Conselho da Ufma aprova bonificação de 20% para estudantes maranhenses no Enem…

Deputados acompanharam as discussões e a reunião do Consepe

Os membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) aprovaram por unanimidade, em reunião nesta segunda-feira (9), a política de ação afirmativa que dispõe sobre o ingresso qualificado de estudantes de escolas públicas e privadas do Maranhão à universidade, por meio do acréscimo de 20% nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta é do deputado Professor Marco Aurélio (PCdoB), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Bonificação. O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) e o deputado Bira do Pindaré (PSB) também participaram da discussão.

O acréscimo valerá para todos os alunos que tenham cursado o 9º ano do Ensino Fundamental e o 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio em escolas públicas ou privadas do Maranhão, e optem pela graduação em quaisquer dos campi da UFMA.

Segundo o deputado Professor Marco Aurélio, autor da proposta, a medida visa diminuir a exclusão de estudantes maranhenses do processo de Seleção Unificada (Sisu), perdendo a vaga para candidatos de outros locais do país, que, na maioria das vezes, cursavam o primeiro ano e logo transferiam o curso para seu estado, deixando a vaga na UFMA ociosa.

“Fico imensamente feliz pelo acolhimento da reitoria e dos conselheiros e, também, pela participação muito forte da Assembleia Legislativa e de toda a população. Agora vamos à confirmação dessa política, com a implementação dessa ação afirmativa. É uma grande vitória para o povo do Maranhão”, declarou o parlamentar.

O deputado Othelino Neto destacou a importância do Poder Legislativo sugerir e acompanhar essa votação, que vai que garantir mais acesso aos cursos oferecidos pela UFMA aos estudantes maranhenses. “Assim, serão corrigidas distorções, diminuindo um processo de elitização, permitindo que os maranhenses tenham acesso à classificação para a Universidade Federal do Maranhão e diminuindo a evasão, que em especial nos campi do interior do estado é muito elevada”, assinalou o vice-presidente da AL.

O deputado Bira do Pindaré comentou a importância do ingresso qualificado para beneficiar os estudantes tanto da capital, quanto do interior do estado. “Essas vagas ociosas podem ser ocupadas por maranhenses, que estão aptos. Por isso estamos propondo essa medida, que vai corrigir essa distorção e garantir o maior acesso dos maranhenses a um curso superior, que é uma coisa extremamente necessária para o nosso desenvolvimento social e econômico”, afirmou.

O deputado federal Deoclides Macedo, que é da Comissão de Educação da Câmara Federal, também participou do encontro do Consepe e destacou a importância da aprovação da política afirmativa. “A Universidade Federal do Maranhão faz justiça com alunos que estão nos nossos interiores e almejam entrar na universidade. Fico feliz, como membro da Comissão de Educação da Câmara Federal, de estar fazendo parte desse trabalho e discussão tão importante”, completou.

O Enem vai ser realizado em dois fins de semana do mês de novembro. A expectativa é que o ingresso qualificado seja utilizado nas notas do Sisu já nesta edição do exame. “Nós vamos dar continuidade ao processo, encaminhando para a Pró-Reitoria de Gestão, para que sejam feitas as devidas questões administrativas e a Reitoria vai expedir a Resolução. A proposta é que os alunos já possam participar do Enem com essa Resolução assinada e definida”, garantiu a reitora Nair Portela.

Polêmica! Estudantes vivem impasse sobre vagas ociosas do curso de Medicina da Ufma…

Estudantes protestam, mas Ufma diz que cumpre decisão da Justiça

Uma decisão da Justiça, que reverteu o processo de vagas ociosas do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) 2016/2, provocou, nesta terça-feira (07), um protesto no Campus. O desfecho causou um transtorno aos alunos beneficiados com a invalidez do edital 184.

Mais de 40 alunos haviam sido beneficiados pelo processo de vagas ociosas, que agora foi derrubado. Eles cancelaram suas matrículas na faculdade de origem e agora estão completamente na mão devido ao posicionamento da Ufma, que cumprindo nova decisão,  realizou um novo “cancelamento de matrículas” de quem havia se matriculado de acordo com o edital 183. A aula desses estudantes iria começar no dia 20 de março e, no final da semana passada, a Justiça reverteu isso, passando a vaga a outros alunos.

O estudante Gabriel Martins disse ao blog que o grupo de 40 alunos que estão tendo suas matrículas canceladas não aceitam a situação que classifica de deplorável, sem nenhum motivo. Segundo ele, todos estão sendo expostos e tratados com descaso, sendo que muitos  já não possuem mais a vaga na faculdade de origem e apenas se matricularam, de boa fé, em um processo de vagas ociosas.
“Peço a sua atenção a esta minha mensagem para tornar isso público, pois estamos desamparados e em uma situação desesperadora. Peço por gentileza, caso seja possível, que exponha essa situação no seu blog, por ele ser de grande circulação na região e que possa nos ajudar. “Não queremos disputar essas vagas com os alunos do antes cancelado edital 184. Queremos apenas nossas vagas – as quais fomos convocados a nos matricular e agora as tivemos  canceladas”, disse.

Ufma diz que cumpre decisão da Justiça

 

A Universidade Federal do Maranhão – Ufma, por intermédio da Pró-Reitoria de Ensino – Proen, considerando as notícias veiculadas nas redes sociais acerca do processo seletivo de Vagas Ociosas para o curso de Medicina, edição 2016, vem a público esclarecer quê:

1. O processo seletivo de vagas ociosas para o curso de Medicina foi regido pelo Edital Proen nº 184/2016, consistindo de duas etapas, caráter eliminatório e classificatório, a saber, a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem e análise de aproveitamento de estudos realizada por banca examinadora, formada por professores dos cursos de Medicina dos campus de São Luís, Pinheiro e Imperatriz da Ufma com titulação e experiência na área.

2. O referido edital foi amplamente divulgado e todos os candidatos realizaram inscrição e se submeteram aos seus procedimentos, ou seja, informaram a nota do Enem e entregaram seus históricos e ementas devidamente comprovados para análise pela banca examinadora.

3. Após a divulgação do resultado final do processo seletivo, os candidatos inconformados com esse resultado procuraram o Ministério Público Federal, que ajuizou uma Ação Civil Pública – ACP.

4. Em decorrência da Ação Civil Pública, o juízo da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão proferiu decisão liminar determinando, entre outros pontos, a reclassificação de todos os candidatos, com base exclusivamente na nota obtida no Enem, desconsiderando a segunda etapa do certame prevista no edital Proen nº 184/2016.

5. A Advocacia Geral da União, por meio da Procuradoria Federal do Estado do Maranhão, interpôs o recurso Agravo de Instrumento ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF, para fins de reverter a decisão da Justiça Federal do Maranhão, nos autos da Ação Civil Pública.

6. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, atestou a legalidade do certame, regido pelo edital Proen nº 184/2016, suspendendo a decisão liminar anteriormente concedida. Essa decisão, em consequência, manteve o resultado final do processo seletivo e invalidou as matrículas efetuadas com base na decisão liminar.

7. A Ufma, ao proceder o cancelamento das matrículas, está agindo em estrito cumprimento à determinação judicial do TRF – 1ª região.

Enfim, Ufma e estudantes chegam a um acordo…

Protestos tomaram conta da Avenida dos Portugueses, nas proximidades da Ufma

Protestos tomaram conta da Avenida dos Portugueses, nas proximidades da Ufma

O Ministério Público Federal no Maranhão realizou, nesta quinta-feira (05), reunião com representantes da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e estudantes sobre a situação das residências estudantis. Por intermédio do MPF, as partes chegaram a um acordo no qual a universidade se comprometeu a atender às reivindicações dos estudantes.

A Ufma garantiu, ainda, que vai implantar a residência universitária no prédio já construído dentro do campus para esta finalidade, caso haja manifestações favoráveis do Ministério da Educação (MEC) e da AGU e viabilidade financeira. Após o acordo ser firmado, os estudantes concordaram em encerrar os protestos.

Moradia estudantil

A Ufma também concordou com a implantação de um sistema de inscrição para moradia estudantil, com inscrições abertas durante todo o ano e, também, a manter os serviços de conservação do local, em caráter permanente.

O passo seguinte será a manifestação do Ministério da Educação (MEC) e da Procuradoria da Ufma sobre a viabilidade da ocupação do prédio do campus, e a realização de uma vistoria com a participação dos estudantes interessados e de engenheiro civil, a fim de apresentar os custos necessários à adaptação do imóvel para moradia.