Mais um vereador de Governador Nunes Freire é assassinado…

Kedson foi encontrado morto por populares

Encontrado morto, na manhã desta sexta-feira (25), em Turilândia, a 160 km de São Luís, o vereador de Governador Nunes Freire, Kedson Rodrigues (PPS), de 38 anos. Ele estava com várias perfurações de faca.

De acordo com as primeiras informações, o corpo do vereador Kedson Rodrigues foi encontrado por populares em um matagal que fica situado próximo de um povoado em Turilândia. O crime contra o parlamentar foi registrado pela polícia como um homicídio.

Os crimes em Governador Nunes Freire seguem numa frequência que impressiona. No ano passado, o vereador  Esmilton Pereira dos Santos, de 45 anos, foi morto também a tiros ao chegar em casa.

Em 2014, o vereador Paulo Lopes Sales foi espancado até a morte e abandonado às margens da BR-316. Dias antes, ele havia denunciado fraudes na Câmara de Vereadores de Governador Nunes Freire.

No ano passado, o blogueiro Ítalo Eduardo Diniz Barros, de 30 anos, também foi executado  com quatro tiros, em Governador Nunes Freire.

Kedson Rodrigues, encontrado morto nesta sexta-feira (25), foi eleito vereador, em 2016, com 516 votos.

Improbidade – Justiça afasta prefeito de Governador Nunes Freire por 180 dias

Segundo o MP, somente o prefeito realizou seis empréstimos, em datas distintas, mediante a apresentação de um contracheque

A Justiça do Maranhão determinou o afastamento, por 180 dias, do prefeito de Governador Nunes Freire, Marcel Everton Dantas Silva, o Marcel Cuió.Também foram suspensos, cautelarmente, os secretários Edmilson Medeiros dos Santos (Administração), mais conhecido como Pachico, e Marcos Renato Costa (Finanças). A ação é do Ministério Público do Maranhão.

Igualmente foi decretado o afastamento de José Paulo Dantas Silva (coordenador técnico da prefeitura e irmão do prefeito) e Cleberson Ferreira Rodrigues (integrante da diretoria do Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura).

Conforme solicitação do MPMA, a Justiça ordenou, ainda, a indisponibilidade dos bens dos referidos réus e do gerente do Banco do Brasil Washington Costa Pessoa.

Os pedidos foram feitos no curso do Procedimento Investigatório Criminal (PIC), que apura a utilização, pela Prefeitura de Governador Nunes Freire, de servidores “laranjas” para a realização de empréstimos consignados no Banco do Brasil.

Formularam os pedidos conjuntamente o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, a promotora de justiça da Comarca de Governador Nunes Freire, Laura Amélia Barbosa, e os promotores integrantes do Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A decisão foi proferida pela Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e teve como relator o desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos.

FRAUDES

Após a quebra do sigilo bancário do Município, o Ministério Público do Maranhão constatou que, no período de 1º de janeiro de 2013 a 9 de maio de 2014, contracheques de funcionários da prefeitura foram adulterados para constar uma remuneração maior e possibilitar a efetivação de empréstimos bancários de maior valor.

O MPMA apurou ainda que a alteração nos contracheques foi feita na Secretaria de Administração, no setor de Recursos Humanos, onde o contador da prefeitura, Cleberson Ferreira Rodrigues, atua. As fraudes foram cometidas sob o comando do prefeito Marcel Everton Dantas.

Somente o prefeito realizou seis empréstimos, em datas distintas, mediante a apresentação de um contracheque, no qual informara receber mensalmente um salário no valor de R$ 30 mil, quase o dobro da quantia apresentada na prestação de contas encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), R$ 15.400,00.

Estes seis empréstimos teriam levantado ao prefeito a soma de R$ 298.053,09. Segundo as investigações, além do prefeito também foram beneficiados pelo esquema Ângela Guida de Oliveira (esposa do vice-prefeita), José Paulo Dantas Silva Neto e Marcos Renato Costa, além dos demais envolvidos.

O afastamento dos envolvidos tem como objetivo facilitar as investigações e evitar o cometimento de maiores danos aos cofres do Município.

Morte de vereador pode ter relação com desvio de dinheiro, denuncia deputado

Denúncia foi apresentada  pelo deputado Bira do Pindaré

Denúncia foi apresentada pelo deputado Bira do Pindaré

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) apresentou uma denúncia feita pelos vereadores Marcelo Oliveira, Ulenira Batista, Luís Fernando Pereira e Gerlândia de Oliveira, que fizeram uma representação junto ao Ministério Público Estadual acusando o desvio de dinheiro público, no município de Governador Nunes Freire, utilizando o mecanismo de consignações junto ao Banco do Brasil.

O deputado relatou e detalhou o teor da acusação feita pelos vereadores. Os parlamentares municipais denunciam que, no contrato de consignação do Banco do Brasil, o desconto dos servidores, ao invés de ser efetuado na conta própria, está sendo feito na conta da Prefeitura, ou seja, o Município está pagando as consignações.

Bira classificou a situação como uma ilegalidade flagrante por se configurar como desvio de dinheiro e cobrou que o caso seja investigado o mais rápido possível pela Polícia.

Morte de vereador 

O parlamentar ressaltou que o desvio de dinheiro já tinha sido denunciado pelo vereador Paulo Lopes (PT). Alguns dias após a denúncia, na Câmara Municipal de Nunes Freire, o parlamentar faleceu, supostamente vítima de acidente. Bira destacou que as investigações da Polícia Civil caminham na direção, de que há vinculações entre a morte do vereador e a denúncia que ele formulou.

Em razão da gravidade da situação, o deputado Bira formulou representação mediante oficio à Polícia Civil, ao Banco do Brasil, à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público Estadual, pedindo que eles façam a investigação devida da denúncia.

De acordo com o parlamentar, os vereadores tiveram acesso aos contracheques dos funcionários e constataram que não há desconto em favor do Banco do Brasil, no entanto na lista das consignações fazem parte pessoas que não são servidores do município. Para o socialista, a situação é extremamente grave e pode indicar o enriquecimento ilícito e talvez uma fonte de arrecadação de dinheiro para futuras campanhas eleitorais.