Roseana evita associação com o aliado Michel Temer, reprovado por 90% da população

Após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula

Sem a menor cerimônia, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) passou a esconder seu companheiro de partido e aliado, o presidente mais rejeitado da história brasileira, Michel Temer (MDB).

Após o golpe dado na ex-presidente Dilma Rousseff (MDB), Michel Temer passou a praticar medidas impopulares como a Reforma Trabalhista e o aumento dos impostos sobre os combustíveis e o gás de cozinha.

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Somente agora, após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula, na tentativa de angariar um pouco da sua popularidade no estado, deixando Michel Temer de escanteio.

As últimas atitudes do grupo Sarney deixam o pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro Henrique Meireles, em uma situação complicada. Mesmo patinando na margem de 1% nas pesquisas, ele não pode mais contar com a ajuda do clã Sarney no Maranhão, pois a ex-governadora tenta passar a imagem de ser aliada de Lula e do PT e o deixa à deriva na pré-campanha, juntamente com o companheiro de partido Michel Temer.

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MDB anuncia Meirelles como pré-candidato à Presidência da República

Meireles entra na disputa com a herança de Michel Temer, um governo rejeitado pela população

Em um evento em Brasília, nesta terça-feira (22), o MDB anunciou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pré-candidato do partido na eleição para a Presidência da República.

A cerimônia do MDB, chamada de “Encontro com o Futuro”, contou com a presença do próprio Meirelles e de caciques do partido, como o presidente Michel Temer. Meirelles se filiou ao MDB com o objetivo de ser o candidato do partido na eleição presidencial de outubro. No entanto, Temer também vinha se posicionando como uma das opções do MDB para encabeçar a chapa.

Temer decidiu dar apoio à candidatura de Meirelles depois da pressão de um setor do partido por uma definição oficial do presidente. Há a avaliação de que Temer não conseguiu sair da agenda negativa das investigações da Lava Jato, o que inviabilizaria a candidatura à reeleição.

Meireles entra na disputa com a herança de Michel Temer, um governo rejeitado pela população. O agora pré-candidato ao Palácio do Planalto, terá que carregar figuras como José Sarney, Roseana Sarney e Edison Lobão, ambos com vários processos na Justiça.

Se a candidatura de Meirelles for registrada, será a primeira vez, em mais de 20 anos, que o MDB terá candidato próprio à Presidência. A última vez foi nas eleições de 1994, com o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia.

Em entrevista coletiva após ser anunciado como pré-candidato, Meirelles disse que sairá em busca de alianças e que o presidente Michel Temer deverá participar da sua campanha. “O nosso palanque terá todas as lideranças dispostas a se engajar neste projeto”, afirmou. “O presidente certamente participará dos eventos que considerar adequado”, disse.