Bolsonaro reafirma compromissos de campanha pelo Twitter

Bolsonaro deve seguir hoje (22) para a Base Naval da Ilha de Marambaia, onde deverá passar o Natal

Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reafirmou pelo Twitter neste sábado (22), o compromisso feito durante a campanha eleitoral de reduzir o Estado. Segundo ele, as convergências ministeriais darão o tom de desenvolvimento do país, que foi pautada pela população. “Reduzir o Estado, desenvolvimento sem entraves de ONGs, acordos comerciais bilaterais já em andamento e mudar a atual pífia linha educacional. Vamos alavancar o Brasil!”, disse.

Pela mesma rede social, Bolsonaro negou que um general que trabalha no gabinete de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), integrará seu governo. Pelo Twitter, usando a hastag fake news, ele disse que “nenhum general trabalha no gabinete do deputado”.

Segundo a Agência Brasil, a Secretaria de Comunicação (Secom), órgão que será inserido na Secretaria de Governo, comandada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, será ocupada por Floriano Barbosa, atualmente assessor no gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro. Floriano não é militar.

Bolsonaro deve seguir hoje (22) para a Base Naval da Ilha de Marambaia, onde deverá passar o Natal. O presidente eleito deve retornar à sua casa, na Barra da Tijuca, no dia 27 de dezembro, e seguir para a Brasília no dia 29, onde deverá ficar até a posse, em 1º de janeiro.

PF poderá investigar boato sobre cancelamento do Enem

Agência Brasil

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a Polícia Federal (PF) poderá investigar a disseminação do boato a respeito de um suposto cancelamento do Enem. Para que a PF entre no caso, basta que haja a apresentação de uma denúncia. “Se houver a reclamação, sim [a PF investigará]. Não podemos fazer a reclamação de ofício. É preciso que aquele que se sentir atingido, faça a solicitação à polícia ou à Justiça e aí as providências serão tomadas”.

De acordo com o ministro, não há anonimato em redes sociais. “Não cometam irresponsabilidades em rede social. Porque se cometer e isso for um crime, não tenha dúvida que vamos achar quem cometeu isso. Não há impunidade”.

Segundo nota divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), circula nas redes sociais uma imagem falsa, simulando uma notícia do G1, informando que as provas do Enem 2018 foram canceladas após suspeitas de fraudes nas regiões Norte e Nordeste. O instituto já desmentiu o boato.

Balanço preliminar

O ministro da Segurança Pública conversou com a imprensa após reunir-se com o presidente Michel Temer, o ministro da Educação, Rossieli Soares; e a presidente do Inep, Maria Inês Fini. Segundo Jungmann, não foram registrados problemas na realização do exame até a divulgação do balanço, por volta das 14h30. “Alguns lugares com falta de energia e problemas de água, em decorrência da chuva. Em todo o país, o Enem transcorre com a mais absoluta tranquilidade e segurança e espero que assim seja”.

As provas estão sendo realizadas em 10.718 locais de aplicação, em 1725 municípios.

Temer falou rapidamente com a imprensa após a reunião e parabenizou os organizadores pelo tema da redação. “Até o momento em que se deu o início dos trabalhos absolutamente nenhuma falha. Cumprimentei os organizadores pelo título da prova [redação]. Trata das notícias falsas, é um tema atualíssimo”, disse Temer. O tema da redação deste ano é “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.

2º turno das eleições no Maranhão transcorreu com normalidade

Durante a votação, foram apresentadas 87 ocorrências com relação as urna eletrônicas com necessidade de 54 substituições

Neste domingo (28), no Maranhão, ocorreu o 2º turno das eleições para presidente e a nova eleição para prefeito do município de Bacabal, que foi avaliada como positiva pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Ricardo Duailibe. O magistrado anunciou a apuração de 98,8% dos votos para presidente da República e 100% dos votos para prefeito de Bacabal às 20h29, em entrevista coletiva na sede do órgão. O final da apuração para presidente encerrou às 23h48.

“Com tranquilidade e a consciência do dever cumprido, a Justiça Eleitoral do Maranhão encerra com êxito as eleições gerais de 2018″, comemorou Duailibe, acrescentando que o sucesso do processo deve-se a todo o empenho dos magistrados, servidores, mesários e colaboradores que trabalharam com afinco, dedicação e responsabilidade. Destacou, ainda, a participação e parceria da imprensa.

Por sua vez, o desembargador Tyrone Silva, vice-presidente e corregedor eleitoral, falou da importância e da atuação do Comitê de Segurança Institucional, que garantiu a tranquilidade do pleito.

O diretor-geral Flávio Costa reforçou a integração das instituições e o pioneirismo do TRE-MA na criação do Comitê de Combate às Fake News, que foi essencial para evitar a proliferação de notícias falsas. Aproveitou a oportunidade para parabenizar os servidores pelo Dia do Servidor Público, comemorado todo 28 de outubro.

Durante a votação, foram apresentadas 87 ocorrências com relação as urna eletrônicas com necessidade de 54 substituições (21 na capital e 35 no interior). Apesar dos incidentes, o Regional considerou o percentual pequeno e dentro do esperado.

Já o número de ocorrências ligadas à segurança diminuiu consideravelmente em relação ao 1º turno. A Polícia Militar informou ter realizado 9 apreensões, entre violação do sigilo do voto, fotos e vídeos feitos na seção e descumprimento da Portaria 800/2018 da Secretaria de Segurança Pública, que regulamentou a proibição, fornecimento e o consumo de bebida alcoólica.

Em meio à preocupação com fake news, Raquel Dodge se reúne com OEA

A difusão de fake news se tornou assunto recorrente no país desde o primeiro turno das eleições

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reúne-se hoje (26) à tarde com integrantes da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA). O encontro ocorre a dois dias do segundo turno e logo depois de a chefe da missão, Laura Chinchilla, chamar de fenômeno “sem precedentes” a disseminação de notícias falsas na internet e aplicativos.

A difusão de fake news se tornou assunto recorrente no país desde o primeiro turno das eleições. A procuradora e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se manifestaram sobre o tema. A Polícia Federal também está atenta às denúncias e faz investigações.

Ontem (25), em São Paulo, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla disse que o fato preocupa o grupo de especialistas, que deu o alerta já no primeiro turno das eleições.

“Outro fator que tem nos preocupado, e isso alertamos desde o primeiro turno, e que se intensificou neste segundo, foi o uso de notícias falsas para mobilizar a vontade dos cidadãos. O fenômeno que estamos vendo no Brasil talvez não tenha precedentes, fundamentalmente porque é diferente de outras campanhas eleitorais em outros países do mundo.”

O grupo de observadores reúne 48 especialistas de 38 nacionalidades. Eles vão se dividir entre o Distrito Federal e 11 estados para o acompanhamento do segundo turno das eleições. Ao final, será elaborado um relatório que vai ser encaminhado à Organização dos Estados Americanos.

No Maranhão, Haddad cobra do TSE apuração sobre fake news anti-PT

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, em São Luís, capital do Maranhão. – Ricardo Stuckert

Agência Brasil

Ao encerrar hoje (21) sua passagem pelo Nordeste, onde fez campanha no Ceará, Piauí e Maranhão, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, cobrou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a realização de busca e apreensão nas empresas suspeitas de financiar os disparos de fake news anti-PT. Ele demonstrou sua decepção com a demora nas providências. “Ficamos muito frustrados com essa certa leniência [da Justiça Eleitoral].”

Segundo Haddad, na ação protocolada no TSE, o PT pediu que fosse feita uma busca e apreensão em empresas que venderam pacotes de mensagens via aplicativo de celular. “Há fatos concretos que evidenciam o uso de dinheiro sujo na campanha eleitoral para caluniar. Eu penso que caberia uma busca e apreensão para elucidar de uma vez por todas [a denúncia]. Quando faz uma busca e apreensão não está condenando, está dando robustez às provas e evidências que já existem. Às vezes, a prova é frágil, você vai lá e confirma.”

Para o candidato, comprovado que empresários se uniram para patrocinar a divulgação de notícias falsas contra o PT, beneficiando a candidatura adversária de Jair Bolsonaro (PSL), haveria três crimes nessa iniciativa: uso de cadastro sem autorização, caixa 2 e calúnia e difamação. “É muito grave isso”, afirmou.

O candidato também criticou informações publicadas pelo portal UOL de que os ministros do TSE “não queriam criar marola” nas eleições dando destaque à denúncia. “Isso é muito grave. Não consigo compreender como gente da Justiça tenha pronunciado uma frase dessas”, disse Haddad, acrescentando que não ouviu a frase, mas estava reproduzindo uma notícia publicada pelo portal. “Depois de todo o esforço que o Brasil fez para garantir que as eleições transcorressem normalmente, [a postura] me parece contraditória até aqui.”

Na entrevista coletiva, após a caminhada no bairro do Anil em São Luís, Haddad reiterou críticas a seu adversário, procurando vinculá-lo a medidas adotadas pelo governo do presidente Michel Temer, como a reforma trabalhista, e chamando-o de “chefe de milícia”.

O candidato do PT disse que as propostas econômicas do economista Paulo Guedes, caso Bolsonaro seja eleito, farão a população sentir saudade do governo atual. Segundo ele, o adversário do PSL cria clima de medo entre as pessoas e apenas os que estão anestesiados não percebem essa insegurança.

“Meu adversário não é um democrata. Ele não sabe conviver com a divergência”, afirmou. “Não é um candidato a presidente. É um chefe de milícia. Os filhos dele são milicianos, são capangas. As pessoas têm de ficar atentas, porque acham que vão tutelando, mas você não tutela milícia”, ressaltou.

Fakenews do grupo Sarney são denunciadas à Polícia Federal

Com esta denúncia, a Polícia Federal deve acompanhar de perto até amanhã as atuações que tentam confundir o eleitorado maranhense

Advogados da coligação “Todos pelo Maranhão“ protocolararam há pouco denúncia na Polícia Federal para proibir continuidade de divulgação de Fake News pelo grupo Sarney.

Rádios e TVs ligadas ao grupo Sarney, Lobão e Murad têm se aproveitado dos últimos minutos para tentar diminuir a vantagem de Flavio Dino, que deve vencer as eleições em primeiro turno. O grupo vislumbra também a possibilidade alta de perder a hegemonia no Senado.

Com esta denúncia, a Polícia Federal deve acompanhar de perto até amanhã as atuações que tentam confundir o eleitorado maranhense.

Segundo a coordenação da Coligação, as notícias falsas são fruto do desespero da oligarquia de, mais uma vez, perder a eleição. Neste domingo, todos poderão votar livre e democraticamente.

Nota do PCdoB sobre nova fake news

1. A decisão sobre os embargos não altera a decisão original da juíza, portanto, não tem nenhum efeito sobre o processo eleitoral em curso.

2. A ação movida por Ricardo Murad, coordenador de campanha de Roseana Sarney, visa apenas desestabilizar o processo eleitoral e reflete o desespero de quem está atrás nas pesquisas.

3. Os embargantes estão recorrendo nas instâncias superiores e tem certeza da nulidade da decisão, pois não tem nenhum valor jurídico.

4. Lamentamos o uso de decisões judiciais para tentar criar factóides a fim de interferir na livre decisão do eleitor.

Três suspeitos foram detidos com materiais difamatórios contra Weverton Rocha e Eliziane Gama

Os candidatos Weverton Rocha e Eliziane Gama em coletiva de imprensa na tarde de hoje (1°)

Três pessoas foram detidas, na manhã desta segunda-feira (1°), pela Polícia Civil, ao distribuírem panfletos apócrifos contra os candidatos ao Senado Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS). Eles foram detidos no Terminal da Praia Grande e levados para a sede da Polícia Federal, em São Luís.

Os jornais com fake news contra Weverton e Eliziane apreendidos hoje, foram produzidos na Gráfica Escolar, mesma responsável por imprimir o jornal O Estado do Maranhão. Em depoimento à Polícia Federal, um dos envolvidos informou que o material foi pego por ele dentro da sede da gráfica, que fica no mesmo local da sede do Sistema Mirante.

Os advogados da Coligação ‘Todos Pelo Maranhão’, protocolaram na Procuradoria Regional Eleitoral um pedido de busca e apreensão na sede da gráfica para evitar que novos panfletos apócrifos sejam produzidos.

Após toda a polêmica levantada pelos meios de comunicação, o candidato a deputado estadual Paulo Roberto Pinto, o Carioca (PRTB), confessou que foi ele quem mandou produzir o material.

Os candidatos ao Senado Weverton Rocha e Eliziane Gama atribuíram ao Sistema Mirante a produção dos jornais.

“Esse jornal foi rodado dentro da Mirante, 500 mil exemplares. E foi apresentada uma nota fiscal de R$ 27 mil. Isso não roda meio milhão de jornais de quatro páginas”, disse Weverton, denunciando a incompatibilidade do valor pago para fazer todo o material de 500 mil jornais.

“A gráfica usada para rodar o jornal é do Estado do Maranhão. Não é uma gráfica comercial que faz outro tipo de material. Abriu uma exceção para um material de calúnia e difamação da nossa candidatura”, afirmou Eliziane.

Ex de Ciro Gomes, Patrícia Pillar rebate fake news e diz que nunca foi agredida por ele

A notícia falsa fez com que a própria atriz viesse a público para afirmar que nunca disse isso e que também nunca foi agredida pelo ex-marido

As eleições estão chegando e uma série de fake news tem aparecido em redes sociais e em grupos de WhatsApp. Uma delas envolve a atriz Patrícia Pillar, que foi casada com Ciro Gomes, candidato à Presidência da República pelo PDT, por 21 anos.

A imagem conta com uma fala falsa atribuída a Patrícia Pillar. A declaração diz: “Gente, eu nunca fui casada com o Bolsonaro. Quem me batia era o Ciro Gomes”.

A notícia falsa fez com que a própria atriz viesse a público para afirmar que nunca disse isso e que também nunca foi agredida pelo ex-marido.

“Estou aqui para dizer que estão usando minha imagem para divulgar notícias falsas, favorecendo um candidado que jamais seria o meu”, afirma Patrícia Pillar.

“Nunca sofri nenhum tipo de violência de parte de ninguém. Isso é totalmente falso”, completa a atriz. Em sequência, ela ainda declara voto a Ciro Gomes na eleição presidencial deste ano.