Preço do diesel diminui, mas ainda não chega às bombas R$ 0,46 menor

Apesar do recuo, o preço nas bombas dos postos do país ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias

Pela segunda semana consecutiva, o preço do diesel nos postos do Brasil recuou, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda é resultado do programa de subsídios ao combustível que fez parte do acordo, entre o governo federal e caminhoneiros, que pôs fim à greve de 11 dias da categoria.

Ainda segundo a agência reguladora, o valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 registrados na semana anterior.

Apesar do recuo, o preço nas bombas dos postos do país ainda não refletiu a redução média de R$ 0,46 por litro realizada nas refinarias. Segundo a ANP, isso ainda é um reflexo de estoques antigos. Além disso, para que o corte chegue ao consumidor final, muitos estados ainda precisam reduzir o preço de referência para a cobrança do ICMS.

A gasolina registrou preço médio nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 3 centavos, se comparada ao preço da semana anterior, segundo dados da ANP. A Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar.

Na última semana o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, deu várias declarações afirmando que aguardará resultados de uma consulta pública – que termina no dia 2 de julho – sobre preços dos combustíveis anunciada pela ANP antes de decidir se será necessária uma mudança na frequência dos reajustes no preço da gasolina realizados pela estatal.

Greve dos caminhoneiros custará R$ 15 bilhões para a economia

Por causa da paralisação, a previsão oficial de 2,5% de crescimento do PIB para este ano poderá ser revista para baixo

Os dez dias de greve dos caminhoneiros custarão R$ 15 bilhões para a economia, o equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), informou hoje (12) o Ministério da Fazenda. De acordo com a pasta, o ministro Eduardo Guardia repassou a estimativa ontem (11) em reunião com investidores em São Paulo.

Por causa da paralisação, a previsão oficial de 2,5% de crescimento do PIB para este ano poderá ser revista para baixo. O número só será divulgado no fim de julho, e o ministro não informou mais detalhes.

Na última edição do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada todas as semanas pelo Banco Central, os analistas de mercado estimavam que a economia crescerá apenas 1,94% em 2018. Essa foi a sexta semana consecutiva de queda nas projeções. Há um mês, a projeção estava em 2,51%.

O ministro não informou o impacto que a greve dos caminhoneiros terá sobre a inflação, por causa da escassez de alimentos e da alta temporária do preço dos combustíveis provocadas pela paralisação. Segundo o boletim Focus, a previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,65% para 3,82% em 2018. As projeções do Ministério da Fazenda para a inflação também só serão divulgadas no fim de julho.

Com o aumento dos combustíveis, veja como dirigir seu carro da forma mais econômica

Veja alguns conselhos para dirigir de forma bastante econômica, reduzindo ao máximo o consumo de seu veículo

Filas nos postos, combustíveis em falta, preços disparando e até gente armazenando gasolina em galões. Aparentemente, a crise de abastecimento de combustível já está começando a passar em São Luís. Mas como nada impede que outras venham (inclusive em curto prazo), reunimos aqui algumas orientações.

Primeiro, configure o computador de bordo para mostrar o consumo imediato ou o consumo médio — e fique sempre atento aos números. Com o tempo, você pegará todas as manhas para dirigir de maneira bem econômica.

Partiu? Então, nada de acelerações bruscas — use seu pé direito de forma progressiva. Se precisa parar lá na frente, tire o pé do acelerador com antecedência e o motor se encarregará de reduzir a velocidade do carro. Não deixe para frear com força mais adiante. Nas desacelerações, a injeção de combustível é reduzida ao mínimo para que o motor não apague.

Outra boa dica, pelo mesmo motivo, é usar o freio motor em declives acentuados. Sabe a “banguela”? Além de ser perigosa, não representa qualquer economia nos carros atuais. Ao descer a serra com um carro automático, ponha o seletor em uma marcha mais reduzida do que a “drive” e deixe que ele siga em frente.

Na hora de acelerar, não estique as marchas sem necessidade. Procure fazer as trocas em rotação adequada: se o carro tem conta-giros, tente fazer com que o motor trabalhe em rotação próxima, ou um pouco inferior, à do regime de torque máximo. Evite que o ponteiro chegue perto da rotação de potência máxima (os números relativos ao seu carro estão no manual ou podem ser encontrados facilmente na internet).

Muitos modelos modernos têm um indicador do momento mais econômico da troca de marcha. Normalmente é uma luz piscante, que se chama “shift light”: quando ela pisca, é hora de trocar a marcha. Fique de olho nela para reduzir seu consumo. Com o tempo, você passará a dirigir assim, automaticamente.

Seu carro tem caixa de seis marchas? Então, não se esqueça de usar a sexta em rodovias. Parece uma dica óbvia, mas há gente desligada que, simplesmente, mantém o câmbio em quinta pela estrada afora. E sinta-se à vontade para usar o ar-condicionado — compressores modernos já não exigem tanto esforço do motor. Mas feche as janelas para que o climatizador possa ser bem aproveitado e, também, para melhorar a aerodinâmica — consequentemente, o consumo cai.

Mesmo quando não se está dirigindo existem medidas preventivas que vão ajudar o carro a consumir menos combustível. Fazer as revisões e as manutenções preventivas é importante para que todos os componentes funcionem bem. É imperativo verificar, em especial, o estado das velas, o funcionamento da injeção eletrônica e o estado do filtro de ar — sujo, ele faz o carro beber mais. A substituição deve ser feita, em média, a cada 10 mil quilômetros, mas isso varia com o tipo de uso.

Os pneus também contribuem: devem estar com a pressão correta. Por isso, calibre uma vez por semana (os pneus devem estar frios). Aproveite e veja seu porta-malas: carregar tralhas desnecessariamente faz o carro levar mais peso e, consequentemente, beber mais.

Alimentação! Supermercados de São Luís, feiras e consumidores sentem efeitos da crise…

Reflexo da crise deflagrada pela greve dos caminhoneiros, supermercados e feiras enfrentam desabastecimento

Fui hoje ao supermercado, em São Luís, e senti, no meu carrinho, os efeitos da crise federal gerada pela greve dos caminhoneiros. Não pude trazer itens como tomate, cebola, pepino, alface americana, abacate, mamão e limão. Muita coisa de alimentos – principalmente verduras, frutas e carnes – faltando nas prateleiras.

Na Central de Abastecimentos do Maranhão (Ceasa), localizada na capital maranhense, a preocupação é maior, pois é evidente o reflexo do desabastecimento que ameça os estabelecimentos comerciais. Sem produtos, não há como haver distribuição. Nas feiras de São Luís, várias bancas e boxs permaneceram fechados.

Mas combustível tem em São Luís. Preço mais salgadinho (comprei a R$ 4,20 o litro da gasolina), mas está dando pra encontrar. Aí, graças aos esforços do governo do Flávio Dino (PCdoB), agindo bem em situações de gerenciamento de crises.

Em São Paulo, maior cidade brasileira, por exemplo, está caótica a situação. Postos fechados mesmo. Carros ficando em casa, metrôs superlotados, alimentos em falta também em feiras e supermercados. Vários restaurantes cortando, principalmente, pratos com carne. 50% da frota de ônibus circulando apenas. Uber e táxi, cobrando preços absurdos…

Combustível garantindo com escolta no Maranhão

No Maranhão, a operação, montada pelo Governo do Maranhão para reduzir os efeitos da crise federal de combustível, levou abastecimento para postos de gasolina e serviços essenciais. Foram cerca de 70 caminhões-tanque abastecidos e circulando com escolta policial em São Luís. No interior, ações também estão em curso.

Com o comboio, os veículos conseguiram captar o combustível e levar para postos e serviços essenciais, como ambulâncias e ônibus. Uma força conjunta entre Polícia Militar, Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal faz a escolta dos caminhões.

Governo Flávio Dino edita decreto para manutenção de serviços essenciais

Decreto autoriza a requisição administrativa de veículos e embarcações para garantir os serviços essenciais para a população

Na manhã deste domingo (27), em razão da crise federal de combustíveis, o governador do Estado, Flávio Dino, editou decreto autorizando a requisição administrativa de veículos e embarcações para garantir os serviços essenciais para a população.

Em razão dos bloqueios das estradas, o abastecimento de ambulâncias, viaturas das forças de segurança e dos veículos de transporte coletivo, por exemplo, estava sendo ameaçado.

Quando o Governo precisar se utilizar de algum bem ou serviço pertencente a um particular, prevê a Constituição, o proprietário será posteriormente indenizado.

Com o decreto deste domingo, uma das primeiras medidas foi a requisição administrativa de embarcação de ferry boat para transportar combustível para a Baixada Maranhense, que já sofria com desabastecimento total, colocando a população em risco, sem serviços públicos de ambulância e policiamento.

Já na noite deste domingo (27) as cidades da Baixada receberam combustíveis. O Governo do Maranhão vem acompanhando o movimento grevista com o respeito constitucional que lhe é merecido, mas buscando preservar os serviços essenciais para a população.

Michel Temer anuncia redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias

A R$ 0,46 no preço do diesel custará ao governo R$ 10 bilhões e que os recursos serão cobertos pelo Tesouro Nacional

O presidente da República, Michel Temer, anunciou neste domingo (27) novas medidas para a redução no valor do diesel, em mais uma tentativa de por fim à paralisação dos caminhoneiros que já dura 7 dias e provoca desabastecimento em várias partes do país.

Entre as medidas anunciadas está a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, e a isenção de pegamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.

Após o pronunciamento de Temer, o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) afirmou que essa redução de R$ 0,46 no preço do diesel custará ao governo R$ 10 bilhões e que os recursos serão cobertos pelo Tesouro via crédito extraordinário.

Na quinta (24), o governo já havia anunciado uma série de medidas para atender às reivindicações dos caminhoneiros e colocar fim à paralisação. Entre as propostas estava a redução a zero da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), em 2018, sobre o óleo diesel; e a manutenção, por 30 dias, de uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias, que havia sido anunciada pela Petrobras, redução pela qual a empresa seria ressarcida pela União.

O movimento do governo, porém, não surtiu efeito, e os caminhoneiros mantiveram a paralisação. Diante disso, Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas e editou um decreto permitindo ao governo assumir o controle de caminhões.

De acordo com o presidente, a redução de R$ 0,46 no litro do diesel terá validade por 60 dias. A partir daí, os reajustes no valor do combustível serão feitos a cada 30 dias, decisão que, segundo Temer, visa dar mais “previsibilidade” aos motoristas. O presidente informou que o corte de R$ 0,46 se dará com a redução a zero das alíquotas do PIS-Cofins e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre o diesel.

O ministro Carlos Marun disse que o Procon vai fiscalizar se a redução anunciada por Temer cheguerá às bombas. “A redução vai chegar às bombas. O Procon está, inclusive, editando medida e vai fazer fiscalização no sentido de que o nosso objetivo, de que essa redução chegue ao tanque do caminhoneiro, se torne realidade”, afirmou.

Temer também anunciou que vai editar três medidas provisórias para atender a outras demandas dos grevistas. As MPs vão prever:
1. Isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais;
2. Determinação para que 30% dos fretes da Conab sejam feitos por caminhoneiros autônimos;
3. Estabelecendo de tabela mínima dos fretes.

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que os pontos do acordo negociado na semana passada seguem valendo, entre eles o que tira o setor de transporte rodoviário de carga da chamada reoneração da folha.

A proposta, que na prática eleva a arrecadação federal, já foi aprovada pela Câmara e ainda depende de análise do Senado. Vários setores que haviam sido atendidos com a desoneração perderão o benefício. Segundo Temer, o setor dos caminhoneiros não estará entre esses setores.

Governo do Maranhão leva combustível à Baixada e atua com empresários contra crise federal

Veículos no ferry-boat para levar combustível à Baixada

O Governo do Maranhão mantém as operações e comboios para levar combustível a postos de gasolina e serviços essenciais no Estado. Neste domingo (27), um dos focos foi o transporte de caminhões-tanque para a Baixada. Simultaneamente, a região de Imperatriz também tem ações nesse sentido. E a capital continua sendo abastecida.

Os esforços são para reduzir os efeitos da crise federal de combustíveis. O governador Flávio Dino (PCdoB) determinou uma série de ações para manter o abastecimento no Maranhão.

Em relação à Baixada Maranhense, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) transportou gratuitamente caminhões-tanque pelo ferry-boat, com escolta policial. Na tarde deste domingo, foram 15 caminhões embarcados. Estão previstos outros embarques nas próximas horas.

O comandante da Polícia Militar, coronel Jorge Luongo, disse que as operações continuam até a normalidade do abastecimento. “Os caminhões estão tendo acesso à nossa capital para abastecer os postos”, disse.

Entre as ações, foram entregues quatro caminhões-tanque para o aeroporto em São Luís, com 130 mil litros de querosene de aviação, garantindo o funcionamento pelo menos até a próxima sexta-feira.

O Governo do Estado também fez na manhã deste domingo uma reunião com empresários e proprietários de postos de gasolina para unir forças contra a crise federal.

“Recebemos os donos de postos para garantir essa permanência do aparato de segurança para que a população não sofra maiores impactos do que já vem sofrendo”, disse o secretário da Casa Civil, Rodrigo Lago, referindo-se aos caminhões-tanque que têm sido escoltados pela polícia para garantir o abastecimento.

João Rolim, presidente do Sindicado dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (SindCombustíveis), classificou como “extremamente positiva” a operação montada pelo Governo do Estado para abastecer postos de gasolina e serviços essenciais. “Poucos governadores estão fazendo isso. A situação já está bem melhor do que estava”, afirmou.

UFMA e UEMA suspendem aulas nesta segunda-feira devido à greve dos caminhoneiros

A atitude visa minimizar transtornos à comunidade universitária de forma preventiva e considera os efeitos causados pelo desabastecimento de combustíveis

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), anunciou por meio do seu portal, que vai suspender suas atividades acadêmicas nesta segunda-feira (28). De acordo com o comunicado, a medida foi tomada devido à falta de combustíveis, além de outras dificuldades em decorrência da paralisação dos caminhoneiros que completou uma semana neste domingo (27).

Seguindo a mesma decisão, a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), também resolveu suspender as atividades acadêmicas em todos os campi nesta segunda-feira. A atitude visa minimizar transtornos à comunidade universitária de forma preventiva e considerando os efeitos causados pelo desabastecimento de combustíveis.

As atividades de ambas as Universidades estão mantidas em todas as unidades.

A paralisação dos caminhoneiros nas rodovias estaduais e federais pelo país entrou no 7º dia neste domingo (27). Lideranças dos caminhoneiros começaram a organizar novas paralisações a partir de segunda-feira (28), às 8h. Num vídeo que está circulando nos grupos de WhatsApp, representantes chamam, além dos caminhoneiros, veículos de passeio para parar as BRs. Além disso, uma manifestação em pontos estratégicos das principais capitais também está sendo organizada.

Flávio Dino fala das medidas do governo do Estado para reduzir impactos da greve

medidas tomadas pelo governo do Estado para reduzir os impactos da greve dos caminhoneiros

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou suas redes sociais para falar sobre as medidas tomadas pelo governo do Estado para reduzir os impactos da greve dos caminhoneiros.

Ele informou que o governo tem adotado medidas para garantir funcionamento dos transportes coletivos, como o Ferry Boat, para a Baixada e garantiu que vai continuar agindo dessa forma para preservar os interesses coletivos essenciais.

Na manhã deste sábado (26), o governador informou que comboios de caminhões com combustíveis terão proteção policial para abastecer transportes coletivos, serviços essenciais e postos. Informou ainda que está fazendo o possível para minimizar os efeitos do caos gerado pelo Governo Federal.

Flávio Dino afirmou que as atitudes de empresários de transportes e de caminhoneiros derivam de vários fatores. “Um dos mais relevantes é de termos um governo federal ilegítimo, sem autoridade, submisso a interesses estrangeiros na gestão da Petrobras. Jogaram o país no caos e a democracia em risco”, disse.