DEU NA VEJA – Senadores do Maranhão ignoram prazo da LDO…

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Dos senadores, apenas Lobão assinou as emendas à LDO

Todas as bancadas estaduais apresentaram emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, exceto uma: a do Maranhão.

O motivo?

Faltou assinatura de senadores. Segundo resolução, é necessário 2/3 dos deputados e 2/3 de senadores.

Na Câmara, tudo correu como o esperado. Mas, no Senado, apenas Edison Lobão (PMDB) assinou. Roberto Rocha (PSB) e João Alberto Souza (PMDB) não se manifestaram.

Hospital de Codó recebe dois milhões de emenda do senador Roberto Rocha

Roberto Rocha entregou ao prefeito a ordem de depósito bancário no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), resultado de emenda do próprio senador

O senador Roberto Rocha esteve em Codó na última sexta-feira, (17) e foi recebido pelo prefeito de Codó, Francisco Nagib, e autoridades municipais. O encontro aconteceu no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Codó e também contou com a presença do vice-prefeito Ricardo Torres, do ex-prefeito Zito Rolim, além de secretários de governo e vereadores.

Roberto Rocha entregou ao prefeito a ordem de depósito bancário no valor de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais), resultado de emenda do próprio senador, aprovado pelo governo federal. O valor foi repassado ao município de Codó e será aplicado na compra de novos equipamentos para o Hospital Geral Municipal (HGM).

Na oportunidade, o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Araújo Neto, entregou ao Senador Roberto Rocha a planta do projeto para a construção de um novo novo abatedouro para Codó, com modernas instalações e condições de abastecer a região de acordo com as normas da vigilância sanitária. O senador recebeu o projeto e disse que ia ver agenda.com o Ministério da Agricultura para tratar o assunto.

Governo Roseana desrespeitava Oposição, diz deputado

Othelino disse que, no governo Roseana, oposicionistas eram tratados como se não fossem deputados

Othelino disse que, no governo Roseana, oposicionistas eram tratados como se não fossem deputados

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) rebateu críticas da oposicionista Andrea Murad (PMDB) ao governo Flávio Dino (PCdoB), na sessão desta quarta-feira (11). Segundo ele, quem dava tratamento desrespeitoso à Oposição na Assembleia Legislativa era o governo Roseana Sarney que não liberava emendas para a bancada, inclusive as da Saúde, pasta que era comandada pelo pai da parlamentar, Ricardo Murad (PMDB).

“Em primeiro lugar, cumpre lembrar que os novos deputados ainda não indicaram emendas ao Orçamento. Além disso, quem dava tratamento desrespeitoso para os deputados de Oposição era o governo anterior. Quero lhe dizer que apresentei emendas ao Orçamento, como é de direito, assim como fizeram Marcelo Tavares, Rubens Jr, Bira do Pindaré e Cleide Coutinho e não tivemos nada liberado, inclusive da Saúde”, lembrou Othelino Neto.

Segundo o deputado, agora governista, a ex-bancada de Oposição não tinha suas emendas liberadas porque denunciava desmandos do governo Roseana Sarney na tribuna. “Era como se não fôssemos deputados. Eu não sei, até hoje, o que é ter liberada uma emenda”, frisou Othelino ao afirmar que o atual governo dará um tratamento respeitoso também para a atual oposição.

Irregularidades no governo anterior

Andrea Murad desafiou Oposição a apresentar as provas das irregularidades na Saúde

Andrea Murad desafiou Oposição a apresentar as provas das irregularidades na Saúde

Sobre as graves irregularidades cometidas pelo governo anterior e cobradas por Andrea Murad na tribuna, Othelino disse que elas serão anunciadas, em momento oportuno,  para a sociedade e encaminhadas para os órgãos competentes. Segundo ele, o atual governo realiza auditorias porque são necessárias e não por perseguição.

“É preciso apurar e mostrar o resultado quando as auditorias estiverem concluídas. Agora, o que se sabe é que, de fato, tem muito problema que nem precisou o novo governo anunciar para que a sociedade tivesse conhecimento”, disse Othelino.

Na tribuna, o deputado citou o caso de uma “clínica fantasma”, que se destinaria ao tratamento de pacientes com câncer, na Avenida São Luís Rei de França, em um prédio alugado pela Secretaria de Saúde, de propriedade do ex-candidato do grupo Sarney ao Governo, Edinho Lobão (PMDB), e que foi mantida fechada até a denúncia da Oposição vir à tona. Ele ressaltou que o Estado contratou um imóvel residencial caríssimo, por meio de um contrato, para um curto espaço de tempo.

“Quando a Oposição denunciou o fato, o governo realizou, às pressas, uma reforma do prédio que custou mais de 300 mil reais, ou seja, alugaram um imóvel residencial pagando caro, mantido durante meses fechado, depois fizeram algumas adaptações e o contrato era num curto espaço de tempo, o que não seria vantagem para o Estado. O que foi aquilo ali? Uma irregularidade grave para atender um aliado político”, afirmou Othelino.

Segundo o deputado, a questão da “clínica fantasma” foi um caso concreto, grave, sério, de desperdício e de uso indevido de recursos públicos para atender a uma conveniência eleitoral e política. O parlamentar disse que o prédio teria sido alugado pelo governo para cobrir o prejuízo do ex-candidato a governador, que viu seu empreendimento fechado e sem utilidade.