Os detalhes do esquema do PMDB que desviou R$ 864 milhões…

O Jornal Nacional repercutiu, na noite de sábado (09), as falcatruas do grupo que ficou conhecido como “quadrilhão do PMDB”, partido dos maranhenses José Sarney e Edison Lobão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sete membros do partido do presidente Michel Temer por integrarem organização criminosa que desviou recursos públicos e obteve vantagens indevidas, sobretudo no âmbito da administração pública e do Senado Federal.

Além de José Sarney e Edison Lobão, foram denunciados os senadores Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá e Valdir Raupp e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, todos acusados de receberem propina de R$ 864 milhões e gerarem prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro. Esta é a 34ª denúncia oferecida pela PGR no âmbito da Operação Lava Jato no STF.

Lobão e o esquema da Petrobras…

Terra

Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (23), mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Bahia como parte das investigações do esquema criminoso na Petrobras para contratação da empresa norte-americana Sargeant Marine ante pagamento de propina, e operadores citaram o senador Edison Lobão (PMDB-MA) como suposto beneficiário, informou a PF.

Segundo a polícia, novos elementos colhidos na investigação policial apontaram a participação de dois advogados em reuniões nas quais o esquema criminoso teria sido planejado, além do pagamento de comissão a esses advogados pela contratação da empresa dos EUA. Os dois foram alvos de mandados de busca nesta quarta, informou a PF.

A PF já havia prendido na semana passada o ex-deputado pelo PT Cândido Vaccarezza, que foi líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, acusado de receber cerca de 500 mil dólares em propina por intermediar a contratação da Sargeant Marine pela Petrobras para fornecimento de asfalto.

O ex-deputado, no entanto, foi solto na noite de terça-feira devido a questões de saúde, sob fiança de 1,5 milhão de reais.

Nesta quarta-feira a PF revelou o possível envolvimento de Lobão, que foi ministro de Minas e Energia nos governos Lula e Dilma, no mesmo esquema, por meio de um agente da Petrobras ligado ao senador. A PF, no entanto, destacou que não foram tomadas quaisquer medidas contra ele devido à prerrogativa de foro do senador.

“O agente político que teria sido acomodado ao grupo pode ser citado, até porque foi citado pelos operadores, seria o senador Edison Lobão”, disse a repórteres o delegado da PF Felipe Pace em entrevista em Curitiba sobre a nova etapa da Lava Jato.

Segundo o delegado, os operadores apontaram que “foi acomodada uma parte dos valores que eram recebidos da comissão pelos contratos da Sargeant Marine para o senador”.

O advogado do parlamentar, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse por telefone que Lobão não conhece os operadores que o citaram e nunca ouviu sequer falar na empresa Sargeant Marine. “Essa é mais uma delação feita sem qualquer fundamento”, disse à Reuters.

A operação deflagrada nesta quarta-feira, a 45ª fase da Lava Jato, recebeu o nome de Abate 2 por ser uma continuidade dos trabalhos da fase Abate, na qual Vaccarezza fora preso.

Entre os advogados suspeitos de participação no esquema está Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz. O advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quarta, e a PF disse que investiga suspeito de envolvimento irregular dele em outros contratos da Petrobras.

“O fato aqui específico é da Sargeant Marine, mas vai ser aprofundado e, se demonstrada a participação dele em outros negócios, também será devidamente investigada”, disse Pace.

De acordo com os procuradores da Lava Jato, a Sargeant Marine firmou 12 contratos com a Petrobras no valor de aproximadamente 180 milhões de dólares entre 2010 e 2013 com a ajuda de Vaccarezza e outros acusados.

Na mesma ação em que prendeu o ex-deputado, a Lava Jato também decretou a prisão de representante da Sargeant Marine no Brasil, mas o agente da companhia norte-americana não foi preso por estar nos Estados Unidos.

De acordo com despacho do juiz Sérgio Moro, a defesa do representante da Sargeant Marine informou que ele já está sendo investigado nos EUA pelos mesmos fatos, com audiência marcada para esta semana.

Os procuradores da Lava Jato disseram na semana passada que ainda estão apurando o possível conhecimento pelo comando da Sargeant Marine dos atos de irregularidade cometidos pelo representante da empresa no Brasil.

A Reuters não conseguiu fazer contato com a Sargeant Marine nem com representantes de Tiago Cedraz.

Polícia estoura esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível da região de São Luís; Pacovan e quadrilha presos

Pacovan foi preso durante operação

O agiota Pacovan e quadrilha foram presos novamente, na manhã desta quinta-feira (04). A operação, realizada pela Polícia Civil que investiga esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível, está em andamento em São Luís, Itapecuru e Zé Doca. Cerca de 22 mandados de prisão foram expedidos.

A investigação da Polícia Civil descobriu esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível da região metropolitana de São Luís com movimentação que passa de R$ 100 milhões.

Suspeita é que tratava-se de lavagem de dinheiro e de esquemas de corrupção em prefeituras.

Houve apreensão de 35 caminhões apreendidos  como garantias que o agiota recolhia. Pacovan emprestava o dinheiro e pedia do cliente um veículo do tipo. Caso o cliente não pagasse, ele ficava com o automóvel .

A operação foi comandada pelo delegado Tiago Bardal, titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Máfia da Sefaz: Roseana culpa Marco Lobo que responsabiliza a ex-governadora

Roseana Sarney culpa Marco Lobo...

Roseana Sarney culpa Marco Lobo…

...Que culpa Roseana Sarney

…Que culpa Roseana Sarney

O escandaloso caso da “Máfia da Sefaz” nos revela um episódio bastante curioso. Enquanto a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) se pronunciou em nota, passando a bola ou  a culpa para a Procuradoria-Geral do Estado, o ex-procurador, Marcos Alessandro Coutinho Passos Lobo, acabou responsabilizando-a pelo esquema fraudulento de concessão de isenções fiscais pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) a empresas que gerou um rombo superior a R$ 410 milhões nos cofres públicos. Um jogando a bomba para o outro.

Em nota à Imprensa, a ex-governadora disse que não tem conhecimento do que trata a ação e reafirma que, em todas as decisões tomadas em benefício do Estado, agiu com respeito às leis, sempre orientada pela Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão.

Já Marcos Lobo passa a culpa para a ex-governadora. “Eu atuei como parecerista, dei apenas um parecer.  Não cometi atos administrativos. Dei apenas um parecer técnico, ou seja, eu emiti uma opinião técnica sobe a matéria“, acrescentou “, disse o ex-procurador em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão.

ENTENDA O CASO 

De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís, os desvios na Secretaria da Fazenda, durante o Governo Roseana Sarney (PMDB), podem chegar a R$ 1 bilhão. Essa é o valor estimado correspondente a duas investigações que são alvos da “Operação Simulacro” e detalhadas, durante a manhã desta quinta-feira (3), na sede da Procuradoria de Justiça, localizada no bairro do Calhau.

Segundo o promotor titular, Paulo Roberto Barbosa Ramos, são duas denúncias por atos de improbidade administrativa e penal. A primeira é refente a isenções fiscais concedidas a mais de 190 empresas, sem qualquer tipo de critério e que não eram publicadas no Diário Oficial, como o Grupo Mateus e a construtora Camargo Corrêa. O prejuízo aos cofres públicos chegam a R$ 307.165.795,49. Dentre essas ações delituosas foram realizadas compensações tributarias ilegais, implantação de filtro para mascarar as operações fantasmas, exclusão de autos de infração, reativação de parcelas nunca antes pagas e também a contratação de uma empresa especializada em tecnologia para mascarar os delitos e assim garantir a continuidade dos crimes.

A governadora Roseana Sarney foi denunciada por permitir e homologar esses acordos explicitamente ilegais. Além dela foram denunciados, o ex-secretário de Estado da Fazenda, Cláudio José Trinchão Santos; o ex-secretário de Estado da Fazenda e ex-secretário-adjunto da Administração Tributária, Akio Valente Wakiyama; o ex-diretor da Célula de Gestão da Ação Fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda, Raimundo José Rodrigues do Nascimento; o analista de sistemas Edimilson Santos Ahid Neto; o advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior; Euda Maria Lacerda; os ex-procuradores gerais do Estado, Marcos Alessandro Coutinho Passos Lobo e Helena Maria Cavalcanti Haickel; e o ex-procurador adjunto do Estado do Maranhão, Ricardo Gama Pestana.

“Foi uma verdadeira organização criminosa instalada no Estado”, disse o promotor.

A outra ponta das investigações é referente a venda de precatórios. Negociados pelo advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior, sócio dos ex-secretários Cláudio José Trinchão Santos e Akio Valente Wakiyama.

Arturo era responsável por contactar as empresas e depois oferecia a liquidez do débito, através de uma compensação. O processo era agilizado pela Sefaz em menos de dois dias, quando normalmente duraria anos. Os  desvios chegam a R$ 410 milhões.

Operação Cayenne: Dono da empresa suspeita no esquema da Univima se apresenta à polícia

Suspeitos de envolvimento na fraude mantinham vida de luxo

Suspeitos de envolvimento na fraude mantinham vida de luxo

O empresário Francisco José Silva Ferreira, proprietário da F.J.S.F Comércio, acusado de movimentar R$ 21 milhões e 402 mil dos quase R$ 34 milhões desviados da Universidade Virtual do Maranhão, entre os anos de 2010 e 2013, apresentou-se na sexta-feira (29), na sede da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção. Ele tinha sido o único suspeito cujo mandando de prisão não havia sido cumprido durante a ‘Operação Cayenne’, deflagrada na terça-feira (27) pela Polícia Civil.

Francisco é proprietário de vários empreendimentos, carros de luxos, uma pousada e um imóvel em Barreirinhas. Além dele, por força de mandado de prisão temporária, também foi preso Paulo Giovanni Aires Lima, José de Ribamar Santos Soares, Inaldo Damasceno Correa e Valmir Neves Filho. Todos estão sendo investigados por lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos, formação de quadrilha, entre outros crimes.

Já Paulo Giovanni, além de todos esses crimes, também irá responder por posse ilegal de arma, haja vista que duas pistolas 380 foram apreendidas na residência dele, bem como dois carros de luxos, sendo um Corolla e um Fusion, mas pela consulta ao seu CPF, a polícia identificou que o mesmo já possuiu vários carros caros, como SW4, Hillux e até um Porsche Cayenne, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil.

Na residência do suspeito, a polícia encontrou, ainda, joias, relógios, que se confirmada a autenticidade podem custar mais de R$ 20 mil cada unidade, e a casa em que reside no Araçagi está avaliada em R$ 2,2 milhões. “O Paulo Giovanni nega o envolvimento no esquema e diz que trabalha no ramo da construção civil, e pontuou que começou construindo e vendendo casas populares e depois entrou no ramo de imóveis de luxo”, destacou o delegado Ricardo Moura, que comanda as investigações.

José de Ribamar Santos, que trabalhou no setor financeiro da Univima, recebendo salário de R$ 2,2 mil, também ostentava negócios superiores ao seu vencimento. Em nome do suspeito, a polícia identificou uma locadora de veículos, com aproximadamente 15 automóveis, entre modelos populares, de luxo e até uma van, que fazia viagens para o interior do estado. José de Ribamar Santos é detentor de mais de 10 imóveis na Região Metropolitana de São Luís, colocados em nome de parentes.

O empresário Valmir Neves Filho é proprietário de várias empresas e recebeu da Univima, entre 2011 e 2012, aproximadamente R$ 12 milhões. Já Inaldo Damasceno Correa, foi identificado como ‘laranja’ do empresário e confessou, em depoimento, que teria recebido da Universidade R$ 770 mil, referente a duas movimentações financeiras no ano de 2011, valor este que teria repassado em seguida a Valmir Neves.

As investigações começaram a partir do resultado de auditorias realizadas pela Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC), que revelaram desvio de verbas públicas, no governo passado. Auditores do Estado realizaram serviços de auditoria na Univima e desvendaram um esquema de desvio de recursos públicos do órgão através de fraude no sistema financeiro do Estado, o Siafem.

O esquema fraudulento funcionava da seguinte forma: os ordenadores de despesa do órgão realizavam pagamentos normais aos credores do órgão, que tinham contratos em vigor e que apresentaram faturas a serem pagas. Depois da emissão das ordens bancárias e de confirmar o pagamento pelo banco, o responsável pelo setor financeiro cancelava o pagamento no sistema Siafem e lançava novo pagamento, dessa vez, para empresas fantasmas, usadas apenas para desviar os recursos públicos.