Mesmo com ajuste no ICMS, Maranhão vai continuar com gasolina e diesel mais baratos do Nordeste

Hoje, o Maranhão tem a gasolina mais barata de todo o Nordeste e a sétima mais barata entre todos os 27 Estados do Brasil

O Maranhão vai continuar tendo a gasolina e o óleo diesel mais baratos do Nordeste mesmo com o ajuste nas alíquotas do ICMS da gasolina e do diesel previsto no pacote anticrise feito pelo Governo do Estado.

O Projeto de Lei prevê a redução de impostos para donos de motos e pequenas empresas, além da criação do Cheque Cesta Básica.

Para compensar a perda de arrecadação com essas medidas, que vão beneficiar centenas de milhares de pessoas, será alterada a alíquota da gasolina e do óleo diesel. Mas o impacto será pequeno para o consumidor.

O mais barato do Nordeste

Hoje, o Maranhão tem a gasolina mais barata de todo o Nordeste e a sétima mais barata entre todos os 27 Estados do Brasil. O Maranhão também tem o óleo diesel mais barato de todo o Nordeste e o quinto mais barato de todo o país.

O mais recente levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostra que o litro da gasolina no Maranhão sai em média por R$ 4,312.

O Estado que mais se aproxima desse valor no Nordeste é Pernambuco, com R$ 4,415. Uma diferença de pouco mais de R$ 0,10 (dez centavos) a cada litro.

Com o ajuste na alíquota do ICMS, a gasolina no Maranhão terá impacto de R$ 0,08 para o consumidor final. Ou seja, ficará ainda abaixo do valor cobrado hoje em Pernambuco.

E a gasolina no Maranhão também vai continuar sendo a sétima mais barata do Brasil, como é hoje.

Diesel

No caso do óleo diesel, o impacto da alteração no ICMS será ainda menor para o consumidor final no Maranhão: R$ 0,01.

De acordo com a ANP, o valor médio do diesel no Maranhão é de R$ 3,586, o menor do Nordeste.

Com a alteração, ficará um centavo mais caro, abaixo ainda do Estado nordestino que mais se aproxima do Maranhão, a Bahia, com R$ 3,627. E será o sexto mais barato de todo o Brasil.

Benefícios

O pacote anticrise enviado à Assembleia também prevê o fim do pagamento do IPVA para 75 mil motos de até 110 cilindradas e a isenção do ICMS para mais de 100 mil micro e pequenas empresas. Também será criado o Cheque Cesta Básica, que vai direcionar todo o ICMS pago nos produtos da cesta básica aos mais pobres.

Preço da gasolina despenca na refinaria, mas resiste na bomba

Na última semana, a Petrobrás divulgou que a gasolina nas refinarias estava em R$ 1,5556 – contra R$ 2,2514 na segunda quinzena de setembro

Estadão

O preço da gasolina comum despencou nas refinarias, mas só tropeçou nas bombas. Desde setembro, o combustível na usina caiu 31% (sem impostos) e atingiu o nível mais baixo desde julho. No posto, porém, a gasolina ficou só 1,75% mais barata em todo o País, no mesmo período.

Na última semana, a Petrobrás divulgou que a gasolina nas refinarias estava em R$ 1,5556 – contra R$ 2,2514 na segunda quinzena de setembro. No mesmo período, dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina na bomba foi de R$ 4,696 a R$ 4,614.

Em setembro, os preços foram afetados pela alta do petróleo no exterior e a desvalorização do real ante o dólar, e o combustível atingiu um pico de preço. Em alguns postos de São Paulo, a gasolina chegou a custar acima de R$ 5 o litro.

Agora, as sucessivas quedas dos preços dos combustíveis pela Petrobrás refletem o recuo no preço internacional do petróleo. O preço da gasolina no exterior, caiu 15,3% nos últimos 30 dias, lembra a consultoria Rosenberg e Associados.

A queda mais lenta nos preços pagos pelo consumidor é explicada pelos altos impostos que incidem sobre o combustível, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia. “Quase metade do preço na bomba é imposto. O preço de refinaria, que a Petrobrás divulga, acaba sendo distorcido pelo que incide sobre o combustível.”

O setor também argumenta que na época em que a gasolina subiu na refinaria, ele também não repassou essa alta para o consumidor e absorveu parte do aumento. No entanto, o aumento que deixou de ser repassado ao consumidor na época foi menor do que a diferença entre o preço de refinaria e o de bomba agora. De julho a setembro, a gasolina subiu 14% na refinaria e 4% no posto, uma diferença de dez pontos porcentuais. Agora, essa diferença é de quase 30.

Na zona norte da capital paulista, o gerente de um posto de combustíveis ajusta os preços no letreiro. Ele conta que o preços só têm caído, mas o consumidor deve perceber a redução maior aos poucos, conforme o combustível comprado no preço antigo for sendo substituído por novas entregas, mais baratas.

O empresário Fábio Caldeira, de 38 anos, comemora a queda nos preços. “Gasto R$ 2 mil por mês com combustível e qualquer desconto faz diferença.” Ele diz acreditar que o preço já poderia estar abaixo de R$ 4 na maioria dos postos de São Paulo. “Havia muita incerteza antes da eleição. Acho que pode cair mais agora.”

Para o economista Fábio Silveira, da MacroSector, as empresas são o lado mais forte da briga e acabam segurando os preços, para aumentar a margem de lucro. “Por mais que o preço antes de chegar na bomba não se compare ao preço final, por todos os custos de tributos e de transporte, a diferença de valor está muito alta.”

Ele avalia que a queda nos preços para o consumidor, por ainda ter sido muito tímida, não deve ter impacto na inflaçãoagora. “Caso não haja nenhuma grande alteração de cenário nos próximos quatro meses, os preços nos postos devem começar a cair mais e, assim, ter impacto na inflação do ano que vem”, completa.

Petrobrás reduz novamente preço da gasolina nas refinarias e valor é o menor desde abril

No acumulado dos últimos 30 dias, a redução no valor chega a 23% (Foto: Rodrigo Carvalho)

A Petrobrás anunciou um novo corte de 1,32% no preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias, válido a partir de sábado, dia 10, para R$ 1,6734. Com a redução, 5ª consecutiva nos últimos dias, o valor chega ao patamar mais baixo em sete meses, desde o dia 10 de abril, quando o preço era de R$ 1,644.

No acumulado dos últimos 30 dias, a redução no valor chega a 23%. Só em novembro, foi de 10%. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1228, conforme tabela disponível no site da empresa. As quedas recentes nos preços da gasolina se dão diante tanto do recuo do câmbio quanto dos valores internacionais do petróleo e do próprio combustível fóssil, parâmetros utilizados pela companhia em sua sistemática de reajustes.

Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar. Desde então, o valor do combustível foi reajustado para cima apenas em duas ocasiões.

A política de reajustes diários da Petrobrás está em vigor desde julho do ano passado, mas em setembro último foi aperfeiçoada com a adoção de mecanismos de hedge, o que permite à companhia segurar os valores do produto nas refinarias por até 15 dias, evitando volatilidades para os consumidores.

O mecanismo consiste em um instrumento financeiros de proteção – a compra de derivativos de gasolina na Bolsa de Nova York e o hedge cambial no Brasil. Com os derivativos, se previne das oscilações de preços do combustível enquanto mantém os seus preços inalterados. Assim, ainda que perca dinheiro por alguns dias por não reajustar a gasolina enquanto a commodity sobe no mercado externo, ganha com os derivativos na mesma proporção. No final das contas, o saldo entre perdas e ganhos é nulo, e o cliente é beneficiado por não ter que lidar com as variações diárias do preço.

Preço nos postos

Já o valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros recuou em 20 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Em outros cinco Estados houve alta e em Mato Grosso, estabilidade.

Na média nacional, os preços médios caíram 0,30% entre as semanas, de R$ 4,723 para R$ 4,709. Em São Paulo, maior consumidor do País e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina baixou 0,36% na semana passada, de R$ 4,506 para R$ 4,490, em média. No Rio de Janeiro, o combustível saiu de R$ 5,111 para R$ 5,119, em média, alta de 0,16%. Em Minas Gerais houve recuo no preço médio da gasolina de 0,34%, de R$ 4,969 para R$ 4,952 o litro.

Preço da gasolina cai 2% nas refinarias a partir de amanhã

Com a decisão, valor cairá de R$ 2,1490 – preço que vigorava desde o último dia 12 – para os R$ 2,1060 anunciado pela estatal para vigorar neste sábado

A Petrobras anunciou hoje (19), em sua página na internet, que o preço do litro da gasolina ficará 2% mais barato em média nas refinarias de todo o país a partir de amanhã (20). Com a decisão, valor cairá de R$ 2,1490 – preço que vigorava desde o último dia 12 – para os R$ 2,1060 anunciado pela estatal para vigorar neste sábado.

O preço do litro do combustível atingiu maior valor nas refinarias no dia 14 de setembro último, quando a estatal passou a cobrar pelo litro da gasolina R$ 2,2514, preço que se manteve por 12 dias, até o dia 22 do mesmo mês, portanto por doze dias consecutivos.

A partir de então, o preço do litro da gasolina passou a registrar quedas consecutivas. No dia 25 de setembro, a estatal reduziu o preço do litro do procuto para R$ 2,2381, mantendo desde então uma tendência de queda no preço do litro da gasolina.

A última movimentação no preço do produto se deu no último dia 12 de outubro, quando o preço médio do litro nas refinarias passou a custar R$ 2,1490, preço que ficou estável por quatro dias consecutivos até o aumento anunciado hoje e que passará a vigorar a partir de amanhã.

O óleo diesel cobrado nas refinarias está em R$ 2,3606, o litro, desde o dia 30 de stembro, quando foi reajustado. Antes custava R$ 2,2964.

Gasolina cai nas refinarias e sobe nas bombas dos postos

Preocupação do governo desde o início do ano, a falta de repasses de cortes dos preços dos combustíveis se tornou foco dos órgãos de defesa do consumidor

Com alívio nas cotações internacionais do petróleo, o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras acumula queda de 9,22% desde o dia 22 de maio, quando atingiu o maior valor desde que a Petrobras começou a anunciar reajustes diários. Nas bombas, porém, ainda não houve repasse.

Nesta terça (19), a estatal vendia o combustível a R$ 1,8941 por litro, mesmo valor que será praticado na quarta (20). Em 22 de maio, com as cotações do petróleo em torno de US$ 80 por barril, a gasolina saía das refinarias da estatal por R$ 2,0867 por litro. Nesta terça, a cotação do Brent, tipo de petróleo negociado em Londres e usado como referência pela estatal, fechou em US$ 75,09 por barril.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), porém, o preço de bomba da gasolina no país subiu 3,08% entre a semana encerrada em 26 de maio e a semana passada.

Na média, o combustível era vendido no país a R$ 4,572 por litro na última semana, contra R$ 4,435 por litro três semanas antes. Nesse meio tempo, chegou a subir a R$ 4,614 durante a greve dos caminhoneiros, quando os preços dos combustíveis dispararam em resposta à crise de abastecimento.

Neste último caso, porém, a margem é menor do que a verificada nas duas semanas anteriores, quando os preços dispararam na sen1ana encerrada no dia 2 de junho, a margem de lucro dos postos chegou a R$ 0,621 por litro, de acordo com os dados da ANP.

Preocupação do governo desde o início do ano, a falta de repasses de cortes dos preços dos combustíveis se tornou foco dos órgãos de defesa do consumidor após a concessão de subvenções ao preço do diesel, como parte de acordo para encerrar a greve dos caminhoneiros. O governo prometeu corte de R$ 0,46 por litro no preço de bomba, mas até agora a redução média no país é de apenas R$ 0,15 em relação aos valores vigentes antes da paralisação.

Petrobras anuncia redução no preço da gasolina pelo quinto dia consecutivo

O preço do litro da gasolina cairá 2,84% a partir desta terça-feira (29), passando de R$ 2,0096 para R$ 1,9526

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (28), um novo reajuste no preço da gasolina nas refinarias. O preço do litro da gasolina cairá 2,84% a partir desta terça-feira (29), passando de R$ 2,0096 para R$ 1,9526. Já o preço do diesel segue congelado em R$ 2,1016, conforme anteriormente anunciado devido a um acordo da estatal com o governo brasileiro em meio à greve de caminhoneiros.

Trata-se do 5º corte consecutivo. Na sexta passada, a empresa tinha reduzido em 0,31% o valor da gasolina, diminuição que seria válida a partir desta segunda. Em maio, já foram anunciadas 12 altas e 6 quedas no preço da gasolina. No auge da crise, o litro da gasolina chegou ao valor de R$ 2,0867 nas refinarias.

Apesar do novo anúncio de redução no preço da gasolina nas refinarias, o repasse do corte para o valor pago pelos consumidores nas bombas depende dos donos dos postos e pode demorar a chegar, uma vez que os protestos de caminhoneiros continuam afetando a distribuição e o abastecimento no país, mesmo após anúncio do governo federal e novas medidas para pôr fim à paralisação.

A Petrobras adotou novo formato na política de ajuste de preços em 3 de julho do ano passado. Segundo a nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar.

Maranhão tem o terceiro menor imposto sobre a gasolina em todo o Brasil

Entre os fatores que fazem com que a gasolina seja mais barata no estado, também está a fiscalização realizada pelo Procon

O Maranhão é o Estado que tem a terceira carga tributária mais baixa sobre a gasolina em todo o país. Isso se reflete no preço da gasolina para o consumidor nas bombas, que é o mais barato no território nacional.

A carga tributária – que está diretamente ligada ao ICMS – no Maranhão só não é menor que a de Santa Catarina e São Paulo.

“Nós temos uma carga tributária incidente sobre o combustível menor que a da maioria dos Estados porque temos o menor preço médio e uma alíquota também baixa, na comparação com as demais unidades federativas”, diz o secretário de Estado da Fazenda, Marcellus Ribeiro.

Entre os fatores que fazem com que a gasolina seja mais barata no estado, também está a fiscalização para o combate a fraudes com combustíveis, realizada pelo Instituto de Proteção e Defesa do Cidadão e do Consumidor (Procon/MA) e pelas polícias.

Motoristas fazem filas para estocar combustível

Os motoristas se apressaram para estocar combustível logo após os primeiros sinais do aumento repentino e da falta do produto na capital

Em São Luís, durante toda a noite de quinta-feira (24), e no começo desta manhã, motoristas fizeram filas para abastecer seus carros nos postos que mantêm estoques de gasolina e diesel.

A falta de gasolina e diesel é uma consequência direta do bloqueio no transporte do combustível pela BR-135, que dá acesso ao Porto do Itaqui. Em outras cidades do interior também há registros de escassez de combustíveis em alguns postos.

Há registro da falta de combustíveis nos postos dos bairros do Calhau, Ponta D’areia e São Francisco. Os motoristas se apressaram para estocar combustível logo após os primeiros sinais do aumento repentino e da falta do produto na capital.

O que está se vendo em vários postos de São Luís, são filas quilométricas, ocasionando engarrafamentos e um caos maior no trânsito.

Pela 12ª semana seguida, preço da gasolina sobe…

Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP),  o preço da gasolina subiu pela 12ª semana seguida, chegando a R$ 4,20 em algumas cidades brasileiras.

Nas três primeiras semanas do ano, o preço médio da gasolina nas bombas subiu 2,31%. Na terceira semana, o valor médio por litro subiu.

Nesse intervalo, a Petrobras reduziu o preço do combustível nas refinarias em 1,79%, seguindo sua política de preços, adotada em julho de 2017, de reajustar os valores para acompanhar as cotações internacionais.

Segundo a ANP, os demais combustíveis também terminaram em alta para o consumidor. O diesel subiu para R$ 3,37 por litro, em média. Na mesma semana, a Petrobras reduziu o valor do combustível nas refinarias em 0,77%.

Noano, o diesel já subiu 1,53% nas bombas. Já o etanol teve a maior alta entre os três combustíveis, subindo 0,94% na semana, para a média de R$ 2,99 por litro. Com isso, o combustível acumula alta de 2,71% no ano.