clã Sarney por comunistas

Sob o comando do governador Flávio Dino, PCdoB amplia de 5 para 46 prefeitos no Estado

Estadão

Flávio Dino eleito governador do Maranhão em 2014, é filiado ao PCdoB

Flávio Dino eleito governador do Maranhão em 2014, é filiado ao PCdoB

O Estado do Maranhão terminou as eleições municipais deste ano mais “comunista” do que nunca. Por influência do governador Flávio Dino, o PC do B pulou de 5 prefeitos eleitos em 2012 para 46 na disputa deste ano.
O número, longe de transformar o Estado num reduto da revolução comunista no País, consagra Dino como o único representante da esquerda brasileira que conseguiu um resultado expressivo nas urnas nestas eleições e, principalmente, demonstra o enfraquecimento do grupo político do ex-presidente José Sarney (PMDB).
Das 217 cidades, Dino e seus aliados ganharam em 153 – cerca de 70% do total. Já o PMDB venceu em apenas 22 municípios, contra os 48 prefeitos eleitos em 2012, quando o Estado era governado pela filha do ex-presidente, Roseana Sarney.
Prova da força de Dino na disputa eleitoral é o que aconteceu na região metropolitana de São Luís. Dos oito municípios que compõem a Grande Ilha, quatro vão ser governados pelos vermelhos.
Dois desses municípios conquistados pelo PCdoB – Paço do Lumiar e Raposa – foram historicamente governados por aliados do grupo Sarney e ainda possuem as marcas desse tempo, seja pelas escolas que levam nomes do membros do clã ou as ruas esburacadas.
Em Paço do Lumiar, o candidato apoiado pelo PMDB, Gilberto Aroso (PRB), começou como favorito, mas sofreu um revés nas urnas para Domingos Dutra (PCdoB), tradicional adversário do grupo de Sarney no Estado. Enquanto Aroso nega ter sido apoiado pelos Sarney, Dutra não esconde a satisfação de ter tido Dino ao seu lado durante a campanha.
Em Raposa, outro município limítrofe a São Luís, onde a família Sarney tem um ilha para chamar de sua e passar o verão, a jovem Talita Laci (PCdoB), também apoiada pelo governador, venceu aliados do grupo do peemedebista que estavam no poder desde 1994.
Críticas. Em comum entre os eleitores desses dois municípios está a crítica ao desempenho das atuais gestões e o desconhecimento sobre a ideologia do partido que abriga os futuros prefeitos.
“Comunista é aquele que não gosta de religiões?”, questiona a moradora de Paço do Lumiar Sharlene Oliveira, de 30 anos, que votou no candidato apoiado por Dino.
“O PCdoB é aquele partido que quer dominar o mundo através da força? Eles são autoritários, né?”, questiona o pescador João do Carmo, de 49 anos, que é de Raposa e ajudou a eleger a adversária do grupo Sarney.
Confusão. O presidente do PC do B do Maranhão, Márcio Jerry, minimiza a confusão em relação à ideologia defendida pelo partido e repete o mantra que Dino usou na campanha ao governo de 2014, quando afirmava que a sua intenção não era transformar o Maranhão num Estado comunista, mas, sim, realizar as conquistas capitalistas que não foram feitas pela família Sarney.
“Nós precisamos sair da idade média do patrimonialismo, da corrupção e do coronelismo, para ter uma política arejada, com participação popular e transparência, e, principalmente, com políticas públicas voltadas a melhorar os indicadores sociais do Maranhão”, disse.

Para Jerry, o sucesso do PCdoB nas urnas se deve aos bons resultados obtidos por Dino e à ampla aliança feita no Estado, que engloba partidos que vão desde o PT até o PSDB. “O que o PCdoB tem conseguido exercitar de maneira bem-sucedida é a capacidade de um partido de esquerda de ter visão ampla, não ser sectário, ser democrático e conseguir aglutinar pessoas, partidos e movimentos sociais em torno de bandeiras concretas e comuns.”
Para ele, a “unidade política” entre os 46 prefeitos eleitos pelo PCdoB no Estado não está no fato de eles terem lido ou não o Manifesto Comunista escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, mas, sim, porque compartilham o objetivo de fazer mudanças efetivas no Maranhão.

Márcio Jerry : “Reeleição do prefeito Edivaldo coroou a vitória eleitoral de Flávio Dino nas eleições 2016”

Apoio do governador Flávio Dino também foi inegavelmente um fator decisivo, importantíssimo

Apoio do governador Flávio Dino também foi inegavelmente um fator decisivo, importantíssimo

Do Jornal Pequeno

O secretário de Comunicação e Assuntos Políticos do Maranhão, jornalista Márcio Jerry, pediu férias no mês de setembro para cuidar das campanhas eleitorais do PCdoB, por ele presidido, e de aliados em São Luís e no interior.

Os resultados, ele diz, ficaram além do esperado com a eleição de 46 prefeitos e 28 vice prefeitos, além de 213 vereadores do partido. “Importante, mas consideramos também muito importante a eleição de aliados nossos a prefeitos, vices e vereadores”, destaca.

Mas foi em São Luís que a maior batalha foi travada. E é especialmente sobre ela que Márcio Jerry fala nesta entrevista exclusiva.

Jornal Pequeno – O que efetivamente decidiu a releição do prefeito Edivaldo no segundo turno?

Márcio Jerry – Conjunto de fatores, a começar pela performance do próprio prefeito Edivaldo. Destaque-se também o discurso da campanha bem estruturado, mostrando as realizações e  centrado no tema das parcerias com o governador Flávio Dino , que chegou bem ao entendimento da população. Apoio do governador Flávio Dino também foi inegavelmente um fator decisivo, importantíssimo.

Houve dúvida do governador Flávio Dino em anunciar o apoio ?

Márcio Jerry – Não, jamais. O apoio, aliás, estava claro na cabeça do eleitor, como atestaram pesquisas quantitativas e qualitativas. A entrada dele, a gravação do apoio, obedeceu a uma avaliação criteriosa, bem pensada, de qual seria a hora e a forma de fazê-lo. E o modo e a hora foram fundamentais para assegurar a consolidação da vitória do companheiro Edivaldo.

Dá pra afirmar que a reeleição do prefeito Edivaldo coroou a vitória do grupo político Flávio Dino nas eleições deste ano ?

Márcio Jerry – Sem dúvida. Veja, candidatos apoiados pelo governador Flávio Dino ganharam nas 4 cidades da ilha, isto é um feito notável. Vencemos em 8 das 10 maiores cidades do Maranhão. Saimos vitoriosos em mais de 150 municípios, sem contar que em outros tantos temos diálogo muito bom. Prefeitos carimbados como “oposicionistas” não enchem os dedos de uma mão. Mas é claro que a vitória em São Luís, por ser a nossa capital e maior cidade, tem um peso enorme e coroa o sucesso do grupo liderado pelo governador Flávio Dino.

A reconhecida força da militância do PCdoB e PDT também não foram decisivas?

Márcio Jerry – Claro, nos empenhamos muito. PDT e PCdoB são partidos com militância aguerrida, forte, que faz a diferença em batalhas eleitorais. Importante também, a propósito, o papel dos vereadores e vereadoras que apoiaram a campanha, foram fundamentais.

Nos bastidores há quem acuse o senhor de ter comandado uma espécie de operação para desconstruir a imagem do deputado Braide.

Márcio Jerry – Não houve isso. Agi sempre muito claramente defendendo a candidatura do Edivaldo Holanda Júnior sem jamais ter agredido, ofendido o deputado Braide. O que eu expus foi no terreno da política, da boa política, ou seja, demarcar diferenças e mostrar porque o Edivaldo tinha, na nossa opinião, melhores condições para dirigir nossa cidade, continuar dirigindo nossa cidade.

Outro episódio muito comentado foi a substituição do vereador Roberto Rocha Júnior, cotado para vice de Edivaldo Holanda Júnior, pelo professor Júlio Pinheiro, do PCdoB. O que de fato houve ?

Márcio Jerry – Foi uma mudança oportuna, necessária, para fortalecer a chapa. O vereador, no nosso modo de ver, não tinha menor condição política para ocupar a vaga, não agregava. Desde o início havia um entendimento de que o vice sairia do PCdoB, mas nós próprios deixamos o prefeito Edivaldo à vontade para outra possibilidade. A que foi apresentada, contudo, não ajudava em nada. Coube a mim e ao deputado Weverton, presidente do PDT, dialogar com os partidos para que houvesse outra solução, que foi a indicação do companheiro Júlio Pinheiro.

PDT e PCdoB agora tem o prefeito e vice da capital. É uma indicação segura de que os dois partidos marcharão juntos em 2018 ?

Márcio Jerry – Sim, mas não apenas por isso. Temos uma aliança sólida, estratégica, e vamos continuar juntos. PCdoB e PDT são partidos com afinidades políticas e ideológicas também. Sem dúvida estaremos juntos, governando o Maranhão, São Luís e várias outras cidades. E fazendo isso sempre em aliança com outras forças partidárias e sociais.

Mês que vem o governador Flávio Dino conclui o segundo ano de mandato. Qual o balanço que fazem ?

Márcio Jerry – Balanço muito positivo, apesar dos graves percalços da conjuntura política e econômica nacional.  Maranhão no rumo certo liderado por um governador de muita visão, competente, trabalhador, honesto. Há ações fundamentais, estruturantes, em todas as áreas e regiões do Maranhão. Pegue uma a uma as políticas públicas fundamentais e em todas é fácil constatar progressos importantes. Muito já se fez, muito está sendo feito. Ao completar dois anos, final de dezembro, estarão de parabéns o governador Flávio Dino, pelo trabalho que realiza, e o Maranhão, que está atravessado um momento virtuoso.

ACABOU! Edivaldo Holanda Jr é reeleito prefeito de São Luís

Edivaldo Holanda Jr vence eleição em São Luís no segundo turno

Edivaldo Holanda Jr vence eleição em São Luís no segundo turno

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PDT), foi reeleito neste domingo (30), após vencer, nas urnas, o candidato do PMN, Eduardo Braide, no segundo turno, por uma diferença de mais de 40 mil votos. Ele acompanhou a apuração de casa ao lado de familiares, amigos e correligionários.

Desde o primeiro turno, Edivaldo fez um programa sem ataques aos adversários, adotou a linha da prestação de contas e apresentação de propostas. Viu contra si todos os candidatos unidos no propósito de derrubá-lo para, assim, tentarem chegar ao Palácio La Ravardiére.

Eduardo Braide acompanhou a apuração de casa, ao lado de familiares e de alguns assessores mais próximos. Ele foi para o segundo turno e passou a fazer uma campanha de críticas e ataques ao prefeito Edivaldo Jr.

Votado como “bom moço”, pois a massa de eleitores não o conhecia, o deputado foi desmascarado, no decorrer da campanha, e contra ele veio à tona até investigação da Polícia Federal, no caso da Máfia de Anajatuba, que desviou milhões de reais dos cofres públicos de um município pequeno e pobre, além de denúncias da sua prática parlamentar, incluindo emprego de funcionários fantasmas, etc.

Outro entrave do candidato do PMN foi a sua própria arrogância. Braide, tentando se passar por “novo”, renegou aliados antigos da “velha política” que ficaram ressentidos com a atitude do deputado. Não foi cordial com a imprensa, foi temperamental e até grosseiro com determinados jornalistas, radialistas e blogueiros

Terminada a eleição do segundo turno, resta saber se Eduardo Braide vai aceitar o resultado ou se vai espernear, chorar,  bem ao seu estilo arrogante e agressivo de ser

Em sete dias, 10 pesquisas apontam vitória de Edivaldo com média superior a nove pontos

Raimundo Garrone

Todas as pesquisas indicaram vitória de Edivaldo Holanda Jr

Todas as pesquisas indicaram vitória de Edivaldo Holanda Jr

Há pelo menos uma semana, todas as pesquisas realizadas em São Luís apontam a vitória do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Algumas com diferença superior a dez pontos, outras menos. O fato é que a reeleição do pedetista é quase uma certeza segundo os institutos eleitorais.

No domingo passado (23), a Escutec, notadamente ligado a “Máfia de Anajatuba”, começou a mostrar o crescimento de Edivaldo ao admitir um empate técnico entre os dois candidatos, 45% a 45%.

Dois dias depois (25), o Jornal Pequeno mostrava os números do levantamento da Econométrica, com Edivaldo vencendo por uma diferença de 13 pontos percentuais. O resultado da pesquisa estimulada marcou 52% a 39,4%.

Na quarta-feira (26) foi à vez da pesquisa Exata contratada pela TV Guará, a porta-voz e produtora da candidatura de Braide. Os números davam ao prefeito 8% de vantagem. No cenário induzido, Edivaldo marcou 49% e Braide 41%.

Quinta-feira, dia 27, a Rádio São Luís publicou a primeira pesquisa Data Ilha em São Luís. O pedetista marcou 47,6% contra 41% do candidato do PMN, diferença de 6,6%. O jornal “O Imparcial” e seu próprio instituto (Impar) decretavam a vitória de Edivaldo por 52,6% contra 37,4%. Até o inesperado Ibope da TV Mirante se rendeu aos fatos, no mesmo dia divulgou Holandinha com quatro pontos acima de Braide (52% contra 48%).

Ontem foram três pesquisas. A Econométrica do Jornal Pequeno registrou a maior diferença desde o início do segundo turno, 17 pontos e o placar 58,9% a 41,1%. A Data M, da TV Difusora, mostrou o pedetista dez pontos à frente, 52% a 42%. A Exata, da TV Guará, marcou 51% Edivaldo e 32% para Eduardo, vantagem de 13%.

Hoje (29), a Escutec também confirmou a disparada do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. O resultado apontou 49% das intenções de voto contra 42% de Eduardo Braide.

Fazendo um cálculo para descobrir a vantagem do prefeito sobre o adversário, a média da diferença é de 9,36% em dez pesquisas nesta semana. Diferença confortável e difícil de ser alcança faltando menos de 24 horas para o início da votação.

Eduardo Braide: Arrogância, telhado de vidro, muitos ataques e poucas propostas…

Braide ficou marcado, no segundo turno, pela arrogância, revelações de que é investigado pela Polícia Federal, poucas propostas e muitos ataques

Braide ficou marcado, no segundo turno, pela arrogância, revelações de que é investigado pela Polícia Federal, poucas propostas e muitos ataques

O candidato do PMN, Eduardo Braide, termina o segundo turno da eleição em São Luís com a imagem de um político arrogante, que tentou se desvincular de velhos aliados por oportunismo, que quis se passar pelo “novo”, que mentiu sobre acenos a conhecidas raposas, e criou desentendimentos dentro do seu próprio grupo, onde se lançou e se reelegeu parlamentar,  pois já se achava eleito prefeito sem precisar de ninguém. O deputado ficou marcado também como aquele que somente ataca o adversário e propõe muito pouco, tanto é que pediu para reduzir o tempo de propaganda no rádio e na TV de 20 para dez minutos.

As revelações – dando conta que o deputado é investigado pela Polícia Federal por conta de suposto envolvimento com a máfia de Anajatuba, acusada de desviar milhões de recursos públicos de um município pequeno e pobre; que recentemente teve o sigilo bancário quebrado; que mantinha laranjas em seu gabinete, etc – desequilibraram o candidato e fizeram-no cair nas pesquisas. A rejeição de Braide, que tem telhado de vidro, cresceu bastante, de acordo com todos os institutos de pesquisa, resultado dos diversos fatos que vieram à tona e o colocaram como líder nesse quesito.

O debate da TV Mirante também revelou Braide como um candidato bom de lábia, por ser parlamentar e ter experiência nos embates de tribuna, porém fraco em conhecimentos de gestão pública, apenas um político de gogó. Na Assembleia Legislativa, só lembrou de destinar emendas para São Luís neste ano de 2016, porque pretendia disputar a Prefeitura de São Luís.

Poucas propostas, muitos ataques

E de propostas? Braide apresentou um programa de governo, se é que se pode chamar assim, sem detalhamentos de como e com que recursos iria fazer ou implantar suas propostas. O que ele chama de plano, resume-se a um panfleto fino com poucas ideias soltas e perdidas, coisa que mais parece um improviso de quem não achava que passaria para o segundo turno.

A proposta mais relevante de Eduardo Braide parece que foi mesmo “atacar o adversário”. Os programas do candidato do PMN foram marcados pela arrogância e por ataques ao prefeito Edivaldo Holanda Jr, que disputa a reeleição. Ele, que se queixava de ter tido apenas dez segundos de tempo de programa eleitoral, no primeiro turno, não soube aproveitar o espaço do segundo turno ou não conseguiu elementos suficientes para apresentar a seu favor.

Live com jornalistas sobre debate da Mirante pautou inúmeras discussões no Facebook

 

Uma live, transmissão ao vivo, com quatro profissionais da Comunicação, na página do apresentador e jornalista Jeisael Marx, no Facebook, pautou inúmeras discussões  sobre o debate entre os candidatos a prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PDT) e Eduardo Braide (PMN), na TV Mirante, na madrugada deste sábado (29). Até agora, foram mais de 60 mil internautas alcançados na capital maranhense, cerca de quatro mil comentários e 1.500 curtidas, mais de 22 mil visualizações, 320 compartilhamentos, sucesso de audiência na rede social.

Os participantes, todos jornalistas, têm blogs, fampages e milhares de seguidores nas redes sociais. E o resultado foi esse sucesso total de audiência e interatividade. Assista ao vídeo da live acima.

Os jornalistas Jeisael Marx, Sílvia Tereza (editora deste blog), Cunha Santos e Gilberto Lima discorreram, por mais de 40 minutos, sobre o desempenho de Edivaldo Holanda Jr e de Eduardo Braide no debate da TV Mirante, levando em consideração a postura adotada por eles, as perguntas feitas, as respostas, o nível de conhecimento técnico e administrativo, as reações, os ataques, contra-ataques e documentos postados pelas assessorias dos mesmos no Facebook.

A audiência da live surpreendeu as expectativas do titular da página no Facebook, Jeisael Marx, apresentador do programa Hora D da TV Difusora, e dos jornalistas participantes, Sílvia Tereza, Gilberto Lima e Cunha Santos.

Segundo Jeisael, essa foi a primeira live de sua página no Facebook e o resultado veio com uma imensa resposta do público que, mesmo de madrugada, após o debate dos candidatos, acompanhou a análise dos jornalistas e interagiu com milhares de comentários. Alguns foram lidos pelo apresentador, durante a live, e respondidos pelos participantes.

Edivaldo vence debate, encurrala Braide e mostra que o candidato é investigado pela Polícia Federal

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O debate da TV Mirante entre os candidatos a prefeito, Edivaldo Holanda Jr (PDT) e Eduardo Braide (PMN), bateu recorde de audiência nesta sexta-feira (28) em São Luís. O confronto terminou evidenciando a podridão da chamada “máfia de Anajatuba”, investigada por arruinar os cofres públicos de uma cidade pequena e muito pobre do Maranhão, que envolve o deputado estadual e postulante à Prefeitura, de acordo com documento da Polícia Federal.

Edivaldo Holanda Jr reagiu ao ataque do adversário e desmascarou Braide, logo no primeiro bloco. O deputado, como de costume, apelou para a agressividade, arrogância e não esperava encontrar um prefeito disposto a contra-atacar com aquela força.

Olhando nos olhos de Braide, Edivaldo perguntou sobre o envolvimento dele na chamada máfia de Anajatuba e sobre a investigação da Polícia Federal em curso para apurar o caso. Desnorteado, o candidato do PMN deixou de responder, não soube o que dizer.

Braide ainda tentou bater naquele velho discurso de certidões negativas quando Edivaldo pediu à sua assessoria que  publicasse no Facebook o documento da Polícia Federal, provando que o mesmo está sendo investigando por envolvimento com a máfia de Anajatuba que desviou recursos públicos de um município pobre e pequeno.

Braide mentiu

O documento da Polícia Federal revelando a investigação contra Braide evidencia também que o candidato do PMN estava mentindo ao se vacinar como um “político puritano” por causa de certidões que tirou para poder disputar a eleição.

“Eu não sou bandido”, disse Edivaldo encarando e apontando para Eduardo Braide. A frase marcou o debate, já que o pedetista não tem contra si uma investigação de  corrupção, ao contrário do adversário que é investigado pela Polícia Federal.

Gestão pública X Caema

No geral, Braide também deixou de responder perguntas técnicas sobre gestão pública, como as relacionadas à assistência social e previdência, e revelou o seu lado despreparado para a gestão pública. O candidato do PMN decepcionou também no que diz respeito às resposta sobre sua gestão na Caema, pouco disse, nada explicou.

Braide foi eloquente, em alguns momentos, por conta da lábia adquirida com a experiência de advogado e deputado, mas pouco apresentou propostas, preferiu a linha de ataques, característica de seus programas eleitorais. Revelou que sabe apenas falar bonito, mas não sabe como fazer. Nada mais que isso.