Rodrigo Maia anuncia que privatização da Eletrobras não será votada este ano

Na semana passada, Maia havia se comprometido a pautar o projeto apenas após a definição das eleições presidenciais deste ano

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou nesta terça-feira (10) à noite, logo após a aprovação do Projeto de Lei 10332/18 autorizando a venda de seis concessionárias de energia elétrica, que o projeto de privatização da Eletrobras não será mais votado neste ano.

Na semana passada, Maia havia se comprometido a pautar o projeto apenas após a definição das eleições presidenciais deste ano. Para Rodrigo Maia, a matéria deveria ser capitaneada ou não pelo futuro novo presidente da República. No entanto, após pressão de parlamentares da oposição, decidiu retirar a proposição da pauta de votações do segundo semestre.

“Informo que nosso acordo em relação à não votação do PL [projeto de lei] da Eletrobras está garantido e será conduzido dessa forma por esta presidência. Não votaremos o PL da Eletrobras neste ano”, afirmou Rodrigo Maia, ao responder o questionamento feito pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

A proposta estabelece que a privatização ocorrerá por meio do lançamento de novas ações no mercado até que esse número transforme a União em acionista minoritária. O projeto também prevê que, para preservar interesses estratégicos nacionais, os novos acionistas serão proibidos de acumular mais de 10% do capital da empresa.

A privatização da Eletrobras foi anunciada pelo governo em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões, e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões. O governo espera obter com a venda cerca de R$ 12 bilhões. A empresa é responsável por um terço da geração de energia do país.

As mesmas práticas de outrora…

José Sarney já é conhecido pelas indicações de diretores de órgãos ligados ao Ministério de Minas e Energia, como a Eletrobras

O ex-presidente José Sarney (MDB) virou notícia na coluna Radar da Revista Veja.

De acordo com a coluna, mesmo longe da máquina pública desde 2015, José Sarney mantém as mesmas práticas da ativa.

“O ex-presidente não tem a menor cerimônia em pedir cargos no governo para abrigar os apadrinhados”, escreveu o jornalista Maurício Lima.

José Sarney já é conhecido pelas indicações de diretores de órgãos ligados ao Ministério de Minas e Energia, como a Eletrobras. Após a derrota de seu grupo político no Maranhão, Sarney foi o responsável pela indicação de vários aliados para ministérios do governo Michel Temer.

Servidores da Eletrobras anunciam paralisação a partir de segunda

A expectativa do Coletivo é que a adesão ao movimento seja feita pelos 24 mil funcionários do sistema Eletrobras

Os trabalhadores do Sistema Eletrobras vão paralisar às atividades por três dias, a partir da próxima segunda-feira (11), em protesto contra a privatização da estatal. De acordo com a Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), os serviços essenciais não serão afetados.

A paralisação terá início à 0h de segunda-feira e irá até a 0h de quarta-feira (13). A expectativa do Coletivo é que a adesão ao movimento seja feita pelos 24 mil funcionários do sistema Eletrobras.

Segundo a Federação Nacional dos Urbanitários, que reúne os servidores da Eletrobras, o movimento deve parar as áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia: Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras dos estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

De acordo com o coordenador do CNE e diretor jurídico do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão, Wellington Araújo Diniz, os serviços essenciais serão garantidos, sem prejuízo aos usuários, e, caso aconteça alguma ocorrência no sistema, os sindicatos acionarão as equipes de manutenção e urgência.

“Nossa greve é contra o processo de privatização da Eletrobras, que é uma tentativa de desmonte das empresas do sistema elétrico nacional. A empresa está sendo posta à venda por um preço vil para satisfazer interesses de grandes grupos financeiros nacionais e internacionais e de países como a China, Itália e França, que têm interesse em se apropriar do patrimônio estratégico que representam as empresas do sistema Eletrobras”, avaliou o dirigente sindical.

Procurada, a Eletrobras informou que ainda não tem posicionamento oficial sobre a paralisação dos servidores.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a publicação do edital de privatização de seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras. A intenção do governo é finalizar o processo até 31 de julho, mas uma decisão da 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a suspensão do processo. Segundo o governo, a privatização da Eletrobras vai elevar o nível de eficiência e trazer dinamismo à empresa.

Zé Inácio articula reunião entre o Sindicato dos Urbanitários e o governador Flávio Dino

A pauta da categoria foi a gestão da Caema, a não privatização da Eletrobrás e soluções aos problemas apresentados pelos sindicalistas.

Com a articulação do deputado estadual Zé Inácio (PT) o Sindicato dos Urbanitários participou na tarde desta quinta-feira 17/05, de uma audiência com o governador do Estado Flávio Dino, no Palácio dos Leões.

 

A pauta da categoria foi a gestão da Caema, a não privatização da Eletrobrás e soluções aos problemas apresentados pelos sindicalistas. No diálogo, o deputado Zé Inácio enfatizou as ações que já estão sendo desenvolvidas para que se chegue a uma melhor prestação de serviço no abastecimento de água à população maranhense.

 

“Nestes três anos foi um dos maiores investimentos realizado pelo governo por meio do tesouro estadual na Caema em cerca de mais de 300 milhões. Por isso, foi discutido sobre uma gestão que venha a otimizar os investimentos que o Governo já disponibilizou, e de forma articulada com o sindicato e a direção da Caema esses serviços serão ampliados tanto em tratamento de esgoto como no abastecimento de água no Estado”, disse Zé Inácio.

 

O governador Flávio Dino disse que está aberto ao diálogo com o sindicato e é contra a privatização do sistema Eletrobrás. “Não é o momento e nem a forma para realizar privatizações, uma política estratégica deve ser preservada para o desenvolvimento do país e assinei a carta reiterando novamente que somos contra.

 

Quanto a Caema há um reconhecimento em comum que estamos fazendo investimentos públicos desde 2015, para que a Caema possa corrigir problemas acumulados ao longo de décadas, mas já há essa convergência plena com a nossa política praticada e com o que o sindicato pensa”, disse o governador.

 

Durante a manhã a diretoria do Sindicato dos Urbanitários, os trabalhadores da Caema e a diretoria da empresa participaram de uma agenda de trabalho com o apoio do parlamentar na Assembleia Legislativa, que realizou um painel de debates sobre uma gestão que venha a proporcionar a reestruturação da empresa.

 

Participaram da audiência com o governador os representantes do Sindicato dos Urbanitários: Rodolfo César Diretor de Saneamento, Vaner Almeida Secretário Geral, Nivaldo Araújo representante da Cut, Aline Marques Borges Secretária de Políticas Sociais, e o assessor jurídico do sindicato Guilherme Zagalo.

Aliado de Temer, João Alberto emplaca filho na Furnas com salário de R$ 27 mil

João Alberto Carcará, mais vivo do que nunca

Aliado de primeira hora do presidente da República, Michel Temer (PMDB),  o senador João Alberto (PMDB), também conhecido nos bastidores como “carcará”, conseguiu emplacar o filho, João Manuel Santos Souza, em cargo comissionado na Furnas Centrais Elétricas S.A, ou simplesmente Eletrobrás, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com um polpudo salário de R$ 27.588,48 mil.

Há poucos meses, Carcará também foi responsável por indicar boa parte dos cargos federais para a região Nordeste e emplacar o aliado, Assis Filho, na Secretaria Nacional de Juventude.

Nos bastidores, comenta-se que a nomeação de João Manuel, assim como de outros aliados de políticos do PMDB, já estaria caracterizando uma nova “lista de Furnas”, o conhecido escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro ocorrido nos anos 2000 e que envolvia a empresa estatal e abastecia campanha de políticos do PSDB.

Com informações do Marrapá