Lula está ‘indignado’ com Moro em ministério, diz Gleisi

Segundo Gleisi, Lula está “bem, mas indignado com a nomeação do seu algoz como ministro da Justiça”

Terra

Após visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que o petista ficou “indignado” com a escolha do juiz Sérgio Moro – que o condenou no processo do tríplex do Guarujá – para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo Gleisi, Lula está “bem, mas indignado com a nomeação do seu algoz como ministro da Justiça”. “Ao invés de apresentar prova contra mim, aceita ser ministro”, teria dito Lula, nas palavras da dirigente petista.

“Nós precisamos saber desde quando está feito este acerto entre Moro e Bolsonaro”, questionou. “Nos reiteramos que o CNJ paute a denúncia que fizemos como bancada, do vazamento do grampo com a presidenta Dilma, que impediu Lula de ser ministro”. Gleisi afirma que desde aquela situação esta articulação está sendo feita.

A presidente do PT disse que os advogados do partido e do ex-presidente avaliam medidas jurídicas após a escolha de Moro. Uma das decisões, afirmou, é acrescentar as informações sobre a indicação na representação protocolada contra o juiz no Conselho Nacional da Justiça (CNJ).

Objetivo era interditar Lula politicamente, diz nota da defesa

A defesa do ex-presidente emitiu nota condenando a decisão de Moro de aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para chefiar o futuro Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“A decisão de Moro prova ‘definitivamente o que sempre afirmamos: Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente'”, diz o texto, citando ainda uma reportagem da Folha de S.Paulo em que o vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, declarou que o convite a Moro foi feito ainda durante a campanha eleitoral.

O advogado Cristiano Zanin Martins afirmou que a defesa “tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente”.

Após críticas de Ciro, Manuela diz: ”Se a gente não se unir não vai sobrar nada”

Sem citar o nome do pedetista, Manuela criticou a postura de divisão após a derrota no segundo turno e relembrou que abriu mão da própria candidatura para, de acordo com ela, “buscar ao menos parte dessa unidade”

Estado de Minas

Depois de Ciro Gomes (PDT), derrotado no primeiro turno, ter afirmado em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que a candidatura do ex-presidente Lula foi uma “fraude”, que foi “miseravelmente traído pelo presidente Lula e seus asseclas” e que não quer mais fazer campanha para o PT, Manuela D’Ávila (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT), afirmou pelo twitter que “Se a gente não se unir não vai sobrar nada”.

Sem citar o nome do pedetista, Manuela criticou a postura de divisão após a derrota no segundo turno e relembrou que abriu mão da própria candidatura para, de acordo com ela, “buscar ao menos parte dessa unidade”.

Ciro Gomes afirmou, também, que a candidatura do PT visava um “projeto de poder miúdo e de ladroeira” e acusou a legenda adversária de eleger Jair Bolsonaro (PSL). “Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo”, declarou.

Em aparente resposta às críticas de seu adversário, a vice de Haddad disse que desde a época que lançou a candidatura, então isolada, pelo PCdoB, defendeu que a unidade no campo da esquerda era o caminho para construir “a vitória das forças políticas progressistas, populares e comprometidas com a democracia”.

Ela argumenta, também, que se construiu um programa comum, mas que não se avançou para uma candidatura única durante as negociações pré-eleitorais. Ela classifica isso como o “erro original e mais importante frente ao qual todos os outros são menores”.

“Buscar responsabilizar agora qualquer ator ou força política, isoladamente, por nossa derrota é não compreender quem são nossos adversários e os gigantescos interesses contra os quais disputamos a eleição”, argumentou.

Manuela disse que a esquerda está dolorida com a derrota, mas que o “campo progressista” encontrou, na reta final do pleito, um rumo que ela acredita ser positivo. “Deu o recado e o caminho para todos nós: unidade generosa, sem hegemonismo, sem estrelismo, todo mundo junto e igual. Porque, gente, prestem atenção: se a gente não se unir não vai sobrar nada no céu pra estrela e astro nenhuma brilhar”, defendeu.

Por fim, a comunista defendeu que as esquerdas formem uma “unidade real” com base nos valores da democracia, liberdade e justiça social. Ela afirma que esse projeto de união fez parte da campanha nas ruas nas eleições de 18 e que toda a movimentação aconteceu “longe dos gabinetes e espaços burocráticos”.

“Não foi feito apenas por um partido e também não foi contra um Partido. Então, agora não pode ser de um partido, de um líder ou contra o outro líder. Precisamos estar todos juntos, como estivemos nesses últimos dias. Juntos nas ruas, nas praças, nos bairros. Conversando, ouvindo, refletindo. Construindo nossa ação, garantindo o zelo à Constituição Cidadã de 88. Esse é nosso dever, foi para isso que saímos juntos nas ruas”, declarou.

Ela ainda criticou a postura de Ciro Gomes, mesmo sem citar nomes, ao afirmar que “dispensar a unidade” ou “fazer o jogo dos adversários” é não entender os anseios dos eleitores que não votaram em Jair Bolsonaro. “Temos diferenças, lutemos pelo direito de preservá-las. Para isso, precisamos estar juntos, lutando pela (r)existência”, concluiu.

Após crítica a Lula, Gleisi diz que Ciro está irritado com derrota na urna

UOL

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, diz lamentar as críticas feitas pelo candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT). A parlamentar diz que o PT compreende as “dores” do pedetista.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo” , Ciro fez fortes críticas ao PT e a seu líder maior, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-candidato disse que não aceitou ser vice de Lula, como Fernando Haddad (PT), por considerar isso uma “fraude”.

“Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado”, disse. Ele também disse que os petistas são responsáveis pela eleição do novo presidente, Jair Bolsonaro (PSL).

Em resposta, Gleisi usou suas redes sociais para lamentar que “Ciro Gomes esteja tão irritado com seu seu resultado eleitoral insatisfatório”. “Mas entendemos suas dores e somos solidários. O que importa é a unidade contra o fascismo e o ataque aos direitos do povo. Nisso estaremos juntos!”, escreveu.

Ciro também fez duras colocações a respeito do teólogo Leonardo Boff, ligado ao PT, e que criticou o pedetista por não ter declarado voto em Haddad. “Pega um bosta como esse Leonardo Boff. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras?”

O ex-candidato passou praticamente todo o período do segundo turno fora do país e não apresentou apoio formal ao candidato do PT no segundo turno –se limitou a dizer que não votaria em Bolsonaro. “Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: ‘Ele não’. O que ele quer mais agora?”.

O pedetista ainda criticou as ações do PT para isolar o PSB de uma possível aliança com Ciro na disputa presidencial, colocando em xeque candidaturas aos governos de Pernambuco e Minas Gerais. “Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro.”

Gleisi defendeu sua sigla e disse que “o PT é um partido que faz articulação pública aberta e transparente, tem estratégia política e não age por mágoa ou traição”. “Temos orgulho de Lula, o maior líder político popular da história do Brasil, assim como de Leonardo Boff e Frei Beto, que emprestam suas vidas à causa do povo.”

Vantagem de Bolsonaro racha campanha de Haddad, e PT rejeita se descolar de cartilha de Lula

Haddad durante campanha em Manaus na última semana — Foto: Adneison Severiano

G1

A vantagem do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas de intenção de voto para presidente abriu uma crise no comando da campanha de Fernando Haddad (PT), que não se entende sobre a melhor estratégia a ser adotada a poucos dias da eleição para reagir ao adversário.

Nesta terça-feira (2), em São Paulo, o comitê nacional de campanha de Haddad – com a presença de todos os cardeais petistas e de partidos aliados – expôs o racha na campanha. Uma ala reagiu veementemente à proposta de que o candidato deveria colocar mais a sua própria personalidade e ser, nas palavras de um aliado, “menos advogado de Lula e mais Fernando”.

O temor desta ala do PT que rechaça mudanças: que Haddad faça acenos ao mercado financeiro, ou promova alianças com candidatos do centro antes do segundo turno, o que poderia afastar eleitor de esquerda.

Problema é exatamente chegar ao segundo turno. Quem defende o contrário no PT diz que Haddad “precisa romper este casulo se quiser se assegurar no segundo turno e ter alguma chance”.

Ocorre que o comando do PT, como ficou claro na reunião de terça, rejeita qualquer possibilidade de descolamento da cartilha original. Mesmo diante da análise de que a transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu o teto e de que o candidato precisa ampliar os apoios.

Uma das propostas discutidas, segundo relato de um integrante da campanha ao blog, era a de pregar que, se eleito, Jair Bolsonaro faria “com uma ditadura” o que Temer “não conseguiu com a democracia”: as chamadas reformas estruturais. Mas, o PT se recusou, porque quer manter a narrativa de que já vivem um “golpe” após a prisão de Lula – condenado em segunda instância por corrupção.

Entre os petistas que têm participado das discussões sobre os novos rumos da campanha de Haddad, estão Gleisi Hoffmann, Paulo Okamotto, lideranças do PCdoB, Sérgio Gabrielli, entre outros.

Por ora, consenso no comando do PT existe apenas para apontar os responsáveis pela estagnação de Haddad e rejeição do partido nas pesquisas: os outros, os adversários. Sem autocrítica.

Fernando Haddad enfrenta “fogo amigo”

Nesta semana, a campanha petista sofreu novo revés, dessa vez do Poder Judiciário. Após o juiz Sérgio Moro autorizar a divulgação da delação do ex-ministro Antônio Palocci, o esquema do petrolão voltou à tona

Estado de Minas

Alvo de fogo amigo nos últimos dias com declarações controversas de integrantes do seu partido, o candidato do PT, Fernando Haddad (PT), chega na reta final da campanha no primeiro turno vendo o crescimento de sua rejeição, a segunda maior entre os concorrentes ao Palácio do Planalto. A campanha petista sofre agora com a polêmica levantada pelo ex-ministro José Dirceu, de que seria “questão de tempo para o PT tomar o poder”. Antes, a presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann, também havia feito declaração controversa ao defender o indulto ao ex-presidente Lula, que seria concedido por Haddad caso vencesse a eleição. Outro tema que pode ter influenciado negativamente a campanha seria a convocação de uma Constituinte, incluída na campanha petista e que foi criticada pelo candidato do PDT, Ciro Gomes. Ele criticou Haddad durante o último debate na TV afirmando que não é prerrogativa do presidente da República convocar Constituinte.

No mês passado, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, também foi alvo de fogo amigo com falas polêmicas de aliados. O capital da reserva viu seu indicado para o Ministério da Fazenda, o economista Paulo Guedes, defender a volta da CPMF, e seu candidato a vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, criticar o 13º salário e o adicional de férias, que são direitos constitucionais dos trabalhadores. Apesar do aumento da rejeição, Bolsonaro e Haddad mantiveram boa margem sobre seus adversários nas pesquisas de intenção de voto, o que segundo especialistas demonstra que seus eleitores já estão consolidados.

Pouco conhecido no início da campanha em muitas regiões do Brasil, Haddad viu sua rejeição aumentar de 27% para 38% na nova pesquisa do Ibope e de 32% para 41% na do Datafolha. Declarações polêmicas de aliados podem explicar o aumento do número de eleitores que afirmaram não votar em Haddad de jeito nenhum. A de Bolsonaro subiu de 41% para 45% no Ibope e oscilou de 46% para 45% no Datafolha. Na semana passada, José Dirceu disse em entrevista ao jornal El País que era questão de tempo para o PT tomar o poder. Dois dias depois, em outra entrevista polêmica, o ex-ministro petista defendeu a retirada de poderes do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outra declaração polêmica envolveu a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, que afirmou em entrevista ser favorável a um indulto para que o ex-presidente Lula deixe a prisão caso Haddad vença as eleições. A hipótese, no entanto, vem sendo descartada pelo próprio Haddad, que afirma que Lula não quer indulto para ganhar sua liberdade, uma vez que se considera inocente e quer ver seu processo julgado pelas cortes superiores. O petista, que vinha crescendo nas últimas pesquisas de intenção de voto, passando de 4% para 21% em um mês de campanha, se manteve no último levantamento com o mesmo percentual.

Nesta semana, a campanha petista sofreu novo revés, dessa vez do Poder Judiciário. Após o juiz Sérgio Moro autorizar a divulgação da delação do ex-ministro Antônio Palocci, o esquema do petrolão voltou à tona. Entre os citados por Palocci estão caciques do PT e um dos coordenadores da campanha de Haddad à Presidência, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. O partido negou as denúncias do ex-ministro petista e afirmou que a abertura da delação foi mais um ato político de Moro.

O fogo amigo de Bolsonaro e Haddad vem sendo aproveitado pelos adversários, que endureceram o tom das críticas feitas nas propagandas eleitorais desde a semana passada. O candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, e da Rede, Marina Silva, criticaram as declarações do general Mourão, citando que a eleição de Bolsonaro representará “retrocesso” para os trabalhadores brasileiros. Já o candidato do PDT, Ciro Gomes, afirmou em debate que Haddad faz proposta parecida com a de Mourão ao sugerir a convocação de uma Assembleia Constituinte.

Votos consolidados

Para o cientista político e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fábio Wanderley Reis, a manutenção de Haddad e Bolsonaro à frente das pesquisas, mesmo com grande ataque dos adversários, demonstra que ambos são candidatos com eleitorado já consolidado. “Esse cenário de crescimento e manutenção dos votos para os dois ficou claro nas últimas semanas. As posições de Bolsonaro, com o discurso de que bandido bom é bandido morto, por exemplo, conquistou parte da população que estava procurando uma figura como ele. O crescimento do PT acompanha tendência parecida, ao contrário da direita. Desde a prisão do Lula houve forte mobilização e o candidato do partido recebeu esse eleitorado. Sobra pouco espaço para os demais candidatos, mesmo com tantas polêmicas repercutindo fortemente”, diz Fábio Wanderley.

Num cenário de segundo turno entre os dois candidatos com maior rejeição, as pesquisas do Ibope e do Datafolha mostram empate técnico entre Bolsonaro e Haddad. Na primeira, o capitão da reserva o petista têm 42%. Na segunda, Bolsonaro têm 44% e Haddad, 42%.

No PT, Zé Inácio se sobressai na disputa pela Assembleia Legislativa

Dos candidatos petistas, Zé Inácio é o que mais se sobressai entre as dezenas de nomes lançados

A eleição proporcional de 2018 é, certamente, uma das mais disputadas dos últimos anos. As 42 cadeiras da Assembleia Legislativa estão sendo desejadas por várias coligações e partidos, dentre eles o PT.

Dos candidatos petistas, o deputado estadual Zé Inácio é o que mais se sobressai entre as dezenas de nomes lançadas, consolidando-se como favorito para uma das vagas. O parlamentar se movimenta bem entre os diversos segmentos, está bem articulado com lideranças nacionais, como o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o presidenciável Fernando Haddad e a presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann.

Dos candidatos petistas, Zé Inácio é o que mais se sobressai entre as dezenas de nomes lançados

Zé Inácio vem fazendo forte campanha e tem apoio de vários prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças em diversas regiões do Maranhão. Ele conta ainda com apoio da militância jovem.

No primeiro mandato, Zé Inácio atuou também nas camadas mais populares e menos favorecidas. Focou atuação parlamentar em setores como agricultura familiar, juventude, LGBTs, trabalhadores, negros, consumidores, usuários de serviços bancários, entre outros.

Dos candidatos petistas, Zé Inácio é o que mais se sobressai entre as dezenas de nomes lançados

O PT, ao que tudo indica,  elegerá dois deputados estaduais nessas eleições, um deles deverá ser Zé Inácio. Por sua forte atuação e aceitação popular, o deputado é o favorito do PT para uma das vagas.

PT registra candidatura de Lula à Presidência no TSE

A Presidente Nacional do PT, Senadora Gleisi Hoffmann, mostra Papel do registro da candidatura de Lula no TSE. Foto: Ailton de Freitas

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou nesta quarta-feira (15) o pedido de registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

Fernando Haddad, indicado como vice, Manuela D’Avila, do PCdoB, a ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, estiveram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar a documentação e fazer um gesto em defesa do ex-presidente. Antes de entrar na sala, ao ser questionada sobre a possibilidade de indeferimento do registro de candidatura, Gleisi afirmou que “vai lutar até as últimas consequências, e Lula será o candidato do PT”.

Desde a manhã desta quarta-feira, petistas realizaram várias atividades políticas para exaltar o ex-presidente. Uma marcha pelas ruas de Brasília, organizada pelo MST e outros movimentos sociais, teve como destino o TSE. Segundo A Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas seguiram em caminhada pela Esplanada dos Ministérios.
Pela manhã, Haddad visitou militantes que fazem greve de fome em protesto à prisão de Lula. Depois, participou do lançamento do livro “Caravana da Esperança: Lula pelo Nordeste”, onde criticou a prisão de Lula, ao lado de Gleisi.

No Senado, depois do evento com Haddad, Gleisi anunciou que o PT irá chamar para falar ao Congresso o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o desembargador do Tribunal Regional Federal da Quarta Região Thompson Flores e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro. Ao todo, os petistas protocolaram nove requerimentos pedindo esclarecimentos sobre o dia 8 de julho, quando uma série de decisões conflitantes sobre a liberdade de Lula foram expedidas pela Justiça.

Condenado em segunda instância no caso do tríplex, Lula cumpre os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Como está preso em Curitiba, coube a Fernando Haddad, formalizado como candidato a vice, a tarefa de entregar no TSE os documentos do petista.

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão empenhados em definir ainda em agosto a situação da candidatura do ex-presidente. O objetivo é evitar que o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa no dia 31 deste mês, tenha início com o quadro de candidatos indefinido. A tendência da Corte é negar o registro. No entanto, existe uma série de prazos na lei a serem cumpridos em caso de alguém contestar a candidatura. Por isso, os ministros estão dispostos a dar prioridade ao caso.

Durante a posse de Rosa Weber na presidência do TSE na noite de terça-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, criticou o uso de dinheiro público por pessoas “inelegíveis”. Segundo ela, só quem cumpre a lei pode concorrer. A procuradora-geral já avisou anteriormente que poderá pedir que Lula devolva aos cofres públicos o dinheiro eventualmente gasto em campanha.

Gleisi Hoffmann confirma a Augusto Lobato convenção conjunta do PT com o PCdoB

A decisão foi informada pela própria presidente nacional ao presidente Augusto Lobato

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, deferiu a solicitação do presidente estadual do PT no Maranhão, Augusto Lobato, e confirmou encontro Estadual do PT para o dia 27 e convenção para o dia 28, na mesma data da convenção do PCdoB. A decisão foi informada pela própria presidente nacional ao presidente Augusto Lobato.

Confira carta do presidente do PT do MA a presidente nacional Gleisi:

Do: Presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores do Maranhão

Para: Presidenta Nacional do Partido dos Trabalhadores

Presidenta Gleisi Hoffmann, em virtude da resolução que adia a data de alguns encontros estaduais do PT, entre eles o Maranhão, gostaria que fosse reconsiderada pela Executiva Nacional, a situação do Maranhão. Queremos manter nossa convenção para o dia 28 de julho. Imagino que inclusão do nosso estado foi um engano.

Lembro que conforme a orientação da instância nacional, que definiu que o nosso encontro de tática seria no período 27 a 29 de julho, marcamos, a partir da decisão da executiva estadual, para 27 de julho, o encontro de tática. E a nossa convenção será no dia 28, visto que a convenção do PCdoB e, dos demais partidos aliados, também será nesta data.

Considerando que o prazo para registro das atas das convenções partidárias é de até 24h após a realização das mesmas, torna-se inviável a realização da convenção do PT no dia 02 de agosto.

Se fosse mantida a data do dia 02 de agosto, estaríamos fora da coligação com o PCdoB.

Sendo assim, consideramos prudente pela orientação anterior de realização do encontro pelo calendário já definido.

Augusto Lobato Presidente Estadual do PT/MA

 

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100 dias de Lula na prisão

Mais magro do que estava quando chegou de helicóptero, na noite de 7 de abril, o petista, mesmo preso, ainda dita as regras no partido e de seus principais aliados na campanha presidencial

Condenado na Operação Lava-Jato a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa hoje 100 dias preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Mais magro do que estava quando chegou de helicóptero, na noite de 7 de abril, o petista, mesmo preso, ainda dita as regras no partido e de seus principais aliados na campanha presidencial. E mantém o PT imobilizado na definição de uma alternativa eleitoral. Às vésperas da convenção partidária e a um mês do prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) –, o prazo é 15 de agosto –, o mais importante preso da Lava-Jato transformou sua cela em comitê político e eleitoral, numa espécie de campanha via porta-vozes.

Desde que foram autorizadas as visitas de amigos, o ex-presidente já esteve com 16 pessoas em 11 datas. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, é quem mais o visitou. É ela a responsável por avisar o partido, governadores e líderes políticos sobre as decisões de Lula – que, segundo a sigla, tem a palavra final.

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Na sexta-feira, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad esteve com o ex-presidente pela primeira vez como advogado, com procuração para atuar no processo da execução penal. Coordenador do programa de governo do PT e apontado como possível “plano B” do partido, Haddad havia estado com Lula em sua cela duas vezes, desde que foram liberadas pela Justiça visitas de amigos nas quintas-feiras, pelo período de uma hora. Como advogado, o petista pode agora ver o ex-presidente em qualquer dia da semana.

A intenção do grupo diretamente ligado a Lula é arrastar até o momento final a definição da candidatura e tentar reverter a situação em benefício eleitoral para o nome que for escolhido como candidato do partido, já que Lula está potencialmente impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa. O PT avalia que o bom desempenho do ex-presidente nas pesquisas, mesmo depois de preso, é um trunfo eleitoral importante para as composições estaduais. E assim, busca manter Lula candidato durante o máximo de tempo possível e fazer a troca só depois que a Justiça decidir se aceita o registro da candidatura.

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Lula acompanha o cenário eleitoral e político do país pelos canais da TV aberta – a que assiste boa parte dos dias – e pelos relatos de amigos, familiares e advogados. No início de junho, o PT pediu à Justiça o direito de Lula participar de “atos de pré-campanha e, posteriormente, de campanha”, de comparecer ou participar por vídeo da Convenção Partidária Nacional do PT, marcada para o dia 28. Além disso, o partido pleiteava que Lula pudesse participar de debates e sabatinas realizadas pela imprensa.

Na última semana, porém, a juíza federal Carolina Lebbos, responsável pelo processo da execução provisória da pena de Lula, negou o pedido. Para a Justiça, o status do ex-presidente é de inelegível, em decorrência da condenação em segunda instância – a 8ª Turma do TRF-4 confirmou sentença de Moro em janeiro e elevou a pena. A decisão de negar direitos especiais a Lula saiu dois dias depois de o desembargador de plantão do TRF-4, Rogério Favreto – que tem histórico de ligações com o PT – conceder liberdade ao ex-presidente no último dia 8. A ação foi revertida no mesmo dia pelo relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto, e pelo presidente da corte, Carlos Eduardo Thompson Flores.

Depois de 100 dias da prisão, o número de manifestantes que mantêm a vigília “Lula Livre” no entorno do prédio da PF caiu de quase 2 mil por dia para 200 pessoas por semana. De acordo com a direção do PT, ao todo, cerca de 100 mil pessoas já passaram pelo local.

 

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